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HOMOSSEXUALIDADE E IGREJA CATÓLICA

Por

João Pedro Moura

1- É minha suposição que a igreja cristã, desde o início, foi tomada por um grupo de homossexuais, religiosos, “espiritualistas”, constituindo uma maneira, isto é, uma organização para a defesa das suas vidas, ameaçadas pelo judaísmo homofóbico.
Pedro, Paulo e outros supostos homossexuais manifestaram-se como dissidentes do judaísmo, mas sem cortarem completamente com o mesmo, donde derivou o chamado cristianismo, que mais não é do que a religião de Paulo, e seus pares, o ideólogo e organizador máximo da, inicialmente, minúscula igreja.

2- Assim, disfarçados de religiosos seculares e, depois, noutra variante, enveredando paralelamente pelo monaquismo, poderiam exprimir melhor e camuflar as suas tendências homossexuais, sem serem molestados pela homofobia dominante, político-religiosa.

3- Como esta gente não procria, excetuando casos raros que, por isso mesmo, não definem normas, foram acumulando riquezas e heranças dos seus religionários, que não tinham que ser homossexuais, necessariamente, pois a nova doutrina tem muito mais que se lhe diga…

4- Abandonando o imobilismo doutrinário e fossilizado do judaísmo, os novos cristãos, que entretanto adotaram o nome do “fundador” mitológico do grupo, personagem misteriosa e conveniente, por isso mesmo, para o engrandecimento da nova igreja e dos novos religionários, ávidos de carisma e de novidade que transcendesse as suas vidas difíceis, estes novos crentes, dizia eu, estenderam o conceito de graça divina a toda a gente, fosse de que origem étnica fosse, desligando-se da amarra judaica, que ligava o judaísmo a um determinado povo e só a esse, e alargando o mercado do serviço religioso, dando-lhe um vigor universalista e progressivo.

5- Mais tarde, com a aliança entre o trono imperial e o altar cristão, consumou-se uma forte e profícua ligação que iria proteger e engrandecer ainda mais o grupo homossexual, que teria tomado a igreja cristã e a condicionou ideologicamente com o celibato eclesiástico e a proibição, digamos, a não consideração, sequer, do sacerdócio feminino.

6- Através duma organização religiosa – uma igreja – tal suposto grupo homossexual e religioso estaria em boas condições, não só para receber as suas heranças paternas como também para legá-las à posteridade, constituindo um património da sua igreja…

7- Doutra maneira, não se compreende como é que uma organização se forma só com homens, obrigatoriamente, celibatários, na sua direção.

Todavia, como é muito mais fácil propugnar uma ideia do que praticá-la, nem sempre tal grupo homossexual conseguiu impor tal norma, o celibato, extremamente dura e antinatural, demorando cerca de 1 000 anos a conseguir impô-la totalmente, sem contestação teórico-prática significativa.

8- A Reforma Protestante, no séc. XVI, marca a defeção duma fação heterossexual, originando, posteriormente, a miríade de igrejas cristãs, que hoje existem, e que repudiam o celibato eclesiástico obrigatório e tendem a ser complacentes com o pastoreio feminino ou aceitam-no mesmo…

9- A complacência do papado e restante hierarquia com os desvarios sexuais dos padres, ao longo de toda a História da Igreja, culminando com a atual indignação geral e denúncia de numerosos casos de “pedofilia”, concretamente e desconcertantemente um triplo “pecado” de fornicação, homossexualidade e pedofilia, acrescida à afirmação recente do papa Francisco, que admitiu a existência dum grupo homossexual influente na Igreja, remete-nos para a prevalência desse tal grupo homossexual dominante, cuja camuflagem estará enfraquecida…

10- O autor espanhol Pepe Rodriguez, autor de “A Vida Sexual do Clero” (espanhol…), muito conhecedor do meio eclesiástico, aponta para cerca de 30% de padres homossexuais, percentagem elevadíssima, comparativamente aos homossexuais numa população, que não devem ultrapassar 1%.

44 thoughts on “HOMOSSEXUALIDADE E IGREJA CATÓLICA”
  • Zeus

    Apoio inteiramente o visionário João Pedro Moura, mais o seu conciso e contundente discurso. Assim é que é falar, não é como o falinhas mansas do prolixo Carlos Esperança.

