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7 de Março, 2013 Carlos Esperança

Religião – a mentira herdada

Uma religião é um conjunto de indivíduos unidos por medos, hábitos e superstições comuns, transmitidos através de gerações, e ligados por um ódio coletivo aos medos, hábitos e superstições alheios.

As religiões monoteístas têm um deus verdadeiro privativo que garante aos crentes uma felicidade eterna, depois da morte, conquistada pelo sofrimento, resignação e obediência durante a vida. Cada religião acredita serem falsas as outras e falso qualquer outro deus. Nisso todas têm razão. Aliás, os ateus só consideram falsa mais uma religião e um deus mais, o que, no fundo, faz de todos ateus.

O proselitismo, característico do cristianismo e do islamismo, conduziram o primeiro à violência sectária contra os hereges, os judeus, os cátaros e outros e aos crimes bárbaros da evangelização. O cristianismo foi dominado pela repressão política contra o seu clero e tornou-se uma religião civilizada onde a laicidade contém os seus desvarios pios. Já o islamismo, que é poder em numerosos países, continua na implacável barbárie contra os desvios ideológicos da mais selvagem e cruel religião do globo.

Não devemos esquecer o judaísmo que, não sendo prosélito, encontrou no sionismo a forma de exercer a brutalidade religiosa imperialista através do mito bíblico de que lhes pertence a Palestina.

Muitos judeus de hoje são árabes convertidos tal como alguns talibãs são descendentes de judeus islamizados. A xenofobia é uma demência religiosa que tem menos a ver com questões étnicas do que a etnia tem a ver com circunstâncias políticas, administrativas e linguísticas que as moldaram.

Poucas mentiras são tão estimadas como as que se transmitiram, de geração em geração, através da fanatização religiosa.

6 de Março, 2013 Carlos Esperança

Petição para rever as leis da família

Entrou ontem na AR (DN, pág. 16) uma petição com 5300 assinaturas com o texto que os autores crismaram «Defender o futuro», embora sejam indivíduos com passado ao serviço da Igreja e dos «bons costumes» e, sobretudo, obsoletos.

Bagão Félix, Fernando Ribeiro e Castro, Manuel Braga da Cruz, António Gentil Martins, João César das Neves e Rui Gomes da Silva são o elenco da devota petição. Saídos de uma pia de água benta, cuja infusão lhes liquefez os neurónios, confundiram o futuro que dizem defender com o passado a que estão amarrados.

A revisão das leis de família é um objetivo santo a que juntam o argumento do apoio do PR que, numa primeira fase, após a aprovação na AR, as vetou para, finalmente, ter de engolir o veto, como manda a Constituição, apesar das mensagens ao Parlamento e do azedume público que evidenciou.

Argumentam ainda os bem-aventurados que as referidas leis «foram todas aprovadas no tempo do Governo de José Sócrates», como se a bondade legal derivasse da pessoa que ocupa o lugar de PM.

Entendem os seis amigos da hóstia que as leis em apreço «têm vindo a corroer o tecido social do país». E são elas: a lei do aborto, da procriação medicamente assistida, a lei da mudança de sexo e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a lei do divórcio e a do financiamento do Ensino Particular e Cooperativo.

Além de pretenderem que o Estado dê mais dinheiro para as escolas da Igreja católica, um voto que certamente lhes aplaina o caminho do Paraíso, as sumidades entendem que têm direito a impor os seus valores morais à totalidade de um povo, sem perceberem que as referidas leis não os obrigam a mudar de sexo ou de mulher nem a casar com indivíduos do mesmo sexo ou a procriarem medicamente assistidos.

São marretas e reacionários.

5 de Março, 2013 David Ferreira

O nascimento de uma nação cristã

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De joelhos vos liberto e vos alheio de todos os bens terrenos e espirituais, em nome da fé, com a inspiração divina do Espírito Santo.  Ou como se assassina o espírito livre de um povo honesto com promessas de santidade.

 

 

4 de Março, 2013 Carlos Esperança

Humor pio

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