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Categoria: Religiões

11 de Novembro, 2011 Carlos Esperança

Ai Galileu Galilei…

O presidente da Academia Pontifícia para a Vida rejeita a ideia de que os católicos combatem a ciência no domínio da bioética, apresentando como prova o congresso sobre células estaminais adultas que decorre no Vaticano até sexta-feira.

O bispo espanhol Ignacio Carrasco de Paula sublinhou que o colóquio ‘Células estaminais adultas: Ciência e o futuro do homem e da cultura’, que reúne desde quarta-feira 350 especialistas, políticos, bispos e embaixadores, derruba a ideia de que a Igreja está “em confronto” com a ciência e permanece fechada numa atitude hostil, refere a Rádio Vaticano.

10 de Novembro, 2011 Carlos Esperança

Negócios no supermercado da fé

O Santuário de Fátima explicou hoje que avançou para a acção de despejo de uma idosa por ser incompatível a presença de Laurinda Oliveira com o acolhimento de crianças carenciadas.

8 de Novembro, 2011 Carlos Esperança

Áustria: Rebeldes católicos desafiam a Igreja

Dissidentes católicos austríacos anunciaram que leigos começarão a celebrar missas quando um sacerdote não estiver disponível, um claro apelo à desobediência num momento em que os bispos do país realizam sua conferência de outono.

Um manifesto adotado por dezenas de ativistas no fim de semana disse que os leigos vão pregar, consagrar e distribuir a comunhão nas paróquias sem padre, disse Hans Peter Hurka, chefe do grupo “Nós Somos a Igreja”.

Comentário: Que falta lhes faz a missa?

7 de Novembro, 2011 Carlos Esperança

Momento Zen de segunda_07-11-11

Os limites da paciência com os beatos
João César das Neves (JCN), na sua homilia de hoje, no DN, «Os limites da política», elevou o disparate à categoria de dogma e a crença ao nível da esquizofrenia.
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Misturando a política com a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), em coerente atitude com a religião, que nunca deixou de se intrometer nos assuntos profanos e de se infiltrar no aparelho de Estado, JCN faz propaganda partidária e proselitismo religioso debitando tolices que julga serem inspiradas pelo seu deus.
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O ataque rancoroso às leis do divórcio, do casamento entre indivíduos de mesmo sexo e da descriminalização do aborto é a atitude de quem prefere os 44 hectares de sotainas que Mussolini (enviado da Providência, segundo o Papa da altura) erigiu em Estado, às instituições portuguesas legitimadas pelo voto. Não compreende que a lei da I. V. G. não teve os efeitos perversos que previu e que beneficiou as mulheres sujeitas ao vão de escada e à prisão; nem vale a pena explicar-lhe que um embrião não é uma pessoa e que o seu estudo pode conduzir a avanços notáveis na medicina.
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A obsessão de JCN por uma vaga no Paraíso fá-lo condenar o actual Governo, não pelos direitos que retira aos trabalhadores mas pela eventual abolição de feriados que a Igreja dele apelida de dias santos. Segundo JCN, deve o Governo cortar nos dias de férias mas nunca em dias tão sagrados como, por exemplo, o Corpo de Cristo (seja isso o que for), a Imaculada Conceição de Maria ou a Assunção de Maria (alegada viagem do corpo e da alma para o Céu, local que nenhum atlas de geografia regista).
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Tal como para os outros talibãs, também para este católico, as leis devem ser conformes à sharia romana.
7 de Novembro, 2011 Carlos Esperança

Ressurreição fascista

Predappio é palco de celebrações apesar de tentativa das autoridades de esconder enterro de ex-líder após sua morte em 1945. Católicos não podiam faltar a quem o Vaticano considerou enviado de Deus.

O código de vestuário era rigorosamente preto. Os cantos nostálgicos – uma mistura de hinos fascistas e gritos de “Duce, Duce, Duce” – chegaram ao auge quando o desfile chegou no mês passado ao cemitério da cidade de Predappio, na Itália, a caminho de sua Meca: o túmulo do ex-ditador fascista Benito Mussolini.

6 de Novembro, 2011 Carlos Esperança

Surpresa do Vaticano

A decisão surpreendente da Irlanda de fechar sua embaixada no Vaticano foi um grande golpe para o prestígio da Santa Sé e pode influenciar outros países que consideram suas missões muito caras a fazer o mesmo, disseram fontes diplomáticas nesta sexta-feira.

