Loading
2 de Outubro, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

A vitória da Educação Sexual


Aparentemente o obscurantismo católico associado à sexualidade sofreu pesada derrota de acordo com dados avançados pelo governo. Vence finalmente a Educação e perde o obscurantismo, a desinformação e o sectarismo sexual, e a fábula da castidade afunda-se rapidamente.

Em 30 de Janeiro de 2007, Policarpo, representante de alguma coisa pouco concreta visto não ter sido eleito democraticamente, quiçá representante dos negócios estrangeiros do Estado vaticanista, teceu algumas elações, opiniões se democraticamente se falasse, linguagem desconhecida no Estado totalitário das sotainas, sobre a (des)Educação Sexual.

Defendia que “em termos religiosos como culturais a castidade surge como uma vivência generosa e responsável da própria sexualidade”, o que falha em vários pontos, refere-se a todas as religiões quando fala exclusivamente de catolicismo, e realmente a castidade pode ser interessante para os católicos, mas não vivemos no Vaticano, ponto que terá escapado à análise da sotaina.

Acrescenta que “o exercício individualista da liberdade origina uma sociedade permissiva. O Estado gasta uma parte significativa das suas capacidades e energias a corrigir abusos de liberdade”. Esta declaração é simplesmente ridícula, se uma pessoa se masturbar em casa terá de ser presa para que seja corrigido esse “abuso de liberdade”, ou a policia teria de andar a espreitar nas janelas das pessoas a averiguar se estariam a fazer sexo anal, sexo oral, a utilizarem chicotes e algemas, se as posições sexuais são as permitidas pelo Vaticano, se alguém geme em sinal de prazer esquecendo-se que o sexo é exclusivamente procriativo?

Diz também que se “trata de uma liberdade individual sem responsabilidade que se encontra nos acidentes de viação, nas agressões contra o ambiente, no abandono e abuso de crianças, no aborto”. É na responsabilidade que reside a Educação Sexual, na prevenção de doenças por exemplo, o que é irresponsável na óptica vaticanista, o não uso do preservativo é o acto responsável defendido pelo catolicismo, aparentemente porque os vírus, fungos e outros patogénicos também são filhos de deus, por alguma coisa Noé os salvou do grande dilúvio. A nível dos acidentes de viação até existe bastante lógica, sexo e conduzir ao mesmo tempo nem sempre combina, a não ser em auto-estrada à noite sem tráfego, mas isso já são outras histórias. Agredir o ambiente dependerá de vários factores, considerando uma relação heterossexual na companhia harmoniosa da Natureza, se a mulher tomar a pílula pouco mal vem ao ambiente, caso se use preservativo será moralmente correcto guardá-lo para posteriormente o deitar fora em local adequado. Não esquecendo que é mesmo para deitar fora, não deve ser utilizado novamente depois de lavado e passado por pó-de-talco (histórias reais dos quotidianos das pessoas que experimentaram o fascismo católico português). Quanto ao abuso de crianças… os encapuzados sabem muito mais sobre o tema que eu. Relativamente ao aborto parece que nada mais existe a argumentar, até porque nem vale a pena, o bolor religioso que se apropria do cérebro impossibilita qualquer tipo de clarividência, a argumentação católica sobre o assunto arruína-se logo nas bases, formação da alma aquando da fecundação, seja portanto duas meias almas caso se formem gémeos, um terço de alma em trigémeos, contas feitas e o catolicismo chumba com 0 no exame.

Interessante as alusões do clérigo a uma das muitas temáticas que desconhece completamente, seguindo fielmente o catecismo morre-se estúpido, para além de infligir graves problemas psicológicos associados à repressão de algo que não pode ser reprimido, as leis da Natureza são muito mais poderosas que as leis impostas por qualquer Homem. Parece que a sexualidade se poderá finalmente emancipar pela forma com que qualquer temática se emancipa, pela sua compreensão e respectiva liberdade pessoal de exercer os conhecimentos para uma vida mais feliz e digna.

Notícia: Já há educação sexual nas escolas
Notícia: D. José Policarpo: educação sexual é necessária mas deve apontar para a castidade

Também publicado em LiVerdades

1 de Outubro, 2007 Ricardo Silvestre

Clear and present danger

Um recente comentário de um activista muçulmano chamado Anjen Choudary à BBC: «O Reino Unido pertence a Allah», e nós (os muçulmanos) não precisamos de ir para países com a Shari’a (sistema de leis baseado no Corão), «uma vez que o Reino Unido não pertence aos Ingleses», e como tal, deve ser uma obrigação dos muçulmanos introduzir e fazer respeitar a Shari’a nos países onde vivem.

Isto não podia ser mais assustador do que o que se lê. É impossível. No momento onde este estilo de proposição é dita com impunidade, sem receio, sem vergonha na cara, estamos todos num sarilho muito grande. Na Europa, um bastião da racionalidade, do iluminismo, da progressão de liberdades, temos estes fanáticos teocratas a colocarem lentamente a lamina à volta do nosso pescoço.

