18 de Julho, 2015 Carlos Esperança
A tragédia continua…
Mais uma carnificina que começou com a invasão de Cruzados atuais.

Mais uma carnificina que começou com a invasão de Cruzados atuais.

Comoção geral em Coimbra
A Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, ou Lúcia, simplesmente, faleceu hoje, inevitavelmente num dia 13, aos 97 anos.
A afamada vidente cuja ocupação principal era a oração entregou a alma ao criador. Desconhecia a popularidade que granjeara fora do convento e tinha do mundo a visão que a madre superiora e os sucessivos diretores espirituais lhe impingiram.
Nascida a 22 de Março de 1907 no lugar de Aljustrel foi muito precoce a receber o primeiro sacramento, ao 8.º dia, livrando-se da chatice do Limbo graças à água benta e às rezas.
Foi escolhida para fazer recados à Senhora de Fátima, que a visitou várias vezes. «Em reconhecimento, a Senhora voltou a aparecer-lhe em 26-08-1923, no Asilo de Vilar, Porto; 10-XII- 1925, em Pontevedra, Espanha,(revelação dos primeiros sábados); 13 de Junho de 1929, em Tuy, Espanha, (Nossa Senhora pede a consagração da Rússia). Em fins de Dezembro de 1927, a Irmã Lúcia escreve a descrição da Aparição do Menino Jesus que teve lugar em Pontevedra, no dia 15 de Fevereiro de 1926» – lê-se na biografia oficial.
Ainda criança, visitou o Inferno com uma bolsa de estudo que a senhora de Fátima lhe deu para, entre outras coisas de estarrecer, lhe mostrar um republicano de Vila Nova de Ourém que não ia à missa. De todas estas verdades deu conta aos pecadores e só não acreditou quem não quis.
Adversária do divórcio e da minissaia, a cuja moda nunca aderiu, escreveu a Marcelo Caetano a pedir a sua proibição. Morreu solteira e virgem, características que, a partir de agora, lhe auguram uma fulgurante carreira de santidade.
A ICAR não concedeu a exclusividade dos direitos de transmissão da sua morte a nenhum dos vários canais televisivos interessados.
A carta de 24/02/1971 da Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, vidente de Fátima, cuja longevidade lhe atrasou a carreira de santidade, a apelar ao Prof. Marcelo Caetano para que a lei do divórcio fosse abolida do Código Civil, não obteve resultados práticos.
F.
A situação difícil por que passam os ateus, com os espaços confiscados pela Igreja católica, começa a ser resolvida nas cidades.
Por exemplo, Coimbra passou há pouco a ter dentro de um edifício que é propriedade da Igreja, espaços alugados (como todos) onde a cruz romana é convenientemente tapada pela Agência Funerária, quando tem instruções para o fazer.
Depois de mortos, tal como em vida, não há deus, nem deus que nos valha. Temos de confiar nos que nos amam e respeitam para nos pouparem ao incenso e à água benta (que não se distingue da outra).
Nos locais de cremação é habitual procederem de igual modo.
Esperando que demore a precisar de que lhe defendam a memória,
Apresento-lhe as habituais saudações ateístas.
Por
Frei Bento
Caríssimos irmãos em Cristo, apenas duas letras de despedida. Podereis considerar que uma semana sem vir ao DduA é pouco, mas para mim será uma eternidade.
E se eu sei o que é uma eternidade!!!
Na verdade, o cabr… o nosso santo Abade de Priscos castigou-me por eu ter apresentado uma sugestão. Ainda para mais, uma sugestão que não só era inteligente como também era economicamente apetecível.
Eu explico: hoje, ouvi na TV que, por causa da transferência do Casillas para o FCP, o clube tem-se fartado de vender camisolas com o nº 12. Vai daí que eu tive uma ideia que considero luminosa mas o filho d… o santo abade de Faria, certamente movido pela inveja, logo o 6º dos capitais pecados, mandou-me para um retiro espiritual na abadia das freiras Carmelinhas Calçadas.