O fechamento abalou ainda mais as relações entre a Irlanda e o Vaticano ¿ que foram aliados firmes no passado – depois do conflito no começo do ano sobre a maneira com que a Igreja da Irlanda lidou com casos de abuso sexual e acusações de que o Vaticano encorajou que fosse mantido segredo.

A Irlanda agora será o único grande país da antiga tradição Católica sem uma embaixada no Vaticano.

Nota: A Irlanda também encerrou a embaixada no Irão. Atingiu duas ditaduras teocráticas.

3 de Novembro, 2011 Carlos Esperança

A ICAR e a política espanhola

A Igreja católica e o franquismo viveram tão harmoniosamente que o silêncio foi a nota dominante perante os crimes cometidos: execuções sumárias, roubo de crianças a quem assassinavam os pais, perseguições, prisões, enfim, uma ditadura cruel comparável às de Hitler e Estaline. Nem os padres republicanos, quando foram executados, encontraram compaixão nos cúmplices de Franco.

Não me refiro à crueldade, praticada pelos dois lados da barricada, durante a guerra em que a República, saída das eleições, foi derrubada com a bênção do Vaticano. A sedição e os crimes cometidos foram equiparados a uma Cruzada pelo papa de turno, que ainda considerava as Cruzadas como acções pias. O futuro santo Escrivà foi um apoiante que seguiu Franco no ataque a Madrid.

A Igreja católica digeriu mal a democracia espanhola, como é natural, e os bispos não desistiram de abanar as mitras e agitar os báculos sempre que as leis acompanharam a modernidade e puseram em causa os seus preconceitos. Não hesitaram em ocupar as ruas, invadindo Madrid com sotainas, beatos e protestos, quando as leis do divórcio, do aborto e do casamento entre indivíduos do mesmo sexo foram votadas. E não aceitaram  que a liberdade fosse levada às escolas do estado, tornando facultativa a frequência das aulas de religião.

Nas últimas eleições municipais e autonómicas a ICAR concorreu às eleições através do PP numa irritação ruidosa contra o PSOE, tal como havia feito no tempo de Aznar. Zapatero ainda fez numerosas cedências, particularmente no campo financeiro, um acto que a Igreja costuma apreciar. Nem a neutralidade conseguiu.

No próximo dia 20, dia das eleições gerais, com a rotatividade partidária assegurada e a certeza de que entre os democratas de direita se escondem ainda os franquistas, a Igreja apresenta-se às eleições apoiando o PP. A Conferência Episcopal  já aconselhou os eleitores católicos «para que não caiam em erros que podem levá-los a votar uma opção que não esteja de acordo com a sua fé». A mensagem será difundida nos confessionários e nos púlpitos de milhares de paróquias, à semelhança do que o Islão faz nas madraças e nas mesquitas.

A vitória da direita será também a do clero que, há duas legislaturas, rumina a raiva que nutre pelo PSOE. É curioso que uma Igreja tão prosélita não tenha percebido ainda que a juventude espanhola está cada vez mais longe do pensamento do clero e indiferente aos santos destinados a Espanha que o Vaticano tem fabricado em doses industriais.

A vitória partidária da Igreja católica prenuncia o requiem pela sua influência política.

2 de Novembro, 2011 Ricardo Alves

A besta islamista voltou a atacar

A redacção do jornal Charlie Hebdo foi incendiada esta madrugada, aparentemente com um cocktail molotov. A razão é óbvia: o jornal satírico francês lança hoje nas ruas uma edição (capa aqui ao lado) destinada a assinalar a vitória dos islamistas do Ennahda na Tunísia e o anúncio pelo CNT de que as leis líbias se basearão na chária. A edição apresenta o título «Charia Hebdo» e um novo editor: «Maomé» (lui-même). A redacção ficou totalmente destruída.

A sátira e o riso são tão importantes para o meu ateísmo como o ajoelhamento e a prece o são para os religiosos. Se os muçulmanos e os católicos não entendem assim, eu explico melhor: atacar o Charlie Hebdo é como pôr uma bomba em Meca ou em Fátima. Ou melhor ainda: na Europa, o anticlericalismo é um direito. Pôr bombas por causa de umas caricaturas é próprio de bestas que se levam demasiadamente a sério. Ou de fascistas (neste caso, da variante islamofascista). Se não gostam de rir, vão rezar. 
P.S. Agradeço aos leitores que informem na caixa de comentários da localização de alguns dos quiosques e papelarias que vendem o Charlie Hebdo para que todos possamos, em solidariedade, adquirir um exemplar (ou mais…).
[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]