Como diz Christopher Hitchens aqui: «onde estão as vossas prioridades, senhoras e senhores?!? Aproveitem bem o tempo que vos resta. Isto é mesmo a sério.»


Infelizmente é mais do que ser a sério, é uma ameaça «clara e presente».

1 de Outubro, 2007 Helder Sanches

O que fazer com ameaças de morte?


Recentemente, fui ameaçado de morte na caixa de comentários ao texto com os pressupostos do meu blog.

Como – que me recorde – só fui ameaçado de morte uma vez (tinha eu 19 anos, estava todo nu, de mãos e pés atados à cama e a ameaça partiu de uma morena com quase 1,80m e 3 anos mais velha que eu) não sei muito bem como lidar com esta situação, de modo que peço aos prezados leitores deste blog que me ajudem numa decisão.

Passo a citar o comentário em causa:

Tu não vais andar vivo muito tempo.Eu breve vou te procurar e quando te encontrar racho-te ao meio e dou a tua carne fétida aos porcos.Mas antes de te massacrar,digo-te porque o faço…”porque te ODEIO mais do que tudo no mundo” e quando te encontrar que Deus tenha piedade da tua alma negra. Maldito filho de Satanás.

Assim, como reagir a este comentário do comentador que dá pelo nome de “A Ordem” e tem o ip 62.48.149.193 ? Encaro várias hipóteses:

Fugir
Fazer as malas e partir para o Afeganistão, por exemplo, onde me poderia infiltrar com os talibãn e ajudar a destruir mais alguns símbolos religiosos. Esta hipótese é muito complicada, uma vez que tenho diversos projectos entre-mãos que não posso abandonar.

Converter-me
Assumir uma nova postura face à religião e pedir desculpa a todos os deuses pelas calúnias que tenho assumido publicamente e por todos os disparates que tenho escrito sobre religião, embora seja tudo verdade.

Passar a usar burka
Passaria a ficar irreconhecível e ninguém desconfiaria que era eu por debaixo do manto. Mais, acho que me iria assentar bem, fazendo-me parecer mais magro.

Participar às autoridades
Agarrar no ip e no texto em causa e fazer a participação às autoridades competentes. Esta sugestão foi dada pelo João Ribeiro mas, sinceramente, acho que era uma solução sem qualquer piada. Desculpa, João.

Estou aberto a outras sugestões. Conto com a imaginação dos leitores deste blog para outras recomendações. Obrigado.

1 de Outubro, 2007 Helder Sanches

Racional em excesso ou nem por isso

Recentemente, fui acusado numa conversa entre amigos de ser demasiado racional na minha abordagem ao fenómeno religioso. Quando pedi para me explicarem melhor essa acusação responderam-me que era apenas isso mesmo, estava a ser demasiado racional!

Ora, a meu ver, racional é algo que uma pessoa é ou não é. Não existem meios termos nem doseadores de racionalidade. Não consigo entender como é que se pode ser razoavelmente racional a não ser sendo, de facto, totalmente racional. E, então, só então, poderemos com naturalidade incluir nas equações do raciocínio as dúvidas e as questões que ainda fiquem no ar, sem nos precipitarmos a dar-lhes uma resposta de conveniência baseada em crenças sejam de que ordem forem.

(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

30 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

Diário Ateísta – 1 milhão de visitas

O Diário Ateísta nasceu em Novembro de 2003 e, após a fase experimental, passou a ter colaboração quotidiana desde Janeiro de 2004.

Hoje, quase quatro anos passados, atingimos o primeiro milhão de visitas vindas de todo o planeta, particularmente do Brasil, que disputa a Portugal o primeiro lugar no número de visitantes diários.

Os artigos não têm sempre o rigor e a qualidade literária que gostaríamos, mas são um farol de esperança na luta contra o obscurantismo religioso e na defesa dos princípios que constam da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Não nos pesam atitudes racistas, xenófobas ou misóginas. Deixamo-las para as religiões cuja hipocrisia e vileza denunciamos.

Deus é um mito, todos o sabemos, mas um mito perigoso, fonte de ódio e detonador da violência. Por isso, em nome da liberdade, defendemos os direitos dos crentes sem deixar de combater as crenças. A mentira, a superstição e a volúpia do poder, que os clérigos de todas as religiões cobiçam, encontram no Diário Ateísta a mais persistente e obstinada denúncia.

O ateísmo deve muito aos livros sagrados das religiões monoteístas, mas deve ainda mais aos exemplos de violência das suas Igrejas, às guerras que fomentam, à crueldade que cultivam e ao proselitismo que as devora.