E qual era a ideia? Ora, nós temos uma catrefada de terços, todos benzidos, cujas contas, as do rosário, claro, são, imagine-se, bolotas. Portanto, é um produto que além de ser precioso e imprescindível não só nos meses marianos, também serve para comer. E nós sabemos que o que serve para porcos também serve para homens. Até melhora a reza, porque a gente engole uma bolota a cada ave-maria e, além de não ser tão fácil a gente enganar-se, sempre é um terço nutritivo. Os padre-nossos podem, perfeitamente, ser acompanhados por copos de vinho, que sempre ajudam à digestão. A cereja em cima do bolo é a benzedura do nosso Abade, que tem uma garantia de dois anos, e os terços são acompanhados pelo competente certificado. Só que ninguém compra aquilo, se calhar por causa do preço que, aliás, eu considero exagerado, tendo em vista a cotação em bolsa da bolota. Mesmo que seja bolota da nossa Abadia. ! Vai daí, eu lembrei-me: se nós, com o dinheiro dos óbolos, tentássemos a transferência de Nossa Senhora de Fátima para aqui, os terços começavam a ter saída.
O sacan… o nosso santo abade, primeiro chamou-me besta. Depois, perguntou-me se eu imaginava quanto custaria uma transferência da que é considerada a virgem mais valiosa, uma espécie de Cristiano Ronaldo em formato feminino e, ainda por cima, divina. Ainda tentei sugerir uma outra nossa senhora qualquer, já que são mais que as mães, mas o filho da p… o nosso santo abade nem me deixou falar: “Vais de castigo para as Carmelinhas, por oito dias! E ficas ao cuidado da Abadessa, que é para aprenderes.” Ainda lhe pedi que trocasse a abadessa por duas ou três noviças, que ela bem as vale, mas o gajo, perdão, o nosso santo abade nem me ouviu. Amanhã, lá vou eu…
Voltarei em breve.
Saúde e merda, que Deus não pode dar tudo.
PS: Peço desculpa, mas alguém tirou as teclas de correcção do meu computador.
Guardas tunisinos em alerta depois dos ataques – AFP
(Texto retirado do livro de Sam Harris “O fim da fé” – Paulo Franco)
As nossas crenças estão estreitamente ligadas à estrutura da linguagem e à estrutura das visões do mundo. A nossa « liberdade de crença», se é que ela deveras existe, é mínima.
Será uma pessoa realmente livre de acreditar numa proposição para a qual não tem provas?
Não. A evidência empírica (seja ela sensorial ou lógica) é a única coisa que sugere que uma dada crença se reporta de facto ao mundo.
Existem várias designações para as pessoas que têm muitas crenças para as quais não possuem justificação racional. Quando as suas crenças são muito comuns chamamos-lhes «religiosas»; caso contrário, é provável que sejam apelidadas de «loucos», «psicóticos» ou «delirantes».
A maioria das pessoas de fé são perfeitamente sãs, claro está, mesmo aquelas que cometem atrocidades em nome das suas crenças. Mas qual é a diferença entre uma pessoa que acredita que Deus o recompensará com 72 virgens se matar uma dúzia de adolescentes judeus e outra que crê que as criaturas de Alfa Centauri lhe estão a transmitir mensagens de paz universal através do seu secador de cabelo? Existe uma diferença, bem entendido, mas não se pode dizer que seja particularmente abonatória da fé religiosa.
É preciso ser-se um certo tipo de pessoa para acreditar naquilo em que mais ninguém acredita. Regermo-nos por ideias para as quais não temos provas (e portanto não podem ser justificadas através do dialogo com os outros seres humanos) é normalmente um sinal de que há algo de muito errado com a nossa cabeça. O facto de na nossa sociedade se considerar normal que o criador do universo pode ouvir os nossos pensamentos, mas considerar-se como sintoma de doença mental a convicção de que Ele pode comunicar connosco em código morse através do baquetear da chuva é um mero acidente da história. E assim, embora as pessoas religiosas não sejam, por norma, loucas, é indubitável que as suas principais crenças o são.
Isto não deve surpreender-nos, pois a maioria das religiões limitou-se a canonizar meia dúzia de coisas, fruto da ignorância e da confusão geradas no passado, as quais nos foram legadas como verdades primordiais. Isto faz com que hoje existam milhares de milhões de pessoas a acreditar naquilo em que ninguém no seu perfeito juízo poderia acreditar isoladamente. Na verdade, é difícil imaginar um conjunto de crenças mais sintomáticas de doença mental do que aquelas que encontramos no cerne das tradições religiosas.
