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30 de Maio, 2007 Carlos Esperança

Museu Irmã Lúcia

Sociedade: Museu Irmã Lúcia é inaugurado amanhã

Amanhã (dia 31), é inaugurado nas Carmelitas de Santa Teresa, em Coimbra, o museu em memória da Irmã Lúcia, a vidente de Fátima falecida a 13 de Fevereiro de 2005, aos 97 anos. A cerimónia decorrer depois de uma missa a celebrar pelas 15h00, pelo bispo da diocese.
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Nota: Coimbra é a primeira cidade do Mundo a ter um museu dedicado à Irmã Lúcia, a prisioneira que cumpriu mais longa pena.

O museu terá grande valor cultual e será enriquecido com o vasto espólio da freira que tinha queda para vidente e foi a confidente de estimação da Senhora de Fátima.

30 de Maio, 2007 Carlos Esperança

ICAR – Igreja dos pobres

O Papa Bento XVI recebeu hoje, no Vaticano, os pais de Madeleine McCann, desaparecida no Algarve a 3 de Maio, tendo-os abençoado, assim como à fotografia da menina, e prometeu rezar pela família e pelo regresso da filha.

Pensa-se que em próximas audiências o Papa irá receber os pais das crianças desaparecidas na Índia e no Darfur e abençoar as fotografias de crianças pobres que foram assassinadas ou vendidas como escravas.

30 de Maio, 2007 Helder Sanches

Christopher Hitchens: o quarto cavaleiro do Apocalipse

Richard Dawkins, Sam Harris e Daniel Dennett têm sido, durante os últimos tempos, os nomes mais sonantes na cena internacional a exporem o ridículo e os perigos da fé e da religião. Cada um no seu próprio estilo, têm conseguido captar a atenção dos media, principalmente nos EUA, onde o ateísmo ainda é visto pela grande maioria como uma espécie de doença que coloca na testa o selo “Inferno Express”.

Por outro lado, pode-se especular que esta recente coincidência de autores sobre o tema ateísmo – e a importância que lhes é dada – não passará de uma reacção social a dois mandatos de G. W. Bush, caracterizados por uma maior teocratização do discurso de Estado e por uma maior influência dos grupos cristão conservadores nas decisões de Washington.

Seja como for, é de salientar a publicação de mais uma obra de relevo a questionar a utilidade e a sanidade do fenómeno religioso. “God is Not Great: How Religion Poisons Everything” é o titulo do mais recente livro de Christopher Hitchens. O The New York Times publicou recentemente um excelente artigo sobre Hitchens e a sua mais recente obra. “In God, distrust“, por Michael Kinsley, é uma leitura recomendada. Nota: disponível apenas para subscritores, mas a subscrição é grátis.

(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

29 de Maio, 2007 Carlos Esperança

A diplomacia do Vaticano

Há muito que se diz que Blair é católico, facto que deveria ser do domínio pessoal, não fora a sua decisão de explicitar publicamente a condição de cristão, antes da invasão do Iraque.

O anúncio da eventual visita de Blair ao Vaticano, pela própria Rádio Oficial, é motivo de alguma surpresa e perplexidade, bem como a referência à especulação da imprensa britânica sobre a condição católica do ainda primeiro-ministro inglês.

A suspeita da duplicidade do Vaticano na destruição do Iraque começa a ser um pouco mais do que meras coincidências.

O Papa João Paulo II condenou publicamente a invasão enquanto os líderes católicos que, ao contrário do que é hábito e salubre em Estados laicos, explicitavam abertamente a sua fé, apoiaram entusiasticamente o belicismo protestante evangélico de Bush.

Foram os casos de Aznar, com ligações ao Opus Dei, a seita mais reaccionária da Igreja católica, de Durão Barroso, Berlusconni e dos líderes da Polónia, Áustria e Irlanda. Só faltava Blair para serem todos católicos os que apoiaram Bush na trágica e criminosa aventura iraquiana.

É difícil esquecer, de Robert Hutchison, «O Mundo Secreto do Opus Dei» – Preparando o confronto final entre o Mundo Cristão e o Radicalismo Islâmico.

Só a atitude dúplice do Vaticano permite conceber que os seus mais devotos partidários tenham sido também os mais entusiastas da invasão iraquiana, sem que a mentira, a iniquidade e o sacrifício do direito internacional os dissuadisse.

E o Vaticano, que condenou a invasão, não censurou os invasores! Recebe-os com pompa e circunstância.

28 de Maio, 2007 jvasco

Ateísmo na Blogosfera

  1. «Pode ler-se nesta notícia (PUBLICO.PT) que

    A Eritreia proibiu a mutilação genital feminina (MGF), uma prática que consiste na remoção do clítoris e que atinge 89 por cento das mulheres, islamizadas e cristianizadas, deste país africano. […] a decisão do Governo da Eritreia prende-se com o facto de que a MGF “põe em perigo a saúde das mulheres, causa-lhes um enorme sofrimento e ameaça as suas vidas”.

