5 de Agosto, 2011 Raul Pereira
O blog de Deus
Paul Simms escreveu uma tirada deliciosa sobre Deus e a Sua «Criação» no site da The New Yorker.
(Agradeço ao amigo que mo enviou.)
Paul Simms escreveu uma tirada deliciosa sobre Deus e a Sua «Criação» no site da The New Yorker.
(Agradeço ao amigo que mo enviou.)
Aproveitando a visita do Papa Bento XVI a Espanha, a Renova lançou rolos de papel higiénico com as cores da bandeira do Vaticano para serem utilizados como serpentinas gigantes.
Apostila: A Renova é uma empresa que conhece o uso do produto.
Vaticano obriga padre condenado por pedofilia abandonar sacerdócio
Um dos dois padres malteses condenados na terça-feira a prisão por pedofilia foi, esta quarta-feira, obrigado a abandonar o sacerdócio pelo papa Bento XVI, anunciou a Igreja de Malta, que pediu desculpa por aqueles crimes.
Há muito que desconfio do comportamento beato do primeiro-ministro turco Recep T. Erdogan que a Europa e os EUA apelidam de islamita moderado.
Tenho dificuldade em compreender o que é um crente moderado de qualquer religião, em saber se é aquele que acredita em deus três dias por semana e descrê nos restantes, se é o que reduz as orações a metade das recomendadas ou se há quem, sendo crente, respeite e defenda os que acreditam numa religião diferente e os que duvidam de todas.
No caso de Erdogan duvido que a moderação o leve a aligeirar o jejum sem se abster de comer, beber ou ter relações sexuais do nascer ao pôr do Sol durante todo o Ramadão. Quem tenha lido o Antigo Testamento é obrigado a desconfiar de quem leva a sério a alegada vontade de deus: a violência, o racismo, a xenofobia, a crueldade e o espírito misógino. E o Corão é o mais implacável manual de violência e desumanidade das religiões do livro.
A Turquia tem vivido entre a vigilância da defesa da laicidade pelas Forças Armadas e o poder judicial e a tentativa de destruição da sociedade laica pelo partido confessional de Erdogan. Não há governo democrático sob a tutela militar e judicial mas o seu acesso ao poder pela via democrática não garante o respeito pelos direitos, liberdades e garantias que os Estados modernos consagram.
A detenção de mais de 170 oficiais no activo e de 77 na reserva reforça o poder de Erdogan, eleito democraticamente, mas não garante a laicidade que tem vigorado na Turquia. Um dos mais poderosos exércitos da NATO pode transformar-se na guarda pretoriana do islamismo com a força das armas a abandonar Washington e a virar-se para Meca.
Serviços secretos: 6 países financiam islamismo espanhol
O islamismo em Espanha é financiado por seis países muçulmanos, apoios que ajudam a criar um estado paralelo, dentro do estado espanhol, e que quase nunca são controlados, caindo facilmente nas mãos de organizações extremistas.
Por
A sagrada Congregação para a Doutrina da Fé mantêm-se atenta e vigilante.
Dizem algumas pessoas que Deus fala com eles, que eles falam com Deus!
É vulgar quando um ateu pergunta a um crente: Alguma vez ouviu Deus? Em alguns casos relativamente poucos, infelizmente a resposta é SIM.
É vulgar quando um ateu pergunta a um crente: Alguma vez falou com Deus? Na grande maioria das vezes, não tão grave, a resposta é SIM. Mas como é que você lhe fala se não o consegue ver? Bom, eu não necessito de o ver para lhe falar. Quando estou triste, angustiado e etc. eu falo com Deus e isso dá-me paz de espírito.
Quanto à segunda resposta, não a considero tão grave como a primeira.
