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11 de Abril, 2007 Ricardo Alves

Foram os do costume

O duplo atentado em Argel, que terá causado 23 mortos e 162 feridos, foi reivindicado pela Al-Qaeda do Magrebe. Um bombista suicida terá conduzido o seu carro contra o posto de guarda do palácio do governo, enquanto, quase em simultâneo, dois carros igualmente armadilhados foram conduzidos por suicidas contra uma esquadra da polícia nos arredores de Argel. As vítimas serão, como é evidente, muçulmanos.

Numa declaração difundida no dia 11 de Setembro de 2006, o nº2 da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, anunciara que o Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (um grupo terrorista argelino dissidente do GIA) passara a integrar a Al-Qaeda. Em Janeiro de 2007, mudaram de nome para «Organização da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico». 11/9 na América, 11/3 na Europa, 11/4 em África…

11 de Abril, 2007 Ricardo Alves

Notícias diversas (11/4/2007)

  1. Extremistas paquistaneses sedeados numa mesquita de Islamabade limparam a capital de DVD´s e vídeos «imorais», depois de raptarem a dona de um bordel e intimarem barbeiros a não cortar a barba aos homens, e mulheres a não conduzirem carros. Estabeleceram também um tribunal para aplicar a chária. O governo iniciou negociações com os islamistas, e bloqueou a sua página na internete depois de estes emitirem uma «fatwa» contra uma ministra que abraçou um homem em público. Se o Paquistão deslizar para o islamismo, um novo mundo nos espera.
  2. A Comissão Europeia pedirá à Espanha que explique uma isenção fiscal de que goza a ICAR (em causa, um imposto municipal do qual as escolas, hospitais e emissoras de rádio da ICAR estão isentas). O mesmo se poderia pedir a Portugal.
11 de Abril, 2007 jvasco

Ateísmo na Blogosfera

  1. « (…) é precisamente porque não fomos criados por um Deus com um determinado propósito que a nossa vida pode ter sentido. Se tivéssemos sido criados por Deus com um propósito qualquer, seríamos como crianças que foram geradas pelos seus pais exclusivamente para combater num exército, por exemplo, ou para trabalhar na fábrica da família. Por mais importante que essas coisas sejam, tais crianças estariam a ser tratadas como meros meios e não como fins. Claro que isso dá um propósito à sua vida; mas é o tipo errado de propósito. É o tipo de propósito que não dá qualquer valor intrínseco à sua vida. Se fomos criados por Deus com um propósito qualquer em vista, somos como essas crianças: esse propósito não dá qualquer sentido à nossa vida.»Criado de propósito para quê?», no De Rerum Natura)
  2. «Eu não sabia, mas um leitor do blogue informou-me que o criacionismo já anda a ser ensinado na Universidade de Coimbra há algum tempo. No manual “Direito Internacional, Do paradigma clássico ao Pós-11 de Setembro” (…) da autoria do Doutor Jónatas Machado, que é usado obrigatoriamente na cadeira de Direito Internacional Público e Europeu do segundo ano da licenciatura em Direito (…) encontra-se logo à entrada uma apologia do criacionismo contendo comentários como (vão “ipsis verbis”):

    (…) “estou farto desta homobiologia homem-macaco”

    (…) “a teoria do intelligent design é a maior conquista intelectual dos últimos 200 anos”

    (…) Será que a universidade permite que do alto de uma cátedra alguém faça proselitismo religioso? Podem os alunos de uma universidade laica ser evangelizados em vez de ensinados?» («Cátedra ou púlpito?», no De Rerum Natura)

  3. «(…) continuando a “limpeza” que esta Polónia tem impunemente levado a cabo, com particular obsessão pelos homossexuais, o governo de Varsóvia decidiu que, por não se conformar com a “mera” expulsão e punição dos homossexuais no ensino, se deverá caminhar no sentido de um tendencial afastamento dos homossexuais dos empregos da função pública, estando já em curso a apresentação de uma lista inicial oficial de proibições.

    Enfim…eu não sei se já tinha dito isto, mas se alguém por aí estiver farto desta Polónia que, sejamos claros(!), desonra a suposta união de valores humanos que é a UE, pode começar por encher a caixa de e-mail do Embaixador da Polónia em Lisboa com a sua indignação mailto:politica.embpol@mail.telepac.pt» («e a novela polaca continua…», no Devaneios Desintéricos)

10 de Abril, 2007 Carlos Esperança

Manobras espirituais

VI Peregrinação Militar promovida pela Pastoral Juvenil da Diocese das Forças Armadas e de Segurança.
Num país laico, isto não é uma peregrinação, é um exercício militar de rastejamento.
10 de Abril, 2007 Carlos Esperança

Irão – Islão político

O Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, anunciou esta segunda-feira que o Irão entrou para o grupo de países que produzem combustível nuclear a nível industrial, ou seja, que já tem pelo menos três mil centrifugadoras a enriquecer urânio.

O desafio à comunidade internacional, infringindo abertamente as resoluções da ONU, é uma provocação que não pode ficar impune. A escalada contínua do regime teocrata visa estimular o nacionalismo persa e, simultaneamente, liderar os xiitas em confronto com a hegemonia sunita da Arábia Saudita.

O ódio a Israel, às democracias e aos EUA, em particular, é o cimento que aglutina as diversas sensibilidades iranianas. O Islão político é a lepra que corrói a paz e despreza os direitos humanos, em especial os da mulher.

Quando o ruído do ódio chega ao silêncio dos cemitérios e o esplendor da raiva explode em autocarros de crianças, não é só o fanatismo religioso que está em causa, é o estertor de uma civilização falhada que se avizinha.

A irracionalidade, a demência e a fé conjugam-se numa mistura explosiva que semeia o caos, a miséria e a morte. Por maior que seja a perversão humana, há níveis que só Deus pode.

A humanidade já tem dificuldade em assegurar a sua sobrevivência em clima de paz. As rivalidades que se exacerbam, as injustiças que se acentuam e a fome que alastra, trazem no ventre a guerra que conduz ao suicídio colectivo. Era escusado o ódio religioso.

Para já, dessa demência da fé que se manifesta num crescendo de proselitismo, é o Irão que urge travar.

DA/Ponte Europa

9 de Abril, 2007 Carlos Esperança

O Patriarca Policarpo e a Páscoa

Durante a vigília pascal, na Sé de Lisboa, o Patriarca Policarpo atribuiu a Deus a fonte da vida – estranha linguagem exotérica que responsabiliza o mito pela existência. É natural que o vinho das celebrações litúrgicas e a noitada na Sé de Lisboa perturbem o discernimento, mas revela enorme ignorância sobre o processo da reprodução.

O Patriarca lembra ainda que «os que não têm fé vivem nas trevas», uma clara mentira. Uns vivem em Lisboa, outros em Évora, Coimbra, Braga ou noutro sítio qualquer. Nas trevas vivem analfabetos, crentes de várias devoções e clérigos de numerosas fés.

Depois da paixão – uma encenação litúrgica em diferido, todos os anos repetida -, veio a visita pascal que um santo de duvidosa conduta, Agostinho, chamou « a mãe de todas as vigílias», expressão que viria a ser usada por Saddam, em sentido bélico, antes da invasão do Iraque, com a célebre frase «a mãe de todas as batalhas».

Terminou a morte e a ressurreição de Cristo. Os adereços são guardados nas sacristias e, no próximo ano, repete-se a encenação para entreter os crentes e fingir que Deus existe.