    Agora venham dizer, venham, que ele é homofóbico e que as suas lúcidas e fundamentadas suposições não fazem todo o sentido.

    O João Pedro Moura é um verdadeiro exemplo da superior racionalidade ateísta.

    Por mim, ele já há muito que estaria na liderança da AAP.

    • Zeus ( O verdadeiro)

      Desta vez, até eu me sinto envergonhado pelo discurso pateta do João Pedro Moura.

      • João Pedro Moura

        ZEUS

        Argumentos?!

        • ZEUS

          A apropriação dos nicks alheios é das maiores cobardias possíveis. Lamento que o meu nick seja aqui desvirtuado, já não se conseguindo perceber quem é quem. O objetivo foi alcançado. Parabéns pela vitória da cobardia. Se tiver consciência, reflita e pense bem se agir desta forma é a única maneira que encontra para boicotar os comentários deste Blog.

          • João Pedro Moura

            ZEUS

            Diriges esse teu lamento protestatário a mim, porquê?!

  • Só três perguntas:

    1 – O João Pedro Moura vive nalgum asilo psiquiátrico ?

    2 – Foi contratado para destruir o DduA ?

    3 – E terá andado pelos campos a mastigar cogumelos alucinogénicos ?

    • antolofernando(o verdadeiro)

      1 – Não vive num asilo psiquiátrico. Aí vivia eu mas fugi.
      2 – Não foi contratado para destruir o DduA. Para isso estou cá eu, que a pesar da merda que faço, continuam a aturar-me.
      3 – Não mastiga nada alucinogénico, eu é que quando estou com o melhor amigo da “minha maravilhosa esposa ateia”, fico com um hálito esquisito, mas depois de ajavardar no DA, passa-me.

  • Oscar

    O João Pedro Moura é um ignorante crasso. Basta conferir aqui:

    http://www.womenpriests.org/pr/traditio/deac_ord.asp

    • João Pedro Moura

      Ó OSCAR

      Em que é que eu sou “ignorante crasso”???!!!…

      • Oscar

        És tão ignorante e tão intelectualmente destituído que nem consegues perceber o que consta no site que anteriormente citei, relativamente ao sacerdócio feminino, nos tempos do primitivo cristianismo, em contraposição à patacoada que escreveste no nº 5 do teu texto.

        • João Pedro Moura

          OSCAR disse:

          “És tão ignorante e tão intelectualmente destituído que nem consegues perceber o que consta no site que anteriormente citei, relativamente ao sacerdócio feminino, nos tempos do primitivo cristianismo, em contraposição à patacoada que escreveste no nº 5 do teu texto.”

          Em primeiro lugar, vê lá se usas uma linguagem mais polida, quando te referes a mim, e não o vitupério achincalhante e insultuoso, que nada esclarece e antes parece voltar-se contra o próprio usuário, como veremos a seguir…

          Eu sei o que são “diaconisas”, literalmente, do grego, “aquela que serve à mesa”, e não “sacerdotisas”, como a
          tua sapiência apressada de aprendiz crédulo parece autosugestionar-se…

          Diáconas e diáconos eram uma categoria de serventuários, provavelmente em ágapes sacrificiais, comuns nos primitivos cristãos. Serviam para organizar ou ajudar cerimónias e outras liturgias.

          Algumas mulheres, até porque eram e são o
          maior mercado da ilusão religiosa, serviam essas comunidades, tendo a designação de “diaconisas”.

          Para se fazer uma ideia da consideração
          eclesiástica sobre o papel feminino, leia-se, na Bíblia, as orientações paulinas sobre a catequese, em 1 Timóteo 2:11-12:
          “Durante a instrução a mulher aprenda em
          silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.”

          As categorias sacerdotais eram os “presbíteros” e os “epíscopos”.
          Os primeiros, isto é, os “anciãos”, eram responsáveis
          pela guarda da comunidade cristã local, assumindo uma incumbência sacerdotal; os segundos, do grego “episcopoï”, literalmente, “aquele que vê por cima”, eram
          os responsáveis por uma rede comunitária mais alargada, correspondente a uma subdivisão administrativa provincial do império romano, chamada “diocese”, mais tarde
          adotada como divisão administrativa da Igreja.

