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24 de Agosto, 2011 Ricardo Alves

A separação final

Joseph Ratzinger chefia uma Igreja que é um estado. Em visita a Espanha ou Portugal, explora oportunamente essa duplicidade: enquanto último monarca absoluto da Europa, é recebido pelas autoridades estatais; enquanto líder religioso, opina sobre política interna (da contracepção ao suicídio assistido e ao casamento civil) – o que jamais seria tolerado a outro chefe de Estado estrangeiro.

Respeito inteiramente o direito de Ratzinger de se dirigir àqueles que o reconhecem como Papa, ou valorizam as suas orientações. Mas noto que só quando a Santa Sé deixar de ser reconhecida como Estado se resolverá a questão da separação entre política e religião nos países que foram católicos. Ao contrário do Irão, da Arábia Saudita ou da Coreia do Norte (onde num dia desejavelmente próximo as burocracias dogmáticas locais, clericais ou estalinistas, serão derrubadas pelos respectivos povos), o Vaticano moderno, que deve a sua definição territorial a Mussolini, não tem povo próprio. O último estado da Europa sem separação de poderes, e o único do mundo sem maternidade, intervém na Assembleia Geral da ONU como tal, embora represente sempre uma religião e não um povo.

A laicidade só será plena nos países latinos quando a ICAR for apenas uma instituição da sociedade civil. Como o são as outras comunidades religiosas em Portugal, sem que isso todavia diminua a sua liberdade.

(A minha terceira crónica no i.)

24 de Agosto, 2011 Carlos Esperança

Bento 16 deixou Espanha

B16 deixou Espanha convencido de que Jesus Cristo é o único redentor da humanidade e a mãezinha dele a rainha dos Céus dos católicos romanos.

A humanidade existia há muitos milénios quando JC foi promovido a «redentor», sem que  a vinda desse judeu, que provocaria mais uma religião, estivesse na origem de uma vida para além da morte na qual o próprio papa teria dificuldade em acreditar se não fossem tão fartos os proventos.

A reincidente visita de Ratzinger a Espanha insere-se na obsessão de recristianizar uma Espanha onde o medo da Igreja e do franquismo conseguiu pôr um povo de joelhos. A sua intromissão na política interna é uma evidência que a raiva contra as leis da família pôs a descoberto. Foi uma ajuda ao PP para as eleições que se avizinham.

O ditador vitalício do Vaticano não pediu perdão ao povo espanhol pela colaboração da sua Igreja com a ditadura franquista, com os seus crimes e com a onda de terror que, durante anos, percorreu Espanha.

O Vale dos Caídos, construído pelos escravos que estiveram do outro lado da barricada, na guerra civil, é um monumento à maldade e espírito vingativo do clero romano. Não é preciso absolver os crimes praticados pelos republicanos para condenar a conduta do catolicismo durante e após a guerra civil.

Os dois últimos papas, com as canonizações provocatórias, não fizeram mais do que dar o aval aos que se comprometeram com uma das mais sangrentas ditaduras europeias.

O regresso do Papa ao bairro do Vaticano deixa a Espanha com ar mais respirável.

23 de Agosto, 2011 José Moreira

“E não separe o Homem…”

