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15 de Maio, 2008 Carlos Esperança

Em Roma sê romano

O Santuário de Fátima, que ontem acolheu 250 mil fiéis no final da peregrinação, também atraiu um número elevado de ladrões. Nos dois dias, a GNR surpreendeu 17 carteiristas – um recorde nos últimos anos –, cinco dos quais em flagrante delito.

14 de Maio, 2008 Carlos Esperança

Israel – 60 anos de história

Os horrores sofridos pelos judeus ao longo dos séculos, o cheiro a gás dos campos de concentração nazi e a orgia genocida do anti-semitismo levaram a ONU a conceder uma pátria a um povo martirizado pela persistência em manter a identidade.

A má consciência mundial, três anos após a libertação de Auschwitz, esteve na origem da decisão.

Os fantasmas religiosos nunca deixaram de estar presentes e atiçar ódios a um país que foi outorgado aos judeus e de que os palestinianos nunca abdicaram.

Seis décadas deviam chegar para erradicar o imperialismo sionista e para persuadir os palestinianos a tolerarem a existência de Israel. Este país, apesar das críticas que suscita, não obstante o fundamentalismo beato e agressivo dos judeus das trancinhas, é um estado próspero e rege-se por normas democráticas.

Os palestinianos islamizados até ao absurdo, pobres e abandonados, tornaram-se a carne para canhão das ambiciosas teocracias que emergem como potências regionais e o álibi para alterar o mapa geopolítico.

Os judeus acreditam que são o povo escolhido por Deus, os palestinianos têm a certeza de que Deus os ajudará a destruir Israel e os cristãos evangélicos dos EUA anseiam pelo regresso dos judeus à Palestina para anteciparem o regresso de Cristo à Terra.

Entre a demência mística, os interesses estratégicos, a maldição do petróleo e os negócios internacionais, o barril de pólvora está cada vez mais próximo do rastilho que ameaça explodir o Médio Oriente e alastrar a outras regiões do globo.

De pouco valem posições equilibradas de quem se opõe simultaneamente à destruição de Israel e ao expansionismo sionista.

Sem paz entre os judeus e os palestinianos não há futuro para nenhum deles e sobram ameaças para o resto do mundo.

Só a secularização das populações e o desprezo pela Tora e pelo Corão os poderia congregar mas as mesquitas e as sinagogas são espaços de intolerância e o húmus onde germina o ódio e cresce a violência.

14 de Maio, 2008 Carlos Esperança

Fim do mito da religiosidade de Einstein

Einstein era de opinião que a religião é «produto da debilidade humana» e que se baseia em lendas bastante infantis. 

Numa carta quase desconhecida, enviada ao filósofo Eric Gutkind e publicada ontem no diário inglês «The Guardian», Einstein afirma: «A palavra Deus, para mim, não é mais do que a expressão e o produto da debilidade humana: a Bíblia é uma colecção respeitável, mas primitiva, de lendas não obstante demasiado infantis. Nenhuma interpretação, por subtil que seja, pode (para mim) mudar isso.

Fonte: El País, hoje. Pg. 42

14 de Maio, 2008 Ricardo Alves

Fátima é uma arma (mas ferrugenta)

Fátima sempre serviu à ICAR como arma política. É ali, perante as multidões de peregrinos, que se lançam as grandes campanhas clericais. Este ano, parece que o problema é a perspectiva de o Estado legislar no sentido de reconhecer os casamentos entre homossexuais.

Não há razão para temer o que se vai passar. A ICAR pode fazer a campanha do costume, com a deusa de Fátima a chorar sangue, os padres histéricos e os movimentos de «leigos». Já perderam com o aborto e perderão outra vez no novo regime do casamento. Os tempos mudaram e a ICAR manda cada vez menos.

13 de Maio, 2008 Carlos Esperança

Fátima – Encontro anual de peões

 

Produziu enorme tristeza a negação, pelo Vaticano, do milagre inventado para canonizar os pastorinhos, como se este fosse mais falso do que o da D. Emília;

O cardeal Saraiva Martins fez um comício político contra a legislação portuguesa sobre o aborto e o divórcio, atacando a legislação de um país soberano e democrático;

As esmolas continuam a ser uma excelente fonte de rendimento;

FÁTIMA tem a quarta maior área coberta para actos litúrgicos católicos em todo o mundo. Dá pelo nome de Igreja da Santíssima Trindade e é um dos maiores e mais rentáveis santuários do Vaticano, S.A.

13 de Maio, 2008 Mariana de Oliveira

Extraterrestres compatíveis com deus

A fé em Deus é compatível com a crença nos extraterrestres, segundo o director do Observatório do Vaticano, José Gabriel Funes, que admite poder haver um planeta habitado por seres que não cometeram o pecado original.

«Como astrónomo, continuo a acreditar que Deus foi o criador do Universo» , explicou o padre Funes, um padre jesuíta que dirige o Observatório do Vaticano.

No entanto, acrescenta, mesmo que «não tenhamos para já nenhuma prova», «não podemos excluir a hipótese» de haver outros planetas habitados.

«Tal como existe uma multiplicidade de criaturas na terra, poderia haver outros seres, igualmente inteligentes, criados por Deus» , afirma o astrónomo do Papa.

O padre Funes sugere que se fale então do «nosso irmão extraterrestre», tal como São Francisco de Assis falava de «irmão» ou de «irmã» para todas as criaturas terrestres.

Fonte: Sol, 13 de Maio de 2008.