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8 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

“Bote, bote, bote, pederasta el que no bote”! …

Por

E – Pá

Homenagem ao papa homofóbico

Em Barcelona uma centena de activistas homossexuais protagonizaram um “beijão colectivo” [ver foto], numa insólita manifestação de protesto contra a hierarquia católica, quando o cortejo papal passou na Praça da Catedral.
Segundo afirmou Jordi Petit, dirigente do movimento homossexual da Catalunha “a hierarquia eclesiástica desde há muitos anos que ataca os direitos humanos básicos…” la vanguardia

Os grupos homossexuais coreografaram vários skecths de rua com palavras de ordem como:
“Bote, bote, bote, pederasta el que no bote” [título do post], “la Iglesia que ilumina es la que arde”, …etc.
As manifestações de protesto contra a visita papal à cidade condal [rima!] também contaram com os[as] integrantes da “Plataforma de Mulheres contra o Papa” que surgiram na Praça da Universidade de Barcelona com um curioso slogan: “Fuera los rosarios de nuestros ovarios”…

Todavia, esta visita teve outros incidentes. Como vem sendo habitual nestas deambulações pontifícias. As gaffes são quase sempre oriundas da falta de tacto, da ausência de senso político e de uma perturbada visão histórica que persegue Bento XVI…

Num encontro com a imprensa, no início desta visita, ainda a bordo do avião onde viajou, “comparou o aniclericalismo espanhol dos anos 30 com o secularismo actual”. link
Chegou a Espanha a chafurdar nas feridas histórias, ainda não cicatrizadas. Não respeita, nem usa de rigor interpretativo, quando se abeira de um País que sofreu na carne um mortífera guerra civil… Arribou de costas voltadas para a História.

Os ingleses tem uma interessante expressão idiomática para este tipo de enfabulações [inculcações]: Nonsense!

7 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

Há quem duvide da farsa?

Vaticano beatifica religiosa austríaca

A religiosa nasceu na Áustria, mas fez um milagre aqui no Brasil.

(…)
O médico que atendeu seu Onorino relatou por escrito o que viu: as orações, a recuperação dele. Nos últimos 20 anos, documentos como este foram reunidos e encaminhados ao vaticano. Em março, o papa Bento XVI reconheceu oficialmente o milagre e aceitou o processo de beatificação. O primeiro passo para que Bárbara Maix se torne santa.

7 de Novembro, 2010 Ricardo Alves

Se Ratzinger fosse apenas um líder religioso

O problema que Ratzinger gera em cada visita que efectua é amplificado pela sua dupla qualidade de líder religioso e chefe de Estado, e pela sua recusa em separar as duas condições. Em Espanha, foi recebido no aeroporto pelo filho e pela nora do rei, apesar de a visita, supostamente, ter apenas «carácter pastoral» (e não ser uma visita de Estado). E quando partir terá a presença do Primeiro Ministro espanhol no aeroporto.

Em Portugal, sendo uma «visita de Estado», foi recebido no aeroporto pelo Presidente.

Se o Vaticano não fosse reconhecido como «Estado» (e há boas razões para que não o seja), os seus pronunciamentos não seriam tão amplificados pela relevância de alguém que não seria necessariamente recebido pelas mais altas autoridades do Estado. Uma igreja não necessita de ser um Estado, e o problema político que Ratzinger representa seria assim limitado.

Persistiria o problema gerado por os Papas não conseguirem circunscrever-se a «assuntos espirituais», e insistirem em pronunciar-se sobre leis que são feitas para cidadãos, e sobre comportamentos sociais que não se enquadram nos parâmetros do catolicismo.

Se a sobrevivência da «Monarquia Católica do Vaticano» é um problema de laicidade que só estará resolvido quando a ICAR deixar de se arrogar privilégios estatais, a verdade é que só nesse dia poderemos então ter um verdadeiro diálogo, porque mais justo e menos desigual, sobre as ideias que o senhor Ratzinger tem do casamento, da IVG, ou do papel da mulher na sociedade. E aí o problema será outro: o catolicismo não ser uma mera doutrina espiritual, mas também uma doutrina social e política.

[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]

7 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

A visita do Papa a Santiago de Compostela

Os beatos investiram em ave-marias, os restaurantes avançaram com vitualhas, as lojas encheram-se de recordações e os franquistas exultaram com a desforra anunciada contra a democracia, mas B16 não é uma estrela pop e o ex-prefeito do Santo-Ofício carrega o peso de um papa anacrónico, zangado com a modernidade.

As tiradas contra o ateísmo e a laicidade fazem exultar os nostálgicos da ditadura, os devotos dos santos por atacado e os peregrinos profissionais, mas deixam desolados os donos das barracas de lembranças a quem os autarcas tinham prometido uma enchente de 200 mil católicos sequiosos de bênçãos e recordações.

De 1.200 autocarros esperados só chegaram 300 e a devoção definha quando a multidão se reduz aos incondicionais e se vêem abandonados pelo seu deus num encontro com o alegado representante.

Nem o dinheiro e a força do Opus Dei foram capazes de dar à visita aquela histeria que contagia e converte os incréus. Há quem pense que os escândalos possam prejudicar a popularidade do Papa, esquecendo que os escândalos nunca foram relevantes em dois mil anos de existência.

A razão do fracasso encontra-se  na monotonia das missas, na repetição da coreografia e na insistência nos milagres que ninguém leva a sério. Um Papa que se apoia no Opus Dei, nos Legionários de Cristo e nos fascistas de monsenhor Lefebvre arrisca-se a ficar a pregar para os empregados da ICAR e para os indefectíveis de todos os papas.

6 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

Espectáculos caros

Um artista que custa 2.500 € por minuto !!!!

6 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

Igreja argentina quer perdão

O sacerdote argentino, Pe. Ruben Capitanio, disse, nesta segunda-feira, que a Igreja Católica argentina precisa encontrar um modo de se fazer perdoar, pela proximidade que manteve com o regime militar, de 1976 a 1983, durante a chamada “guerra suja”.

Pe. Capitanio, um pároco de 59 anos, depôs contra seu ex-colega de sacerdócio Pe. Christian von Wernich, condenado, na semana passada, por envolvimento em torturas, sequestros e assassinatos de opositores da ditadura.

Comentário: A cumplicidade das Igrejas com as ditaduras faz parte da matriz genética.

6 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

Diário Ateísta comentado por um leitor

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Veradictum

É com verdadeira curiosidade e ansiedade que, sempre que posso, visito o DA, onde me delicio com os textos de CE, de L. Krippahl, L. G. Rodrigues e outros, e com os comentários inteligentes e oportunos de Carpinteiro, com a grande erudição e paciência acima da média de Jovem1983, com a ironia de confrariaalfarroba e rayssa, não esquecendo outros como papapaulo, 1atento, ajpb, andreia, etc.

Admiro e respeito Mollochbaal que tem comentários notáveis assim como Antóniofernando, pela lucidez e elevada erudição que coloca na maioria dos seus comentários.

Acho JoãoC, Zeca Portuga, Mike e Jairo entrecosto absolutamente medievais e desenquadrados da realidade actual e, em certas áreas temáticas, com ideias verdadeiramente obsoletas e bizarras. Relativamente a estes quatro senhores, acho que deveriam evitar os constantes insultos e ameaças, ou voltar para os seus sites religiosos…

Acreditem que sinto uma felicidade enorme por me sentir enquadrado neste grupo de livres pensadores, onde tenho a noção da existência de muita gente que pensa como eu. Saudações a todos.