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Jesus Cristo

24 thoughts on “Jesus Cristo”
  • Kavkaz

    A sua mãe era uma barriga de aluguer de “Deus”.

  • Livre Pensador

    “A diferença entre Deus e nós deve ser não de atributos, mas da própria essência do ser. Ora tudo é o que é. Portanto Deus é não só o que é mas também o que não é. Confunde-nos de si com isso”.

    Em qualquer espírito, que não seja disforme, existe a crença em Deus. Em qualquer espírito, que não seja disforme, não existe crença em um Deus definido.

    Meu Deus, meu Deus, a quem assisto? Quantos sou? Quem é eu? O que é este intervalo que há entre mim e mim?

    “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”

    Fernando Pessoa

  • Livre Pensador

    Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
    Deus quis que a terra fosse toda uma,
    Que o mar unisse, já não separasse.
    Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

    E a orla branca foi de ilha em continente,
    Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
    E viu-se a terra inteira, de repente,
    Surgir, redonda, do azul profundo.

    Quem te sagrou criou-te português.
    Do mar e nós em ti nos deu sinal.
    Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
    Senhor, falta cumprir-se Portugal!

    Fernando Pessoa, ” O Infante”

  • Livre Pensador

    Deus costuma usar a solidão
    Para nos ensinar sobre a convivência.
    Às vezes, usa a raiva para que possamos
    Compreender o infinito valor da paz.
    Outras vezes usa o tédio, quando quer
    nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
    Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
    sobre a responsabilidade do que dizemos.
    Às vezes usa o cansaço, para que possamos
    Compreender o valor do despertar.
    Outras vezes usa a doença, quando quer
    Nos mostrar a importância da saúde.
    Deus costuma usar o fogo,
    para nos ensinar a andar sobre a água.
    Às vezes, usa a terra, para que possamos
    Compreender o valor do ar.
    Outras vezes usa a morte, quando quer
    Nos mostrar a importância da vida.

    Fernando Pessoa

  • Livre Pensador

    O poema que LGR atribui a Fernando Pessoa , ” Poema do Menino Jesus ” é da autoria de Alberto Caeiro,um dos vários heterónimos de Fernando Pessoa.

    A genialidade de Pessoa foi ao ponto de conceber diversas personalidades criadoras, em que ele se ia artisticamente ” multiplicando”.

    Só é possível entender Fernando Pessoa, se se perceber que havia um Ortónimo, ele próprio e vários heterónimos, dele distintos, com características bem próprias e definidas, como Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares

    Atribuir o ” Poema do Menino Jesus” ao ortónimo Fernando Pessoa não é exactamente o mesmo que atribui-lo ao seu heterónimo Alberto Caeiro.

    Só um génio como Pessoa poderia desdobrar-se na crença em Deus ou na sua descrença.

    Ele sempre foi um Pensador Livre, em todas as circunstâncias da sua produção lietrária e mudava de reflexões quantas vezes o seu ortónimo e os seus heterónimos assim desejavam.

    Não perceber isso e confundir o ortónimo com os seus heterónimos,como fez LGR, é não ter a mínima noção de quem verdadeiramente foi o diversificado Pessoa

    http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/portugues/portugues_trabalhos/fernpessoa.htm

  • Jack Farias

    Só lembrando que Fernando Pessoa usava pseudo-personalidades. Era como se várias pessoas escrevessem. Tem que identificar o personagem-autor para tirar alguma interpretação.

  • Jack Farias

    Só lembrando que Fernando Pessoa usava pseudo-personalidades. Era como se várias pessoas escrevessem. Tem que identificar o personagem-autor para tirar alguma interpretação.

    • JMC_1

      E às vezes dava-lhe para a estupidez, como neste caso, onde o português é ridículo.

      Todo o texto é ridiculamente estúpido e incorrecto gramaticalmente, além de ilógico.
      Com tantas coisas para citar, o LGR foi logo buscar este exemplo de estupidez, por que será?

  • Jesus Cristo

    Com heterónimo ou não, não foi o Fernando Pessoa que escreveu o poema?

    • Anónimo

      Foi e não foi.
      Entendido?
      Pelos comentários acima, tanto pode ter sido o Fernando Pessoa como o Alberto Caeiro, como Álvaro de Campos ou, até, Ricardo Reis, que este sim, era capaz de escrever aquilo. Mas estou mais inclinado para o Álvaro de Campos.
      É preciso ver que Fernando Pessoa não era ateu, mas já o mesmo não se pode dizer de Álvaro de campos.

