30 de Janeiro, 2013 José Moreira
Em tempo de crise…
… há que procurar soluções alternativas.
A imaginação é que não é muita. Aquele esquema está muito manjado.
… há que procurar soluções alternativas.
A imaginação é que não é muita. Aquele esquema está muito manjado.
Por
As forças de intervenção no Norte do Mali libertaram ontem Tombuctu das mãos dos fundamentalistas islâmicos. Uma operação com uma imensa carga simbólica. link.
Esta cidade – Património da Humanidade – que alberga imensas preciosidades nasceu da confluência culturas songhai (primitivos conquistadores do actual Mali), tuaregue e árabe. Atingiu o apogeu nos séculos XV e XVI tendo-se convertido numa encruzilhada da ciência e cultura de raiz africana (pré-colonial) dominada pelo islamismo sufista (também africano).
Tombuctu, cuja fundação é praticamente contemporânea com os primórdios da nossa nacionalidade, foi erguida em pleno Sahel por tuaregues e tornou-se num importante centro comercial integrado nas rotas do sal e do ouro entre o vale do Níger e o Magrebe, e simultaneamente um centro de estudos e de reflexão bafejado pela tolerância étnica e, apesar da islamização que ocorreu por volta do século XII, religiosa. Será, por assim dizer, uma ‘Alexandria do deserto’.
Na antiga mesquita de Sankore hoje transformada em ‘Universidade’ existiam inúmeras ‘Faculdades’ que, para além dos estudos corânicos, ministravam o ensino de Humanidades, Gramática, Retórica, Lógica, Astrologia, Astronomia, História, Geografia, etc..
Recentemente foi instalado nessa árida cidade do deserto, com o apoio da África do Sul, o Centro de Documentação (Instituto) Ahmed Baba (que no séc. XVI-XVII foi um dos eméritos escolares de Sankore) onde se encontravam alguns manuscritos alguns relativos à História da Península Ibérica, nomeadamente, textos sobre música andaluza. Existe o fundado receio que este notável centro de documentação tenha sido incendiado e vandalizado (ver foto) pelos fundamentalistas islâmicos na sua precipitada retirada de Tombuctu link; link, o que a confirmar-se constitui um dano incalculável ao património cultural africano e da Humanidade (em lastimável situação de perigo).
«A organização da Igreja Católica tem uma listagem de 33 573 livros proibidos, com diferentes níveis de gravidade, sendo que nos três níveis mais elevados encontram-se 79 obras de escritores portugueses, revela o Diário de Notícias. José Saramago e Eça de Queirós são os mais castigados pela “lista negra”.

TRADUÇÃO :
ELE: Alá ama-nos Rabia! Alá é grande!
ELA : Abdullah meu amor eterno, Alá ama-nos !
O meu marido acabou de passar à nossa frente e não me reconheceu!!!
Origem desconhecida
Por
João Pedro Moura
“O Opus Dei deve sair da sombra e tornar-se menos opaco. Este foi o único ponto com o qual concordaram todos os oradores do debate sobre “O Papel do Opus Dei na Igreja e na Sociedade”, ontem realizado na sede do Diário de Notícias e que encerrou a Grande Investigação DN sobre a obra.”
1- Discordo. Eu acho que a Opus Dei deve continuar na “sombra” e tornar-se ainda mais “opaca”.
Enfim, são as posições naturais e originais da coisa, que devem ser respeitadas…
2- Aliás, o que é que os ateus, representados no debate, têm a ver com tal organização???!!! Nada!!!
O que se passa com ou o que é tal organização apenas concerne à mesma ou à ICAR!
3- Os ateus tratam de ateísmo e de religião e não de organizações particulares e autónomas dentro da instituição geral, que é a ICAR, e muito menos dando sugestões para a “melhoria” da “opacidade” ou da “luminosidade” de prestação de serviços dum grupo de religionários…
4- Os ateus combatem e devem combater a ICAR, enquanto organização religiosa, privilegiada pela concordata e por todo um manancial de prebendas e subsídios dimanados do Estado, que, a seu tempo, eu denunciarei, minuciosamente, num Grande Programa de Laicidade.
5- Os ateus devem denunciar a concordata, como instrumento de outorga de privilégio à ICAR, de que faz parte a Opus Dei.
Ao combater o geral, a ICAR, estaremos a combater o particular, a Opus Dei.
Donde, não se percebe por que é que haveríamos de combater o particular para chegar ao geral…
6- A Igreja Católica Apostólica Romana é que é o inimigo principal.
