Loading
  • 11 de Novembro, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

A incursão do Papa Bento XVI em Espanha

A reincidência das visitas a Espanha, desta vez na simples qualidade de peregrino, e a indisfarçável agenda política que move Bento XVI, só encontram paralelo no combate do clero católico, especialmente do seu episcopado, às leis que ampliaram a esfera da liberdade pessoal relativa ao matrimónio, divórcio e aborto.

Não está em causa o direito à livre circulação e às convicções do Papa, mas é intolerável a ingerência nos assuntos internos do País visitado, bem como afirmações incendiárias capazes de detonar confrontos.

A laicidade agressiva, de que o papa acusa Espanha, é uma impossibilidade conceptual já que a laicidade é neutra, ao contrário do clericalismo, a lembrar a crueldade dos Reis Católicos para com os judeus e a evangelização espanhola dos índios sul-americanos.

As canonizações em série de mártires da guerra civil espanhola foram uma provocação aos vencidos e a reabilitação de um dos mais sinistros ditadores mundiais, que gozou da total cumplicidade da Igreja católica. Foi a reabertura de feridas profundas num povo dilacerado pela violência e crueldade dos dois lados da barricada.

O silêncio e a cumplicidade perante os fuzilamentos que, durante anos, se seguiram à guerra civil de 1939/45, fizeram com que os espanhóis odiassem ou amassem em simultâneo o fascismo e a Igreja católica, uma divisão cujas feridas os dois últimos papas reabriram de forma perversa, sem qualquer sinal de arrependimento pelo apoio a Franco, às execuções, ao garrote e ao rapto de crianças de pais assassinados.

Ao comparar o anticlericalismo espanhol dos anos 30 com o secularismo actual, o Papa não se limitou a fazer uma provocação a um país soberano, incitou a Espanha, que goza de liberdade religiosa, a repetir a mais cruel e demente tragédia do século passado.

A raiva de Bento XVI contra o secularismo, a laicidade, o livre-pensamento e o ateísmo são obsessões que preenchem a sua agenda política. As visitas a Espanha não são actos cordiais, são ingerências nos assuntos internos de um país democrático.

O desprezo e a contestação a Bento XVI são um sobressalto cívico de uma Europa onde assomam de novo as ameaças de guerras religiosas e o papa católico se comporta como agitador.

30 thoughts on “A incursão do Papa Bento XVI em Espanha”
  • Hans

    Pq o Vaticano não beatificou os padres executados pelos franquistas??? Pq não beatificou os padres mortos pelas ditaduras latino-americanas???

  • antoniofernando

    ” A laicidade agressiva é neutra”

    Carlos Esperança

    Você deve querer competir em humor negro com os Gatos Fedorentos. E olhe que é bem capaz de lhes passar a perna:

    Estaline, Enver Hoxa e Pol Pot não lhe dizem nada por acaso ? A proibição da religião na URSS, Albânia e Cambodja então o que é ? Ou você da História não só se farta de distorcer em função do seu obstinado e preconceituoso sectarismo, como também foi vítima do Acaso da Cegueira ? Fica-lhe muito mal Carlos Esperança essa militância panfletária e irracional de que você tem sido um acérrimo paladino. Ser cego vá que não vá. Agora arvorar-se em herdeiro do Iluminismo é similar a Torquemada arvorar-se em seguidor do Cristo. Tenha decência…

    • Carlos Esperança

      «A laicidade agressiva, de que o papa acusa Espanha, é uma impossibilidade conceptual já que a laicidade é neutra».

      Isto foi o que eu escrevi. O AF leu foi: «” A laicidade agressiva é neutra”». Dislexia pia, meu caro.

      É como negar o carácter anti-semita do Novo Testamento. Enfim, crenças…

      • antoniofernando

        Quer que eu retire o ” agressivo” ? Eu retiro. Mas você escreveu a ” laicidade é neutra”, certo ? Você não tem nenhum gémeo siamês chamado Carlos Esperança, pois não ?

        Então vamos a isso:

        ” A laicidade é neutra” ?
        Ai é ?

