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  • 8 de Agosto, 2015
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

Deus é bom…

Blogger ateu assassinado no Bangladesh. É o quarto este ano

por DN

Niloy Neel escrevia sobre religiões, e sobre os direitos das mulheres.
Niloy Neel escrevia sobre religiões, e sobre os direitos das mulheres.Fotografia © Via Facebook

Niloy Neel foi morto à machadada em sua casa. Já outros três bloggers que defendiam o laicismo morreram da mesma forma este ano.

Um blogger apoiante do laicismo foi morto à machadada na sua casa em Daca, no Bangladesh, esta sexta-feira. Niloy Neel, ateu, era apologista da separação entre a religião e os assuntos da esfera pública como a política e a cultura. Suspeita-se que o crime foi cometido por extremistas islâmicos.

“Era a voz contra o fundamentalismo e o extremismo”, disse à BBC o dirigente da Rede de Bloggers e Ativistas do Bangladesh, Imran H. Sarkar. “Ele também falava pelas minorias, especialmente pelos direitos das mulheres e pelos direitos as pessoas indígenas”.

É a quarta vez este ano que um blogger apoiante do laicismo é morto à machadada no Bangladesh. Avijit Roy morreu em fevereiro, o blogger Washiqur Rahman foi morto em março, e Ananta Bijoy Das foi atacado por homens mascarados em Sylhet.Segundo a BBC, duas pessoas foram detidas que se presume terem ligações a estes crimes, mas nenhuma foi acusada. Embora o Bangladesh seja oficialmente um estado laico, críticos do governo acusam-no de não agir em reação a estes ataques.

Niloy Neel foi morto em sua casa por um grupo de atacantes, que entraram no edifício ao fingir que queriam alugar um apartamento. Dois deles fecharam-no depois num quarto e mataram-no com machetes.

O blogger e ativista escrevia criticamente sobre várias religiões, incluindo o islão, o hinduísmo, o budismo e o cristianismo, e tinha participado, em 2013, num movimento de protesto que exigia a pena de morte para um líder islâmico que tinha sido condenado de cometer crimes de guerra em 1971.


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18 thoughts on “Deus é bom…”
  • Oscar

    Aqui neste blogue, não há nenhum ateu que consiga destacar-se da filosofia de Epicuro ?

    É assim tão difícil elevarem-se de patamar ?

    • Joaquim

      Deus? Nada.
      O Sr. Óscar não deve entender tudo o que lê de forma demasiado literal.
      Se calhar vou dar-lhe uma novidade, mas da mesma forma que o pai natal, o pato donald ou o tintin não existem, deus também não existe.
      No caso do blogger assassinado o problema não foi deus, mas as pessoas que acreditam nele.

      • Oscar

        Vossemecê tem todo o direito democrático de sustentar que o seu deus não existe.

        Mas, em democracia, a sua opinião vale apenas um voto, nada mais.

        Já quanto a Deus, a problemática é bem diferente, mas vossemecê nem sequer a abordou.

        • Joaquim

          A existência ou não de deus não tem nada a ver com a democracia. Eu podia ser a única pessoa neste mundo a acreditar que deus não existe que o facto dos outros 7 mil milhões acreditarem na sua existência não o faria passar a existir.
          Em relação à problemática da existência de deus, nem me quero meter por esses caminhos. Os teístas tem a capacidade de entender literalmente os seus livros definidores quando isso lhes convêm e verem neles meras linhas orientadoras quando isso não lhes traz vantagem.
          Quanto ao acento no “O”, peço desculpa é o tradutor automático, vou passar a dar atenção a isso.

          • Oscar

            Vossemecê continua a falar num deus muito peculiar.

            Mas, para mim, Deus com D maiúsculo, a nível de rigor semântico e lexical pressupõe um conceito bem diferente do deus de vossemecê fala.

          • Joaquim

            Mas o único deus de que posso falar é mesmo esse: o deus de Abraão e de Moisés. Um deus cruel e castigador.
            Mas também estou habituado a que os católicos (e os cristãos de uma forma geral) nunca queiram discutir esse deus, prefiram discutir o outro. O problema para os ateus é que esse outro deus também nunca se pode discutir, é sempre um deus muito particular e só conhecido da pessoa com quem discutimos. Não há referências escritas a ele em lado nenhum. Quase que se pode dizer que cada católico deste género era capaz de escrever a sua própria bíblia.

          • Oscar

            Vosssemecê, insisto, deve estar a falar de um deus muito peculiar, pois o conceito de Deus pressupõe o uso do D maiúsculo.

