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21 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Vaticano, Opus Dei, Berlusconi e moral

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Otro apoyo fundamental del Gobierno es el intelectual de cámara católico Vittorio Messori, asiduo del programa Porta a Porta de Bruno Vespa y miembro del Opus Dei, que hoy, en una entrevista publicada en Il Giornale con el vaticanista del diario, Andrea Tornielli, de CL, exculpa a Berlusconi y culpa a los fiscales de perseguir políticamente al primer ministro. “Mejor un putero que hace buenas leyes que un notable catolicísimo que hace normas contrarias a la Iglesia”.

Fonte: El País

21 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Diário Ateísta – órgão de serviço público_1

Há quem nos ache supérfluos, indignos e mal formados, quem julgue a nossa presença inútil, prejudicial ou perigosa, quem gostasse de nos ver calados, amordaçados ou erradicados. E nós, ateus, teimosamente vivos, perante a impotência de Deus e espanto dos crentes, teimamos em ser uma voz ao serviço da liberdade, do livre pensamento e da descrença.

Da enorme quantidade de religiões que disputam o mercado da fé todas se julgam inspiradas no único Deus verdadeiro, donde se conclui facilmente que na melhor das hipóteses todas são falsas e só uma é autêntica e, no caso mais provável, nenhuma delas passa de um embuste de que se alimentam os parasitas da fé à custa dos crédulos.

Os ateus respeitam os crentes e desprezam as crenças. São como médicos que cuidam os doentes e atacam as doenças; são solidários com os que sofrem e abominam os que incentivam o sofrimento; defendem a felicidade, o conhecimento e a razão e combatem a resignação, a subserviência e a superstição.

Nunca o Diário Ateísta defendeu posições racistas, discriminações com base na raça, no sexo, na religião ou em qualquer outro pretexto. Não faz a apologia do nacionalismo ou estimula atitudes belicistas. Reiteramos a cada momento a nossa determinação na defesa dos princípios que regem a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Qual a religião que se conforma com tais princípios?

Defendemos a liberdade, os direitos humanos e a democracia. Combatemos a pena de morte, a prisão perpétua e a tortura. Somos contra o racismo, a xenofobia e a discriminação sexual.  Há alguma religião que nos acompanhe? Quem é intolerante?

É ignóbil que alguém procure impedir a prática de uma religião mas é ainda mais abjecto haver quem imponha a sua prática, um hábito a que não renunciam facilmente os prosélitos dos diversos credos, determinados a fazer cumprir a vontade do deus a que se encontram hipotecados, escravos da vontade divina interpretada pela mente embotada dos seus padres.

As sociedades que aprofundam o laicismo não põem em causa o exercício da liberdade religiosa mas as que se submetem a um credo facilmente confiscam todas as liberdades em nome de um Deus que não existe com uma sanha persecutória e vocação totalitária próprias de quem se julga detentor de verdades absolutas.

20 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Caso psiquiátrico ou de polícia ?

Curada por João Paulo II, freira diz que fala com ele

Religiosa conta como foi a manhã em que acordou sem Mal de Parkinson. Segundo a Igreja, foi um milagre do Papa.

A freira francesa que, para um conselho de especialistas consultados pela Igreja Católica, foi curada pelo Papa João Paulo II, deu detalhes ontem sobre como o sumo-pontífice a teria libertado do Mal de Parkinson. Marie Simon-Pierre, 49 anos, também contou que ainda “fala de vez em quando” com o Papa polonês, morto em 2005.

19 de Janeiro, 2011 Eduardo Patriota

Prefeito evangélico no RJ acusado de impedir auxílio a vítimas católicas

As religiões continuam dando claras evidências de que vieram aqui para unir a humanidade, já que somos todos “filhos do criador”.

No Sudão, a população da capital Juba votou com 97,5% a favor da separação do Sul do Sudão. As autoridades de 10 estados do Sul do Sudão apuram os resultados dos diferentes condados locais para este referendo que levará à divisão do Sudão, o maior país da África, dividido entre o Norte, muçulmano e em grande parte árabe, e o Sul, afro-cristão.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro em meio às tragédias, uma denúncia grave. Eu sei, é denúncia. Mas em se tratando de querela entre religiosos eu não ouso duvidar da veracidade. A prefeitura de Teresópolis está sendo acusada de impedir a distribuição de donativos por parte da Igreja Católica. Segundo o padre Paulo Botas, integrantes da comunidade católica que foram até o estádio Pedrão ouviram de funcionários municipais que “nenhuma igreja católica de Teresópolis iria receber doações”.

Falaram isso sem o menor constrangimento. O prefeito (Jorge Mário Sedlacek) é evangélico e não quer que a ajuda vá para os católicos. As pessoas se cadastraram, mas foram discriminadas. Nessa situação tão grave, não tem confissão religiosa, não pode ter essa competição ideológica. Isso é um pecado mortal, ainda mais vindo de pessoas cristãs“, disse o padre, da igreja do Sagrado Coração de Jesus de Barra do Imbuí, área bastante afetada pelas chuvas.

Sem querer entrar em detalhes sobre a religião do prefeito, o padre Mario José Coutinho, decano da Diocese de Petrópolis, disse que a situação é de boicote à Igreja Católica. “É surreal, uma ofensa, uma vergonha, uma agressão à humanidade. Transformaram uma questão humanitária em religiosa“, criticou.