          Não há mulheres nestas categorias, e as poucas diaconisas foram desaparecendo entre os séculos II e IV e ainda mais sob o domínio do imperador Constantino.

          • Oscar

            Instrui-te, ignorante:

            “The starting point for this paper is the third century
            fresco called the “Fractio Panis” – the breaking of bread – in the Greek Chapel in the Catacomb of Saint Priscilla. The figure seated on our right is seen in
            the act of breaking the bread. Initially this figure was simply assumed to be male, until in her 1980 article, Dorothy Irvin argued that the (con)celebrant(s) represented at this Eucharist are in fact women. [1] Since then the fresco has acquired an almost “iconic” status amongst some feminist scholars of Christianity who see it as archaeological evidence that women presided over the Eucharist in the early Church. I also find it a
            tantalising image, for these and other reasons”

            http://dlibrary.acu.edu.au/staffhome/dacasey/fractio%20panis.htm

            http://vagalumeluciernaga.blogspot.pt/2010/11/cuando-las-mujeres-eran-sacerdotisas.html

          • João Pedro Moura

            OSCAR disse:

            “Instrui-te, ignorante”

            Olha, ó “sapiente” pretensioso!…
            Em primeiro lugar, quero louvar a tua intenção de dignificar a mulher, tentando descobrir mulheres dirigentes ou
            supostamente dirigentes, nas comunidades cristãs primitivas…

            Em segundo lugar, saliento que essa tua boa intenção não coincide com o que está exarado na tua Bíblia, que apenas refere uma ou outra “diaconisa”, isto é, pessoal menor, que ajudava nos ágapes e nos “pães fracionados”, com que os primitivos cristãos se entreajudavam e celebravam as suas liturgias.

            Tais celebrações primitivas não eram dirigidas, ainda, por sacerdotes, tal como hoje os conhecemos, portanto, não
            podemos falar de sacerdócio feminino, mas sim de eventuais diaconisas, isto é, serventuárias de cerimónias e liturgias.
            A eventual referência iconográfica a mulheres cristãs influentes, pictórica nos casos que apresentas ou duma rara e singular “episcopa”, significa que os homens cristãos eram frequentemente perseguidos, encarcerados
            ou mesmo liquidados pelo poder dominante romano, conforme também a boa ou má disposição do governador romano da zona. Por isso, as mulheres, algumas
            mulheres poderiam ter ocupado o cargo vagado por homens ou por insuficiência de homens, frequentemente perseguidos e chacinados.

            As celebrações litúrgicas primitivas faziam-se frequentemente em catacumbas e outros lugares esconsos, ao abrigo da perseguição policial romana, e em que certamente as mulheres se refugiavam com
            a família e poderiam ter uma função mais ativa na celebração religiosa.

            Institucionalmente, nada é dito na Bíblia, ao contrário do que a tua sapiência apressada e de pacotilha pretende fazer crer, sobre o sacerdócio e apostolado femininos, antes as mulheres são progressivamente recluídas para funções subalternas ou de nula direção sacerdotal, culminando na legalização do cristianismo, pelo Édito de Milão, em 313, a partir do qual o patriarcado misógino triunfa em toda a linha…

            Na primeira e segunda guerras mundiais, as mulheres substituíram os homens, que foram para a guerra. Com isso não se pode concluir, sobretudo na 1ª GM, que as mulheres estavam equiparadas aos homens na atividade económica, mas sim que os substituíram…

  • M.

    1 A sua associação entre homossexualidade e maquiavelismo, e entre homossexualdade e pedofilia, é grave (não vou usar as palavras homofóbico ou preconceituoso, acho que neste caso idiota chapado é mais correcto)

    2 Dizer que a divergencia entre judeus e a nova seita se deve a uma diferença da moral sexual parece contrastar como o facto que, das muitas divergências que os separam, em termos de sexualidade têm ideias muito semelhantes, sendo os Cristãos ainda mais restritivos, como se vê por exemplo no caso do divórcio.