Consideremos uma das pedras basilares da fé católica: “Confesso outrossim que na Missa se oferece a Deus um sacrifício verdadeiro, próprio e propiciatório pelos vivos e defuntos, e que no santo sacramento da Eucaristia estão verdadeira, real e substancialmente o Corpo e o Sangue com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, operando-se a conversão de toda a substância do pão no corpo, e de toda a substância do vinho no sangue; conversão esta chamada pela Igreja transubstanciação. Confesso também que sob uma só espécie se recebe o Cristo todo inteiro e com verdadeiro sacramento”.
Jesus Cristo – que, está bem de ver, nasceu de uma mãe virgem, ludibriou a morte e ascendeu corporeamente aos céus – pode agora ser comido sob a forma de uma tosta. Experimente pronunciar algumas palavras em latim ao sabor do seu Borgonha preferido, e também poderá beber o seu sangue. Alguém dúvida de que uma pessoa que, sozinha, subscrevesse estas crenças seria considerada louca? Ou melhor, alguém dúvida de que seria efetivamente louca?
O perigo da fé religiosa consiste em permitir que seres humanos, em tudo o mais normais, recolham os frutos da loucura e os considerem sagrados. Uma vez que se continua a ensinar a cada nova geração de crianças que as proposições religiosas não carecem das justificações que exigimos a todas as outras, a civilização permanece sitiada pelos exércitos do contrassenso.
Continuamos, ainda hoje, a matar-nos em nome da literatura antiga. Quem teria imaginado que uma coisa tão tragicamente absurda fosse possível?
Por
Paulo Franco
“Olá meu amigo, não tive outro jeito, peço desculpas antecipadas por te incomodar, mas é urgente. Tenho um amigo que veio de muito longe e precisa ficar em algum lugar. Sendo assim, indiquei sua casa . Ele vai te procurar. Te peço que o receba, trate-o bem e, se possível, o ame. O nome dele é…. Jesus Cristo .
Agora diga bem baixo: Pode entrar Senhor, eu preciso de Ti todos os dias da minha vida.
Mande para algumas pessoas e vai receber um milagre amanhã e saiba que Ele está sempre com você.
Se acredita em Deus envia esta mensagem a 20 pessoas, se rejeitar lembre Jesus disse:
“Se Me negas entre os homens, te negarei diante do Pai !”
Dentro de 4 minutos te dirão uma notícia boa.”
***
Eis a minha resposta: para além de ter por hábito rejeitar amigos imaginários, não gostar de prestar vassalagem a ninguém, não acreditar em milagres e não ceder a chantagens ridículas, tenho também uma forte tendência a não me identificar com personagens cuja moralidade não seja aceite por uma sociedade culturalmente desenvolvida. Se nós partirmos do princípio que a história sobre Jesus é verdadeira, podemos facilmente identificar 3 padrões de comportamento absolutamente imorais, para não dizer detestáveis.
1º – Supostamente jesus fez alguns milagres. Supostamente curou pessoas cegas e pessoas paralíticas. Se, como afirmam os crentes, Jesus detinha um poder idêntico ao do próprio Deus (pois, segundo a magnifica teoria da Divina Trindade, Jesus, Deus e o Espírito Santo comungavam da mesma essência), porque é que Jesus em vez de curar um cego não optou por erradicar a cegueira?
Porque é que Jesus em vez de curar um paralítico, não erradicou todo o tipo de paralisias? Como é que alguém que tem o poder de tirar o sofrimento a todas as pessoas, só o faz a uma pessoa ou duas? E porque é que, num historial de milagres tão vasto, no passado como no presente, não existe nenhum milagre em pessoas com membros amputados?
2º – Os crentes do Cristianismo consideram Jesus o melhor homem de todos os tempos. E eu, com o meu espírito envinagrado, pergunto o seguinte: Onde estão as críticas de Jesus aos comportamentos assassinos do seu Pai? Onde estão as criticas ao assassínio em massa perpetrado por Deus em Sodoma, Gomorra e aos primogénitos do Egipto?
Onde é que está a coerência do homem que aconselha todos os homens a amarem-se e a perdoarem-se uns aos outros, mas que apoia incondicionalmente o seu Pai que assassina pessoas apenas porque lhe são desobedientes? E porque é que Jesus não aconselhou Deus a instruir e educar as pessoas em vez de as assassinar? Se Jesus, Deus e o Espírito Santo são uma só essência, e se essa essência é eterna, qual a responsabilidade de Jesus nos referidos crimes?
