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  • 11 de Novembro, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Catolicismo

A ICAR e a escravatura

BANDIDO CRUEL

Por
Abraão Loureiro

Lucas nasceu escravo – de propriedade do padre José Alves Franco – em Belém, perto de Cachoeira, contígua a São Félix, na fazenda Saco do Limão. Segundo as descrições da época era “alto, espadaúdo, tinha rosto comprido, barba e olhos grandes”. O historiador Melo Moraes Filho creditava a ele as qualidades da gratidão e da caridade, porém, que ninguém se engane com esse perfil. Lucas de Feira era um homem que muitas vezes tratava suas vítimas com requintes de perversidade. Chegou a pregar o lábio de um capturado a uma árvore, prometendo se vingar caso ainda o encontrasse ali em seu retorno. Numa ocasião, atacou uma família, ferindo o filho, matando o pai, seviciando a filha. Chegou a crucificar num pé de mandacaru uma virgem que se recusou a submeter-se ao estupro.

O artigo completo pode ser lido aqui:

Obs: Para que conste que a religião cumpria a bíblia tendo o padre escravos de sua propriedade.

7 thoughts on “A ICAR e a escravatura”
  • Anónimo
  • Anonimo

    Mas este não mereceia mais do que o estatuto de escravo.

  • Anonimo

    Mas este não mereceia mais do que o estatuto de escravo.

  • antoniofernando

    1-” Para que conste
    2- Que a religião cumpria a bíblia
    3- Tendo o padre escravos de sua propriedade”

    Abraão Loureiro

    Curioso: lendo o texto em causa, eu chego à conclusão exactamente contrária:

    Se esse padre verdadeiramente cumprisse o Evangelho do NT, se verdadeiramente observasse os princípios cristãos, tais como apregoados por Jesus de Nazaré, não admitira ter escravos ao seu serviço…

    • Anónimo

      Ainda vai havendo coisas que eu não percebo, apesar da idade – ou por causa dela, sabe-se lá…
      Deus-pai, permitia – e até incentivava – a escravatura; Deus-filho achou que não, o que não lhe ficou muito bem, diga-se de passagem. “Honrarás Pai e Mãe”, mas o filho assobiou para o lado. Mas a verdade é que Deus-pai e Deus-filho são uma e a mesma pessoa – segundo ficou decidido no concílio de Nicéia, se não estou em erro. Ou seja, Deus diz hoje uma coisa, e amanhã diz outra. O que me custa a crer!
      Eu sei perfeitamente que o António Fernando tem um conceito de Deus diferente do deus do AT; mas é bom que não esqueça que o SEU Jesus é filho DESTE deus, e não do deus do seu conceito.
      De qualquer modo, estou esperançado em que o António Fernando me esclareça o imbróglio do “escraviza-não-escraviza”.

    • Laico

      Os Jesuítas optaram por escravizar os índios mas com palavrinhas doces porque sabiam que eles conheciam o terreno melhor que ninguém (ao contrário nos escravos africanos em terras desconhecidas) e poderem criar grandes problemas com incursões de guerrilha silenciosa. Assim, foram espertos e simularam serem bonzinhos para lhes arrancar o trabalho forçado com cara de voluntariado.
      Mais esquemas os jesuítas aprontaram.

  • Anónimo

    ESTE PADRE PODIA NÃO SERVIR DE EXEMPLO?
    PODER, PODIA…SÓ QUE OS EXEMPLOS SÃO TANTOS QUE FUNCIONARAM COMO REGRA…

    MAIS UMA, EM ABONO DA SACANICE RELIGIOSA, QUE É SEMPRE ACOMPANHADA PELO PREGÃO DA HUMANIDADE, DO AMOR, DA FÉ… E DA ALDRABICE.

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