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22 de Setembro, 2011 Carlos Esperança

A lenta erosão do catolicismo (2)

Bento 16 vai encontrar Igreja dividida e cada vez menor na Alemanha

De um lado estão os movimentos conservadores que o apoiam; do outro, os liberais que pedem mudanças: Bento 16 inicia nesta quinta uma visita a um país onde a Igreja Católica está dividida e perde fiéis.

Queixas sobre a posição do Vaticano em relação a temas como sexualidade, divórcio e celibato deverão acompanhar a visita do papa Bento 16 ao seu país natal, que se inicia nesta quinta-feira (22/09) em Berlim.

22 de Setembro, 2011 Carlos Esperança

A lenta erosão do catolicismo

Alemanha: Vaticano destaca «descristianização» do país

Missal da viagem de Bento XVI lembra ação da Santa Sé na reunificação alemã, após décadas de separação

Cidade do Vaticano, 21 set 2011 (Ecclesia) – O Vaticano considera que a próxima visita de Bento XVI à Alemanha, entre quinta-feira e sábado, vai enfrentar o “progressivo processo de secularização” num país de “antiga tradição cristã”.

22 de Setembro, 2011 Abraão Loureiro

Garanto que não é um caso de homofobia

Entrevista com José António Saraiva

Não acha que todos os cidadãos devem poder beneficiar dos direitos associados ao casamento, sobretudo os direitos sucessórios?

Penso que esses direitos já estão garantidos na lei que regula as Uniões de Facto [Lei 6 e Lei 7/2001, de 11 de Maio]. “A esse respeito, conto uma história curiosa: um meu ex-colega começou a viver com uma senhora que tinha alguns bens, sem pensarem em casar. Mas a certa altura verificaram que, naquela situação, os filhos dele herdavam parte dos bens da senhora. Foram obrigados a casar, com separação de bens, para resolverem esse imbróglio e não haver heranças “cruzadas”.” Por isso, insisto: a luta dos gays pelo casamento teve objectivos puramente ideológicos.

Meu comentário que não saiu nessa página:

Antes de tudo convém referir que não sou gay.

Ora bem, se o casal que vivia em união de facto teve de casar com separação de bens para evitar que os filhos dele herdassem parte dos bens da senhora, o mesmo pode acontecer com dois homossexuais que vivam em união de facto e que tenham filhos também. E neste caso como resolver a situação sem um casamento oficial com separação de bens?

20 de Setembro, 2011 José Moreira

Imagine…

Há dias, o companheiro Luís Grave Rodrigues fazia publicar, neste mesmo espaço, uma fotografia das “Torres Gémeas“. Sobre a fotografia, a legenda “Imagine que não havia religiões”. A mensagem era óbvia, e só não a entendeu quem não quis. Mas alguns dos que a entenderam, decidiram fazer cair o Carmo e a Trindade. Designadamente, e de forma mais ou menos explícita, “aqui d’el-rei que os ateus têm a mania de generalizar, e tratam de ligar religião a terrorismo”.

Uns exagerados, estes ateus.

Convido os leitores a seguir esta ligação. Depois, podem, os do costume, continuar a berrar que religião e terrorismo são incompatíveis.

19 de Setembro, 2011 Carlos Esperança

Momento zen de segunda_19-09-2011

João César das Neves (JCN) é um dos raros exemplares de crentes que acreditam na sua Igreja e que julgam que é a única verdadeira e santa.

Na sua beata devoção, JCN vê apenas pequenos delitos, frutos da época, nas atrocidades cometidas ao longo da história do catolicismo romano. Para ele, os crimes violentos não passam de «erros, abusos, conflitos, violências e injustiças».

Omite deliberadamente a evangelização e o extermínio dos índios na América do Sul do mesmo modo que esquece o carácter anti-semita do Novo Testamento e os  pogroms, a que não faltaram as bênçãos e a participação activa do clero católico ou os desvarios da contra-reforma. Muito menos lhe ocorre a cumplicidade com Franco, Hitler, Mussolini, Jozef Tiso, Pinochet, Videla, Salazar e outros monstros amigos do papa e da hóstia.  

Queixa-se o bem-aventurado beato do exagero com que os próprios católicos execram «a Inquisição, as Cruzadas, o poder temporal do Papado e, agora, a pedofilia» – únicos erros ou abusos que reconhece –, mas cuja crítica considera «descabida e injusta».

A sua homilia de hoje, no DN, «A santa vergonha» é mais uma reprimenda aos que não se conformam com as barbaridades da sua santa Igreja do que às atrocidades de XX séculos. JCN não é capaz de aceitar a responsabilidade de numerosos papas e da Igreja na espoliação dos países pobres, na escravatura e no atraso dos povos que oprimiram.

JCN admite que «muitos católicos se envergonham hoje da gloriosa história da sua fé» mas atribui o facto, não aos desmandos do clero mas aos ataques de que a Igreja tem sido alvo. A inocente !!!!