Pensemos numa resposta em que alguém nos diz que viu Deus, que viu Nossa Senhora, que viu o santo pelo qual tem a maior admiração. Num caso destes, devemos ser mais cuidadosos e afáveis no trato com estas pessoas porque isto já entra no foro da psicopatia ([Psicopatologia] Desequilíbrio patológico no controlo das emoções e dos impulsos,…).
“As pessoas com esquizofrenia sofrem de sintomas psicóticos. Entre estes, contam-se as alucinações (observar as coisas de forma diferente), delírios (crenças de natureza bizarra ou paranóide que não são verdadeiras), alterações do pensamento ou medo.” (frase retirada da página da Janssen).
Nem todos os crentes fazem afirmações semelhantes. Uma boa quantidade e talvez a maior, quando deparados com a pergunta porque acredita em Deus, dá respostas do tipo: Olha, quando viemos ao mundo já encontrámos as coisas assim. Outros dizem que tem de haver alguém que fez tudo o que existe, que as coisas não acontecem do nada. Notemos que nunca dizem haver algo mas sempre e sim alguém. Ou seja, é a imaginação a funcionar que o ser invisível tem de ter a nossa aparência humanóide.
A este grupo eu classifico de pessoas bem intencionadas mas amedrontadas ao longo da vida, desde o seu início de vida familiar, quer no seguimento posterior do acompanhamento religioso profissional. A maioria destas pessoas não teve oportunidade de estabelecer relações com pessoas que lhes provocasse o interesse em se questionarem quanto às suas dúvidas. Sim, dúvidas, porque todos temos. O problema não é ter dúvidas, o problema é procurar tirá-las.
Ao perguntar, acreditas em Deus? Muitos respondem-me, com um certo vagarismo na resposta: Tenho dúvidas! Ora isto já começa a ser uma resposta frequente.
Uma coisa interessante ocorreu há poucos dias comigo. Estava reunido em grupo com pessoas que nunca tinha visto antes. Ao fazer uma análise sobre uma pergunta que envolvia religião e de reposta obrigatória contida no texto apresentado (texto de uma instituição do Estado), respondi que essa pergunta era tendenciosa, abusiva e anti-constitucional, informando a pessoa responsável que sou ateu. Após proferir a minha declaração, algumas poucas pessoas, mais idosas, torceram o nariz reprovando a minha atitude. Mas para meu espanto, outras vozes se levantaram na sala dando-me razão. O tom de voz levantou-se e houve quem se afirmasse ateu também. Outros não se afirmando ateus, foram claros em afirmar que as religiões foram e são as causadoras do maior número de guerras e que a bíblia está cheia de barbaridades.
Num universo de 13 pessoas isto acontecer dá que pensar, ou não?
Abordei o assunto pelo lado da maioria crente no cristianismo que é a maior massa que nos rodeia geograficamente.

Investigadores em Arqueologia da Universidade Nova de Lisboa descobriram em escavações do antigo Convento de Santana, em Lisboa, uma peça única no mundo, com motivos raros para a época, imagens com cenas pornográficas numa taça chinesa do século XVII.