        Volto a repetir-lhe:

        Estaline, Enver Hoxa e Pol Pot não lhe dizem nada por acaso ? A proibição da religião na URSS, Albânia e Cambodja então o que é ?

        Quanto à ” dislexia pia”, você já me conhece bem. Por aí não chega a lado nenhum. Quanto às suas afirmações, sibilina ou ostensivamente panfletárias ou sectárias, pode contar comigo para a denúncia. Nem uma lhe vou deixar passar…

        • Carlos Esperança

          Estaline, Enver Hoxa e Pol Pot nunca defenderam a laicidade. Foram criminosos que perseguiram todos os adversários e, no caso de Enver Hoxa, um psicopata que trans formou o ateísmo em «religião» de Estado.

          Isso não é laicidade.

          • antoniofernando

            Pois é, quando não lhe interessa criticar o Ateísmo, já Estaline, Enver Hoxa e Pol Pot não praticaram a laicidade agressiva. Quando lhe interessa criticar o Catolicismo, já cita os exemplos que quer. E depois só Estaline e quejandos é que foram criminosos e psicopatas. Mas para citar Hitler para atacar o Catolicismo e o Cristianismo, você já nada diz sobre a psicopatia de Hitler.Acho que estamos conversados…

          • Anonimo

            «Estaline, Enver Hoxa e Pol Pot nunca defenderam a laicidade. » – Carlos Esperança.

            Mas a seguir confirma que: «Estaline, Enver Hoxa e Pol Pot não defenderam a laicidade, impuseram-na brutal e violentamente. »

      • antoniofernando

        “É como negar o carácter anti-semita do Novo Testamento.”

        Ai é , carácter anti – semita? Então diga lá onde está, sem se refugiar em frases de circunstância…

        • Carlos Esperança

          Repito:

          «Os quatro Evangelhos (Marcos, Lucas, Mateus e João) e os Actos dos Apóstolos têm, na contabilidade de Daniel Jonah Goldhagen (in A Igreja católica e o Holocausto) cerca de 450 versículos explicitamente anti-semitas, «mais de dois por cada página da edição oficial católica da Bíblia».

          • antoniofernando

            Boa e fiel repetição.Pena é que mais uma vez nada tenha concretizado. Vá Carlos Esperança,da contabilidade de Goldhagen cite ao menos 10 exemplos dos supostos 450. Pode ser ou é pedir muito ?…

          • antoniofernando

            Então Carlos Esperança, ainda não encontrou nos Evangelhos e nos Actos dos Apóstolos pelo menos 10 exemplos dos supostos 450 aventados pelo Goldhagen ? Francamente, isso nem parece próprio do seu habitual rigor aristotélico.Para obviar à sua dificuldade investigadora eu peço-lhe ao menos 5 exemplos, pode ser ou também será ainda pedir muito ?…

          • antoniofernando

            Carlos Esperança:

            1 exemplo ? Só um ?…Ainda será pedir muito ?… 🙂

          • Anonimo

            Mas uma opinião pessoal de uma pessoa não torna uma afirmação verdadeira se com ele se fizer uma citação identificada.

            Qualquer um pode dizer exactamente o mesmo do Diário Ateísta ou do livro do Carlos.

      • antoniofernando

        Vá Carlos Esperança, não se acanhe. Esclareça com factos concretos onde está o ” carácter anti- semita do Novo Testamento”. O iluminismo esclarecido não pode resumir-se a meras frases panfletárias, não é verdade ?… 🙂

        • Carlos Esperança

          1 – Os ditadores que citou nenhum defendeu o laicismo;

          2 – Quanto ao carácter anti-semita do NT, o próprio Hitler, ao usar a expressão «ninho de víboras», para os judeus, tanto a pode ter ido buscar directamente ao Evangelho de Mateus (3:7) ou a Lutero, que decerto a bebeu aí, mas o anti-semitismo não pode ser alheio à educação católica que recebeu.