    3 Além do mais, Pedro tinha sogra, o que quer dizer que era casado. Ou tal significa que não era homossexual, ou, se fosse um casamento de conveniência, era de estranhar que se pusesse do lado de Jesus, que não via com bons olhos a facilidade com que era possivel aos Judeus divorciarem-se.

    • João Pedro Moura

      M disse:

      1- “A sua associação entre homossexualidade e (…) pedofilia, é grave (não vou usar as palavras homofóbico ou preconceituoso, acho que neste caso idiota chapado é mais correcto)”

      a) Em que ponto do meu texto é que eu supostamente associo,
      indevidamente, “homossexualidade e pedofilia”???!!!…

      b) “Idiota chapado” porquê???!!!…

      2 – “… das muitas divergências que os separam, em termos de sexualidade têm ideias muito semelhantes, sendo os Cristãos ainda mais restritivos, como se vê por exemplo no caso do divórcio.”

      E o que é que isso tem a ver com o que eu disse???!!!…

      3 – “Além do mais, Pedro tinha sogra, o que quer dizer que era casado. Ou tal significa que não era homossexual, ou, se fosse um casamento de conveniência, era de estranhar que se pusesse do lado de Jesus, que não via com bons olhos a facilidade com que era possivel aos Judeus divorciarem-se.”

      E o que é que isso tem a ver com o que eu disse???!!!…
      Ser casado era a condição normal e tendencial “in illo tempore”…
      Ser acusado de homossexual era uma grave acusação, naqueles tempos, e suscetível de marginalizar, banir e execrar um indivíduo, condenando-o até à morte…
      . Portanto, homossexuais, casarem-se, seria um esforço penoso a que muitos deles estariam condenados… para continuarem a ser considerados pessoas “normais” naquele tempo, para só falar naquele tempo…

      Portanto, a questão central, “in illo tempore” é: como é possível um conjunto de indivíduos, algum deles “casados”, largar tudo e partirem em apostolado por terras distantes?!

      O quesito seguinte é: como é possível formar, progressivamente, uma igreja, em que o pessoal dirigente, superior e inferior, é, obrigatoriamente, constituído por homens celibatários???!!!
      Não faz isto logo supor que se trataria de homossexuais, que assim arranjariam maneira de exprimir a sua espiritualidade e misticismo, sob a capa da religião???!!!
      Não seria a melhor maneira de acumular, preservar e legar património, dentro dum grupo homossexual?!

      A grande quantidade de casos homossexuais, na Igreja católica, sendo a maioria dos casos de violação da castidade clerical, significa o quê???!!!

      • M.

        1- Os seus pontos nove e dez tomados em conjunto, levam à conclusão que os desvarios sexuais dos padres se devem à concentração de homossexuais dentro da Igreja. Se não percebe como isso responde a ambas as suas alíneas, quer dizer que é ainda mais alinea b) do que eu pensava.

        2 – Se um grupo de homossexuais decide fundar uma nova seita, acto pelo qual são perseguidos e mortos, não se percebe porque é que formam uma seita que condena a homossexualidade. A desculpa de que a homossexualidade era condenável com a morte é irrelevante, uma vez que o cristianismo também era condenado com a morte. Morto por cem, morto por mil…

        3 – Mais uma vez, se a fundação da seita tivesse no seu centro a homossexualidade, ou seja, se fosse uma maneira de encobrir a homossexualida, não teria sido fundada desta forma, pois os homossexuais teriam que continuar escondidos dentro desta comunidade, que tambem os condenava.

        • João Pedro Moura

          M. disse:

          1 – “Se um grupo de homossexuais decide fundar uma nova seita, acto pelo qual são perseguidos e mortos, não se percebe porque é que formam uma seita que condena
          a homossexualidade. “

          Formar uma “seita cristã”, na Palestina e “in illo tempore”, não é necessariamente passível de perseguição e morte…
          Uma “seita cristã”, naquele tempo, não condenava necessariamente a homossexualidade, através dos escritos neotestamentários. Nestes, tal condenação é omissa…
          A necessidade, regional e histórica, de religação aos escritos veterotestamentários é que comina, decorrente
          destes, a homossexualidade com a pena capital…

