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4 de Junho, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

Genocídios de Sábado

O deus bíblico é um personagem fictício de exponenciações sádicas inconcebíveis perante qualquer Ser Humano digno da nomenclatura, é uma alucinação emergida entre psicóticos e exterminadores, reles mentes ensandecidas por entulhos de brutalidade insana e demencial em que todo e qualquer contexto é válido para a barbárie.

Uns e outros dirão que nas páginas de um livro denominado Bíblia se encontram as palavras de um ser superior, um deus. Nesse livro dizem encontrar moral e normas de conduta, uma relação de marionetas perante os desígnios desses escritos, subservientes dessas convicções e acções. Segundo alguns, os escritos desse livro serão uma vontade e uma legislação de tudo, as amarras cuja existência acham imperiosa em todos, seja uma neurose de grupo dadas as circunstâncias.

Mal existe logo nas insinuações, lunatismos seriam apenas uma piada caso se prendessem a um livro do Tio Patinhas, seria já muito avanço moral para os dias que correm, positivo se daqui a uns tempos se se debater se o Tio Patinhas é melhor ou pior que o Rei Leão, se a Branca de Neve era virgem, se os anões seriam homossexuais, conversas para todos os gostos e não introduziriam violência nos desvarios.

Existem demasiadas pessoas a venerar a Bíblia, e poucos a lê-la, muitos a possuem como peça de mobiliário ou adorno predilecto para uma estante empoeirada, outros muitas mentiras dizem de mão pousada no livro em tribunais, mais verídicos seriam se lessem sobre moralidade em autores como Kropotkine a exemplo, nem necessidade de tribunais poderia surgir, nunca sem que antes as pessoas lessem os livros que defendem. Falar do que se sabe seria um bom começo, deixar os outros falar do que sabem uma melhor continuidade.

A Bíblia é um dejecto. Imoralidade de proporções hediondas, sanguinarismos e atrocidades maquiavélicas apinham-se em doses tóxicas e mesmo letais, que o digam os Incas e os Maias, não dirão nada pois claro, selvajarias de bíblias na mão tão reincidentes como nauseabundas. Associada à violência vem a loucura, a estupidez, idiotice atrás de idiotice, incontáveis. Das maiores putrefacções mentais vem a morte ao Sábado, dia de descanso, sem descanso morte. Simples, eficaz, objectivo, e acima de tudo, repugnante.

Um dos 10 mandamentos desse deus é lido em Êxodo 20:9-10 “Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do senhor teu deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.“. Repetição em Êxodo 35:2 “Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá.“.

Uma dedução possível seria a de perda de validade, um iogurte fora de prazo bolorento que se atira para o caixote do lixo, mas tal é ilusório, o senhor doidivanas quer eternidade, Isaías 40:8 “Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso deus subsiste eternamente.“, ou seja, as leis não caducam com o aparecimento das democracias. Para além disso são perfeitas, sem falhas, Salmos 19:7 “A lei do senhor é perfeita (…)”.

Melhor só mesmo a lei em prática, Números 15:32-36 “Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, encontraram um homem a apanhar lenha no dia de sábado. E os que o acharam a apanhar lenha o trouxeram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. E o puseram em guarda; porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Disse, pois, o senhor a Moisés: Certamente morrerá aquele homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Então toda a congregação o tirou para fora do arraial, e o apedrejaram, e morreu, como o senhor ordenara a Moisés.“.

Este personagem fictício de nome deus é completamente chanfrado.

Também publicado em LiVerdades.

3 de Junho, 2007 Carlos Esperança

Considerações sobre a violência

É evidente que a maldade ou a bondade humanas não são um exclusivo da religião que se professa ou da sua ausência.

Alguns crentes, cheios de hóstias e missas, evocam déspotas que cometeram crimes hediondos sem irem à missa. Referem um antigo seminarista e psicopata (Estaline) e, numa atitude concertada, Hitler, cujas tropas usavam na farda «Deus está connosco» o que, a bem dizer, se existisse, era bem capaz. Assim, só Pio XII foi cúmplice.

Os crimes colectivos são típicos de sistemas totalitários. O saque, a escravatura, o assassínio e a violação, por exemplo, foram direitos consagrados em épocas onde os direitos humanos não existiam e a piedade era desconhecida. Mas era grande a fé.

Hoje, são os nacionalismos e as religiões que cometem os crimes mais execráveis, às vezes de mãos dadas. Ontem foram monarquias absolutas, impérios, evangelizadores e outros biltres que quiseram converter o mundo à mesma fé e ao mesmo chefe.

É curioso que os mais execráveis sistemas totalitários se aproximaram do paradigma religioso e o chefe de um demiurgo.

Acontece que os livros sagrados conseguem ser mais perigosos e duradouros do que os panfletos violentos de «iluminados» déspotas. «A minha luta» de Hitler é um livro que foi o suporte teórico de crimes terríveis, mas é fácil demonstrar que era a obra de um demente. Vários ditadores fascistas e comunistas cometeram as maiores atrocidades baseados em valores que a civilização deitou para o caixote do lixo.