          (Só pediu um exemplo)

          3 – (?) Donde julga que vieram as perseguições aos judeus em Espanha com os ataques às judiarias (Toledo, 1355, 12 mil mortos; Palma de Maiorca, 1391, 50 mil mortos; Sevilha, 1391, etc.; com a Inquisição (1478) milhares deles procuraram refúgio em Portugal. Outros, por medo, deixaram-se converter ao catolicismo. Uma perseguição tão cruel levou as judiarias espanholas à miséria, até que em 1492 foi declarada a expulsão dos judeus da Espanha.
          Em Portugal, o anti-judaísmo provocou a revolta popular contra os cristãos-novos e os judeus ocorrida em Abril de 1506 – o infame Progrom de Lisboa. A superstição agravou o medo da peste que grassava na cidade e as dúvidas de um judeu em relação ao suposto milagre desencadeou uma onda de ódio, estimulada por um frade, que perseguiu, matou espancou e arrastou semi-vivos para as fogueiras que logo se acenderam na Ribeira e no Rossio – um massacre de 4 mil judeus, enquanto dois frades, o português João Mocho e o aragonês Bernardo, um com uma cruz e o outro com um crucifixo erguido, bradavam: Heresia! Heresia!, atiçando o ódio. ????

          Creio que basta.

          • antoniofernando

            Você diverge do tema a que se propôs. Interpelei-o para dizer onde está o anti- semitismo do NT e você cita Mateus 3:7 ? Está a brincar ? Em Mateus 3:7 consta:”mas, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu baptismo, disse-lhes: raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura? ” Onde é que aqui está qualquer laivo de anti-semitismo por João Baptista ter censurado a cambada de hipócritas que tinham Deus nos lábios mas o Diabo no coração. Olhe, chame também anti – semita a Tomás da Fonseca por dizer exactamente o mesmo que João Baptista em ” Na Cova dos Leões”.Mateus 3.7 tem que ser lido de forma contextualizada à luz do que aparece logo a seguir em 3.8. Vejamos então essas duas passagens: “E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? ( 3:7) “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento ” ( 3:7).
            Qualquer aprendiz de catequese sabe que, com essas expressões, João Baptista apelava para o arrependimento de todos os hipócritas que se lhe dirigiram.E é lamentável que você, sendo inteligente e culto, faça de conta que não percebe o sentido destas passagens. Você percebe mas faz- se passar pelo inculto que não é. Mas cabe na cabeça de alguém com dois dedos de testa que tendo o Cristianismo nascido dos judeus, como Jesus de Nazaré, Simão Pedro e os restantes apóstolos, todos judeus, o NT fosse anti- semita ? Você endoideceu ? O seu sectarismo vai ao ponto de o transformar num caso da mais deplorável militância ateísta ? É neste patamar de ” evolução” que você quer colocar o ” D.A.” ? Sabe o que lhe diga: o Ateísmo, filosoficamente, perspectivado e respeitado, merecia alguém que se soubesse alcandorar ao nível intelectual superior do ateu Bertrand Russel e não ao nível superficial, ligeiro e mesquinho, em que você insiste.Eu, se fosse ateu, chegaria aqui ao “D.A.” e , ao ver estes seus textos deprimentes e panfletários, diria: ” pobre Ateísmo ,tão mal entregue”. Força Carlos Esperança,continue. Mas eu não creio que você sinta que basta. Ainda haveremos de ter mais das suas ” pérolas” nacionais- porreiristas, para gáudio de todos aqueles que nelas se revêm e comprazem… 🙂