A Opus Dei não tem importância nenhuma, ao contrário do que alguns arautos, incluindo jornalistas em busca de tema, pretendem fazer crer…
7- A Opus Dei é uma organização de “fanáticos tranquilos”, como eu lhes chamo, possuidora de alguns bens materiais, nomeadamente algumas instituições de ensino, universitário e secundário, para só referir estas, onde, teórica e aparentemente, poderão exercer alguma influência, mas nunca a nível de massas, pois que, desfasada das mesmas…
8- Nos tempos que correm e no mundo ocidental e liberal, a mentalidade dominante e consensual não está para fanatismos e apuramentos de “raça religiosa”, pelo que, instituições como a Opus Dei, tendem a decair mais depressa do que decai a ICAR, tal-qualmente como a fanática “extrema-esquerda” comunista foi a primeira a baquear com o desmoronamento do império soviético, mesmo que essa “extrema” estivesse mais voltada para a China ou Albânia…
… Até porque, também a China e a Albânia claudicaram no seu comunismo…
9- Aparentemente, seriam os mais extremistas que resistiriam melhor à decadência duma doutrina religiosa ou política, porque, supostamente, seriam os mais “puros e duros” na defesa da causa…
… Mas não é assim, em tempo de paz e em países dotados de progressismo.
Os mais fanáticos é que claudicam mais depressa. Os menos é que resistem mais…
Porque os menos fanáticos têm outra plasticidade e espírito de compromisso, que lhes flexibilizam a empresa, mesmo enveredando, voluntária ou involuntariamente, pelo ecletismo ideológico e amolecimento geral da sua determinação.
Os mais fanáticos, mormente no campo religioso, só conseguem aguentar a empresa até ao ponto de equilíbrio, que é um ponto melindroso e instável, entre a mentalidade liberal e democrática, própria dos tempos hodiernos, e o passadismo cristalizado de liturgias e apuramentos “rácicos”, típico de antanho, portanto, de tempos que já não voltam mais…
10- Ora, sendo a tendência para a liberdade e para a mentalidade crítica, bem própria do estilo de vida ocidental, fanatismos como a Opus Dei, já congenitamente bastante limitados, não têm qualquer hipótese de medrar, recluindo-se para pequenos resquícios de espaço/tempo, em cultivo serôdio de certas escolas, voltadas para o apuramento racial católico, mas esvaídas de massa crítica, que dê consistência suficiente à coisa…
… Ou voltadas para mortificações espirituais, de religionários merdícolas, com ou sem amarrações de cilícios nas pernas, à laia de relíquias grotescas do passado de glorificação do sofrimento, nos tempos áureos da Igreja…
11- Pelo que, a importância e influência da Opus Dei é quase nula, à semelhança da sua congénere simétrica, Maçonaria, entidades que mais se destacam por terem este ou aquele figurão, nessas extravagantes organizações, do que por real mérito ideológico e concreto nesta ou naquela atitude, nesta ou naquela ideia, nesta ou naquela política ou pendor…
Excelente participação do ateísta Ludwig Krippahl
A fé é a única convicção que confere credibilidade à alucinação e razoabilidade à loucura. Aos loucos com fé se anunciam as bem-aventuranças, aos outros se reservam os hospícios.
Debate encerra Grande Investigação DN
Auditório do DN encheu para ouvir os cinco oradores convidados para debater o papel do Opus Dei na Igreja e na sociedade
O ambiente plural do debate que hoje encerrou a publicação da Grande Investigação DN sobre o Opus Dei foi um dos aspetos destacados pelos oradores Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia, Ludwig Krippahl, vice presidente da Associação Ateísta Portuguesa, Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Pedro Gil, diretor do gabinete de imprensa do Opus Dei e Tolentino Mendonça, vice-reitor da Universidade Católica.
“Parte integrante da Igreja”, como defendeu Manuel Morujão, o papel do Opus Dei na sociedade e na Igreja Católica foram os temas em destaque, sem esquecer as particularidades da obra fundada em 1928 pelo padre aragonês Josemaria Escrivá de Balaguer.
A relação com a cultura, nomeadamente a existência de livros desaconselhados à leitura, a função das mulheres e as penitências pessoais encorajadas pela obra foram alguns dos tópicos discutidos.
O lado mais secreto da Igreja em debate no DN
A organização mais secreta da Igreja esteve em análise em mais uma grande investigação do DN. A fechar este trabalho, o DN promove um debate subordinado ao tema: Opus Dei: o papel e a influência na Igreja e na Sociedade. (SIGA AQUI O DEBATE)
A partir das 11:00 e até às 13:00, os oradores Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia, Ludwig Krippahl, vice-presidente da Associação Ateísta Portuguesa, Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Pedro Gil, diretor do gabinete de imprensa do Opus Dei e Tolentino Mendonça, vice-reitor da Universaidade Católica vão discutir o tema num debate moderado pelo grande repórter do DN João Céu e Silva.
O debate realiza-se no auditóiro Diário de Notícias, na Avenida da Liberdade 266, em Lisboa.
Para assitir ao vivo, terá de inscrever-se através do e-mail conferencias@controlinveste.pt. O número de participantes está naturalmente limitado à capacidade do auditório.
Ou então seguir a emissão em direto no site do Diário de Notícias
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.