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Categoria: Catolicismo

24 de Junho, 2013 Carlos Esperança

O bispo da Guarda e a sexualidade

Segundo o JN, de ontem, o bispo Manuel Felício, quis silenciar um caso de pedofilia que tinha como suspeito o padre Luís Mendes, vice-reitor do seminário do Fundão e que só a PJ afastou dos alunos, detendo-o.

O bispo emérito da Guarda, António dos Santos, foi alvo de uma reação violenta da sua antiga diocese pois chamou imprudente ao padre Luís, porque «se deitava com alunos». O sucessor não se conteve e questionou a sanidade do bispo emérito, tendo declarado que «o seu estado de saúde  está gravemente afetado» e que “qualquer declaração por ele prestada ou que venha a prestar (…) carece de fundamento e só pode ser atribuída a boatos”  –  segundo o comunicado episcopal.

Apesar das numerosas denúncias e provas que o incriminavam, o JN revela nas páginas 12 e 13, em artigo do jornalista Nelson Morais, que o atual bispo – segundo a mãe de uma vítima –, ficou zangado com a denúncia feita por ela à PJ. Em suma, teria querido abafar o caso sem preocupação com o sofrimento das crianças.

O artigo do JN trouxe-me à memória a conduta do bispo Manuel Felício para com outro padre que, ao contrário do arguido de pedofilia, logo afastou das paróquias onde exercia o múnus. Foi o caso do padre de Almofala, Vermiosa e Escarigo, as três paróquias onde esse padre era estimado e cujos paroquianos se revoltaram com a transferência.

Os fiéis destas localidades, indignados com a transferência do padre, entraram em rutura com o bispo que, após de lhe terem insultado a mãe, numa visita pastoral, excomungou as paróquias e privou-as de sacramentos durante longos meses, privação que por aquelas aldeias ainda incomoda os que se habituaram a ser crentes de nascença.

Soube-se depois que o padre castigado, não era suspeito de pedofilia, mas havia fortes indícios de ter cometido um horroroso pecado. Não era com crianças que se deitava, era com uma mulher. Isso, que os paroquianos aceitavam, bem como uma filha que lhe era atribuía, tornou-se insuportável para o piedoso bispo Manuel Felício.

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19 de Junho, 2013 Carlos Esperança

Ilegalidades piedosas

Câmara de Ourém violou princípios da concorrência e transparência em concurso público

O Tribunal de Contas recusou o visto ao contrato de instalação do sistema de mobilidade da Cova da Iria, Fátima, por considerar que a Câmara de Ourém violou várias normas legais no concurso internacional para a obra.

Situação que impede o município de pagar a execução do projecto que inclui a instalação de instrumentos tecnológicos para a gestão da circulação e estacionamento no valor global de 883.500 euros.

Ler artigo completo em «O Mirante».

12 de Junho, 2013 Carlos Esperança

A gula da Igreja e as intenções pias do tribunal

Por

A. Horta Pinto (advogado)

“CASO DOS CTT” – UM PONTO CONTESTÁVEL DA DECISÃO

Foi ontem conhecida a decisão do Tribunal de Coimbra sobre o chamado “caso dos CTT”.

Um dos arguidos – pelo menos – foi condenado em pena de prisão cuja execução ficou suspensa, ficando essa suspensão subordinada ao cumprimento do dever de entregar a duas instituições de solidariedade social uma contribuição monetária de determinado valor. Tal subordinação é inquestionavelmente permitida pelo disposto nos artigos 50 e 51 do Código Penal.

O que já é contestável é a escolha feita pelo Tribunal das instituições beneficiárias dessa contribuição monetária: a “Casa de Formação Cristã da Rainha Santa Isabel” e a “Obra do Frei Gil”. Não se duvida de que ambas se dedicam também a obras caritativas. Mas a verdade é que a primeira, como o seu nome indica, tem como principal objetivo “a formação cristã” (leia-se “católica”). Quanto à segunda, informa o “Google” que um dos seus fins é “proteger a família, zelando pelo culto dos padroeiros da Ordem Dominicana”.

Não se compreende que, sendo Portugal um Estado laico, um órgão de soberania obrigue um cidadão a subsidiar a “formação cristã” e o “culto dos padroeiros da Ordem Dominicana”.