          • antoniofernando

            Você diverge do tema a que se propôs. Interpelei-o para dizer onde está o anti- semitismo do NT e você cita Mateus 3:7 ? Está a brincar ? Em Mateus 3:7 consta:”mas, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu baptismo, disse-lhes: raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura? ” Onde é que aqui está qualquer laivo de anti-semitismo por João Baptista ter censurado a cambada de hipócritas que tinham Deus nos lábios mas o Diabo no coração. Olhe, chame também anti – semita a Tomás da Fonseca por dizer exactamente o mesmo que João Baptista em ” Na Cova dos Leões”.Mateus 3.7 tem que ser lido de forma contextualizada à luz do que aparece logo a seguir em 3.8. Vejamos então essas duas passagens: “E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? ( 3:7) “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento ” ( 3:7).
            Qualquer aprendiz de catequese sabe que, com essas expressões, João Baptista apelava para o arrependimento de todos os hipócritas que se lhe dirigiram.E é lamentável que você, sendo inteligente e culto, faça de conta que não percebe o sentido destas passagens. Você percebe mas faz- se passar pelo inculto que não é. Mas cabe na cabeça de alguém com dois dedos de testa que tendo o Cristianismo nascido dos judeus, como Jesus de Nazaré, Simão Pedro e os restantes apóstolos, todos judeus, o NT fosse anti- semita ? Você endoideceu ? O seu sectarismo vai ao ponto de o transformar num caso da mais deplorável militância ateísta ? É neste patamar de ” evolução” que você quer colocar o ” D.A.” ? Sabe o que lhe diga: o Ateísmo, filosoficamente, perspectivado e respeitado, merecia alguém que se soubesse alcandorar ao nível intelectual superior do ateu Bertrand Russel e não ao nível superficial, ligeiro e mesquinho, em que você insiste.Eu, se fosse ateu, chegaria aqui ao “D.A.” e , ao ver estes seus textos deprimentes e panfletários, diria: ” pobre Ateísmo ,tão mal entregue”. Força Carlos Esperança,continue. Mas eu não creio que você sinta que basta. Ainda haveremos de ter mais das suas ” pérolas” nacionais- porreiristas, para gáudio de todos aqueles que nelas se revêm e comprazem… 🙂

          • antoniofernando

            Errata:

            ” Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” ( 3:8)

  • antoniofernando

    “A laicidade agressiva, de que o papa acusa Espanha, é uma impossibilidade conceptual já que a laicidade é neutra, ao contrário do clericalismo”

    Carlos Esperança

    “O Partido focou-se na educação ateísta nas escolas. Esta táctica foi eficaz, principalmente devido à política de aumento da taxa de natalidade encorajada após a guerra. Durante períodos sagrados como o Ramadão ou a quaresma, muitos alimentos proibidos (lacticínios, carne, etc.) foram distribuídos em escolas e fábricas e as pessoas que recusavam a comer tais comidas eram denunciadas. De acordo com Hoxha , o surgimento de actividade anti-religiosa começou com a juventude. O resultado deste “movimento espontâneo, não provocado” foi o fechamento de 2,169 igrejas e mesquitas na Albânia. O ateísmo de estado se tornou a política oficial e a Albânia foi declarada o primeiro estado ateu do mundo. Nomes de vilas e cidades de inspiração religiosa foram mudados, tal como nomes pessoais. Durante este período, nomes de inspiração religiosa também foram declarados ilegais. O “Dicionário de Nomes do Povo”, publicado em 1982, continha 3,000 nomes seculares que eram permitidos. Em 1992, Monsenhor Dias, o Núncio Papal para a Albânia nomeado pelo Papa João Paulo II, disse que dos trezentos padres católicos presentes na Albânia antes dos comunistas chegarem ao poder, apenas trinta sobreviveram. Toda prática religiosa e clerical foi banida e aquelas figuras religiosas que se recusassem a abrir mão de suas posições eram presas ou forçadas a se esconderem.”

    Aqui tem Carlos Esperança uma prova eloquente de como, na Albânia de Enver Hoxha, a ” laicidade foi “tão suavemente neutra”…

    E por aqui se vê ainda como você tem “toda a razão” quando afirma que “a laicidade agressiva, de que o papa acusa Espanha, é uma impossibilidade conceptual já que a laicidade é neutra, ao contrário do clericalismo”

    “ Impossibilidade conceptual “, não é? …

  • antoniofernando

    “A laicidade agressiva, de que o papa acusa Espanha, é uma impossibilidade conceptual já que a laicidade é neutra, ao contrário do clericalismo”

