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5 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

O laicismo do Sr. Presidente

O presidente Cavaco Silva, contrariando a própria Constituição que ele mesmo jurou defender e cumprir, persiste na atitude de praticar turismo religioso à custa do contribuinte. De visita a um dos países mais fanaticamente católicos, o Sr. Presidente não se coibiu de oferecer uma imagem da senhora de Fátima ao padre que recebeu o pio casal. Presidencial, diz o periódico.

A Constituição da República Portuguesa,  no seu art. 41.º, define claramente a separação entre a religião e o Estado; mas o Sr. Presidente teima em misturar.

Quero, com isto, dizer que o Sr. Aníbal Cavaco Silva, enquanto cidadão, tem todo o direito de fazer corridas no joelhódromo de Fátima, beijar anéis episcopais, tomar banhos de água benta (que ele, certamente, consegue distinguir da água normal, como bom católico que é), oferecer bonecos a representar alegadas virgens ao padre da freguesia ou ao padre de Cracóvia (desde que sejam pagas do próprio bolso, e duvido que tenha sido o caso), ir vestido de anjinho nas procissões, etc.  São direitos que a Constituição consagra a qualquer cidadão. Mas não me parece que o Presidente da República, enquanto tal, tenha esses direitos.

Mas estou aberto ao contraditório…

a)      José Moreira

5 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

O mundo avança

A nova lei que o Governo da Andaluzia quer aprovar estipula que poderá ser aplicada uma multa até um milhão de euros aos médicos que insistam em manter com vida um doente terminal sem possibilidade de recuperação. A futura lei proíbe a obstinação terapêutica, entendida como a aplicação de «medidas injustificadas e inúteis de prolongar a vida», explica o jornal El País.

5 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

Há sempre alguém que resiste

Um livro sobre o profeta Maomé e a sua noiva Aisha, que gerou controvérsia por ter sido recusado pela editora americana Random House, vai agora ser publicado por uma editora britânica independente, a Gibson Square.
(…)
O livro conta a história de Aisha, desde o seu casamento com Maomé – quando tinha apenas seis anos – até à morte do profeta.

(V/ Público)

4 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

Onde a religião é um “Inferno”…

Israel é um país onde se vive em constante preocupação, agitação e frenesim. As várias religiões com os seus deuses acumularam-se no mesmo espaço e este tornou-se demasiado pequeno para as pessoas viverem tranquilamente. Os crentes discutem, combatem, destroem-se, para que os adeptos das outras religiões saiam daquela terra… Eles afirmam que a sua é a verdadeira religião e é a que tem de ficar!

No sul de Israel há duas cidades, de nome Sderot e Ashkelon, conquistadas aos árabes na guerra de 1948 e ocupadas por emigrantes, a maioria dos quais, da ex-União Soviética. Estas duas cidades israelitas há muitos anos que vivem no “Inferno”. Estão situadas junto à Faixa de Gaza, controlada pelos palestinianos e o governo do partido Hammas.

A partir do território da Faixa de Gaza, os palestinianos, crentes em “Allá”, disparam diariamente foguetes “Kassam” contra os israelitas, crentes em “Deus”. Querem vingar-se deles e obrigá-los a saírem dos territórios que já foram seus. Nenhum dos deuses bate palmas a apoiar aquela guerra, nem assobia em protesto. Porque não existem!

Os ataques com os “Kassam” não têm hora marcada e podem ser de dia ou de noite. Caírem em qualquer local. Atingir qualquer um. Rebentarem numa casa ou numa escola, na padaria ou na fábrica. Quando toca a sirene têm menos de um minuto para alcançarem esconderijo mais próximo. As consequências são trágicas, mesmo se ninguém for atingido. As pessoas daquelas cidades sofrem de doenças psíquicas, têm a síndrome pós-traumática derivada aos rebentamentos diários. Nos hospitais os psicólogos receitam-lhes muitos comprimidos e, alguns, na base da morfina. Tranquilizantes… que podem torná-los dependentes da droga. As nevroses, as tensões altas, as depressões e doenças derivadas, incapacitam-nas para o trabalho e tiram-lhes o sustento. Imensas ficam, parcial ou totalmente, inválidas. O dinheiro da Segurança Social israelita que recebem não é suficiente para depois viverem bem.

Há quem abandone tudo e parta. Há quem insista em ficar. O governo israelita diz-lhes que é preciso resistir. Só os deuses, das várias religiões, não dizem nada! Porque não existem!

 a)  kavkaz (leitor habitual do DA)

4 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

Religiões e crimes religiosos

Já várias vezes afirmei que há criminosos que não acreditam em Deus e crentes que se comportam com dignidade e respeito pelos direitos humanos. Nem a religião torna um homem sempre mau nem o ateísmo o faz alguma vez bom.

O que muitas vezes se questiona é o papel da religião na demência de alguns crentes. Os suicidas islâmicos que se imolam e arrastam infiéis no suicídio são crentes fanáticos. Urbano II, quando pregou as Cruzadas foi um biltre da fé. Pio IX, com o anti-semitismo que o devorava, o ódio à liberdade e ao livre-pensamento ou quando autorizou o rapto de uma criança judia para a baptizar e subtrair aos pais, foi outro religioso perverso.