A continuação da notícia está aqui em Sapo Notícias
(continuação)Na terceira parte do «compêndio» de Anders Breivik surge a solução global para as suas angústias: a «revolução conservadora». Ele define cuidadosamente «traidores de categoria A, B ou C». Que incluem todos os «marxistas da linha dura», «marxistas culturais», «humanistas suicidários» e «capitalistas globalistas». Os traidores «A e B» estão condenados à morte pelo «Tribunal Criminal» neo-templário por auxiliarem o «genocídio cultural» da Europa (são os líderes de partidos, mediocratas, conferencistas, deputados, etc). E é a obsessão recorrente com os «traidores multiculturalistas» que explica que Breivik não tenha atacado uma mesquita, mas sim um acampamento de jovens trabalhistas. Apenas após executar os «traidores» se iniciaria a «Cruzada» anti-islâmica que era o seu objectivo derradeiro. (Apocalíptico como qualquer al-qaedista, o senhor Breivik…)
Muitos bytes têm sido escritos sobre se Breivik deve ser considerado, ou não, um «fundamentalista cristão». É verdade que não será, a acreditar no seu texto, uma pessoa profundamente religiosa (apesar de rezar numa ocasião, e escrever que, numa situação como aquela em que se encontrou em Utoya, pensaria em «Deus»). Mas os seus objectivos eram religiosos, no sentido «cultural» e «identitário». A viragem na vida de Anders Breivik, de militante de partido populista e anti-imigração para terrorista, parece ter sido o apoio da UE aos muçulmanos do Cosovo, que entendeu como uma traição à «cristandade» (que lhe interessa mais do que o cristianismo). A sua obsessão com as cruzadas sublinha a importância que a «Igreja» (pré-reforma) tem para ele como bandeira, muito mais do que como doutrina. Aliás, as suas opiniões em matéria de doutrina são guiadas pelas suas obsessões geoestratégicas: defende que os protestantes sejam mais como os católicos porque vê a ICAR como mais próxima da tradição, e mais centrada na autoridade (papal) do que nos textos (bíblicos). Chega a recuperar, num exercício (voluntariamente?) semelhante ao dos al-qaedistas, as justificações dos papas medievais para as Cruzadas (pag. 1325), e as da Bíblia para a violência (pp 1329-1335).
Na página 1112 do seu «compêndio», explica o que dirá em tribunal depois da sua condenação. Que o «multiculturalismo» é uma «ideologia de ódio», «concebida para exterminar a cultura, as tradições e a nossa identidade europeias». Que só executou «traidores A e B», e que eles «facilitam a islamização e a guerra demográfica islâmica». E mais: que agiu «em autodefesa através de um ataque preventivo», com a autoridade maior da Europa: o «Tribunal Militar e Criminal – Cavaleiros Templários». O seu objectivo, explica a seguir, é matar «traidores» para depois expulsar muçulmanos. Nas páginas seguintes, fala várias vezes em proteger a Europa do Islão. O uso que faz da religião é instrumental (ou oportunista). Interessam-lhe a cristandade e os cruzados enquanto bandeiras guerreiras, e não enquanto espiritualidade. Do mesmo modo que alguns conservadores, mesmo que agnósticos (ou ateus) defendem a ICAR porque ela garante a ordem social e cultural que desejam manter. Breivik é um «cristão identitário» mas não um cristão (profundamente) espiritual.
Em resumo: um fanático e não um louco; um conservador e não um fascista; e um homem que actuou não movido pela religião, mas por objectivos religiosos. Nesse sentido (o sentido identitário e político), pode ser considerado um «terrorista cristão».
Não… religiosos não querem que as pessoas se amem. Eles se sentem ofendidos. Amar, para eles, é pecado.
Brasileiros que se declaram protestantes ou evangélicos são o setor mais resistente na sociedade à união de casais do mesmo sexo, aponta pesquisa inédita divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Ibope Inteligência. O segmento apresentou o maior percentual de pessoas contrárias à união –77% contra 23% de favoráveis –, que, em junho, foi aprovada pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
A pesquisa nacional, realizada entre os dias 14 e 18 de julho, apontou que 55% dos brasileiros são contrários ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A pesquisa ainda mostra a incoerência de (autodeclarados) ateus da pesquisa. Como se não soubessem que o preconceito aos homossexuais tem raízes quase que exclusivamente religiosas, 50% dos que se declararam ateus disseram ser contra a união homoafetiva.
E, por fim, a pesquisa mostra a contradição e incoerência de quase todos os entrevistados. Ela revela que a rejeição da população é sensivelmente menor em relação à possibilidade de um(a) amigo(a) se revelar homossexual. Para 73% dos brasileiros, por exemplo, essa hipótese não os afastaria de suas amizades. Outros 24% disseram que afastariam muito ou pouco e 2% não souberam responder.
Vai entender…
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.