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14 de Junho, 2012 Carlos Esperança

A tarefa exige mais cardeais…

O cardeal Marc Ouellet, legado pontifício no 50º Congresso Eucarístico Internacional de Dublin, se reuniu com as vítimas de abusos sexuais por parte de clérigos para reafirmar o pedido de perdão em nome do papa Bento XVI e da Igreja.

Segundo o Vaticano, o encontro foi realizado na terça-feira no santuário ‘Purgatório de São Patrício’, às margens do lago Lugh Derg, no norte da Irlanda, e contou com a participação de homens e mulheres de várias dioceses irlandesas que sofreram abusos sexuais por parte de clérigos nas últimas décadas.

13 de Junho, 2012 Carlos Esperança

A guerra civil espanhola ainda não terminou

Ainda não houve coragem para julgar o regime do grotesco líder Francisco Franco, um dos maiores genocidas do século passado. É ocioso referir a crueldade e a violência com que os defensores da República, sufragada pelo voto popular, retaliaram a horda fascista abençoada pelo Papa e acolitada pelas sotainas, com a designação de cruzada.

A Espanha que derrubou Azaña, notável escritor, jornalista e político, várias vezes chefe do Governo e presidente da 2.ª República, é o País dos Reis Católicos, o espaço europeu onde, sem ter havido Reforma, a Contra-Reforma atingiu o apogeu da desumanidade. A guerra civil de Espanha (1936/39) foi o laboratório do fascismo e o franquismo fez aos adversários o que a Inquisição havia feito aos judeus, hereges e bruxas.

Azaña, exilado, perseguido e humilhado, em França, pelos esbirros de Franco, pouco tempo resistiu ao início do golpe que derrubaria o regime democrático, à semelhança do que, 35 anos depois, aconteceria, no Chile, a Allende, com sacrifício da vida. Franco foi o Pinochet precoce que testou o fascismo. Finda a Grande Guerra, de 1939/45, apesar da promessa inglesa de erradicar todas as ditaduras europeias, tornou-se ditador vitalício até que a doença o abateu, bem confessado, comungado e ungido.

As valas comuns, onde centenas de milhares de cadáveres aguardam exumação, tiveram como efeito colateral a demissão do corajoso juiz Baltasar Garzón, perante o júbilo dos nostálgicos do fascismo e dos magistrados educados nas madraças franquistas.

Mas a guerra civil, que dilacerou Espanha e provocou uma orgia de sangue entre os dois lados da barricada, está longe de terminar. Apesar das canonizações que os dois últimos pontífices distribuíram entre os franquistas, incluindo Escrivá de Balaguer, não há água benta que sirva de lixívia às nódoas de sangue da ditadura clerical-fascista de Franco.

Após a vitória dos sediciosos fascistas, os fuzilamentos dos adversários prolongaram-se durante vários anos, perante o silêncio e a conivência do clero espanhol e a indiferença dos Aliados que deixaram a Península Ibérica entregue aos seus ditadores.

Se julgámos que todos os horrores já eram conhecidos, apareceram arrepiantes provas de bebés roubados ao longo dos anos do franquismo. Durante décadas, milhares de crianças foram afastadas das mães, após o parto, e entregues como filhos biológicos a outras famílias. Começou como repressão política, logo após a Guerra Civil espanhola, e converteu-se num negócio organizado por médicos, padres e freiras, que se prolongou durante a democracia e que só agora começa a ser investigado.

«Segundo a Associação de Afetados por Adoções Irregulares (ANADIR), podem ter sido roubadas cerca de 300 mil crianças, em Espanha, entre as décadas de 50 e 90, e muitas delas nunca suspeitarão da sua verdadeira identidade biológica. A associação diz ter dados que permitem calcular que, em 2 milhões de adoções realizadas nessas décadas, 15 por cento basearam-se em certidões de nascimento falsas. Agora, as probabilidades de mães e filhos se encontrarem dependem, em grande parte, dos seus dados de ADN coincidirem».

13 de Junho, 2012 Administrador

Transição

Como já deve ser do conhecimento de muitos, estamos a iniciar a transição para um novo domínio.
Poderão ocorrer algumas dificuldades, resultantes de estarmos a experimentar novas soluções.
Prometemos ser breves e, a seu tempo, divulgar a nova casa.

12 de Junho, 2012 Carlos Esperança

Pode ser que a ICAR emigre

Bento XVI encorajou hoje a presença da Igreja Católica nos aeroportos e no mundo da aviação civil, procurando “não tratar nunca com indiferença quem se encontra” nestes espaços.

“Penso naqueles que vivem uma expectativa cheia de angústia na tentativa de transitar sem os documentos necessários, como emigrantes ou requerentes de asilo; penso nas dificuldades causadas pelas medidas para combater os atos terroristas”, disse o Papa, no Vaticano, na abertura do 15.º seminário mundial dos capelães católicos e membros das capelanias da aviação civil.

12 de Junho, 2012 Carlos Esperança

Citação

O mundo seria muito mais pacífico se todos fôssemos ateus
(José Saramago)

11 de Junho, 2012 Abraão Loureiro

10 de Junho, 2012 Carlos Esperança

O dinheiro sujo do Vaticano

O banqueiro Gotti Tedeschi suspeitava que algumas das contas cifradas abertas na Santa Sé ocultavam fundos ilícitos de empresários, políticos e chefes da Máfia.

Durante os últimos meses à frente do banco do Vaticano, o economista Ettore Gotti Tedeschi, de 67 anos, viveu temendo que algum dos homens fortes da Igreja, com ou sem barrete, dessem a ordem para matá-lo.

Na possibilidade de isso acontecer, construiu com paciência de filatelista um volumoso dossiê que a sua secretária teria de entregar depois da sua morte a dois amigos seus, um advogado e um jornalista, para que eles, por sua vez, o fizessem chegar a um terceiro amigo: o Papa.

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