Estudiosos proeminentes da religião islâmica avisaram que «a sobrevivência do mundo está em perigo» se os muçulmanos e os católicos não tiverem um ambiente de paz entre eles. Numa carta «aberta» sem paralelo na história, 138 líderes estudiosos do Islão pediram aos líderes católicos para «haver uma aproximação das duas religiões para encontrarem os seus pontos comuns».
Na carta pode-se ler que «encontrar esse ponto comum não é apenas uma maneira politica de encontrar um dialogo ecunémico, mas porque as religiões católicas e islâmicas detêm entre elas 55% da população, o que faz as relações entre as duas comunidades um factor contributivo para a paz no mundo. Se muçulmanos e católicos não estiverem em paz, o mundo não estará em paz».
Alguns pontos rápidos em relação a esta iniciativa dos “estudiosos” do Islão
1. Para quem procura a paz, o silêncio dos mulás aquando dos consecutivos ataques terroristas feitos em nome do Islão, não é coerente.
2. Para quem procura a paz, não pode ter um regime teocrático como o Irão à procura de ter a capacidade de produzir um arsenal nuclear.
3. Para quem procura a paz, não pode estar sistemática a boicotar acções internacionais para resolver a questão palestina – israelita (e o mesmo para os fundamentalistas sionistas)
4. Para quem quer paz, não pode oprimir os seus próprios cidadãos, com penas de morte para a apostasia, ou opressão das mulheres e das minorias.
Quanto ao que é mais importante: mais uma vez temos os líderes religiosos a acharem-se como os salvadores de serviço da raça humana. Não só a maior parte das tensões mundiais têm fundamentos religiosos (Pakistão-India, Xiitas e Sunitas no Iraque, Muçulmanos e Católicos na ex-Jugoslávia, Moderados e extremistas religiosos no Maghreb, católicos ortodoxos e muçulmanos na Tchetchenia , tribalismo religioso em Africa, catolicismo e protestantismo na Irlanda do Norte, etc etc), é difícil acreditar que há vontade de se entenderem.
Claro que é de louvar que tentem se entender. A acção destrutiva da religião tende a ser cada vez pior se não for controlada. Mas não serão os líderes religiosos que o farão. Tem de ser as forças seculares a forçar esse processo: com uma ajuda à emancipação de religiosos que tenham dúvidas nas razões para ter fé, com a tentativa de haver uma maior abertura dos países muçulmanos ao ocidente, com um controlo do colonatos judaicos em Gaza, com a progressiva perda de influência da igreja católica nos corredores de poder da Europa ou dos evangelistas cristãos
Há vários equívocos que urge resolver no Diário Ateísta, ainda que desagrade a muitos leitores.
Sem me arvorar em administrador do DA, julgo-me com autoridade para apelar à contenção da linguagem, particularmente ao carácter obsceno e às provocações gratuitas, venham de onde vierem, de ateus ou de devotos.
A escrita a negrito ou em maiúsculas é uma atitude pouco simpática num blogue que não costuma interferir nas discussões entre leitores. Evitar manifestações de xenofobia, ódio, racismo ou homofobia não é apenas um dever, é uma exigência do DA.
Quanto aos equívocos: o DA é, de facto, um lugar de discussão pública, mas um espaço de ateus. Se a tolerância ateia consente as diatribes dos crentes é por tolerância que não nos seria consentida nos espaços beatos donde vêm os bandos de prosélitos.
Não é aqui o espaço adequado à discussão entre ateus e beatos, ainda que o nosso apego à biodiversidade procure defender a reserva ecológica dos que julgam que Deus fez o mundo em seis dias sem se interrogarem o que fez depois.
Os ateus não têm a mínima consideração ou respeito pelo Deus abraâmico ou outro, tal como os devotos não apreciam o ateísmo. Não é nossa intenção perseguir os crentes pois não nos move o proselitismo, mas não gostamos que os crentes venham insultar-nos à nossa casa. Bem sei que os hábitos totalitários das religiões levam os dementes da fé a julgar que todo o mundo é seu.