          Também há católicos homossexuais (até há uma pequena organização em Portugal…). Os toleirões parece que não
          reparam na execração mortal da homossexualidade, via Antigo Testamento…

          E outrora, os cristãos que mais se manifestavam na Roma pagã também eram mortalmente perseguidos…
          … O que, no entender do M., parece que não fazia sentido… haver cristãos que insistiam em manifestar-se…
          com a polícia à espreita…

          Há mais casos históricos de perseguição criminal ou mortal… mas os perseguidos insistiam nas suas
          convicções…
          Mistérios do organismo…

          2 – “Mais uma vez, se a fundação da seita tivesse no seu centro a homossexualidade, ou seja, se fosse uma maneira de encobrir a homossexualida, não teria sido fundada desta forma, pois os homossexuais teriam que continuar escondidos dentro desta comunidade, que tambem os condenava.”

          Pois, isso é um argumento muito racionalista e lógico. Mas, nem sempre a lógica e racionalidade presidem aos
          atos e ditos de cada um…
          Na Igreja, há sacerdotes homossexuais e aquela condena estes…
          Mais e pior: há padres que enveredam não por 1, nem por 2, mas sim por 3 “pecados”: fornicação,
          homossexualidade e pedofilia…
          … E a Igreja condena os 3…
          Dantes, esses “pecadores” estavam, pelos vistos, razoavelmente escondidos e despercebidos…
          … Agora não…

          • M.

            “Pois, isso é um argumento muito racionalista e lógico. Mas, nem sempre a lógica e racionalidade presidem aos atos e ditos de cada um…”

            Portanto concorda comigo quando afirmo que a lógica e a racionalidade não presidiram aos ditos do João Pedro na sua publicação inicial, QED.

          • João Pedro Moura

            M. disse:

            “Portanto concorda comigo quando afirmo que a lógica e a racionalidade não presidiram aos ditos do João Pedro na sua publicação inicial, QED.”

            Mauzinho… (é a segunda vez…)
            Esse “portanto” não estabelece ligação entre a frase que me cita, sobre racionalidade e lógica, e o meu artigo, CQD…

          • Carlos

            1 – “Se um grupo de homossexuais decide fundar uma nova seita, acto pelo qual são perseguidos e mortos, não se percebe porque é que formam uma seita que condena

            a homossexualidade. “

            É igual a estes ateus terem fundado um “diário” que contraria, insulta e destrói o ateísmo realmente sério.

          • Carlos

            ” Também há católicos homossexuais (até há uma pequena organização em Portugal…). “

            Num país onde apenas uma escassa minoria não é católica, se existem católicos que se tornam ateus, por que razão não se tornariam gays?

          • Carlos

            Claro que “escassa minoria” é uma força de expressão. É consabido que a maioria dos católicos o é porque não tem outro remédio, mas que se estão borrifando para a igreja.
            Enfim, desgraças.

  • GriloFalante

    Obviamente, não posso concordar com o JPM, aliás autor de outros textos de discutível gosto, e cujo fio de raciocínio deixa muito a desejar.

    • João Pedro Moura

      Caro GriloFalante

      Normalmente costumas argumentar…

      • GriloFalante

        Não vou alongar-me muito:

        “É minha suposição que a igreja cristã, desde o início, foi tomada por um grupo de homossexuais…”

        Não podes censurar os crentes por suporem que deuses, santos, anjos, arcanjos e querubins existem. Não os podes censurar por acreditarem em milagres. O teu “post” baixa-te ao nível deles, já que tu também “supões”. O ateísmo não pode basear-se em suposições.

        Suponho eu, claro.

        Se Pedro existiu, era casado, de acordo com a livralhada crentóide. A menos que tivesse um esqueleto escondido no armário, e há que fazer prova disso, era heterossexual.

        “Doutra maneira, não se compreende como é que uma organização se forma só com homens, obrigatoriamente, celibatários, na sua direção.” Já disse: Pedro (de minimis) não era celibatário. A Igreja é composta por celibatários, o que é diferente de castos, mas isso não implica que TODOS sejam homossexuais. Não digo que não os haja, mas homossexuais só não existem, oficialmente, na Arábia Saudita, no Irão, e noutros países igualmente evoluídos.
        Fico-me por aqui, que tenho de ir à hidroginástica.

