10 de Julho, 2007 Hacked By ./Localc0de-07
As leis não são para todos
Os 19 hospitais das Misericórdias vão recusar fazer interrupções voluntárias da gravidez.
Os 19 hospitais das Misericórdias vão recusar fazer interrupções voluntárias da gravidez.
O Papa B16 não é só o monarca absoluto cuja vocação autoritária arredou da comunhão os teólogos progressistas, é o autocrata que abraçou os sucessores de Lefebvre e se conluiou com o Opus Dei com os quais sempre partilhou a fé e a intolerância.
Bento 16, apesar dos tempos maus para o pensamento único, entende que há um só Deus verdadeiro – o seu, uma só língua sagrada – o latim e um só representante legítimo – ele próprio.
O velho autocrata sangra o Vaticano II como os magarefes os porcos, até à última gota. Era previsível um Papa que vingasse a tentativa de acertar o passo com a modernidade, que combatesse o pluralismo e declarasse guerra à democracia.
Ninguém seria melhor do que o antigo e inflexível Prefeito da Sagrada Congregação da Fé, herdeiro espiritual das fogueiras do Santo Ofício e da tortura, para ressuscitar a Igreja medieval, fábrica de heróis, santos e mártires, capaz de espalhar a fé e a peçonha pelos quatro cantos do mundo.
O Vaticano reafirma a «exclusividade» católica, isto é, declara que há uma só Igreja verdadeira, donde se conclui que todas as religiões são falsas, excepto a católica, na melhor das hipóteses. Provavelmente são todas.
Eis o fundamentalismo católico em todo o seu esplendor, a demência da verdade única, a visão simétrica do Islão, a cruzada contra a tolerância, o ódio à liberdade, o requiem pela democracia. O Papa fez tábua rasa da Reforma. É a Contra-Reforma que volta. Não são apenas as mesquitas que semeiam o ódio e a exclusão. O catolicismo pede meças.
Sacerdote católico implicado em genocídio

Von Wernich, que era capelão da polícia de Buenos Aires, actuava nas prisões durante as sessões de tortura. Com o pretexto de prestar «assistência religiosa», e perante presos políticos enfraquecidos pelos espancamentos e pelos choques eléctricos, o padre oferecia a última tortura: a «salvação» a troco da confissão. Os seus longos interrogatórios tiveram frequentemente sucesso. Não parecia ter problemas éticos com o que fazia: quando um oficial do exército matou um oposicionista na presença de Von Wernich, este sossegou-o dizendo-lhe que «o que tinha feito era necessário; era um acto patriótico que Deus sabia que tinha sido para o bem do país». Graças aos seus mui católicos serviços, foi mesmo condecorado publicamente pela ditadura fascista. Em tribunal, tem-se recusado a dar detalhes alegando o «segredo de confissão».
Em 2003, um juiz argentino defensor dos Direitos do Homem pediu a sua captura. A ICAR disse que não sabia do facínora, mas era mentira: Von Wernich estava numa paróquia remota do Chile, dando missa tranquilamente. Foi capturado depois de a imprensa argentina e chilena ter descoberto o seu esconderijo. É caso para dizer que há jornalistas que têm princípios éticos que não se aprendem na missa.
[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]
Seria por certo lógico alargar a medicina para fora dos Hospitais, quem sabe inserir cursos de primeiros socorros em todos os sistemas de educação, mas aparentemente não o é. Quem de lógica e racionalidade pouco usufrui não perde tempo em inverter as necessidades Humanas e consequente bem-estar, antes contagiar pilares da ciência, tecnologia e conhecimento ao serviço da saúde com vírus religiosos, religioso neste caso concreto, a diversidade das mutações tende a ser erradicada pelo vírus dominante.
A Comissão de Liberdade Religiosa (CLR) debate mitologia inserida à força de marreta onde mais ela destrói, educação, saúde e quem sabe um dia nas aulas de condução também, Jesus Cristo é o meu guia, esbarramento provável pois o homem não sabia conduzir. Meias verdades e meias mentiras, tudo o mesmo mas difere sempre nos arranjos demagógicos polidos a várias mãos, sempre pela mesma lixa da falácia, da afirmação sem evidências, e ginásticas de raciocínio a provar que o contorcionismo está na cabeça de quem tem fé, existe mesmo.
O conceito de liberdade religiosa é uma grande mentira, liberdade do autoritarismo cristão seria já uma meia verdade, libertinagem cristã o melhor nome para a espécie de Comissão. Do Jornal de Notícias de 4 de Julho de 2007, 2ª página tão importante o tema é, extraímos casos interessantes do anteriormente exposto.
O padre José da Silva, coordenador dos capelães hospitalares afirma que a remuneração faz parte do princípio de que a assistência religiosa “é um cuidado de saúde”. Até hoje ninguém provou tal afirmação, e o dogma do “cuidado de saúde” lembra os pecados do preservativo e os milhares de mortos com SIDA devido a tão excelsas medicinas cristãs. Quem sabe não serão antes exorcismos como os que alguns padres fizeram recentemente em Itália a homossexuais para lhes tirar uma substância maligna do corpo, exorcismos também feitos a Hitler e Estaline pelo chefe médico do Vaticano, parece que a distância interferia nas emissões e recepções.
Assistência de saúde por via psicológica? Conforto? Fé? Não passam de processos neuronais em muito semelhantes ao sexo. Fé? Apenas uma baixa densidade do receptor serotonínico 5-HT1A. Uma alteração da consciência que pode ser induzida por alucinogénios como o LSD e a psicocibina. Se doenças neuronais aparentam os doentes, existem psicólogos e psiquiatras, induzir estes estados em Hospitais é contra producente.