    Carlos Esperança

    “O Partido focou-se na educação ateísta nas escolas. Esta táctica foi eficaz, principalmente devido à política de aumento da taxa de natalidade encorajada após a guerra. Durante períodos sagrados como o Ramadão ou a quaresma, muitos alimentos proibidos (lacticínios, carne, etc.) foram distribuídos em escolas e fábricas e as pessoas que recusavam a comer tais comidas eram denunciadas. De acordo com Hoxha , o surgimento de actividade anti-religiosa começou com a juventude. O resultado deste “movimento espontâneo, não provocado” foi o fechamento de 2,169 igrejas e mesquitas na Albânia. O ateísmo de estado se tornou a política oficial e a Albânia foi declarada o primeiro estado ateu do mundo. Nomes de vilas e cidades de inspiração religiosa foram mudados, tal como nomes pessoais. Durante este período, nomes de inspiração religiosa também foram declarados ilegais. O “Dicionário de Nomes do Povo”, publicado em 1982, continha 3,000 nomes seculares que eram permitidos. Em 1992, Monsenhor Dias, o Núncio Papal para a Albânia nomeado pelo Papa João Paulo II, disse que dos trezentos padres católicos presentes na Albânia antes dos comunistas chegarem ao poder, apenas trinta sobreviveram. Toda prática religiosa e clerical foi banida e aquelas figuras religiosas que se recusassem a abrir mão de suas posições eram presas ou forçadas a se esconderem.”

    Aqui tem Carlos Esperança uma prova eloquente de como, na Albânia de Enver Hoxha, a ” laicidade foi “tão suavemente neutra”…

    E por aqui se vê ainda como você tem “toda a razão” quando afirma que “a laicidade agressiva, de que o papa acusa Espanha, é uma impossibilidade conceptual já que a laicidade é neutra, ao contrário do clericalismo”

    “ Impossibilidade conceptual “, não é? …

  • Anónimo

    O FASCISTA ITALIANO MUSSOLINI, AO TROCAR FAVORES COM O VATICANO, DEU UMA FICTÍCIA INDEPENDÊNCIA A UM ENCLAVE DENTRO DA CIDADE DE ROMA A QUE CHAMOU ESTADO.
    AGORA O PAPATUDO ACHA-SE IMPORTANTE E TEM A DISTINTA LATA DE ATÉ FAZER AQUILO QUE NENHUM GOVERNANTE FAZ, QUE É VISITAR UM PAÍS E METER-SE A FALAR SOBRE AS SUAS QUESTÕES INTERNAS. AINDA POR CIMA, PAGAM-LHE A VIAGEM…

    A CULPA NÃO É DELE… MAS SIM DE QUEM O CONVIDA.

    • Anonimo

      «, DEU UMA FICTÍCIA INDEPENDÊNCIA A UM ENCLAVE DENTRO DA CIDADE DE ROMA A QUE CHAMOU ESTADO. » – ajpb.
      Também pode dizer de outra forma: o Tratado permitiu englobar na soberania italiana (reunificada) uma série de terrenos que ainda hoje o não seria Itália se assim não fosse.
      A soberania de um estado reconhecias por um Tratado celebrado conforme o direito internacional é incontestavelmente a mais segura e legal forma de soberania.

      • Anónimo

        UM TRATADO BASEADO NO APOIO DA ICAR AO REGIME FASCISTA DE MUSSOLINI…

        EU DOU-VOS ESTES 40 CAMPOS DE FUTEBOL MAS VOCÊS FAZEM A DEFESA E A APOLOGIA DO DUCE E DO MEU REGIME, PARA VER SE ME AGUENTO…

        O VÍCIO FICOU DE TAL MODO INCULCADO, QUE A SANTA ICAR PASSOU A APOIAR TUDO O QUE ERA REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA E NÃO SÓ…
        ENTRETANTO, AQUELA AMOSTRA DE PAÍS SUIGÉNERIS, CONSTITUIDO POR UMA SOCIEDADE DE PADRES, FREIRAS E MEIA DÚZIA DE SOLDADOS SUIÇOS, SEM ESQUECER AS CRIANCINHAS…VAI ACUMULANDO RIQUEZAS PROVENIENTES DOS QUATRO CANTOS DO MUNDO DAS FORMAS MAIS INVEROSÍMEIS QUE SE POSSAM IMAGINAR, EM PROVEITO DE UMA HIERARQUIA QUE SE AUTONOMEIA E EM DEFESA DOS COMPADRIOS E DOS INTERESSES DOS PODEROSOS E BEM INSTALADOS PAPATUDOS DA SANTA ICAR.