        • João Pedro Moura

          GRILOFALANTE disse:

          1- “Não podes censurar os crentes por suporem que deuses, santos, anjos, arcanjos e querubins existem. Não os podes censurar por acreditarem em milagres. O teu “post” baixa-te ao nível deles, já que tu também “supões”. O ateísmo não pode basear-se em suposições.”

          Que confusão GriloFalante !…
          a) Os crentes afirmam, e não supõem, a existência de tais entidades do jardim da celeste corte…

          b) Eu suponho… baseado nas condições de emergência e evolução do cristianismo…e não em fantasmagorias
          crédulas, sem qualquer fundamento…

          2-“Se Pedro existiu, era casado”

          Ser casado era a condição normal e tendencial “in illo tempore”…
          Ser acusado de homossexual era uma grave acusação,
          naqueles tempos, e suscetível de marginalizar, banir e execrar um indivíduo, condenando-o até à morte…
          Portanto, homossexuais, casarem-se, seria um esforço penoso a que muitos deles estariam condenados… para continuarem a ser consideradas pessoas “normais” naquele tempo, para só falar naquele tempo…

          Não incluo o tal Pedro na homossexualidade, assertivamente, mas incluo-o num grupo de “supostos homossexuais” que estariam entre os fundadores
          da Igreja, explicando por que é que seriam “supostos homossexuais”…

          3- “…mas isso não implica que TODOS sejam homossexuais.”

          Claro que não são “TODOS” homossexuais, nem afirmei tal!
          Afirmei que a Igreja teria sido tomada por um grupo homossexual influente, que a condicionou com a regra aberrante do celibato, regra esta consentânea com a camuflagem do grupo místico, que se poderia agregar melhor sob a capa da religião…

          Doutra maneira, não se entende uma organização que institui o celibato obrigatório…
          Desta maneira, se entendem melhor os inúmeros casos de homossexualidade na Igreja…

          A harmonia ou desarmonia entre fações homo e heterossexuais marcou a história da Igreja, culminando com a defeção protestante, no séc. XVI, eminentemente heterossexual, e em que o principal protagonista, Martinho Lutero, se casou com uma ex-freira, após o rompimento com Roma… incentivando outros casamentos de
          padres e freiras…

          • GriloFalante

            Bom, já regressei da “hidro”, e estou fresquinho.

            João Pedro Moura, é consabida a existência de um “lobby gay” na Igreja. E não só, adianto já agora. Mas cinjamo-nos à igreja.

            Eu não acredito que tenha sido esse “lobby” a forçar o celibato. Aliás, julgo ser consabida a intenção bem materialista do celibato: há padres que são ricos, muito ricos, e que, por força de lei, não poderiam deserdar os descendentes. Aliás, ainda há bem pouco tempo, um caso desses era aqui denunciado (http://www.diariodeunsateus.net/2014/06/01/mais-um-milagre/), pese embora a origem algo nebulosa dessa fortuna. Ora, se fosse casado e, provavelmente, tivesse filhos, situação lógica e normal, a Igreja nunca mais poria a vista em cima daqueles milhões.

            De qualquer das formas não me parece que a continuação desta discussão leve a algum lado, uma vez que não saímos do campo do “supônhamos”.

          • João Pedro Moura

            GRILOFALANTE disse:

            1- “Eu não acredito que tenha sido esse “lobby” a forçar o celibato.”

            Parece-me mais lógico que tenha sido esse “lobby”
            a forçá-lo…
            Senão, em caso de sacerdotes casados, o legado pessoal transferir-se-ia para os descendentes e não para a Igreja…

            2- “… Ora, se fosse casado e, provavelmente, tivesse filhos, situação lógica e normal, a Igreja nunca mais poria a vista em cima daqueles milhões.”

            Por isso, é que o “lobby” homo teria forçado o celibato. Para a Igreja ficar com tal património pessoal. Percebes
            agora?