    […] a razão que se encontra por detrás destes atentados à “saúde das mulheres”, a saber, o fanatismo religioso e a obediência cega a preceitos sócio-culturais.»Excisão a desaparecer», no Neo-Illuminati)

  2. «O que é curioso em todos os misticismos é o modo como se agarram a futilidades materiais (intersecções de astros – porque não calhaus?; o ídolo a que se dirige as orações – porque não a um fragmento de louça sanitária?; trocar o sofrimento e o castigo pela redenção – por que razão teria um ser transcendente tanto interesse nas minhas afecções cutâneas?, etc) ao mesmo tempo que usam a palavra “materialismo” como um pejorativo – na verdade, o materialismo é uma filosofia que, pelos seus próprios pressupostos, será a menos agarrada a futilidades materiais – que não deixa de ser uma expressão curiosa, tendo em conta que tudo aquilo que é alguma coisa (que não existe só na nossa cabeça) é “material”.» («Instantâneas», no Arqueologia do Corpo)
  3. «Bento XVI está no Brasil com o fito de dotar o maior país católico do mundo do seu próprio santo. A comitiva do ex-líder da “mais papista que o Papa” Congregação para a Doutrina da Fé gastou, até agora, mais de 20 Milhões de Reais em gastos variados. Semelhante pia e evangelizadora epopeia inclui 60 novas TVs de plasma colocadas na Basílica de Aparecida, o cálice em ouro, prata e bronze de 3.500 Reais da missa no Campo de Marte, as toalhas e os lençóis de marca bordados para Bento, a garrafa de vinho de 140 euros no almoço papal, a cozinha do mosteiro que funcionará durante as 24 horas do dia para a comitiva do Vaticano, e as mais de 400 peças de porcelana francesa feitas exclusivamente para Ratzinger. [via] Os custos totais ultrapassam, neste momento, os 7,35 Milhões de Euros.»(«O que une os católicos», no Devaneios Desintéricos)
28 de Maio, 2007 Carlos Esperança

Em desespero há quem vá à bruxa

Casal McCann vai ser recebido pelo Papa

Os pais da menina de quatro anos desparecida há mais de três semanas, no Algarve, vão ser recebidos em audiência pelo Papa Bento XVI. (VISAO.pt 28 Mai. 2007)
*
O Papa costuma receber os pais de crianças desaparecidas quando são pobres?
28 de Maio, 2007 Ricardo Alves

Frei Gambozino e a dança que faz vertigens

No Público de domingo, Bento Domingues, por alcunha (merecida) o Frei Gambozino, diz-nos que em Fátima, a 13 de Outubro de 1917, o sol «dançou vertiginosamente num céu coberto de nuvens». Algumas perguntas simples: se o céu estava coberto de nuvens, como pode Frei Gambozino garantir que o sol «dançou»? O candeeiro mexe-se por detrás da cortina? Ou é a cortina que se mexe à frente do candeeiro? Frei Gambozino tentou as duas experiências? Ou acredita sem raciocinar? (Será essa a definição de fé?) E acredita na hipótese menos plausível porquê? Por interesse comercial e religioso? Por gostar de dançar o tango ou a lambada? Ou porque considera «estúpidos, cretinos e idiotas» os habitantes do hemisfério (e foram a esmagadora maioria…) que não viram o sol «dançar» naquele dia? Preferir as vertigens a manter os pés na terra é considerado uma virtude entre os crentes. Com os maus resultados que se podem constatar…

[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]
28 de Maio, 2007 Ricardo Alves

A superfície e o fundo

Uma acusação recorrente que os religiosos fazem aos ateus é a da superficialidade. Dizem-nos que a origem do universo e da vida, e a natureza da consciência, são Grandes Mistérios que nós resolvemos, insistem, de maneira superficial. Eles, pelo contrário, alegadamente atingem enormes profundidades de análise com o seu estudo dos textos sagrados da sua religião preferida. Assim, se alguém disser que aprofundou o seu conhecimento da evolução do universo estudando a relatividade generalizada e usando tensores, resolvendo equações diferenciais e adaptando a métrica de Friedmann-Robertson-Walker, os religiosos fungam com desdém e respondem que leram atentamente alguns capítulos de uma narrativa escrita por uns pastores da idade do ferro, e ainda os comentários de uns frustrados medievais. Podemos explicar que a coerência das contas não depende do desejo de quem as faz de que estejam certas, ou que as contas corroboram ou até prevêem observações que eles não sabem explicar, que a resposta será sempre a mesma: eles é que aprofundaram. Aprofundar é eliminar as dúvidas e acreditar nos devaneios de pessoas que nem eclipses sabiam prever.

Que fazer? Talvez rir…

[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]
27 de Maio, 2007 Carlos Esperança

A religião humilha as mulheres

Chamem-me anticlerical, jacobino e carbonáro; acusem-me de mal-formado, herege e ateu; apelidem-me de mata-frades, frustrado e blasfemo. Não, não posso consentir que, em nome da tradição e da vontade divina metade da humanidade possa subjugar a outra metade.

A violência contra as mulheres é a cobarde perversidade de quem se habituou a dominar os meios de produção, a soberba de quem pretende usar a força contra a razão, a crueza de quem julga que a tradição lhe dá direitos e lhe confere poderes em função do género.

É preciso que a demência e a brutalidade do homem primitivo permaneçam na caverna dos hábitos e nas páginas misóginas dos livros sagrados para que o filho julgue inferior a mãe, o irmão se sinta superior à irmã e o homem com primazia sobre a mulher.

Deixem os clérigos reivindicar a ordem natural e outras estultícias, os cavernícolas uivarem de raiva e os conservadores rangerem os dentes em desespero. Não há justiça sem igualdade entre homens e mulheres, não há liberdade à custa da servidão de outrem nem felicidade que se construa na humilhação e sofrimento alheios.

A violência doméstica, quase sempre do homem sobre a mulher, é a tragédia silenciosa que se oculta dos filhos e dos vizinhos, que a lei até há pouco ignorava, a condenação à morte e impunidade com a desculpa dos costumes, dos exemplos e da vontade divina.

Ninguém é digno de respeito se o não souber merecer. A violência vertida nas páginas dos livros santos e na exegese dos teólogos que ensinam a agredir mulheres sem deixar marcas, ou que torturam, esfacelam e matam porque é um direito que lhes assiste, é uma nódoa incompatível com a civilização e a democracia, intolerável nos herdeiros do iluminismo e da Revolução Francesa.