      • Anónimo

        UM TRATADO BASEADO NO APOIO DA ICAR AO REGIME FASCISTA DE MUSSOLINI…

        EU DOU-VOS ESTES 40 CAMPOS DE FUTEBOL MAS VOCÊS FAZEM A DEFESA E A APOLOGIA DO DUCE E DO MEU REGIME, PARA VER SE ME AGUENTO…

        O VÍCIO FICOU DE TAL MODO INCULCADO, QUE A SANTA ICAR PASSOU A APOIAR TUDO O QUE ERA REGIMES DITATORIAIS NA EUROPA E NÃO SÓ…
        ENTRETANTO, AQUELA AMOSTRA DE PAÍS SUIGÉNERIS, CONSTITUIDO POR UMA SOCIEDADE DE PADRES, FREIRAS E MEIA DÚZIA DE SOLDADOS SUIÇOS, SEM ESQUECER AS CRIANCINHAS…VAI ACUMULANDO RIQUEZAS PROVENIENTES DOS QUATRO CANTOS DO MUNDO DAS FORMAS MAIS INVEROSÍMEIS QUE SE POSSAM IMAGINAR, EM PROVEITO DE UMA HIERARQUIA QUE SE AUTONOMEIA E EM DEFESA DOS COMPADRIOS E DOS INTERESSES DOS PODEROSOS E BEM INSTALADOS PAPATUDOS DA SANTA ICAR.

  • Anonimo

    «leis que ampliaram a esfera da liberdade pessoal relativa ao matrimónio, divórcio e aborto.» – Carlos Esperança

    As leis a que se refere não ampliaram nada, pelo contrário, umas descaracterizaram, ou reduziram.

    Ex.: No caso do aborto, até agora era permitido abortar até ao momento do nascimento (um minuto antes, se quiser) do filho, alegando, simplesmente, mal-estar psicológico da mãe.
    Segundo um membro do governo espanhol (que é socialista e católico, que tem no seu gabinete um crucifixo na parede e faz questão de o mostrar a todos, incluindo ateus), os abortos após as 22 semanas (que agora figuram na lei espanhola – portanto, uma grande redução), tais abortos representariam cerca de 80% de todos os abortos realizados.

    «a ingerência nos assuntos internos do País visitado» – Carlos Esperança.
    Ou está a assumir que o poder persuasivo do Papa é algo de extraordinariamente forte, ou então está a dizer que o Papa entrou no governo espanhol e coagiu alguém a fazer coisas.
    Quer uma, quer outra, saída da mente do Carlos Esperança, muito me espantam.

    «como afirmações incendiárias capazes de detonar confrontos» – Carlos Esperança.
    Essas foram as frases slogan, afirmações e actos dos ateus em protesto. Se não fora a cultura muito superior dos católicos presentes, não sei se as coisas terminariam assim.

    «a laicidade é neutra, ao contrário do clericalismo» – Carlos Esperança,
    Portanto, o que assistimos em Espanha é anti-clericalismo e não laicidade.
    É verdade que a laicidade impõe a aceitação, respeito e liberdade das religiões. A laicidade reconhece a importância e institui o respeito pelas religiões, não é compatível com o anti-clericalismo e com o actual ateísmo.

    «As visitas a Espanha não são actos cordiais, são ingerências nos assuntos internos de um país democrático.» – Carlos Esperança.
    Portanto , se o Carlos fora a Espanha dizer que a laicidade e o ateísmo implicam a retirado do crucifixo do Gabinete de um membro do governo espanhol, é um acto de provocação “e uma ingerência nos assuntos internos de um país democrático”. Por certo, se o fizer cá, na actual conjuntura regionalista da União Europeia, sê-lo-á da mesma forma.