Mas que fazer da Tora, Bíblia e Corão, com milhões de pessoas que ainda pensam que foi Deus que os ditou, geralmente a pessoas pouco recomendáveis, primárias, rudes e violentas? Como transformar esses repositórios de ódio, xenofobia e misoginia em meros documentos literários sem a crueldade e demência que são atribuídos a Deus?

A resposta cabe aos crentes. Aos ateus cabe a luta pela liberdade religiosa, sem permitir que uma religião destrua outra e aniquile os que se horrorizam com os crimes da fé.

1 de Junho, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

Hipocrisias vaticanistas

A hipocrisia é um apanágio vaticanista elevado ao mais alto terrorismo da desonestidade, pedofilia clerical nunca foi encoberta, claro está, as crianças violadas sempre o souberam e sentiram, 4392 sotainas americanas foram acusadas de violar mais de 11000 crianças segundo o relatório de John Jay, clericais andaram 52 anos a brincar ao gato escondido com o rabo de fora, brincadeiras dos desígnios dos deuses, aqueles que tudo sabem e tudo escondem, mafiosidades manhosas e umas notas silenciam alguns, mas 11000 é número exagerado e incontrolável. Deus tudo veria se não fosse cego, tudo faria não fosse maneta, em todo o lado estaria não fosse perneta, resta apenas a punheta, assim é necessário nos monoteísmos machistas.

Sendo o catolicismo uma das excepções ao Evolucionismo, a estagnação nas pérfidas hipocrisias mantém-se imutável, prova irrefutável do criacionismo, estagnado como um pântano nauseabundo. Ratzinger afirmou veementemente que queria novamente um totalitarismo do cristianismo na Europa, atacando a Laicidade da União Europeia aquando das suas bodas de ouro, de unhas, dentes, bíblias e marretadas na racionalidade. Queria deus e raízes cristãs nas comemorações, não existiriam obviamente comemorações se a árvore não tivesse sido podada.

Mas em 4 meses o mundo dá voltas e voltas, e se aos Homens racionais não afecta, aos encapuzados atordoa, 180º no que dizem, 0º nas convicções materialistas e totalitárias.

Segundo a Reuters, Ratzinger proferiu em 24 de Março de 2007 o seguinte: A Europa cometeu uma forma de apostasia de si mesma ao esquecer Deus e as raízes cristãs e, assim, estava duvidando da sua própria identidade.“.

Já no Público de 31 de Maio de 2007, Bertone, secretário de Estado do Vaticano, diz: Na Europa exaltamos o Laicismo, e em nome dele rejeitamos todas as referências às raízes judaico-cristãs da Europa.”.

Virando a página do jornal esperava ver uma qualquer abordagem à reviravolta, o preto passa a branco e parece normal, morte à Laicidade, viva a Laicidade, ámen, nem parêntesis, ressalvas, rodapés ou cabeçalhos com desambiguação, ingenuidade inconsciente de quem tem por hábito frequentar Diários Ateístas e outros poisos tão racionalmente asseados. Não fosse o mundo redondo estaríamos todos de cabeça para baixo.

As escumalhas que usam bonés dezenas de números abaixo do tamanho da cabeça conseguem ver em milhões de mortes uma situação de abordagem pacifica e suscitadora de gloriosas pavoneações, quando o Cristianismo chacinou milhões de indígenas, e pior de tudo, tentou apagar povos das memórias da existência. Apenas 4 livros da civilização dos Maias fugiram aos pirómanos católicos, liderados pelo churrasqueiro chefe Diego de Landa. Pacifismos clericais lembram convites para churrascadas, onde somos o prato principal. Não obrigado.

Também publicado em LiVerdades e Ateismos.net

31 de Maio, 2007 jvasco

Ateísmo na Blogosfera

  1. «Mas a crença teimosa não é a pior de todas. A pior de todas é a crença que se vê como virtude. Como o racismo extremo. É uma opinião (errada) acerca de algumas características humanas, é tida como certeza absoluta mas, mais ainda, é vista como uma virtude. Para o racista, o racismo é um dever moral. É assim que deve ser, e é moralmente errado não ser racista.

    A crença religiosa também é assim. Não é a crença de todos os religiosos, porque há muitos religiosos com formas diferentes de crer. Mas a religião apregoa a virtude da certeza absoluta. Os crentes fieis são recompensados. Os que renegam a crença cometem o maior pecado. São traidores. A dúvida é má e condenável. […]

    É isto que me separa mais da religião. Não é a proposição «Deus existe». Acho que é falsa, mas mudarei de opinião se as evidências justificarem. Nem é o problema da certeza absoluta. Já me enganei vezes demais para ter certezas absolutas, mas como duvidar requer algum esforço pode ser que um momento de fraqueza ou aflição me faça esquecer a dúvida. Mas só com uma grande pancada é que consideraria uma virtude ter tal certeza sem qualquer evidência.»Crenças, crenças, e crenças.», no Que Treta!)