Deus, na sua inexistência, não frequenta o Diário Ateísta mas vêm os jagunços da fé e os toxicodependentes da hóstia, cheios de missas e novenas, a ameaçar com o Inferno e a sugerir os churrascos que usavam na Idade Média. Deus abandonou-os à sua sorte e ao ridículo enquanto o Papa continua a explorar, como bom proxeneta, a Virgem e as casas de alterne da fé – conventos, santuários, catedrais e outros locais pios.

No Islão a demência agrava-se. Julga-se a única religião verdadeira. O Papa pensa o mesmo da sua, tal como os evangélicos, os ortodoxos e os judeus das trancinhas. Não há religiões boas. Há apenas máquinas de poder ao serviço do clero e de privilegiados que vivem na ostentação como parasitas de Deus.

O Diário Ateísta vai continuar a ser a voz que desafia Deus e os seus lacaios a provarem que há um ser supremo, para que os livres-pensadores o possam julgar pelos seus crimes no pelourinho da opinião pública.

30 de Setembro, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

Bíblia e problemas genitais

Existem temáticas fascinantes na bíblia, e as alusões aos genitais são simplesmente sublimes. O cristianismo exerce um sectarismo hediondo em todo e qualquer campo, e genitalmente não será diferente. Qualquer cristão já terá certamente indagado sobre a questão dos testículos trilhados, tema de importância suprema em qualquer contexto, ou mesmo sobre pénis cortados.

Embora no calhamaço bíblico se encontre muito texto, nas secções realmente interessantes existem resumos, de resumos, provavelmente de outros resumos, assustando o tamanho do livro quando se lê “No princípio criou Deus os céus e a terra.“, e quanto a detalhes nem em rodapé, invertendo a importância a exemplo nos sacrifícios de animais, as páginas alusivas ao tema são mais que muitas e incrivelmente maçadoras, para além de poderem fazer com que se perca o apetite, textos soberbos para quem quer fazer um jejum ou dedicar-se ao vegetarismo, tripas e sangue, sangue e tripas, página após página de carnificina.

Talvez um teólogo futuramente detalhe melhor esta questão importante dos testículos trilhados e pénis cortados, sabendo-se apenas de antemão que tais acontecimentos impossibilitam a entrada na congregação do senhor. Aconselharia às Igrejas Cristãs a contratação de Avaliadores de Genitais, sabe-se lá se não estarão entre puros cristãos um ou outro homem com os testículos trilhados ou com o pénis cortado.

Deuteronómio 23:1 “Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na congregação do senhor.

Também publicado em: LiVerdades

30 de Setembro, 2007 Ricardo Alves

Matar pessoas é matar pessoas

O senhor Sik Kok Kwong, líder dos budistas de Hong Kong, afirmou que «para os budistas, disparar contra monges inocentes é como derramar sangue de Buda», e que «os responsáveis por isso irão para o inferno de Avici» (que é o reservado para os piores crimes).

Que raio de ideia. Quero lá saber do sangue do Buda. Matar pessoas é matar pessoas, sejam monges ou não, estejam vestidas de laranja ou não. Será que um monge é algo mais do que uma pessoa?

[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]
30 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

Às centenas é mais barato

Mais de 80 Bispos espanhóis estarão no Vaticano, no próximo dia 28 de Outubro, para a beatificação de 498 mártires da perseguição religiosa no país, entre 1931 e 1939. Trata-se da beatificação conjunta mais numerosa da história da Igreja.

De Espanha, todos os franquistas de mitra e báculo vão rastejar até ao covil do Vaticano para assistirem à beatificação de 498 mártires espanhóis. É uma orgia mística dirigida pelo artesão de santos – o vetusto cardeal português Saraiva Martins.

Pensam os bem-intencionados que se trata apenas de uma farsa para estimular a piedade dos devotos embrutecidos pela fé e cegos pelo delírio místico. Nada disso. O que está em causa é a mais descarada campanha política contra a Espanha laica e democrática. É a exibição de força da Conferência Episcopal Espanhola e uma cruzada do Opus Dei e seus sequazes contra a progressiva secularização espanhola.

Seria injusto não reconhecer a violência fanática de quem assassinou bispos, padres e freiras na guerra civil espanhola. Não há perdão para a orgia de sangue e horror desses tempos, mas a violência e as atrocidades foram comuns aos dois lados da barricada com duas agravantes para o clero fascista que vê agora elevar aos altares as vítimas inocentes e as inventadas do seu lado:

1 – Os fascistas, com o apoio da Igreja católica, em especial o Opus Dei, derrubaram o Governo legal;

2 – Durante anos, continuaram a assassinar anarquistas, socialistas, comunistas e simples soldados ou simpatizantes do Governo legal (centenas de milhar).

A beatificação de 498 cadáveres não é um acto gratuito no circo dos milagres, é uma ofensa aos que caíram do outro lado e uma provocação ao actual Governo. B16 mostra que mantém firmes as convicções que levaram um jovem adolescente às fileiras das tropas nazis.