9 de Junho, 2013 Carlos Esperança

A boneca de Fátima está nos cuidados intensivos

Por

kavkaz

A boneca de Fátima foi levada para o Instituto Politécnico de Tomar com sintomas de mau estar devido à sua idade avançada. Será observada e efectuará diversas análises especializadas, traçar-se-á o diagnóstico do seu estado debilitado, receberá tratamento e operações de limpeza e rejuvenescimento. A boneca terá tratamento VIP (Very Important Puppet), o que as bonecas pobres dificilmente conseguirão por falta de dinheiro.

A boneca de Fátima, mais conhecida por “Nossa Senhora de Fátima”, foi esculpida em madeira há mais de 90 anos para representar as aparições imaginadas de Fátima e alimentar a ilusão religiosa nos crentes. Trata-se apenas de uma boneca, mas é comum os crentes confundirem-na com uma personagem real de acção milagreira. Por isso, perseguem a boneca e andam à volta dela pedindo-lhe milagres e mais milagres. Ao mesmo tempo, a Igreja Católica, sempre sorrindo, vai conseguindo sempre mais e mais receitas miraculosas.

2 de Junho, 2013 Carlos Esperança

Quando o preconceito e a intolerância se tornam crime

El Salvador esqueceu a conquista pelos espanhóis e os doze anos sangrentos da guerra civil, dentro da Federação Centro-Americana, até à independência em 1839. Foram mais de 100.000 as vítimas que o pequeno país sacrificou à independência.

Ficou-lhe, todavia, um paradigma que deve à evangelização espanhola – um catolicismo jurássico –, que exorna o nome do país e se exacerba no da capital, São Salvador.

El Salvador anda na comunicação social de todo o mundo por causa de uma condenação à morte de uma mulher de 22 anos que os médicos se esforçam por salvar.

A jovem, portadora de lúpus, grávida de um feto anencéfalo, incompatível com a vida, não sobreviverá sem a interrupção da gravidez mas em S. Salvador a justiça proíbe que a gravidez seja interrompida por motivos terapêuticos. O Tribunal Constitucional já decidiu que «os direitos da mãe não podem prevalecer sobre os do indivíduo que vai nascer e vice-versa» e um dos juízes conselheiros, Rodolfo Gonzalez, até declarou a sua dúvida sobre a inexorabilidade da morte da jovem no caso de a gravidez prosseguir, não obstante saber que um feto, sem cérebro, não sobreviverá certamente.

Não sei o que mais indigna, se a insensibilidade cruel dos juízes ou a demência do seu preconceito religioso.

Os médicos, na sua humanidade decidiram retirar-lhe o feto inviável por cesariana pois a lei que proíbe o aborto não se pode opor à cesariana. Valerá à jovem, que já é mãe de um bebé com 1 ano, a humanidade de «médicos de alto nível» que, de acordo com a vontade da grávida, procederão à cesariana que lhe salvará a vida pondo termo ao risco e á angústia da jovem de 22 anos a quem, por prudência, se evita divulgar o nome.

Não há mitra que se erga em defesa da vida da jovem, báculo que aponte o caminho da benevolência ou sotaina que se agite perante a decisão do Tribunal. Nem em Roma há o mais leve remorso perante a vida que o preconceito sacrifica e a angústia de uma jovem que aguardaria a morte se a deontologia médica não se sobrepusesse ao anacronismo da lei e à piedosa indiferença dos juízes.

 

28 de Maio, 2013 Carlos Esperança

A CUMPLICIDADE DA IGREJA COM O NAZI-FASCISMO

Por

João Pedro Moura

Vejamos as acções bélicas imperialistas, cometidas pelos fascistas italianos e nazis alemães e as respectivas “respostas” do Vaticano:

1- 3/10/1935: invasão da Etiópia pelas tropas italianas. Um dos actos mais imperialistas e belicistas do séc. XX. Esta invasão foi pura conquista à moda antiga, a fim de que a Itália também pudesse ter um “império” e colónias, como a França e Inglaterra, suas inimigas. Nos dias seguintes a essa invasão, a imprensa italiana rejubilava com o facto e dizia que “Já temos um império!”…

O Vaticano manifestou o seu apoio, desde a mobilização, logo no dia 2, através do toque de “todos os sinos das igrejas de Roma, incluindo os de S. Pedro” (sede do Vaticano e maior igreja do mundo).

Em 12/5/1936, uma semana após a tomada de Adis-Abeba, capital etíope, Pio XI discursou nestes termos, à abertura duma exposição de imprensa católica:

“A coincidência da data entre [este dia] e [aquele] da alegria triunfal de todo um grande e bom povo para uma paz que quer ser, que pensa ser o coeficiente válido desta verdadeira paz europeia e mundial de que a própria Exposição é o claro símbolo.”

