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22 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

QUANDO A EMENDA É PIOR QUE O SONETO…

Na Nigéria há um muçulmano feliz da vida aos 84 anos. Tem 86 mulheres e 170 filhos. Agora não o deixam bater a proeza católica do prior de Trancoso, no século XV, que teve 299 filhos de 53 mulheres.

A religião muçulmana não respeita os “Direitos Humanos”. A Igualdade entre sexos é violada pelo “Alcorão” ao permitir que um homem possa casar até 4 vezes. Em alguns casos nem perguntam a opinião das esposas para casarem mais uma vez.

Com base no livro retrógrado e impróprio no século XXI, o “Alcorão”, um Tribunal islâmico da Nigéria aplicou a lei da Sharia e obrigou o muçulmano feliz a escolher “somente” 4 das suas 86 mulheres e a divorciar-se das restantes. Se não respeitar a decisão será condenado à morte.

O idoso protesta baseando-se na fé de que a religião muçulmana estará a ser mal interpretada pelo Tribunal. Diz que o Corão não estabelece limites ao número de mulheres que se pode ter e que dependerá apenas das capacidades que um homem tenha para as manter. E ele consegue fazer feliz a todas elas.

Este caso mostra-nos a mentalidade muçulmana. O Tribunal islamita acaba por tentar corrigir a situação de poligamia com a ameaça de morte ao idoso. Infringe o “Direito à vida” dele. É caso para dizer-se que na religião muçulmana “a emenda é pior que o soneto”!

a)  kavkaz (leitor habitual do DA)

22 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

Hipocrisia perante a tragédia

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O pontífice disse que está rezando pela alma das vítimas. Bento XVI enviou uma mensagem de condolências ao arcebispo de Madri para manifestar sua “conexão espiritual” com as famílias das vítimas e para desejar a rápida e total recuperação das 19 pessoas que sobreviveram à tragédia, algumas delas gravemente feridas. Na mensagem, o papa manifesta suas “sentidas condolências pelo terrível acidente”.
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Era preferível que tivesse rezado para evitar a tragédia se as orações valessem alguma coisa.
22 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

Vaticano – O único Estado do mundo sem maternidade

O Vaticano ordenou que um sacerdote do norte da Argentina, padre Ariel Álvarez Valdés, doutor em teologia bíblica, deixasse de dar aulas universitárias e evitasse publicar artigos por não acreditar na existência de Adão e Eva, informou hoje a imprensa local.

Parece impossível que um especialista em teologia, a única ciência sem método nem objecto, duvidasse da existência de Adão e Eva. Haverá quem duvide que Jeová depois de ter feito o homem a partir do barro, de ter lavados os dentes por causa do mau hálito, de ter soprado e lhe ter dado vida, arrancou uma costela e fez a mulher?

Só os cépticos, agnósticos e ateus podem pensar que deus era suficientemente impuro para começar a procriação pelo método que hoje está em voga. Só os mal-formados se arriscam a imaginar um deus dos bons a assistir a fazer meninos e meninas como quem tira água de um poço com uma bomba. Só os inimigos do Vaticano desejam que o Papa renegue a Bíblia e diga coisas sensatas.

Deus não dorme, pela simples razão de nunca ter existido, mas o Papa vela. Perante a heresia de um padre que nega o primeiro casal humano e as relações incestuosas a que Adão e Eva sofridamente se entregaram para aumentar a prole e, depois deles, os seus filhos, a única decisão santa era calá-lo, um hábito comum aos dignitários de todas as religiões.

Um destes dias o Vaticano vai mostrar ao mundo as folhas de parra de que Adão e Eva se esqueciam com frequência para que o mundo pudesse ter chegado a seis mil milhões de habitantes. A partir desse dia ninguém mais porá em dúvida o método de fabrico do primeiro casal humano. Era um método menos divertido do que o actual mas muito mais imaginativo.

22 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

Vaticano – os milagres continuam

As fábricas das multinacionais umas vezes fecham, outras não. A fábrica dos milagres do Vaticano está em plena laboração depois de JP2 ter convertido a velha Prefeitura da Sagrada Congregação para a Causa do Santos numa moderna linha de montagem para criar santos e certificar milagres em série.

Em Portugal, há dias, foi presa uma cigana por tentar extorquir cinco mil euros por um milagre e, nem sequer, almejava a santidade. Não tinha o alvará exclusivo do Vaticano e o método artesanal, em vez de ser apreciado, conduziu-a à enxovia. Bons milagres são aqueles que têm a chancela papal e como artista um cadáver enterrado com a extrema-unção.