  • Anonimo

    «leis que ampliaram a esfera da liberdade pessoal relativa ao matrimónio, divórcio e aborto.» – Carlos Esperança

    As leis a que se refere não ampliaram nada, pelo contrário, umas descaracterizaram, ou reduziram.

    Ex.: No caso do aborto, até agora era permitido abortar até ao momento do nascimento (um minuto antes, se quiser) do filho, alegando, simplesmente, mal-estar psicológico da mãe.
    Segundo um membro do governo espanhol (que é socialista e católico, que tem no seu gabinete um crucifixo na parede e faz questão de o mostrar a todos, incluindo ateus), os abortos após as 22 semanas (que agora figuram na lei espanhola – portanto, uma grande redução), tais abortos representariam cerca de 80% de todos os abortos realizados.

    «a ingerência nos assuntos internos do País visitado» – Carlos Esperança.
    Ou está a assumir que o poder persuasivo do Papa é algo de extraordinariamente forte, ou então está a dizer que o Papa entrou no governo espanhol e coagiu alguém a fazer coisas.
    Quer uma, quer outra, saída da mente do Carlos Esperança, muito me espantam.

    «como afirmações incendiárias capazes de detonar confrontos» – Carlos Esperança.
    Essas foram as frases slogan, afirmações e actos dos ateus em protesto. Se não fora a cultura muito superior dos católicos presentes, não sei se as coisas terminariam assim.

    «a laicidade é neutra, ao contrário do clericalismo» – Carlos Esperança,
    Portanto, o que assistimos em Espanha é anti-clericalismo e não laicidade.
    É verdade que a laicidade impõe a aceitação, respeito e liberdade das religiões. A laicidade reconhece a importância e institui o respeito pelas religiões, não é compatível com o anti-clericalismo e com o actual ateísmo.

    «As visitas a Espanha não são actos cordiais, são ingerências nos assuntos internos de um país democrático.» – Carlos Esperança.
    Portanto , se o Carlos fora a Espanha dizer que a laicidade e o ateísmo implicam a retirado do crucifixo do Gabinete de um membro do governo espanhol, é um acto de provocação “e uma ingerência nos assuntos internos de um país democrático”. Por certo, se o fizer cá, na actual conjuntura regionalista da União Europeia, sê-lo-á da mesma forma.

  • Teresamgoncalves

    Ó Senhor Carlos Esperança! Eu bem gostava de ter esperança de ver por aqui argumentos que eu fosse capaz de entender! Se assim fosse, poderíamos ter uma plataforma de entendimento para discutir ideias diversas. Então acha que Bento XVI é um agitador? Andou a canonizar crápulas? A incentivar a guerra? Oh valha-me Deus e a si também (que bem precisa, ainda que não acredite nEle!

    • Anónimo

      DESCULPAI-OS SENHOR ELES NÃO SABEM O QUE DIZEM…

      SÃO NOVOS NÃO PENSAM…

      QUANDO A CABEÇA NÃO TEM JUIZO, O CORPO É QUE PAGA…

    Pingback: Tweets that mention A incursão do Papa Bento XVI em Espanha :: Diário Ateísta -- Topsy.com

  • hh

    Estive em Santiago.
    Infelizmente longe do Papa, porque o banho de multidão era imenso e não consegui aproximar-me.

    Gostei daquilo que ouvi.
    “A este templo chegaram milhões de peregrinos, homens e mulheres de coração e mente sã que sabem que a sua existência faz sentido.
    Pelo caminho ficaram, e ficarão sempre, os que não têm coração e mente sã, os raivosos, os perversos frustrados, os que se enganam a si próprios e os perigosos que vivem o tormento ácido e corrosivo do laicismo errante e mortal. Os que vivem uma existência cadavérica e ofuscada pela ignorância, pela falência espiritual, pelo ateísmo que é uma das expressões da falência da humanidade e da decadência da cultura…”

    Será que o papa conhece alguns ateus?

    Se puder colocarei um video no meu blogue.

You must be logged in to post a comment.