  • Jairo

    Vale o que vale, mas cito dois apontamentos de um texto, do qual até discordo em vários outros pontos:

    «A crença em Deus assenta em o que podemos chamar um acto de fé racional. (…) o ateísmo anda sempre ligado a duas qualidades mentais negativas — a incapacidade de pensamento abstracto e a deficiência de imaginação racional. Por isso, nunca houve grande filósofo ou grande poeta que fosse ateu.» Fernando Pessoa

    Atenção, que isto não foi escrito por “heteronomia”, num poema. Foi um reflexão filosófica do Pessoa:

    http://arquivopessoa.net/textos/2153

  • Anónimo

    FERNANDO PESSOA, O ” ATEU”:

    No Túmulo de Christian Rosenkreutz

    Quando, despertos deste sono, a vida,
    Soubermos o que somos, e o que foi
    Essa queda até corpo, essa descida
    Ate á noite que nos a Alma obstrui,

    Conheceremos pois toda a escondida
    Verdade do que é tudo que há ou flui?
    Não: nem na Alma livre é conhecida…
    Nem Deus, que nos criou, em Si a inclui

    Deus é o Homem de outro Deus maior:
    Adam Supremo, também teve Queda;
    Também, como foi nosso Criador,

    Foi criado, e a Verdade lhe morreu…
    De Além o Abismo, Sprito Seu, Lha veda;
    Aquém não há no Mundo, Corpo Seu.

    Mas antes era o Verbo, aqui perdido
    Quando a Infinita Luz, já apagada,
    Do Caos, chão do Ser, foi levantada
    Em Sombra, e o Verbo ausente escurecido.

    Mas se a Alma sente a sua forma errada,
    Em si que é Sombra, vê enfim luzido
    O Verbo deste Mundo, humano e ungido,
    Rosa Perfeita, em Deus crucificada.

    Então, senhores do limiar dos Céus,
    Podemos ir buscar além de Deus
    O Segredo do Mestre e o Bem profundo;

    Não só de aqui, mas já de nós, despertos,
    No sangue actual de Cristo enfim libertos
    Do a Deus que morre a geração do Mundo.

    Ah, mas aqui, onde irreais erramos,
    Dormimos o que somos, e a verdade,
    Inda que enfim em sonhos a vejamos,
    Vemo-la, porque em sonho, em falsidade.

    Sombras buscando corpos, se os achamos
    Como sentir a sua realidade?
    Com mãos de sombra, Sombras, que tocamos?
    Nosso toque é ausência e vacuidade.

    Quem desta Alma fechada nos liberta?
    Sem ver, ouvimos para além da sala
    De ser: mas como, aqui, a porta aberta?
    …………………………………

    Calmo na falsa morte a nós exposto,
    O Livro ocluso contra o peito posto,
    Nosso Pai Rosaecruz conhece e cal

    Fernando Pessoa

  • Anónimo

    FERNANDO PESSOA POR ELE PRÓPRIO:

    Posição religiosa:

    “Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as Igrejas organizadas, e sobretudo à Igreja de Roma. Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria.”

    http://adeluciasantos.blogspot.com/2008/04/ficha-pessoal-de-fernando-pessoa.html

    • JMC_1

      Trata-se da opinião que a Sra. do blogue tem de Pessoa e não da opinião do próprio.

      • Anónimo

        Trata-se sim da própria posição de Fernando Pessoa:

        Ficha pessoal,intitulada no original “Fernando Pessoa”, dactilografada e
        assinada pelo escritor em 30 de Março de 1935.

        Fernando Pessoa [assinatura autografa]

        Fonte: Cópia do original dactilografado e assinado existente na Colecção
        do Arquitecto Fernando Távora.

        In “Escritos Íntimos, Cartas e Páginas Autobiográfias”, Europa-América,
        intr., org. e notas de António

        QuadrosTexto – * O texto acima
        reproduzido, “foi apresentado na integra … na Exposição da Biblioteca
        Nacional de Lisboa, «Fernando Pessoa – O Último Ano», e “estava na posse
        do arquitecto Fernando Távora, que o recebera de Alfredo Guisado, amigo
        e companheiro de Pessoa no Orpheu”

        “Como cristão gnóstico, Pessoa considerava Deus mais como símbolo do que
        como objecto de fé, e um símbolo útil, um símbolo utilizável, se
        quisermos, para reformar a sociedade dos seus tempos. Para os gnósticos,
        Cristo é o logos, o intermediário racional entre o Deus e o homem,
        sobretudo símbolo e mensageiro. Por isso se compreende que Pessoa
        consiga misturar Ulisses com referência a um Deus cristão. Para ele,
        ambos são símbolo de algo maior, símbolos de um destino a cumprir, que
        se seguiu à fundação de Lisboa”

        http://www.umfernandopessoa.com/an%C3%A1lises/poema-ulisses.htm

        “É porventura essa também a crença de Pessoa, que se considera um “cristão gnóstico”, oposto às igrejas organizadas.

        http://www.umfernandopessoa.com/an%C3%A1lises/ode-sofro-lidia-o-medo-do-destino.htm

        “O fascínio de Maria pelo Diabo é bem patente quando representado por Pessoa que,
        como sabem, afirmou-se como “cristão gnóstico, e portanto inteiramente
        oposto a todas as Igrejas organizadas e sobretudo à Igreja de Roma”

        Helena Vasconcelos

        http://www.storm-magazine.com/novodb/arqmais.php?id=220&sec=&secn=

        • Jmc_1

          E por que razão eu tenho que acreditar que é
          dele?