Fazendo “zapping” pela TV, deparei-me com o programa da manhã da TVI. Debatia-se o problema da violência doméstica e, a certa altura, o psicólogo Quintino Aires aponta, sem apelo nem agravo, o dedo à Igreja Católica, acusando-a de ser fortemente responsável por muitos dos casos de violência doméstica. Apontou um exemplo concreto de uma senhora: Tendo-se divorciado do marido, devido a frequentes maus-tratos, mas não perdendo de vista a sua formação católica, foi confessar tamanho “pecado”. Quando o padre confessor lhe fez a pergunta sacramental acerca do arrependimento, a confessanda declarou, naturalmente, que não estava arrependida. Facto que lhe valeu não não só não ter sido absolvida como, também, o afastamento da igreja.
Recordo-me de ter visto e ouvido, também na TV e há tempos, o testemunho de uma outra senhora que, sendo alvo das sucessivas agressões do companheiro, se foi aconselhar com o padre. Este, como sapiente conselho, recomendou-lhe “humildade” para com o companheiro. Provavelmente, não lhe chegou a língua para dizer “humilhação”. Ou não sabe a diferença (que é muita) entre as duas palavras.
O Dr. Quintino Aires foi, apesar de tudo, bastante meigo para com a Igreja Católica. Porque a chantagem começa logo no acto do casamento. Quando o padre os declara marido e mulher (nunca mulher e marido…) trata logo de acrescentar: “E não separe o Homem aquilo que Deus uniu”. Não se pode ser mais fraudulento! Para “unir”, é Deus; para “separar”, é o Homem. Deus manipulado à vontade e conveniência da Igreja. Aliás, o que se pode esperar de um deus inventado? E o que pergunto, é: o deus que “uniu” já não pode separar? Porquê? Não tem poder para isso? Ou não quer? Ou é a ICAR que não quer? O cônjuge violentado terá de sofrer “até que a morte os separe”? Porque é assim a vontade de Deus? Ou é assim a vontade da Igreja Católica?

Em simultâneo no À Moda do Porto

21 de Agosto, 2011 Ludwig Krippahl

Treta da semana: decida-se…

Segundo discursou Joseph Ratzinger recentemente em Espanha, «sabemos bem que fomos criados livres, à imagem de Deus, precisamente para ser protagonistas da busca da verdade e do bem, responsáveis pelas nossas ações e não meros executores cegos, colaboradores criativos com a tarefa de cultivar e embelezar a obra da criação. Deus quer um interlocutor responsável, alguém que possa dialogar com Ele e amá-Lo.»(1) Tirando o problema de, na verdade, não saberem isto – apenas acreditam, mas não há justificação objectiva para considerá-lo conhecimento – o conselho implícito parece-me bom. Temos de ser responsáveis, buscar a verdade e ter capacidade para dialogar. Infelizmente, Ratzinger trata também de contradizer estes conselhos.

Dialogar exige procurar razões em comum de onde se possa encetar um raciocínio partilhado. Se um afirma que a Terra é plana e o outro defende que é esférica, não pode ser esse o ponto de partida para uma conclusão. Terão de concordar primeiro acerca do que conta como evidências e se essas evidências existem de forma a suportar alguma das hipóteses. Fotografias tiradas de órbita ou a sombra que a Terra projecta na Lua durante um eclipse lunar, por exemplo. Só assim se pode ter um diálogo racional que ajude a resolver a divergência. No entanto, os católicos fazem como Ratzinger e presumem que «fomos criados livres, à imagem de Deus» é o ponto de partida. Recusam-se a apresentar evidências que possam suportar essa alegação e ainda afirmam que estas coisas são verdades impossíveis de testar, excluindo logo à partida a possibilidade de partilhar razões com quem não acredite nisto, o que impossibilita o diálogo. Se os católicos são bons a dialogar com o seu deus é apenas por se tratar de um monólogo.

Ratzinger critica também os «muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si sós, o que é verdade ou não». Suspeito que a crítica se dirija a ateus como eu, o que é irónico visto não sermos nós quem se arroga infalível, em certas matérias, por alegada orientação divina. E isto contradiz directamente a sua exortação à procura da verdade. Só quem deseja decidir por si se algo é verdade ou não é que pode procurar a verdade. Quem, pelo contrário, delegar essa tarefa a terceiros, limitar-se-á a enfiar barretes.