Já o padre Frederico, secretário do bispo Teodoro, quando assassinou um jovem ou se dedicou à pedofilia, não cometeu um crime religioso, foi apenas réu de delito comum, embora grave. O bispo Marcinkus, quando contrafez as acções do Banco Ambrosiano, não cometeu um crime religioso, organizou apenas uma burla colossal, embora tenha dado origem a vários assassinatos que João Paulo II não deixou averiguar.

Nunca se disse aqui no Diário Ateísta que Estaline, um ateu e antigo seminarista, fosse menos cruel do que os padres do santo Ofício ou que Mao fosse mais benevolente do que os cruzados, mas quando se condenava à fogueira a heresia era um crime de que a religião era responsável. E, no entanto, quando o esquizofrénico Estaline chacinou milhões de pessoas não o fez em nome do ateísmo mas de outro totalitarismo parecido com as religiões.

Franco quando assassinou centenas de milhares de republicanos não cometeu um crime religioso mas o silêncio cúmplice do clero e a devoção que santo Escrivá lhe dedicava tornam a ICAR cúmplice, ao menos por omissão, dos crimes do déspota.

Os padres pedófilos dos EUA não cometeram crimes religiosos mas os que apoiaram Hitler, por causa do anti-semitismo cristão, SIM.

O Diário Ateísta combate a homofobia, o racismo, a xenofobia, a discriminação da mulher, os castigos corporais e a pena de morte. A Tora, a Bíblia ou o Corão podem orgulhar-se de igual espírito humanista?

4 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

O cérebro é secundário

Em 1968, a Igreja Católica aceitou a definição, declarando-se favorável à retirada de órgãos de pacientes em estado de “morte cerebral”. Todavia, o artigo do “L’Osservatore Romano” recorda que a experiência médica, no decorrer destes anos, demonstrou que a morte cerebral não é a morte do ser humano. “A idéia de que a pessoa deixa de existir quando o cérebro pára de funcionar considera a existência do ser humano a partir apenas do funcionamento cerebral” _ afirma o artigo.

Neste caso, a “morte cerebral” entraria em contradição com o conceito de pessoa segundo a Doutrina Católica e, portanto, com as diretrizes da Igreja em relação a casos de comas profundos e prolongados.

3 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

Dúvidas metafísicas

“Lembrei-me destas questões que gostaria de ver respondidas pela ASAE:

Se as hóstias forem feitas com trigo transgénico, o sacerdote não deveria informar os fiéis? 

O vinho da eucaristia não deveria ser armazenado em garrafas rotuladas?

A lavagem que o sacerdote faz do cálice não deveria ser feita pelo menos com um detergente, ou com água a não sei quantos graus?

A patena onde se colocam as hóstias para consagração também não deveria ser limpa?

As hóstias não deviam ser entregues em embalagens individuais?

O sacerdote não deveria usar pinças ou luvas para entregar as hóstias?

Quando se comunga de duas espécies, também se serve vinho a quem aparente possuir anomalia psíquica ou esteja embriagado?

Os menores de 16 anos também podem comungar das duas espécies, e assim beber vinho? 

No rito da adoração da cruz, o santo lenho não deveria ser esterilizado após cada ósculo? 

No Domingo de Ramos, onde é que a malta vai buscar os ramos de palmeira ou de oliveira?

As peças do Presépio não deveriam ter a marca ‘CE’?

O incenso espalhado pelos turíbulos pode ser de ópio ou cannabis?

A água da pia ou fonte baptismal não deveria desinfectada com cloro, ou coisas assim?

Os bebés não deveriam estar de touca? 

Como é que se controla a qualidade da água benta que é aspergida pelo híssope

E por fim: Os vasos dos santos óleos não deveriam ser embalado em embalagens munidas com sistema de abertura que perca a sua integridade após utilização e que não sejam passíveis de reutilização?

Nota: Estas dúvidas que afligem os crentes foram-me enviadas por um amigo (MPM). Não sei responder-lhe. Pode ser que um padre nos esclareça.

3 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

A religião gera ódio nos crentes!

As religiões são uma base de ódio! Elas educam os crentes a olhar para as outras pessoas como erradas. E criam aos seus seguidores a ilusão de estes terem a obrigação de corrigir os outros a bem ou a mal! Sem lhes dar outra alternativa!

Na religião muçulmana, o livro sagrado é o “Alcorão”. É um livro cheio de regras, como os outros livros das grandes confissões. Ensina como as pessoas se devem comportar, o que devem fazer, como pensar, o que é bom e o que é mau. O crente não precisa de raciocinar. Já lá está tudo escrito. É só cumprir. Fazer de robot!

Isto cria nas pessoas uns hábitos, costumes e tradições estranhas. Olham para uma pessoa e precisam de saber qual é a religião dela. Se coincide com a do crente, então é um grande “irmão”, uma pessoa amiga, de 5 estrelas. Se o interlocutor é de outra religião… então é um inimigo da religião, uma pessoa para desconfiar, deve ter-se cuidado com ela!

A religião muçulmana vê o Mundo a duas cores. O Mundo dos muçulmanos é branco e o resto é preto. Os muçulmanos devem viver apartados dos outros. Como o dia e a noite. Até há quem queira acabar com a “noite”. Matá-la! É o caso das mulheres muçulmanas em Londres que pedem a morte dos homossexuais e apóstatas do Islão. Aquelas mulheres sem cara, pois têm de usar um lenço, exigem a morte de outras pessoas com quem não convivem, que nem sequer conhecem! Por aqui se vê e conclui que as religiões cultivam a paranóia colectiva!

 a)  kavkaz (leitor habitual do DA)