Outro assunto abordado no jornal anteriormente referido foi o do conceito de liberdade religiosa, onde se falam de diversas religiões, pluralismo portanto, Igreja Católica, Igreja Evangélica e Protestantismo, em suma, sem nevoeiros, Cristianismo. Isto não é pluralidade nem em Marte, é uma religião, e por mais que a ramifiquem continua a ser a mesma religião, uniformidade e não pluralismo como se tenta fazer acreditar. Podem acrescentar a Igreja Batista Da Pomba Sacrificada, a Igreja Evangélica Do Pastor Paulo Andrade (O Homem Que Vive Sem Pecados), o Terreiro Umbandista Da Mãe Maria Da Lavagem, toneladas delas, é apenas Cristianismo.
Logicamente esta agressão é extensa, envolve todos os ateus, agnósticos, hindus, budistas, judeus, islâmicos, em suma, um sectarismo ridículo e uma descriminação a todos os não-religiosos e não-cristãos. As igrejas esvaziam, factor que empurra os fomentadores das religiões cristãs para os sítios públicos onde não deveriam ter lugar. Doentes que queiram homilias que as paguem e as recebam nos horários das visitas, os hospitais deveriam ter batas brancas e não sotainas pretas.
Relativamente à posse de objectos pessoais de culto pelos doentes, segue a seguinte afirmação do mesmo jornal “direito de posse de publicações e objectos pessoais de culto, assim como de sinais e vestes”. Poderão os doentes andar com incensos? Poderão andar com o Kama Sutra (livro sagrado do Hinduísmo) e efectuar actos de culto sexuais? Poderão fumar cannabis como forma de contacto com os deuses? Poderão consumir alucinogénios para conforto espiritual? Poderão efectuar sessões de Reiki? Yoga? Poderão andar nus como liberdade religiosa de vestes? Poderão levar Budas e panos psicadélicos de deuses Hindus para adornar paredes?
Para além dos Hospitais, esta Comissão de Autoritarismo Cristão quer marretar religião em quartéis, centros educativos, forças de segurança e prisões. Não tarda e querem meter cruzes e outros símbolos de culto nas casas de banho públicas, tirem de lá o homem pelo menos que ver uma pessoa a sofrer e a escorrer sangue numa cruz é deprimente, culto ao sofrimento já dá nó na tripa que chegue.
Ámen.
“Estou a cumprir uma missão que Deus me confiou. Deus disse-me: George, vai combater os terroristas no Afeganistão. E eu fui. E depois Deus disse-me: George, vai acabar com a tirania no Iraque. E assim fiz”
“E agora, mais uma vez, sinto que ouço as palavras de Deus: Vai arranjar um Estado para os palestinianos e estabelecer a segurança em Israel. E, por Deus, vou conseguir esse objectivo”.»
Quando os bispos começam a pronunciar-se no sentido de interromper uma tradição, de mais de oito séculos, é, de certeza, uma tentativa para auscultar reacções da clientela e a resposta do mercado da fé.
Não é uma questão religiosa que está em causa, é um problema de recursos humanos da ICAR que urge resolver.
Há, todavia, no casamento dos padres três perigos que facilmente se adivinham:
1 – O possível aumento de candidatos numa altura em que a espécie se encaminha para a extinção;
2 – O acréscimo da força de vendas da fé católica com o regresso de muitos dos 100 mil padres casados;
3 – A diminuição drástica dos escândalos sexuais contribuindo para a dignificação do clero e para o aumento do número de crentes.
O único aspecto positivo residirá na discriminação das freiras, a quem o Vaticano nunca apoiará a mais leve tentação libidinosa e, muito menos, o direito reprodutor, acentuando o carácter misógino e a desigualdade de sexos que fazem parte da tara genética comum às três religiões do livro.
Quem é um ateu para se imiscuir na liturgia da Igreja católica? Que tem a inteligência a ver com o Cristo servido às rodelas na língua dos devotos ajoelhados ou passado de mão em mão de um presbítero para o beato?
Não fora a vocação totalitária da religião e os ateus dedicar-se-iam a outras tarefas.
A liturgia é o circo da fé com Cristo a saltar do cálice, com duplo mortal e pirueta sobre a patena, para acertar na língua do devoto e percorrer o tubo digestivo até acabar na rede de saneamento após a descarga do autoclismo.
As religiões vivem de rituais como os ilusionistas da prestidigitação. O Papa de serviço é um avatar dos papas medievais que sofre a mágoa de não poder acender fogueiras e de ver os ímpios indiferentes ao Inferno e aos castigos divinos.
No regresso à Idade Média, no eterno retorno ao fanatismo e à intransigência, o pastor alemão sente a raiva da impotência e o ódio à modernidade. Sob a tiara, pensa na forma de fazer ajoelhar os homens e pôr de rastos os cidadãos.
Nada é mais desconfortável para B16 do que viver num mundo que não se persigna, ajoelha ou submete à vontade dos padres e às ordens do seu Deus. O Vaticano é uma ditadura encravada na União Europeia e o último Estado teocrático da Europa, herdeira do Iluminismo e da Revolução Francesa, berço da democracia e reduto da liberdade.
No bairro das sotainas germinam 44 hectares de ódio, cultivados pela legião de padres, monsenhores, cónegos, bispos e cardeais. Fabricam santos, bulas e indulgências, mas é o horror à liberdade que os anima, a conspiração contra a democracia e a aversão à modernidade.
O Vaticano é o Estado criado por Mussolini mas é, sobretudo, o furúnculo infecto num espaço onde o sufrágio universal não conta com o voto de Deus, ausente dos cadernos eleitorais.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.