Tal como um bando de bispos resolve benzer toda a Europa, como se o continente fosse uma feitoria do Vaticano, assim os crentes se julgam com direito a circular no espaço que os ateus criaram para defender o direito à blasfémia e à apostasia, duas atitudes com uma dimensão ética incomparavelmente superior à humilhação dos que se ajoelham ou circulam de rastos em torno de ídolos que criaram para que os parasitas da fé vivam na ociosidade e no fausto.
Espero que os devotos moderem o proselitismo neste espaço. Nenhum ateu vai à missa dizer ao padre que está a burlar os simples que se ajoelham e lhe contam a vida privada nem prevenir estes incautos de que é falsa a religião que seguem.
Se Deus existisse já teria convertido os ateus. Não podem os lacaios de uma projecção demencial assumir o papel do supremo exterminador da felicidade humana. Pelo menos no Diário Ateísta.
O Reitor do Santuário de Fátima, um tal de Monsenhor Luciano Guerra, personagem ilustre e clarividente do catolicismo, confunde espaço-temporalidades sem uso de psicotrópicos, adiante, nem tão pouco entende o que é uma sociedade Humana, fervura interna que emana os mais primários instintos católicos, as mais enviesadas confusões entre o Estado português e o Estado do Vaticano. Viva a paz. Viva o progresso. Para isso só existe a necessidade de tirar as mulheres da sociedade!
«A sociedade entendeu que a melhor forma de preservar a paz, no fundo o progresso, foi tirar as mulheres da frente dos homens.»
Notícias de Sábado, suplemento do Diário de Notícias, 6 de Outubro de 2007
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QUANDO É GRANDE O ESCÂNDALO, perigosas as conexões e suspeitas as ligações políticas, passa a ter interesse público o que se passa num banco privado.
O perdão de 12 milhões de euros ao filho do presidente do Conselho de Administração do BCP é ainda mais estranho do que o empréstimo sem garantias. Que o filho e o pai sejam membros do Opus Dei, à semelhança do delfim Paulo Teixeira Pinto, caído em desgraça, é uma coincidência que faz soar as campainhas de alarme de quem se lembra dos escândalos espanhóis Rumasa e Matesa, protagonizados pelo Opus Dei.
Quem não esquece que o governo do ditador Franco ao tempo dos referidos escândalos era formado por vários membros do Opus Dei, instituição sempre ligada ao capital financeiro e à santidade, bem como à extrema-direita e aos dois últimos papas, recorda a falência fraudulenta do Banco Ambrosiano onde o Vaticano perdeu muito dinheiro e credibilidade.
Deste último sabe-se que o dinheiro foi usado para o sindicato polaco Solidariedade e para ajudar alguns ditadores sul-americanos mas a falência custou a vida ou a liberdade a Robert Calvi, Lúcio Gelli, Michele Sindona e ao arcebispo Marcinkus que João Paulo II nunca deixou extraditar para ser julgado em Itália.
Claro que os casos referidos nada têm a ver com o banco de Jardim Gonçalves mas o facto de o filho, a quem foi perdoada tão grande dívida, ter sido fundador e financiador do Partido da Nova Democracia (PND) põe um homem a pensar.
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A história da “Madre Teresa” é uma das mais pitorescas psicoses católicas dos últimos tempos, exorcizada em 1997 pela sotaina Rosario Stroscio por sofrer de insónias, valeu-lhe as capelanias hospitalares, católicos portugueses com insónias já sabem a cura, exorcismo na capelania católica (embaixada do Vaticano) nos hospitais públicos que os contribuintes pagam, pessoa sem fé, usada e abusada por encapuzados psicóticos como produto de marketing da superstição, de populismo desenfreado. Mal o menos não fossem as vítimas das psicoses católicas, guerras aos preservativos e aproveitamento dos fracos e oprimidos para os mais enfraquecer e mais oprimir. A SIDA afinal é uma recompensa justa segundo a “Madre Teresa”, ou segundo as sotainas que lhe induziram essas psicoses na cabeça. Segue-se um debate entre Christopher Hitchens (jornalista e escritor) e Bill Donohue da Liga Católica.