Quer também Ratzinger que os jovens, e todos nós, sejamos «responsáveis pelas nossas ações e não meros executores cegos», o que é de louvar. Mas depois aponta o dedo a quem quer «decidir, por si […] o que é bom ou mau, justo ou injusto», e que, ao contrário das palavras que «instruem, sob alguns aspectos, a mente; as palavras de Jesus, ao invés, têm de chegar ao coração, radicar-se nele e modelar a vida inteira». Considerando que as alegadas palavras de Jesus chegam por via de “testemunhado” e “interpretação” da parte de profissionais como o Ratzinger, o que ele está a recomendar é que sejamos eticamente responsáveis mas sem decidirmos o que é justo ou injusto e aceitando o que ele nos diz sem pensar muito no assunto. Isto é claramente contraditório.

Um artigo recente na Spiegel relata uma correlação significativa entre o secularismo e a ética, com os descrentes sendo mais tolerantes e tendo mais tendência a opor a discriminação, a guerra e a pena de morte do que os crentes no mesmo nível de educação e estrato social. O título do artigo pergunta se o secularismo torna as pessoas mais éticas (2), mas penso que, em grande parte, será o contrário. O que o Ratzinger propõe é uma contradição porque ninguém pode ser responsável nas suas decisões se delega a terceiros algo tão fundamental como distinguir o justo do injusto e o bom do mau. Bombistas suicidas e outros fanáticos fazem-no, convictos de cumprir a vontade do seu deus, mas quem se sente constrangido por considerações éticas não aceita facilmente a conversa dos alegados representantes divinos. E uma vez assumida a responsabilidade por estas decisões, a religião perde o seu papel fundamental, restando apenas o hábito e o medo de desiludir pais e avós. Para muitos isso não é suficiente para continuar adepto.

Segundo o Papa, e muitos bispos, o problema principal da Igreja é o ateísmo. Mas nas críticas ao ateísmo acaba por deixar a descoberto o verdadeiro problema do catolicismo. Dizem buscar a verdade mas abdicam da capacidade de determinar o que é verdadeiro e o que é falso. Dizem assumir responsabilidade ética mas delegam a responsabilidade de decidir o que é bom e o que é mau. E dizem querer dialogar mas não reconhecem a necessidade de justificar as suas premissas de forma que os outros as possam aceitar. O maior inimigo da Igreja católica não é o secularismo. É o catolicismo.

1- Canção Nova, Discurso do Papa na Festa de Acolhida dos jovens na JMJ 2011. Obrigado ao Ilídio Barros pelo link.
2- Spiegel Online, Does Secularism Make People More Ethical?. Já não me lembro onde vi isto primeiro, mas recentemente foi via o João Vasco no DA.

Em simultâneo no Que Treta!

20 de Agosto, 2011 João Vasco Gama

O secularismo torna as pessoas mais éticas?

«Os não crentes são frequentemente mais educados, mais tolerantes, e sabem mais a respeito de Deus que os crentes. Novas pesquisas têm tentado perceber o que se passa na mente do sempre-crescente grupo de pessoas conhecido como os “nadas”.»

Estas palavras não são minhas, são a minha tradução da introdução de um artigo da Spiegel, denominado «O secularismo torna as pessoas mais éticas?», que recomendo vivamente a quem se interessa por estes temas.

19 de Agosto, 2011 Eduardo Patriota

Rede TV! e igreja processados por declaração contra ateus

Lá vem os religiosos pregando um pouco mais do seu ódio contra todos aqueles que não lhes pagam dízimos, ou melhor, contra aqueles vacinados contra religião que não acreditam em deuses. Mas desta vez, eles pagarão por suas línguas que salivam preconceito.

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo moveu ação civil pública contra a emissora Rede TV! e a Igreja Internacional da Graça de Deus pela veiculação de mensagens ofensivas contra pessoas ateias. Nela, o órgão pediu que ambas se retratem no programa de onde partiu as declarações, bem como esclareçam à população sobre a diversidade religiosa e liberdade de crença no Brasil durante o dobro do tempo usado nas supostas ofensas.