Depois da canonização de Santo Escrivá de Balaguer, o pouco recomendável admirador de Franco, fundador e gerente do Opus Dei, já está na forja a beatificação do gerente que o substituiu à frente dessa monumental empresa que gosta mais de dinheiro do que do diabo diz o Opus Dei a respeito das almas.

«O Tribunal da Prelazia do Opus Dei encerrou, no último dia 7 de Agosto, em Roma, a fase introdutória diocesana da Causa de Beatificação de Dom Álvaro del Portillo, sucessor de São Josemaría Escrivá de Balaguer» – anunciou Rádio Vaticano, a voz do pastor alemão B16.

Com tantos santos e milagres não se percebem as desgraças que vão pelo mundo.

21 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

Açores – Falta mão de obra especializada

Este ano, pela primeira vez, desde 1966, não foi ordenado nenhum padre.

O bispo de Angra, Sr. António Sousa Braga, está preocupado com o futuro do negócio. Este facto põe em causa a renovação das 172 paróquias das várias ilhas.

20 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

Este não é o meu Presidente

O veto político do Presidente da República ao novo regime jurídico do divórcio é uma decisão legítima mas reaccionária, que motivou o aplauso do truculento sindicalista da bizarra Associação Sindical de Juízes (ASJ) e do inefável presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

Salvo o sindicalista, António Martins, cujo respeito pelos demais órgãos de soberania o devia manter calado, para que o País respeite os juízes e acredite na sua isenção política, todos os comentários são legítimos como manifestação do direito de expressão.

O bispo Carlos Azevedo, que proíbe o casamento aos seus padres e o divórcio aos seus correligionários, rejubilou como se esperava de uma Igreja que prefere a manutenção de um casamento intolerável a qualquer divórcio que liberte os cônjuges.

O presidente da República, que se reclama de todos os portugueses, não deve impor aos que não são católicos os ditames que apenas obrigam os que se revêem na moral vinda de Roma e nos preceitos emanados dos seus bispos. O novo regime jurídico do divórcio não obriga quem quer que seja a divorciar-se, apenas pretende tornar menos penosa uma decisão bem difícil.

Um órgão da soberania de um país democrático não pode converter-se num órgão da CEP, sob pena de o PR – o primeiro dos órgãos da soberania – se tornar um apêndice da sacristia.

Compreendo que o actual titular, atendendo à idade e à devoção, deseje cuidar da alma, mas não honra a ética republicana a genuflectir-se perante o clero católico.

O veto do PR ao regime jurídico do divórcio, aprovado pela A.R., não dimana de uma objecção política ou de um acto de fidelidade à Constituição, deriva de um preconceito religioso e da presunção de que Portugal é Boliqueime.

Este não é o meu Presidente. Espero que não seja reeleito. Não o merece.

20 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

Crimes religiosos

A tragédia quotidiana de crimes com motivações religiosas não pára. Há quem, em nome do respeito pelo multiculturalismo e pela fé individual, contemporize com a fanatização de crianças, através da catequese, e de adultos com enraivecidas homilias.

As catequistas da minha infância incutiam nas crianças o ódio aos judeus, comunistas, maçons e ateus, ao mesmo tempo que, com inflamada piedade, dedicavam as orações a um reles ditador que apelidavam de salvador da Pátria e cujas funções atribuíam a um desígnio divino.

A experiência pessoal ensinou-me a estar atento à educação deletéria de todos os beatos, particularmente dos religiosos, e a recusar as escolas do crime, que visam o proselitismo e a perseguição às liberdades individuais.

As religiões são associações de fiéis, idênticas aos partidos políticos e a colectividades, sujeitas ao primado da lei e ao escrutínio dos tribunais. Não se lhes pode permitir que, em nome de Deus, combatam o Estado de direito e defendam o racismo, a xenofobia e a violência. Não se lhes pode tolerar o terrorismo e o desprezo pelos princípios que regem as sociedades civilizadas nem que se tornem organizações totalitárias.

Ontem foi cometido mais um atentado, na Argélia, contra uma escola superior militar. Morreram mais de quarenta pessoas, quase todas civis, vítimas de um suicida islâmico que conduziu um veículo com explosivos que atingiram um autocarro de passageiros e vários automóveis que ali circulavam.

