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  • 7 de Julho, 2013
  • Por Carlos Esperança
  • Ateísmo

Guerra Junqueiro – um poeta a recordar

Faz hoje 90 anos que faleceu Guerra Junqueiro, um dos mais populares poetas do seu tempo.

Zurziu a Igreja católica com a mesma sanha com que Maomé se atirou ao toucinho. A Velhice do Padre Eterno é uma referência da poesia anticlerical.

Contou Tomás da Fonseca, a grande referência da luta contra o clericalismo, que Guerra Junqueiro lhe disse um dia: «aos padres, com a barriga cheia, tanto lhes dá que as pessoas da Trindade sejam 3 como 300.

2 thoughts on “Guerra Junqueiro – um poeta a recordar”
  • rodrigo

    Carlos, pode me dar a fonte disso:

    João XXIII foi, para Papa, uma pessoa de bem, até se descobrir a carta confidencial que ameaçava de excomunhão quem denunciasse os crimes de pedofilia na Igreja, incluindo as próprias vítimas. Além disso, e tirando as mentiras pias, era um dos raros Papas com quem não era vergonha tomar o pequeno almoço.

  • David Ferreira

    A valia de Guerra Junqueiro como poeta é discutível. Mas ninguém pode negar que A Velhice do Padre Eterno é um poderoso libelo contra o obscurantismo da Igreja Católica em Portugal e contra os desmandos do clero.

    PARASITAS

    No meio duma feira, uns poucos de palhaços
    Andavam a mostrar, em cima dum jumento
    Um aborto infeliz, sem mãos, sem pés, sem braços,
    Aborto que lhes dava um grande rendimento.

    Os magros histriões, hipócritas, devassos,
    Exploravam assim a flor do sentimento,
    E o monstro arregalava os grandes olhos baços,
    Uns olhos sem calor e sem entendimento.

    E toda a gente deu esmola aos tais ciganos:
    Deram esmola até mendigos quase nus.
    E eu, ao ver este quadro, apóstolos romanos,

    Eu lembrei-me de vós, funâmbulos da Cruz,
    Que andais pelo universo há mil e tantos anos,
    Exibindo, explorando o corpo de Jesus.

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