            3- “Em que parte da História é que isso está escrito? Ou dás como verdadeiros os dislates bíblicos, tipo Terra plana, geocentrismo, ressurreição três dias depois de morrer, etc?”

            Os atos e ditos dos “apóstolos” ou sobre os mesmos, baseiam-se na Bíblia e em tradições ou referências
            apologéticas.
            Uma coisa é a exegese da literatura bíblica, isto é, o estudo da sua coerência interna (faz-se pela crítica interna); outra coisa é a veracidade do documento,
            isto é, a sua coerência externa (faz-se pela crítica externa).
            No primeiro caso, apura-se a lógica expressa pelo documento, independentemente de ser verdade ou não, a narrativa, a coerência, o decurso argumentativo ou
            noticioso, etc,; no segundo caso, apura-se a veracidade e a ligação do documento ao exterior, as fontes primárias e secundárias, a coerência das mesmas, a plausibilidade narrativa e noticiosa.

            Claro que, meu caro Grilofalante, sobre os despautérios bíblicos que referiste, da terra plana ao ressurreto Jesus, enfim, acho que estamos conversados…

            Quanto a apostolados e outras perambulações de séquitos, enfim, alguma coisa poderá ser verdade e outra não.
            É muito difícil apurar toda a verdade bíblica…

            4- A minha suposição é isso mesmo: uma suposição. Não pode ser provada.
            Todavia, o meu ponto 7 é o núcleo da minha argumentação especulativa e reflexiva, escorando
            a minha suposição. Repito-o:

            Doutra maneira, não se compreende como é que uma organização se forma só com homens, obrigatoriamente, celibatários, na sua direção.

          • Carlos

            ” a existência de um “lobby gay” na Igreja “

            Os bandidos e a ladroagem não está só ma Igreja. Todos vemos que também invadiram os diferentes orgãos do Estado e muitas outras instituições. Por mais sérias e dignas que sejam as instituições, no melhor pano cai a nódoa,,, por isso Portugal e a Europa estão assim,

          • Carlos

            Embora admita que “bandidos e ladroagem” não têm forçosamente, que ver com a comunidade gay.

          • Carlos

            ” Não podes censurar os crentes por suporem que deuses, santos, anjos, arcanjos e querubins existem. Não os podes censurar por acreditarem em milagres. “

            Tal como Não podes censurar os ateus por suporem que deuses, santos, anjos, arcanjos e querubins existem. Não os podes censurar por não acreditarem em milagres., pois os ateus ainda não atingiram esse nível de desenvolvimento

          • Carlos

            Porque para acreditar em milagres é preciso um nível muito elevado, já me esquecia de dizer.

  • Molochbaal

    Agora compreendo a luisaG, a mulher barbada católico-travesti que é grande atração de feira.

    Agora a sério.

    De facto é muito esquisita a obsessão católica com o celibato.

  • Jorje Junqueira

    É uma forma de pensar…
    Eu achava que os homossexuais representava uns bons 10% da população. Aqui no Brasil, por ter sol o ano inteiro deve ter mais.

  • Carlos

    A tua suposição, parece mais um supositório, é uma perfeita calinada. Pensas tu que no tempo de Jesus era comum as pessoas terem esse tipo de taras. Mas, estás completamente errado. Os gays eram comuns na Palestina como os astronautas na tua terra natal. As taras, o stress, as depressões, etc, são invenções e luxos de sociedades onde existe gente que nunca fez nada de jeito na vida, nunca lutou verdadeiramente por nada, teve tudo de graça, deram-lhe tudo e achou-se dono da mundo, das pessoas, da cultura e da civilização.

    Isso é típicos dos gays… os maricas “copinho de leite”. Naquele tempo o mundo era composto pro Homens e Mulheres. E, por coincidência, a quase totalidade dos primeiros cristãos eram casados e tinham famílias, respeitáveis e a sério.
    A ridicularização da família é uma prova da tara dos maricas.

    Há católicos gays?

    Claro que sim. Mas a maior parte são doentes irrecuperáveis que cedo se tornam ateus.

    Há padres gays?
    É possível. Basta ver o Mário da Lixa.

    • Molochbaal

      Tens razão. Os gays na Palestina eram uma coisa nunca vista, inimaginável.