Se um partido político fizesse a apologia terrorista contra os adversários era ilegalizado. Mas a religião gera cumplicidades e medos que lhe permitem aumentar o poder e tornar a sociedade e a civilização reféns de um deus violento, cruel, vingativo e esquizofrénico semelhante aos homens que o criaram em períodos tribais, bárbaros e patriarcais .

É tempo de pôr cobro à demência prosélita dos crentes fanatizados, julgando e punindo os pregadores do ódio.

19 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

A festa do burro

Notícia aparecida no “Almanaque do Porto”, 1960, p. 182

 

                                                Livraria Figueirinhas – Porto

Há várias questões a ponderar:

 

1. Os burros não podiam despejar o intestino na vetusta nave da igreja onde se processava este magnífico acto de adoração (ao burro legítimo)…

 

2. As donzelas haveriam de ser bem virgens nem que fosse isso atestado e comprovado por conhecidos garanhões dos templos e não só… E o bebé teria de ser de pilinha sem disfarces (que nestas cenas de muita juventude as bebés, franzinas mas mais maduras, imitam bem a burridade masculina…)!

 

3. Os asnos que gritavam burridades (hi! han!) poderiam ser asnas… Aqui a santidade do zurrar não deveria ser regateada só a homens que, mesmo que dos mais obedientes e cordatos, não têm a primazia da devoção cega e ignara…

 

4. Não se sabe se o burro puritano (virgem???), entre rezas e zurros, fez alguns milagres… Capazes disso são eles…

 

5. Os padres que acolitavam esse evento com fé entranhada e indiscutível deveriam ser, também, burros comprovados entre os mais burros do clero!

 

a) G. T.

18 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

O judaísmo e a liberdade

Por muito que custe a democratas de várias religiões, não há democracias confessionais. Quando o clero de qualquer credo domina o aparelho de Estado, a separação de poderes caduca e o poder discricionário é uma constante ao serviço de Deus e da opressão.

Há quem pense que a esquizofrenia da fé se resume aos celerados suicidas islâmicos, quem julgue que a violência contra a mulher e as liberdades individuais são apanágio dos regimes muçulmanos, que o ódio à carne de porco e ao álcool seja exclusivo do Corão.

Vale a pena recordar as homilias do Portugal salazarista contra a minissaia e o fato de banho, antes da invenção diabólica do biquíni e da perda de influência que a progressiva secularização trouxe.

Quem visitou o Vaticano na década de setenta sabe como os guardas do Papa vigiavam o corpo feminino e era aí próspero o negócio de aluguer de capas opacas para proteger a santidade do local e ocultar os joelhos e ombros nus das mulheres.

Polícias religiosas de vários Estados islâmicos obrigam as pessoas a abrir a boca para lhes espiarem o hálito e descobrirem transgressões à fé.

Seja qual for a religião, desde que detenha o poder, não consente liberdades individuais nem tolera o que diz serem transgressões à vontade do seu deus.

Não é novidade, para quem anda atento às malfeitorias da fé, que as patrulhas de judeus ortodoxos impõem a sua lei nas ruas de Israel. Um jovem de 19 anos, David Biton, foi agredido de forma selvagem porque se atreveu a dar um passeio, na última sexta-feira à noite, acompanhado por raparigas da sua idade, algo intolerável para os «guardiães do recato» que aterrorizam os habitantes de uma região da Cisjordânia onde vivem 40.000 colonos ultra-ortodoxos. Basta verem um rapaz e uma rapariga, nem que sejam irmãos, para ficarem nervosos.

Os decotes ou vestidos transparentes afligem Jeová de tal modo que imensos panfletos são distribuídos na cidade para que o decoro, tal como os extremistas o consideram, seja rigorosamente observado. Uma jovem, agora com medo de sair de casa, foi abordada por um desconhecido que lhe atirou ácido porque «a cara era demasiado bonita». O pecado da menina de 14 anos foi ter passeado de calções pela cidade.

Em Betar Illit há pessoas apavoradas. Fala-se de vínculos organizativos e financeiros entre os esbirros que zelam pela moralidade e a autarquia. O edil, Meir Rubenstein, um extremista ortodoxo, nega, mas é um homem que não cumprimenta as mulheres com um aperto de mão… para não se contaminar.

Estes dados, extraídos de uma reportagem de Ana Carbajosa, hoje publicada no El País, vêm acompanhados da denúncia de que o Estado central não costuma imiscuir-se em assuntos destas comunidades e que a polícia só actua em casos muito extremos.

Sem resistência, no judaísmo, tal como no cristianismo ou no islão, a religião acaba por capturar os direitos, liberdades e garantias que as democracias consagram.