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9 de Outubro, 2010 Carlos Esperança

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Vaticano publica guia sobre anjos

Nota: Era mais útil um guia sobre as manobras financeiras do banco do Vaticano.

8 de Outubro, 2010 Carlos Esperança

Comi que nem um abade

Por

Abraão Loureiro

Quer isto dizer que nas abadias se comia do melhor e com fartura. Quando em criança lia histórias (ou mesmo a nossa história), via gravuras, fotos de conventos e nem pensava na grandiosidade das super habitações. Fazia-me crer que os religiosos viviam miseravelmente naquelas acanhadas celas com uma caminha modesta e dali só saíam para rezar na igreja, comer na cantina e meditar nos jardins interiores. Para mim isto era uma penitenciária. Coitadinhos que eram autênticos condenados. A idade passou e olhando com olhos de adulto informado digo abertamente, afinal de contas aqueles monumentos representam o que havia de melhor em hotelaria capazes de fazer inveja aos modernos “resorts” (pois além da enorme variedade de serviços, são locais onde os hóspedes usufruem do sistema “all-inclusive”), que é caracterizado pelo facto dos serviços estarem todos incluídos na diária paga pelo hóspede. É verdade, sabemos das fortunas doadas por grandes figuras que se recolheram ao hotel para não se chatearem mais com a vida.

Cá fora, a população miserável sem eira nem beira e quando tinha beira era feita de palha. A fome era o caminho para todas as loucuras desde a subjugação total ao alistamento como mercenário para servir nas hordas dos senhores das guerras.

Hoje não duvidamos que os ditos jardins interiores deram lugar a grandes meditações e inspirações, senão, vejamos: Foi daí que saiu toda a boa gastronomia pela qual hoje temos orgulho e tanto evento se realiza para a sua divulgação.

Pobre povo que construiu estes gigantes de pedra em nome de deus para nada receber em troca. Como seria possível criar tanta iguaria sem a matéria-prima abundante? O povinho nem sabia o que era o açúcar e a carne conhecia quando caçava furtivamente.
Em que ficamos? Vivia-se mal ou bem nessa época?

No vídeo podemos ver na fórmula 2 em 1, a imponência dos edifícios e as delícias da boca.

E aqui podemos ver o nosso pio presidente gracejando sobre a ASAE, reparem que a esposa ficou “encavacada” com a gracinha do Cavaco.

8 de Outubro, 2010 Ricardo Alves

Poderá o ateísmo substituir a religião?

Neste artigo de opinião, defende-se que sim. Efectivamente, os países que têm os índices mais elevados de ateísmo são aqueles em que a ciência permitiu eliminar doenças e adiar a morte, com pequenas famílias e onde o Estado garante assistência social.

7 de Outubro, 2010 Luís Grave Rodrigues

A Moral da Idade do Bronze

  

O Prof. Robert Edwards foi galardoado com o Prémio Nobel da Medicina pelos seus trabalhos no domínio das Ciências da Reprodução.

No ano de 1978 Robert Edwards (juntamente com Patrick Steptoe, que morreu em 1988) realizou a sua primeira fertilização in vitro e assim nasceu Louise Brown, que se tornou um símbolo do combate científico ao fenómeno da infertilidade.

Desde então, através desta técnica já nasceram mais de 4 milhões de seres humanos.

Não poderia ser mais merecido este prémio Nobel.

E, se pensarmos nos milhões de famílias e de casais inférteis que de outra maneira não poderiam viver a alegria e a felicidade de ter um filho, dir-se-ia até que ninguém ousaria discordar desta distinção.

Mas não!

A Igreja Católica já criticou a atribuição deste prémio Nobel, que considerou “despropositado”.

De facto, desde logo o Catecismo da Igreja Católica considera (§2377) que as técnicas de inseminação e fecundação artificial são “moralmente inaceitáveis”.

Ao que parece porque «dissociam o acto sexual do acto procriador».

Nem é preciso imaginar qual seria a reacção da Igreja Católica e de tantos e indignados “bons católicos” se de repente a Comissão Nobel desatasse a criticar e a considerar despropositados e imorais os critérios a que o Vaticano recorre para canonizar tanto facínora que andou por aí ou a comentar a protecção que das mais altas instâncias têm merecido tantos padres pedófilos.

Mas o que é absolutamente lamentável é que esta Igreja Católica do século XXI continue a ser regida por meia dúzia de lorpas fanáticos, desde logo a começar pelo facínora do próprio Papa Bento XVI, que persistem em querer determinar a vida das pessoas através de critérios de moralidade estabelecidos por pastores analfabetos da Idade do Bronze.

6 de Outubro, 2010 Carlos Esperança

Papisa Joana – Filme em exibição

Por

C S F

Na Idade Média de 855 a 858 reinou uma mulher como papa, a papisa Joana!

Dizem que em 855 a papisa Joana ascendeu ao papado ocultando o seu género com êxito, tendo reinado 2 anos.

Deu à luz uma criança durante uma procissão em Roma. Junto a uma ponte a papisa sentiu-se mal e, perante o espanto de todos, saiu das suas vestes um bebé!

Este acontecimento levou à sua deposição.

Esta papisa era bastante admirada e, por isso, foi colocada na ponte uma sua figura como papa com um bebé ao colo.

Uma papa posterior, a pretexto da renovação urbanística de Roma, retirou a estátua.

O Vaticano também teve o cuidado de eliminar a papisa da lista de papas ocultando a existência da papisa! Assim o papa João XXIII deveria ter sido João XXIV.

Além disso, mandou construir cadeiras com um buraco no tampo, para prevenir novos casos.

A partir dessa época, todos os papas são submetidos após a sua eleição à prova de terem órgãos sexuais masculinos, realizada pelo cardeal mais velho, que a faz, perante todos os outros cardeais, no meio das vestes papais e por baixo do tampo de uma destas cadeiras, com os genitais do eleito passados pelo buraco do tampo. Consta que hoje existem ainda no Vaticano, pelo menos, duas dessas cadeiras.

Esta história apareceu pela primeira vez em forma literária no século XIII.

No século XVII  a papisa ainda era recordada com admiração pela população de Roma.

As provas históricas destes factos são escassas.

Está a passar um filme sobre o acontecimento (cinema Alvaláxia, escassas sessões e curto tempo de exibição).

Apesar dos meios empenhados na sua realização o filme é uma ficção com larga imaginação e pouco rigor histórico.

Pretende ser um panfleto contra a forma como as mulheres foram tratadas na História.

Acaba por ser uma história imaginada onde toda a história da mulher papa é contada como uma história mágica em que as pessoas medievais pensam muitas vezes como hoje se faz.

No fim aparece uma figura totalmente imaginada, um alto dignitário do Vaticano (cardeal), afinal também uma mulher que discretamente viveu a história de Joana e que afirma no filme, nas suas vestes medievais e durante a época, que é ela a responsável por se ter preservado a memória de Joana…

Tudo parece um sonho mau feminista que afirma que os homens humanistas e a luta das mulheres medievais permitiram a ascensão de Joana.

Enfim…