          • Joaquim

            Estou de acordo: deus é só um conceito, mas tal como em qualquer outro conceito eu escrevo-o com letra pequena. Continua a ser o seu deus, e a sua existência contínua a ser a mesma: nenhum.

          • Oscar

            Vossemecê está tão pouco seguro da inexistência de Deus que até escreve a palavra de forma ortograficamente incorrecta…

          • Joaquim

            Da mesma forma se pode dizer que o Sr Oscar está tão pouco seguro da existência de deus que até escreve a palavra da forma que lhe dizem para escrever.

          • Oscar

            Lá por vossemecê se sentir um pau-mandado, acha que todos são da sua laia ?

            E desde quando é que escrever de forma ortograficamente correcta a palavra Deus é algo que pode ser criticado ?

            Vosssemecê anda com a lógica um bocadinho baralhada…

          • Joaquim

            Ora deus não é nome próprio. É uma ideia (mais ou menos palavras suas). São argumentos suficientes para se escrever a palavra com letra pequena.
            Por outro lado verifico que o Sr Oscar não liga muito a acordos ortográficos, faz bem, também não ligo. Mesmo assim escreve deus como lhe mandam, ignorando todas as outras convenções. Pau-mandado é, mais uma vez, palavra sua.

          • Oscar

            Vosssemecê está a insistir na sua ignorância quanto à forma correcta de se escrever a palavra Deus.

            Mas, como a ignorância ainda não paga imposto, sirva-se à vontade da sua iliteracia e seja muito feliz com ela.

          • Joaquim

            O Sr Oscar de vez em quando vangloria-se da sua suposta melhor preparação intelectual ou literária.

            Está tão convencido disso que acha que já nem necessita de estudar ou de pesquisar, para quê? Ele sabe tudo.

            De vez em quando deveria descer do seu pedestal e fazer como o comum dos mortais e pesquisar no google, flip e até na wikipédia.
            Eu faço isso e descobri este texto, por acaso no flip da Porto Editora, que tira as dúvidas sobre o que estamos a discutir: http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica/DID/5765.aspx

            Mas há mais textos sobre o assunto é só procurar…
            Não é importante, eu sei, a forma como cada um escreve deus, é mais ou menos com cada um, mas às vezes dá-me algum gozo discutir com alguém tão arrogante que nem se dá ao trabalho de fazer o mínimo de investigação para saber se aquilo que defende está correcto.

            Mas o Sr Oscar não se preocupe, discutir as coisas na base do dogma é, mais uma vez, um exclusivo dos religiosos, continua, portanto, coerente com os seus padrões.

            Quanto a mim, não sigo o novo acordo ortográfico, a minha idade já não o permite, mas por vezes há alterações que se saúdam. Esta é uma delas.

          • Oscar

            Vossemecê agora fez-me rir, confesso.

            Então, com o link que citou, sobre axiónimos, quer dizer o quê ?

            Que a palavra Deus é um axiónimo ?

            Vossemecê anda a fazer figura ridícula, mas, como o ridículo ainda não paga imposto, continue a fazer o seu papel.

          • Joaquim

            Não o Sr Oscar é quem faz figura triste (ridículo é já uma definição para religioso) quando não reconhece que a palavra deus é realmente um axiónimo, uma forma de tratamento ou reverência. É o deus Jeová, o deus Alá, o deus Tor, o deus Bal, o senhor Manuel, o doutor Silva…
            Não conheço o deus Deus, mas já aqui tinha dito que cada católico é em si mesmo alguém capaz de escrever a sua própria bíblia.

          • Oscar

            Ah, então não há ateus ridículos ?

            Os ateus estão acima de incorrerem no ridículo, mesmo que isso seja flagrante ?

            Só mesmo por crassa ignorância, na qual vossemecê caricatamente insiste, é que se pode dizer que Deus é um axiónimo.

            Aliás, vossemecê até nem se coibiu de alterar abusivamente o que exactamente consta no seu link do Flip, para tentar afirmar algo que os axiónimos não permitem.

            E o link, que eu citei, sobre o actual acordo ortográfico não deixa dúvidas:

            A palavra Deus continua a escrever-se com D inicial maiúsculo.

            Se vossemecê, no entanto, fica muito contente por desdizer o rigor ortográfico das palavras, esteja à vontade, força nessa sua reiterada ignorância.

  • Deusão

    Nos países populosos e povo ignaro tais barbaridades ocorrem constantemente. As ideias deveriam retirar apenas a pureza do papel e o radicalismo dos oponentes; jamais eliminar vidas.
    Me lembra um video de Carlin:
    vc crê em dels? não , então morra !
    vc crê em dels ? sim ? good. vc crê no MEU dels ? não ? então morra !
    Diga sim ao debate, sempre !

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