      Por isso é que a Bíblia os condena à morte.

      Ainda não percebi se és mesmo completamente iditota ou se estás só com provocações idiotas.

      Provavelmente as duas coisas.

      Outra coisa meu merdoso, os homosexuais são homens e mulheres.

      Provavelmente muitos deles são mais homens do que tu.

      • Carlos

        Também condenava as adulteras, os profanadores de templos, etc. Mas isso não significa que fossem muitos.
        Não era a Bíblia que condenava, mas era a lei social que o fazia, e a Bíblia conta-nos isso, pois a Bíblica contém, entre outras coisas, narrativas da vida do povo. Nenhum desses é responsabilidade de Deus, mas dos dirigentes do povo que invocavam Deus para serem ouvidos. Coisa que tu ainda hoje fazes.

        Ora, os gays nem são bem homens nem bem mulheres. De tal forma assim é que, por exemplo a Alemanha, reclamaram o direito de não ser indicado o sexo da criança na data do nascimento… depois decide.

        Um gays nem é homem nem mulher… é uma espécie de 3ª via obscura, depende para onde lhe apetece tender. Alguns até passam por fases.

        • Molochbaal

          A Bíblia ordena expressamente a morte dos homosexuais.

          Podes mentir como porco de merda que és. Não é por isso que deixa de estar lá escrito.

          Que deus não passa de uma desculpa para gajos como tu para cometerem os vossos crimes já todos estamos fartos de saber.

          Até porque é evidente que o teu deus não existe.

          Pela tua atitude de chanfrado, até já ponho em dúvido que tu próprio acredites nele.

          Porque, se acreditasses mesmo na imagem que vocês dão do Jesus dos evangelhos, tu próprio seguias os supostos princípios cristãos do dar a outra face, ser humilde, amar os inimigos etc etc.

          Mas tu fazes exactamente o contrário de tudo isso.

          Vens para blog alheio provocar, ameaçar, defender qualquer criminoso que se sirva do nome de deus etc.

          Por isso, tu próprio és mais uma prova de que o vosso deus não existe e que a igreja apenas se aproveita de um mito.

        • Carlos

          Ou tu achas que a Luísa G é mulher? Ou homem?

    • Molochbaal

      “Isso é típicos dos gays… os maricas “copinho de leite”.”

      Que eu saiba homosexual não significa necessariamente ser copinho de leite.

      E conheço muitos hetrerosexuais que são copinhos de leite.

      Tu tens a mentalidade de um atrasado mental. Limitas-te a debitar preconceitos tacanhos e a encobrir qualquer criminoso que use o nome de deus em vão. Só porque usa o nome de deus.

      Se vivesses na Palestina no tempo de cristo, tinhas-te posto do lado dos vendilhões do templo e dos fariseus e tinahs ajudado a cricificar o homem.

      Tu és a própria negação de tudo aquilo que vocês próprios dizem que cristo defendeu.

      Só tens ódio, preconceitos mesquinhos, defendes os fortes contra os fracos.

      É incrível que sejas estúpido ao ponto de ainda não teres percebido que estás a fazer propaganda CONTRA a tua própria religião.

      Os crentes afastam-se da igreja, desiludidos, por causa de ralé como tu.

      És uma verdadeira caricatura da vossa religião, a prova de que a vossa propaganda não passa de aldrabices.

    • M.

      =/ Argumentação digna do Diario dos Ateus….

      A propósito do que afirma sobre homossexualidade e cristianismo, deixo-lhe alguns links para blogs que espero que o façam olhar para a questão de uma maneira diferente:

      http://www.stevegershom.com/

      http://spiritualfriendship.org/

    • Deusão

      Sujeito, eu não aprecio e nem defendo o movimento gay; quem está fazendo essa balburdia toda são os fundamentalistas das diversas religiões quando se opõe aos legítimos direitos destes. Direitos humanos engloba homens, mulheres e pronto. Os gays inclusos pois cada ser humano tem uma piroca ou uma xota, e se querem usar de outra forma, isso não é problema meu ! e nem seu, ô tarado de merda !
      Vá procurar o que fazer ! Vá lamber uma sacristia !

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