Loading
22 de Março, 2011 Eduardo Patriota

Religião pode ser extinta em 9 países ricos

Uma pesquisa baseada em dados do censo e projeções de nove países ricos constatou que a religião poderá ser extinta nessas nações. Analisando censos colhidos desde o século 19, o estudo identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirma não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça.

Não vou dizer que eu gostaria de ver todo o pensamento religioso extinto (e nem é ele que está em colapso). Acho isso um tanto dramático demais.  Mas, certamente, a religião organizada perder força pode ser algo positivo. Seria o declínio, quem sabe, de posições fundamentalistas de grupos que são facilmente manipulados pelo clero.

‘Em muitas democracias seculares modernas, há uma crescente tendência de pessoas que se identificam como não tendo uma religião; na Holanda, o índice foi de 40%, e o mais elevado foi o registrado na República Checa, que chegou a 60%’‘, afirmou Richard Wiener, da Research Corporation for Science Advancement, do departamento de física da Universidade do Arizona.

O estudo projetou que na Holanda, por exemplo, até 2050, 70% dos holandeses não estarão seguindo religião alguma.

22 de Março, 2011 Carlos Esperança

A crueldade da profissão

Por

Abraão Loureiro

Lembro-me quando ainda criança de me debruçar sobre o muro do seminário.
Lá em baixo, no campo da bola algumas vezes via rapazes de saiote jogando futebol. Pareciam alegres naqueles momentos. Felizes? Não sei. Apenas os via a uma certa distância.
Aos domingos eles saíam em filas de 2 acompanhados dos prefeitos para o passeio semanal. O percurso era sempre o mesmo mas sempre dava para que os olhos vissem o lado da liberdade. É bom saber que não eram jovens nascidos e criados em cidades mas sim em aldeias onde nem escolas havia e o modo de vida era duro começando o trabalho árduo desde muito cedo. Daí que esse passeio representava acima de tudo um dia de festa. Quantos terão ficado retidos de castigo por mau comportamento privados desse dia tão esperado?!

Época de miséria que fazia dos pobres a maior massa de alunos para a profissão religiosa. Sempre ouvi dizer que muitas famílias sem condições de sustento metiam as chamadas cunhas aos párocos para que os filhos pudessem entrar no seminário. Isso representava duas garantias. A alimentação e a instrução.

Para os mais abastados existiam outras regras. Pela ordem de nascença, um dos filhos era cruelmente encaminhado para o seminário com o fim de subir na vida com a garantia de um posto elevado. Elevado representa DINHEIRO e PODER e daí prá frente a continuidade do bem-estar do rebanho familiar. Manutenção dos estatutos feudais mesmo em regime republicano.

É certo que alguns dizem e até acredito, que ingressaram na carreira por sentido de vocação. Ámen. Acredito também que muitos outros foram seduzidos por catequistas, madrinhas, avós, mães, cérebro esvaziado pelo mundo que os rodeava, etc.. Garantidamente por namoradas não foram.

Também é certo que outros, influenciados pelos pais, frequentaram o curso com a finalidade única de fazerem o ensino com cama, mesa e roupa lavada gratuito para seguirem viagem até à Universidade.

Se os directores seminaristas adivinhassem as intenções, eles jamais comeriam de borla.

Dadas as regras para aceitação, outros, que por gosto ou desgosto só tiveram oportunidade de bater à porta de um mosteiro. Para estes não sei o que teria sido melhor, se o sanatório ou o convento. As depressões não são sentidas pelo doente. Não quero dizer com isto que os considero pessoas de má fé. Antes pelo contrário, acredito que vão imbuídos de bons sentimentos e dispostos a sofrer pelos outros.

Regras fundamentais da casa (mosteiro):
1º – Aqui quem manda sou eu. Democracia.
2º – Quem não cumprir as regras vai pró olho da rua. Compaixão.
3º – Quem tem dote tem direitos. Negócio.

Terminado o seminário o que fazer? Sair? Serviço militar obrigatório? Procurar emprego sem habilitações técnicas ou superiores? Com tantos anos de clausura como será o mundo lá fora? Enfim, um ror de questões para a sobrevivência porque daqui pra frente a única garantia é seguir a carreira profissional ao serviço do Estado Vaticano. É hora do acerto de contas. Gastamos e está na hora de começares a pagar em prestações. Ficas com um franchising modesto para início e se adquirires boas técnicas de marketing poderás mudar de estabelecimento para uma rua mais afreguesada.

Se o agora homem feito já sentindo o chão que pisa tiver olhos para os dinheiros que gere e um pouco de prosápia, poderá subir os degraus da vida tal e qual se sobe na política. É apenas uma questão de jeito e de jeitos.

Sofri mas aprendi. Reprimiram os meus pensamentos e desejos, que mais me resta nesta vida?

Tenho empregada doméstica para todo o serviço. Tenho beatas que não me saem da sacristia. Tenho tempo para ver o Sol e a Lua e ainda sobram uns trocados para ajudar algum familiar que ande à rasca para sustentar a família.

Ora que se lixe! O mundo que me perdoe mas eu vou continuar fingindo que acredito.

21 de Março, 2011 Carlos Esperança

Só a laicidade impedirá os confrontos

 

 

 

E é assim que falam da Europa que os acolheu.