3º – Este 3º padrão de comportamento, que considero absolutamente detestável, é, a meu ver, uma das formas mais graves de difundir o ódio entre cristãos e não cristãos. É no novo testamento, e com Jesus como protagonista principal na divulgação desta ideia, que aparece o conceito de inferno e de perdição eterna. Para Jesus, se alguém não o seguir; não o amar; não acreditar nele; está irremediavelmente condenado para toda a eternidade. É difícil imaginar algo simultaneamente mais infantil e mais imoral do que isto. Como é possível a alguém que quer difundir o Amor entre os Homens, condenar ao sofrimento eterno por coisas tão banais? Não estamos a falar de condenar eternamente assassinos psicopatas ou violadores de crianças. Não, não, não. Estamos a falar de condenar pessoas comuns, normais, bons cidadãos que simplesmente ignoram ou não são apreciadores de divindades?
Em nome das crianças de Sodoma; Em nome das crianças de Gomorra; E em nome dos primogénitos do Egipto assassinados por Deus fico a aguardar que Jesus (ou alguém) me responda.
As Igrejas pelam-se por mártires. Os santos têm baixa cotação e poucas se dedicam à sua criação e exploração. A ICAR entrou na era industrial com JP2, um caso de superstição obsessiva e doentia fixação em cadáveres, a quem atribuía virtudes passadas e poderes perenes. Para fabricar um santo basta inventar dois milagres e cobrar os emolumentos do processo canónico. Para produzir mártires urge encontrar algozes adequados à transformação das vítimas em mito.
Os mártires podem ser dementes que procuram o Paraíso ou infelizes que estão à hora certa no lugar errado com parasitas de Deus à espera de explorarem a desgraça. Os suicidas islâmicos estão no primeiro caso, os missionários que caíram entre canibais fazem parte do segundo. Estes, em vez de serem amados pela Eucaristia que levavam eram apreciados por si próprios, como manjar divino, em ávida antropofagia.
O nacionalismo e a fé andam de mãos dadas. A vontade divina coincide muitas vezes com a do príncipe e este é habitualmente um agente predestinado. A glória terrena facilita-lhe a bem-aventurança eterna. A rainha Santa Isabel fez aquele milagre das rosas, um milagre de que uma tia avó, húngara, certamente lhe enviara a receita para Aragão. Além do nome, herdou-lhe, com o truque, a santidade.
Nuno Álvares Pereira andou aí, depois de muitas humilhações nas provas para santo, a ser ultrapassado pelas bentinha de Balasar, os pastorinhos de Fátima e outros pios cadáveres com milagres comprovados e devoções firmadas. Faltou-lhe o martírio que infligiu aos castelhanos e a coragem da Cúria Romana para enfrentar Espanha. Depois, quando já poucos acreditavam em milagres, encomendaram-lhe um para dinamizarem a estatuária e colocarem nas igrejas uma peanha mais.
Fadados para a santidade, o Vaticano, bairro que também usa a alcunha de Santa Sé, publicou em 2004 uma lista dos empregados mártires: 12 sacerdotes, 1 missionário, 1 religiosa e 3 leigos. As mortes são de lamentar mas o seu aproveitamento para fins de propaganda é uma macabra operação de marketing de que a ICAR se aproveita. O Cardeal Crescenzio Sepe, então o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, recordou esse “generoso tributo de sangue de muitos irmãos e irmãs para o crescimento da Igreja no mundo”.
Morrer ao serviço de Deus é garantir o Paraíso – prometem os padres com a mesma convicção com que na praça nos garantem a excelência da hortaliça e no talho a saúde do animal de que nos corta os bifes.
A prática medieval e obscurantista dos exorcismos continua a ser uma indústria da Igreja católica cujos crentes são atacados por forças demoníacas, quiçá, da própria Igreja que os embrutece.
Quando julgávamos que, ao contrário do obscurantismo islâmico, a Igreja do Papa já não pescava nas alfurjas da superstição, mantém ainda um exército de exorcistas para afugentar demónios de crucifixo em riste.
São espetáculos degradantes, umas vezes do foro psiquiátrico, outras do mais jurássico medievalismo.
É esta prática que envergonha a civilização que se pratica no Vaticano e nas sucursais espalhadas pelas dioceses.
Veja aqui a vergonha e a miséria humana
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.