Durante a edição do programa O Profeta da Nação de 10 de março, o apresentador disse: “Só quem acredita em Deus pode chegar pra frente. Quem não acredita em Deus pode ir pra bem longe de mim, porque a pessoa chega pra esse lado, a pessoa que não acredita em Deus, ela é perigosa. Ela mata, rouba e destrói. O ser humano que não acredita em Deus atrapalha qualquer um. Mas quem acredita em Deus está perto da felicidade.

19 de Agosto, 2011 José Moreira

O Papa e a Ciência

Que o Papa não gosta de Ciência, já todos sabíamos. Quanto mais não seja porque, como alguém já disse, a cada passo da Ciência corresponde, inevitavelmente, um recuo da religião – seja ela qual for. Acontece, porém que, ao contrário do que acontecia em tempos que não voltarão, a religião já não consegue travar a Ciência. Pelos vistos, porém, Joseph Ratzinger ainda não se apercebeu disso. Provavelmente anda distraído, de contrário não faria apelos tão retrógrados como este.

Limites para a Ciência, senhor Ratzinger? Quais limites, se faz favor? Está com medo de quê? De que o seu moribundo “deus” faleça de vez?

Em simultâneo no À Moda do Porto.

18 de Agosto, 2011 Carlos Esperança

O Papa em Madrid

Parasitando o erário público dos espanhóis, acompanhado de 800 bispos, arcebispos e cardeais, mais 8 mil padres e numerosos polícias, Bento 16 arrastou a Madrid a maior concentração de sotainas à superfície do Planeta.

A viagem de negócios devia ser a expensas do Vaticano onde funciona um banco com regras pouco transparentes e poupar um país em dificuldades económicas aos gastos supérfluos e ao histerismo das multidões atraídas pelas estrelas pop.

Enquanto em Madrid o ditador vitalício do Vaticano fala da família, assunto de que não tem a mais leve experiência, em Palencia começa a exumação de 250 cadáveres de autarcas e sindicalistas que o ditador Franco mandou assassinar perante o silêncio da ICAR e o entusiasmo de muitos dos seus clérigos. A estas vítimas do fascismo espanhol não se refere o celibatário protector do Opus Dei.

Durante o espectáculo pio encenado em Madrid morrerão na Somália, à fome e à sede, ignorados pelos devotos do Papa, centenas de infelizes que seriam salvos se o dinheiro gasto com o regedor do Vaticano lhes fosse destinado. Claro que ao auto-proclamado representante de Cristo só interessam as almas e a divulgação dos seus preconceitos.

Onde os reis-católicos Fernando e Isabel grelhavam judeus está hoje o Papa a ranger os dentes contra a laicidade e as leis da família que os espanhóis votaram livremente. Não é difícil adivinhar no frio ditador o ódio que nutre pela liberdade mas a Espanha já é mais filha do Iluminismo e da revolução Francesa do que da Contra-Reforma.

Viva a Espanha. Não é por acaso que a Associação de Teólogos João XXIII, o Fórum dos padres de Madrid e as redes de cristãos de base condenam a ostentação e os gastos supérfluos com a deslocação de B16.

Os ateus têm manifestado o seu desagrado por esta viagem exibicionista e encontram-se na vanguarda da marcha laica que acentua a decadência do catolicismo espanhol.

 

Ateo gratias.

17 de Agosto, 2011 Ludwig Krippahl

Criacionismos.

Uma conversa recente com o Mats e o Miguel Panão ilustrou algumas semelhanças entre o criacionismo dos cristãos evangélicos e o dos católicos. Como é norma em tretologia, ambos se defendem como se, para justificar uma crença, bastasse não haver provas em contrário. O Mats diz que precisamos de «encontrar a força natural, não-inteligente, aleatória, que tenha a capacidade de criar um sistema como o da lingua do pica-pau»(1) ou, caso contrário, devemos crer que foi tudo criado pelo deus dele em seis dias, há cerca de dez mil anos. Encontrar esse deus, no entanto, parece ser desnecessário. O Miguel Panão vai mais longe, mas na mesma linha. «Criar em Deus consiste em conferir ser ao não-ser, não consiste neste ou naquele processo»(2). Como não se pode aferir se um deus “conferiu ser” a algo que não era, o Miguel não só dispensa evidências positivas a favor da sua hipótese como exclui até a possibilidade teórica de alguma coisa o contradizer. Mesmo que se descubra todas as reacções químicas que originaram a vida e as espécies modernas, o Miguel dirá sempre que foi o deus dele a “conferir ser”. O que quer que isso seja.