Links úteis:
Christopher Hithens: God is not Great
BBC: Madre Teresa exorcizada
Telegraph: Mother Teresa’s diary reveals her crisis of faith
Slat: The pope beatifies Mother Teresa, a fanatic, a fundamentalist, and a fraud.
Catholic League
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O Inquisidor de serviço, António Laboreiro de Villa-Lobos, quiçá intoxicado em leituras do Malleus Maleficarum vem desta vez debitar o seguinte:
«Caros Senhores,
Que me insultem, pouco importa. É próprio de gente mal criada, pouco dotada e, acima de tudo, vazia de argumentos. O insulto é a arma típica da pobreza intelectual.
Que insultem os sentimentos religiosos de uma comunidade, é outra coisa. Vos garanto que, caso queira, divulgo a obra de Bruno Resende pelas comunidades cristãs, de modo a que a previsão contida na norma que refere a «perturbação da paz pública» se realize e, nesse caso, haja uma acusação.
Sou jurista de formação. E reuni já pareceres nesse sentido.
Por outro lado, ainda que se não aplique o Código Penal, a muita coisa dita neste blog é aplicável o regime da tutela da personalidade, sediado nas normas dos artigos 70.º e seguintes do Código Civil.
Muitos cristãos aqui citados podem requerer as providências previstas neste regime de tutela da personalidade.»
Acrescentando que:
«Caro Ateu,
A si não lhe respondo.
Saberei quem você é.
E ajuizarei se é merecedor de uma acusação de violação do direito à intimidade sobre a vida privada.
Não do meu, porque não sou nenhuma das pessoas em causa. Mas conheço-as. E decerto não gostarão da sua atitude.
Cumprimentos»
Teria muito gosto em ver a minha obra divulgada, visto não possuir recursos económicos para aquisição de serviços de publicidade, a minha obra artística denomina-se “Subterfúgios” publicada pela Corpos Editora, esplêndida e excelente prenda de Natal. Caso divulgue a minha obra artística em comunidades cristãs ficar-lhe-ei muito grato, embora pense que a sua leitura os poderá ofender profundamente, ou mesmo provocar graves danos psicológicos pelas suas alusões satânicas. Obra profundamente geradora de perturbação da paz pública obviamente. Seguem-se os links para aquisição da minha obra artística perturbadora da paz pública e privada.
Fnac: Subterfúgios – Resende, Bruno Miguel
LiVerdades: Subterfúgios
Editora: Corpos Editora
Segue-se uma das minhas recentes criações artísticas, quiçá futuramente a ser publicada em obra artística literária.
Poesia – Aparição Luxuriosa
Sumptuosamente entraste no meu quarto,
Pés nus luzidios, pele acetinada e resplandecente,
As ligas vermelhas torneavam as tuas pernas esguias,
Perguntei que querias,
Devassa e felinamente me agarraste, me excitaste,
Beijos ensalivados no nirvana dos desejos,
Subtilmente me acariciaste, me extasiaste,
Por milagre me despiste,
Sorriso luxurioso te brotou,
Horizontalmente me possuíste,
Dentro de ti me sentiste,
Gemias extasiadamente em contorções magnificentes,
Tão louca te sentias, eu não, doía-me os dentes,
Quiseste por trás,… e eu zás!
Ensarilhados na luxúria,
Me contaste dos teus anos de penúria,
Os orgasmos se seguiram,
E prosseguiram…
Extenuados nos abraçamos enquanto fumávamos ópio,
Afagavas-me o peito enquanto falavas da virgindade,
Nunca romperas o hímen, que ninguém sabia a verdade,
Cansada de tentar, não tinha sido desta, querias pôr-te a andar
Maravilhado com tua divindade corporal nem conseguia falar,
Apenas pensei, o teu nome, qual seria?
Novo milagre aconteceu, ouviste,
Docemente me disseste… Virgem Maria.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.