          O que eu vejo é “Como cristão gnóstico, Pessoa
          considerava Deus…”. Não se trata de uma posição pessoal mas de uma
          análise da personalidade de outrem.

          Esses documentos, de que falas,
          fazem-me lembrar as relíquias da cruz de
          Cristo que até tu criticas.

          Nem quero falar de outro assunto conexo:
          o elevado número de pessoas que dizem que são coisas que nem sabem o que é cada
          uma dessas coisas. Muitos, neste diário, afirmam ser ateus e nem sabem o que
          isso seja. A ignorância de determinados conceitos permite as pessoas imaginar
          que são coisas, mas o seu discurso e a sua vida desmentem tudo o que afirmam
          ser.

          Fernando Pessoa tinha alguns problemas do foro “psicos”
          e, analisando bem os eus escritos, não era tão culto como querem que ele seja,
          nem sequer tão informado como alguns dizem. Mas isso é assunto que aqui não
          interessa.

          Quando alguém me diz que um amigo “era assim” e “até me deu isto que
          prova o que digo”, eu desconfio sempre. Ou melhor, nunca acredito.

      • Anónimo

        Trata-se sim da própria posição de Fernando Pessoa:

        Ficha pessoal,intitulada no original “Fernando Pessoa”, dactilografada e
        assinada pelo escritor em 30 de Março de 1935.

        Fernando Pessoa [assinatura autografa]

        Fonte: Cópia do original dactilografado e assinado existente na Colecção
        do Arquitecto Fernando Távora.

        In “Escritos Íntimos, Cartas e Páginas Autobiográfias”, Europa-América,
        intr., org. e notas de António

        QuadrosTexto – * O texto acima
        reproduzido, “foi apresentado na integra … na Exposição da Biblioteca
        Nacional de Lisboa, «Fernando Pessoa – O Último Ano», e “estava na posse
        do arquitecto Fernando Távora, que o recebera de Alfredo Guisado, amigo
        e companheiro de Pessoa no Orpheu”

        “Como cristão gnóstico, Pessoa considerava Deus mais como símbolo do que
        como objecto de fé, e um símbolo útil, um símbolo utilizável, se
        quisermos, para reformar a sociedade dos seus tempos. Para os gnósticos,
        Cristo é o logos, o intermediário racional entre o Deus e o homem,
        sobretudo símbolo e mensageiro. Por isso se compreende que Pessoa
        consiga misturar Ulisses com referência a um Deus cristão. Para ele,
        ambos são símbolo de algo maior, símbolos de um destino a cumprir, que
        se seguiu à fundação de Lisboa”

        http://www.umfernandopessoa.com/an%C3%A1lises/poema-ulisses.htm

        “É porventura essa também a crença de Pessoa, que se considera um “cristão gnóstico”, oposto às igrejas organizadas.

        http://www.umfernandopessoa.com/an%C3%A1lises/ode-sofro-lidia-o-medo-do-destino.htm

        “O fascínio de Maria pelo Diabo é bem patente quando representado por Pessoa que,
        como sabem, afirmou-se como “cristão gnóstico, e portanto inteiramente
        oposto a todas as Igrejas organizadas e sobretudo à Igreja de Roma”

        Helena Vasconcelos

        http://www.storm-magazine.com/novodb/arqmais.php?id=220&sec=&secn=

  • Anónimo

    Aliás, a NOTA BIOGRÁFICA de Fernando Pessoa, onde ele explicitamente se confessa cristão gnóstico, aparece relatada na própria Casa de Fernando Pessoa como texto da sua autoria:

    http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=2246

  • Jesus Cristo

    Bem: se até o “Poema do Menino Jesus” foi escrito por um confesso cristão, isso não deixa de ser significativo…

    • Anónimo

      “Em qualquer espírito, que não seja disforme, existe a crença em Deus. Em
      qualquer espírito, que não seja disforme, não existe crença em um Deus
      definido.”

      Fernando Pessoa

      • Jesus Cristo

        Nem imagino o que o homem diria se fosse ateu…

        • Anónimo

          “Em qualquer espírito, que não seja disforme, existe a crença em Deus ” é um bocado contundente…

          • Jesus Cristo

            E o contrário, que também é dito, não deixa igualmente de o ser…

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