  2. «Resta saber se estes poucos verdadeiros cristãos os quais Ratzinger diz querer pastorear são suficientes para compensar esta esta estrutura política de propaganda que chamamos de Igreja. Porque é inegável que o cristianismo é essencialmente proselitista, necessita de pregadores para espalhar a “boa nova”; ainda no berço, o cristianismo destruiu templos pagãos e adaptou a maioria para servir ao próprio culto, do mesmo modo que Mehmet II fez com a Santa Sofia.» («Propaganda é Violência», no Pugnacitas)
  3. «Afirmar que não se sabe se deus, ou melhor um deus existe ou não porque nunca se viu é o mesmo que afirmar que não se sabe se existem marcianos ou cavalos verdes, porque nunca se viu nenhum.[…]

    o agnosticismo é a ausência de racionalização dos problemas, a religião é a transferência desses problemas (passar a batata-quente) e o ateismo é a assunção desses problemas de frente e com a coragem que a vida nos exige.»(«Agnósticos, ateus e religiões», no Croquete-matinal)

31 de Maio, 2007 Carlos Esperança

Demência mística

Há uma entidade nosológica que nunca vi abordada em tratados de psiquiatria nem ser objecto de comunicações científicas – a demência mística.

Não me refiro às bruxas que a santa Inquisição queimava após confessarem as relações sexuais com o diabo. Os métodos cristãos de investigação podem ter levado, nalguns casos, a falsas confissões enquanto, sob as sotainas, os pios inquisidores entravam em êxtase com divinos orgasmos.

Compreendo o gozo espiritual (não podia ser outro) de Teresinha de Ávila quando Jesus a visitava na cela, entusiasmo que a Irmã Lúcia não sentiu em Tui, por ser mais contida e ter visões mais pudicas.

Se os crentes têm visões que lhes pode valer a canonização, na sequência da clausura, dos jejuns ou de cogumelos, já não se percebe que a mesma síndrome afecte os clérigos.

É ocioso recordar as lucubrações sadomasoquistas dos clérigos medievais da ICAR, mas talvez valha a pena transcrever dois parágrafos do Jornal de Notícias, de hoje, a respeito de um membro do clero islâmico:

«O clérigo egípcio Ezzat Attiya, responsável pelo Departamento dos Ensinamentos do Profeta da Universidade de Al-Azhar (escreve a AP que se trata da a mais prestigiada universidade sunita), emitiu uma “fatwa” decretando que as mulheres que trabalham devem dar de mamar aos colegas de emprego.
A razão de Attiya é limpidamente simples: assim criar-se-ão laços maternais-filiais nos locais de trabalho e deixará de haver tentações eróticas entre colegas já que o tabu do incesto, Alá seja louvado, não permitirá tal coisa. Leio e, como diz Bataille, rio-me porque tenho medo».

Pessoalmente, nada tenho contra. O pior é se têm leite.

31 de Maio, 2007 Carlos Esperança

O Papa e o proselitismo

O Papa adverte do risco de que Igreja «se encerre em si mesma» no Ocidente.

O que o Papa propõe não é o aprofundamento da fé dos católicos, é o proselitismo junto dos que se recusam a crença nos milagres que inventa, nos quartos que aluga no Paraíso e nas formas de pagamento.

O Papa é o monarca absoluto e vitalício, nomeado por um anacrónico e corrupto colégio eleitoral, que, após a saída do fumo branco, se torna infalível e adorado pela multidão de fiéis que logo se ajoelham. Se, em vez do Papa, fosse o padeiro a assomar à janela dos aposentos pontifícios, vestido de branco, com a tiara na cabeça, seria o mesmo delírio, a mesma euforia beata, igual irracionalidade a percorrer os convictos do costume.

O regedor do Vaticano não é o único fundamentalista, nem o último, mas é dos mais perigosos. Goza da categoria de chefe de Estado do bairro de 44 hectares que Mussolini lhe outorgou nos acordos de Latrão, tem um exército de sotainas e seitas motivadas para o martírio e arrasta a comunicação social e imensos recursos financeiros.

Cria santos, mártires e cardeais como nas Caldas da Rainha os oleiros fazem lembranças e tem perante a fé a mesma obsessão das multinacionais – o monopólio.

Não é a divulgação de preconceitos aos fiéis que assusta, é o espírito totalitário com que pretende impor a superstição a todos, moldar pessoas de acordo com o seu paradigma e erradicar do planeta os ateus, agnósticos, livres-pensadores e todos os concorrentes.

A laicidade do Estado é a única forma de pôr freio nos dentes à deriva totalitária que contamina os adoradores de Deus e impedir que o mundo se converta numa arena onde se digladiam os idólatras de mitos diferentes ou de diferentes concepções do mesmo.