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1 de Novembro, 2013 Carlos Esperança

A burla é rentável. Mantenha-se!

O Papa Francisco permitiu expor pela primeira vez ao público o manuscrito da “Terceira Parte do Segredo de Fátima” no santuário da Cova de Iria.

O empréstimo do manuscrito foi autorizado pelo Papa Francisco em junho e será a peça “de maior valor simbólico” que integra a mostra “Segredo e Revelação”, que é inaugurada a 30 de novembro, explicou o comissário da exposição, Marco Daniel Duarte, que é também diretor do Museu do Santuário de Fátima.

31 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

O Islão é recuperável?

Um bebé foi registado no Líbano sem que no registo civil conste a sua religião, facto inédito no país, anunciou o pai de Ghadi Darwich, que considerou o filho “o primeiro bebé nascido livre no Líbano”.

Ghadi Darwich nasceu em 30 de setembro da união civil entre Nidal Darwich, xiita, e Yulud Sukarie, sunita, que em abril foi notícia nos media libaneses por ter sido o primeiro matrimónio civil realizado no Líbano, para além de transpor a tradicional barreira de hostilidade entre as comunidades xiitas e sunitas.

31 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

Texto de 17 de janeiro de 2000

No n.º 399 de 16 de Janeiro de notícias magazine, a preceder uma interessante entrevista de Raul Cruz, pág. 8, lê-se no 2.º período em letras grandes, sobre fundo vermelho, o seguinte: O Professor Moisés Espírito Santo, catedrático de Sociologia das Religiões, considera este Papa o “mais sinistro” dos últimos 150 anos,…”

Na página 9, igualmente sobre fundo vermelho, repete-se a mesma afirmação, o que pode levar os leitores distraídos a pensar que se trata do actual Papa.

No entanto, na página 10, em resposta à pergunta do jornalista  – se considera que o actual Papa terá feito “letra morta” do espírito do Vaticano II – responde o entrevistado que “com João Paulo II voltou-se ao espírito de Pio IX…” a quem se refere como “o Papa mais sinistro dos últimos 150 anos”.

Fosse ainda Papa  João XXIII e nenhum leitor se deixaria induzir em erro, nem o meu reparo teria utilidade.

Assim, trata-se dum erro, agravado pela reincidência, em relação à afirmação do autor. E tanto mais grave pelo facto dos não eruditos, como é o meu caso, pensarem que semelhante epíteto devia ser disputado entre Pio XII e João Paulo II.

Tendo o actual pontificado abolido o Inferno e, a avaliar pela intenção de canonizar Pio IX, com efeitos retroactivos, é injusto deixar cair no esquecimento o Papa que considerou a Igreja “inconciliável com o progresso e a civilização”.

CE (texto publicado na íntegra)

30 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

A Turquia, a República e a laicidade ameaçada

Ontem, dia 29 de outubro, a República comemorou 90 anos. Esse dia é, naturalmente, o feriado identitário do País que deve a Mustafa Kemal Atatürk, não apenas a República, mas o ensino primário gratuito e obrigatório e um país laico a caminho da modernidade.

Sabe-se como foi difícil combater os preconceitos e como o Islão é avesso à liberdade. Não foi fácil nem meiga a luta de Atatürk contra o carácter totalitário da religião. Não obstante a violência que usou, hoje inaceitável, continua a ser visto como pai da Turquia moderna que o atual presidente, o Irmão Muçulmano disfarçado de moderado, quer ver virada para Meca.

Ontem, Dia da República, feriado que nem o devoto Erdogan ousou suprimir, foi aberto o túnel ferroviário que liga as duas margens do canal que divide Istambul e separa dois continentes, a Europa e a Ásia.

O túnel é um símbolo da modernidade sonhada por Ataturk que via no Islão o principal adversário de uma República moderna, secular e democrática, a ponto de ter proibido o uso público do véu islâmico e de quaisquer outros símbolos religiosos.

Ontem, o túnel ferroviário serviu ao devoto Erdogan para a sua promoção política e aos defensores da laicidade para comemorarem os 90 anos da República secular, herdada do grande militar, estadista, primeiro presidente e fundador da moderna Turquia.

A gigantesca manifestação de protesto contra a reislamização turca ombreou com a devoção de Erdogan.

29 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

As Forças Armadas e o seu bispo

Um Estado estrangeiro nomeia um oficial-general para as FA portuguesas que apenas têm obrigação de o sustentar. Eu sei que a Concordata, um documento saído da cobardia do Governo, com fundadas suspeitas de atraiçoar a laicidade que a Constituição impõe, é a responsável.

Francisco Sá Carneiro, que viveu e morreu em concubinato com uma grande mulher, Snu Abecasis, perguntou para que era precisa uma Concordata. Ele sentiu na pele, pelo escândalo que a sua situação representava, à época, a proibição do divórcio, prepotência que a Igreja católica impunha com a força da aliança clerical-fascista do salazarismo.

Foi Salgado Zenha, católico, uma referência ética da democracia e da luta contra a ditadura que ameaçou o Vaticano e legalizou o divórcio sem interferências pias.

A Concordata, tratado de um Estado com a Igreja católica, é um instrumento que existe há séculos mas que Pio XII instigou com todos os Estados fascistas onde o catolicismo era a religião dominante. Não faltou a Concordata assinada com Mussolini, que impôs a obrigatoriedade do ensino católico nas escolas do Estado e lhe valeu, do papa de turno, o apodo de «enviado da Providência». Hitler, Franco e Salazar foram outros dos que assinaram concordatas sob os auspícios do denominado Papa de Hitler, Pio XII, cujo passado o Vaticano se esforça por branquear.

A atual Concordata, assinada pelo governo de Durão Barroso, alargou as capelanias militares às forças policiais, juntando-se às capelanias hospitalares e prisionais. O Governo descura a assistência do Serviço Nacional de Saúde mas não deixa que falte a assistência religiosa. A comparticipação nos medicamentos baixa mas as mesinhas para a alma são comparticipadas a 100%.

Portugal não é apenas um país que perdeu a soberania, com a dívida externa, é um país que está de joelhos perante o Vaticano, um protetorado sob vigilância das sotainas.

28 de Outubro, 2013 Luís Grave Rodrigues

Teologia