Esta foto foi tirada durante uma manifestação ” A religião da paz” recentemente celebrada pela comunidade muçulmana, em Londres.
Não se publicou na imprensa nem na tv para não ofender ninguém…

MATAI  AQUELES QUE INSULTAM O ISLÃO; …..
EUROPA PAGARÁS:  A TUA DEMOLIÇÃO ESTÁ EM MARCHA;
EUROPA PAGARÁS:  A TUA EXTERMINAÇÃO ESTÁ A CAMINHO,…..

(Enviado pelo nosso leitor AJPB)

21 de Março, 2011 Carlos Esperança

Vidas roubadas por freiras e médicos

Redes de adopções ilegais «exportavam» bebés para o estrangeiro.

Freiras e médicos entregaram recém-nascidos a casais dos EUA e da América Central.

As redes de adopções irregulares que operaram até 1987 actuavam sobretudo em Espanha, mas também o fizeram fora. Diversos testemunhos e investigações de EL PAÍS indicam que estendiam os seus tentáculos a outros países.

Os bebés compravam-se, vendiam-se… e exportavam-se. A investigação levada a cabo por EL PAÍS permitiu descobrir que a fama das freiras e médicos que integravam as quadrilhas de roubo, venda e adopções irregulares de crianças atraiu a Espanha casais de outros países (EUA, México, Guatemala, Venezuela…) que não podiam ter filhos. Assim o fizeram Roswitha Huber, natural de Hollabrunn (Áustria) y Roland Edward Ryder, de Seymore, Texas (EUA). O filho que recolheram na clínica San Ramón de Málaga, Randy, há 10 anos que procura a mãe biológica.

Continue e leia a sua história em El País

20 de Março, 2011 Carlos Esperança

Sábado em Cantanhede

Este Sábado teve lugar no auditório da Biblioteca de Cantanhede um colóquio sobre religiões, organizado pelos alunos do 12.º ano da Escola Secundária.O auditório estava cheio.

Além do moderador, fizeram parte da mesa um membro da Fé Bahá’í, um budista, um ateu, em representação da Associação Ateísta (eu), um muçulmano, um judeu e um católico (padre).

De forma civilizada mas contundente esgrimi argumentos, não contra os crentes, mas contra as crenças. Outros, incluindo o padre católico, dedicaram-se a identificar a fé com a paz e o amor. Só o muçulmano defendeu a supremacia do homem sobre a mulher. A menstruação foi o único argumento, o que levou uma ateia a confrontá-lo com o despautério.

Finalmente houve uma prenda para cada orador. Uma excelente garrafa de vinho. Há muito que não me ria tanto como quando agradeci à comissão organizadora terem brindado o muçulmano com uma bela garrafa de vinho que, nesse momento, segurava sem que Maomé visse.

19 de Março, 2011 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa – Crucifixos nas escolas

COMUNICADO

 

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP), regozijou-se em Novembro de 2009, com a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo, proibindo os crucifixos nas escolas, considerando-os susceptíveis de perturbarem “as crianças de outros credos” e tendo, por isso, condenado a Itália.

A AAP vê agora, com perplexidade, o mesmo tribunal, perante o recurso italiano, revogar a doutrina que defendia a laicidade e a liberdade religiosa, sem privilégios para qualquer confissão e sem que os Estados se imiscuíssem sobre assuntos que pertencem ao foro individual. O TEDH considerou então – bem – a presença de crucifixos nas escolas «contrário ao direito dos pais de educarem os filhos de acordo com as suas convicções» e «ao direito das crianças à liberdade religiosa e de pensamento».

 

A exibição de símbolos religiosos particulares em edifícios públicos é tão inadmissível como seria a exibição do busto da República nas igrejas. Ignora o princípio da liberdade religiosa, a igualdade dos cidadãos e a separação do Estado e das Igrejas.

Deixar ao arbítrio dos Estados cuja Constituição é omissa em relação à imposição da laicidade (o que não é o caso da CRP) é estimular o proselitismo religioso e permitir a chantagem das confissões melhor instaladas nos aparelhos de Estado.

A Associação Ateísta Portuguesa repudia e lamenta uma decisão jurídica que abre espaço ao regresso das lutas religiosas numa Europa herdeira do Iluminismo, num espaço de liberdade onde as querelas religiosas foram ultrapassadas, depois de muitas lutas, com a separação dos Estados e das Igrejas.

Numa altura em que o proselitismo dos diversos credos assume níveis perigosos de confronto, é um retrocesso civilizacional estimular querelas ultrapassadas e abrir uma crispação que só a laicidade consegue conter.

Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 18 de Março de 2011

18 de Março, 2011 Carlos Esperança

Superstição, ignorância e maldade

Cristãos afirmam que terremoto no Japão foi castigo divino contra população do país

Será que o terremoto foi no Japão foi castigo divino? Deus quem enviou a tsunami para o Japão? Alguns cristãos estão afirmando que o terremoto que assolou o país asiático é um castigo de Deus contra os japoneses. As explicações para a afirmação são as mais diversas, desde versículos da Bíblia até o fato de apenas 1% da população ser cristã.

17 de Março, 2011 Carlos Esperança

“…no debería haber capillas en las universidades públicas”

Por

E – Pá

Nos domínios do cardeal Rouco Varela, acende-se uma questão religiosa que tem por pano de fundo a Universidade Complutense (Madrid), as suas 5 capelas, um grupo de alunos[as] contestatários, um avisado reitor… e um incontornável convénio com a Conferência Episcopal (espanhola).

Uma mistura explosiva…

E uma interessante entrevista ao El País do reitor Carlos Berzosa link