Esta forma de adoptar crenças obriga a inconsistências. Durante muito tempo, conveio a esta religião reivindicar desgraças como provindo do seu deus mas, hoje, à parte de alguns tele-evangelistas, preferem a apresentar os desastres como naturais e deixar ao deus só as coisas boas. No entanto, é tão difícil “encontrar a força” que faz tremer a Terra como a que faz as populações evoluírem. Em ambos os casos, só se pode inferir o processo como explicação para o que se observa. Se o Mats sujeitasse a hipótese da origem natural dos terremotos ao mesmo crivo com que rejeita a evolução das espécies, não conseguiria safar o seu deus de responsabilidade por estas coisas. O mesmo para o Miguel Panão. Se o deus deste “confere ser” ao que não é, independentemente do processo por que surge, então também terá “conferido ser” ao tsunami que matou duzentas mil pessoas em 2004, ou ao parasita da malária que mata um milhão por ano.

Além de ambos avaliarem a hipótese da criação divina de forma inconsistente com o que fazem na maioria dos casos, também erram na confiança que nela depositam e na importância que lhe dão. «Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.» Os crentes por vezes apontam que os ateus e cépticos também têm crenças. Claro que têm. Crer é aceitar proposições como verdadeiras, pelo que não crer em nada implica ou ignorar tudo ou ser inconsistente. Mas a crença dos cépticos é proporcional às evidências que suportam as hipóteses e, por isso, vem sempre depois da evidência e é sempre provisória. Ou seja, está integrada numa rede consistente e dinâmica de crenças onde todas são tratadas da mesma forma. A crença da fé é a crença da excepção, exigindo que um conjunto de hipóteses seja aceite em definitivo e antes de qualquer evidência. O que também leva à ignorância, porque o conhecimento exige justificação e capacidade de corrigir erros, e à inconsistência na forma de avaliar hipóteses.

Outro ponto comum é que ambos os criacionismos são inúteis, e até contraproducentes, para a nossa compreensão do universo. Não duvido que ajudem a manter a importância social das igrejas e dos profissionais da religião, mas o propósito cognitivo de um relato sobre a origem da vida ou do universo é esclarecer como surgiram. Para isso, não adianta a hipótese de ter sido tudo criado pelo milagre misterioso de alguém invisível.

O criacionismo evangélico e o criacionismo católico são diferentes nos detalhes, mas semelhantes no fundamento. Os criacionistas evangélicos tentam deturpar as descobertas cientificas e enganar o publico acerca dos factos. A idade da Terra, o Dilúvio, a treta da informação codificada e afins. Os católicos dizem que aceitam a ciência, mas acabam por deturpá-la também, enquanto método, ao defender que é igualmente legítimo saber coisas por magia. Chamam-lhe teologia, mas dá no mesmo. E se bem que em países como os EUA o criacionismo evangélico seja o mais prejudicial, por cá, onde muita gente sabe que os Flintsones não existiram de verdade, o criacionismo católico pode ser o mais nefasto. Não só pela falsa autoridade que confere aos “peritos” da teologia, como também pela forma insidiosa com que mina a ciência ao propagar a ideia de que investigar as coisas com rigor e atenção aos erros é muito bonito mas, para saber a Verdade, é acreditar no padre que o espírito santo depois logo inspira. Isto dá jeito à Igreja mas, para o resto da sociedade, é prejudicial.

1- Comentários em Treta da semana: “nephesh hayyah”
2- Comentários em Jornada fé e ciência (2008)

Em simultâneo no Que Treta!