Vale lembrar que a comunidade evangélica está usando a tragédia para fazer propaganda de seu esforço na ajuda às vítimas. Realmente, estão fazendo um trabalho louvável. Mas isso não justifica impedir os outros de também ajudar. Isso aqui não é uma competição, é um desastre humanitário.

19 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Vaticano – Cúmplice de crimes

Uma carta do Vaticano, escrita em 1997, pedia aos bispos católicos da Irlanda para não denunciarem à Polícia os casos de suspeita de abuso sexual contra crianças.

Uma carta, obtida pela emissora irlandesa RTE e fornecida à agência de notícias Associated Press (AP), documenta a rejeição do Vaticano a uma iniciativa da Igreja irlandesa para ajudar a Polícia a identificar os padres pedófilos.

A carta, citada pelo jornal britânico “The Guardian” enfraquece, assim, as persistentes afirmações do Vaticano de que a Igreja nunca instruiu os bispos para ocultarem evidências ou suspeitas de crimes de abuso sexual. (Continua… )

Nota: Compreende-se a pressa de P2 fazer um milagre.

19 de Janeiro, 2011 Ricardo Alves

Mini-saia desculpa violação, diz sacerdote ortodoxo

Um ilustre membro da igreja cristã ortodoxa russa saiu-se com esta: «Se uma mulher usa minissaia, isso é provocante (…) Se ao mesmo tempo estiver bêbada, isso ainda é mais provocante. E se procura contacto com outras pessoas, não deve ficar surpreendida se esse contacto acabar em violação».

Lembra-me qualquer coisa que um clérigo islâmico disse sobre «carne destapada», a propósito do véu.

Enfim, a fobia ao corpo da mulher parece ser comum às religiões abraâmicas. Há ali qualquer coisa que lhes foge ao controlo…

19 de Janeiro, 2011 Ricardo Alves

Viver a fé

Um casal gere uma pequena pensão. Um dia, outro casal bate-lhes à porta e pede um quarto com cama de casal. O primeiro casal recusa porque o segundo casal são dois homens.

Acabou em tribunal e, como é óbvio, o primeiro casal foi obrigado a pagar uma indemnização ao segundo.

Saídos do tribunal, queixaram-se de  que «a sentença judicial afecta negativamente a sua decisão de viverem de acordo com a fé professada por ambos». Segundo o cristianismo deles, discriminar é um direito. Mesmo num estabelecimento com porta aberta ao público.

18 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

As ideologias e os crimes

As boas ou más acções costumam ser apanágio de pessoas boas ou más, mas as acções más praticadas por pessoas boas exigem a abdicação da racionalidade que a demência ou o fanatismo da crença provocam.

Os crentes das diversas religiões envergonham-se da história das crenças que professam e costumam acusar os ateus das mesmas malfeitorias que a piedade inspirou.

Na Grécia Antiga apelidavam-se ateus os que acreditavam em deuses de outras cidades porque, no fundo, todos somos ateus com os deuses alheios. Os ateus só descrêem de mais um deus do que os mais fanáticos monoteístas.

Seria estultícia negar os crimes execráveis de ateus que detiveram o poder, de Estaline a Mao, de Pol Pot a Enver Hoxha, mas não consta que os milhões de mortos e deportados fossem vítimas da crença na virgindade de Maria, na infalibilidade do Papa ou nas conversas de Maomé com o arcanjo Gabriel. Mas os judeus, cristãos e muçulmanos têm o habito de se matarem por questões de fé. Às vezes por meras divergências teológicas.

Não se podem considerar crimes católicos as centenas de milhares de assassinatos do devoto Francisco Franco, apesar do apoio entusiástico do clero católico e de o Papa de turno ter abençoado a matança com a equiparação a cruzada. Nem Mussolini, Pinochet, Videla ou Salazar podem ser vistos como assassinos católicos apesar da paternal estima que os pontífices de Roma lhes prodigalizaram.

Só o padre Tiso,  ditador eslovaco, se pode considerar um assassino católico porque matava cristãos, por serem ortodoxos, e judeus por ser hábito. Também não lhe faltou o apoio unânime do episcopado e do Papa e o epíteto de enviado da Providência, antes de ter caído em desgraça.

Os ateus criminosos não quiseram converter ninguém ao ateísmo, excepto o demente Enver Hoxha que presidiu a um Estado oficialmente ateu, uma perversão semelhante a uma teocracia.

Crimes religiosos são os que se praticam por causa de uma crença, com o desejo de que ninguém tenha dúvidas sobre qual é o deus verdadeiro – o dos carrascos.

As cruzadas, a evangelização dos índios, a Inquisição, a Jihad, os  pogroms, os suicídios bombistas assassinos, o terrorismo contra infiéis, esses sim, são crimes religiosos pois são praticados em nome de um deus contra os crentes de um deus diferente. Confundir os sistemas totalitários com o ateísmo é o mesmo que confundir Urbano II, Estaline, Pio IX, Mao, talibãs e cruzados com democratas e humanistas.

O Opus Dei e a Al-qaeda são instrumentos do proselitismo. Não há equivalente ateu.

18 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Querem esquecer o passado

O Presidente do Conselho Pontifício para os Migrantes e Itinerantes, D. Antonio Maria Vegliò, admitiu dificuldades no diálogo entre comunidades de diferentes culturas e religiões na Europa, «sobretudo com o mundo islâmico».

Intervindo no XI encontro de agentes sócio-pastorais das migrações, em Fátima, D. António Vegliò disse que conteúdos diferentes atribuídos pelo mundo islâmico e pela cultura europeia aos mesmos conceitos podem estar na origens dessa dificuldade.