Portanto, um palavreado bacoco, que nada objecta à invasão imperialista em curso.

A cúria romana deu cerca de 500 milhões de liras para a campanha italiana na Etiópia, de Agosto de 1935 a Junho de 1936.

2- 9/4/1939: Pio XII faz uma homilia de Páscoa, 2 dias depois da invasão da Albânia pelo banditismo militarista e imperialista italiano, omitindo este nefando acto.

3- 20/4/1939: Pio XII enviou, com transmissão pessoal do núncio apostólico, Cesare Orsenigo, em Berlim, um telegrama de felicitações pelo 50º aniversário de Hitler (que desfaçatez!). Isto após a invasão da Checoslováquia e seu despedaçamento, em Março de 1939, pelas tropas nazis, que levantou um grande clamor entre os democratas europeus e provocou um toque a rebate de preparação para a guerra, por parte do Reino Unido e França.

4- Em 1/9/1939, começou oficialmente a 2ª Guerra Mundial com o ataque alemão à Polónia. Pio XII começou a receber, pouco depois, informações da própria igreja polaca, como foi o caso das religiosas do comité de socorros de Nazaré, contando-lhe as atrocidades que os nazis faziam à população civil, mas, tal pio papa nada fez para denunciar tais crueldades, oficialmente…

…Antes procurou justificar e compreender o ataque alemão dizendo que “A Polónia infelizmente tinha atraído contra ela o ataque alemão devido a certos excessos cometidos contra as populações germânicas”…

…Mas o cardeal Montini (futuro papa Paulo VI), admitiu, no início de Dezembro, que o papa Pio XII estava “plenamente instruído sobre as atrocidades que os alemães cometiam na parte da Polónia ocupada por eles”…

Em 30 de Setembro, tendo que dizer qualquer coisa, Pio XII discursou na presença do embaixador polaco no Vaticano, cardeal-patriarca e padres polacos, “exortando os polacos à aceitação cristã do sacrifício” e ao perdão das ofensas, rematando: “vós viestes, não para formular reivindicações, nem para exalar lamentações barulhentas, mas para Nos pedir (…) uma palavra de consolação e de reconforto no sofrimento.”

Pio XII nem disse nada sobre a invasão soviética do lado oriental da Polónia, desencadeada em 17 de Setembro, pois que esta dupla invasão, alemã e soviética, havia sido acordada no Pacto Germano-Soviético de 23 de Agosto de 1939, 9 dias antes da invasão alemã…

5- Acrescente-se a cumplicidade activa do Vaticano, através de associações católicas como o Instituto de S. Jerónimo e de organizações afectas à ICAR, como o Comité Internacional da Cruz Vermelha, na organização da fuga para a América do Sul por parte de criminosos nazis croatas e alemães, sobretudo, com passaportes da Cruz Vermelha…

Não foi por acaso que o nazi “monsenhor” Alois Hudal, adjunto de Pio XII, e em cooperação com o cardeal Montini (futuro papa Paulo VI), que dirigiu a operação de reciclagem e fuga de carrascos nazis, revelou no seu livro, “Römische Tagebücher. Lebensbeichte eines alten Bischofs”, (“Diário Romano. Confissões de Vida dum Velho Bispo”), de 1976:

“Agradeço ao céu por me ter aberto os olhos e dado a graça de ter podido visitar nos seus cárceres e campos tantas vítimas do pós-guerra, para os consolar, os ajudar e provê-los de falsos papéis, permitindo-lhes fugir para um país mais feliz.”

E foi assim que este facínora do Hudal safou Franz Stangl, antigo comandante dos campos de concentração de Sobibor e Treblinka, entregando-lhe um passaporte da Cruz Vermelha, sob beneplácito americano…

E mais haveria para dizer, mas chega…

… Mas a ICAR sempre colaborou com todos os Estados e poderes monárquicos, absolutistas, totalitários e repressivos com que se mancomunou, ao longo da sua história, sobretudo desde o Édito de Salónica, no ano de 380…

Já são 16 séculos de torpezas, de opressão antidemocrática, antiliberal e anticientífica.

As citações que referi neste artigo foram retiradas do melhor livro de referência, em matéria de relações entre a ICAR e Estados europeus no séc. XX:

“LE VATICAN, L`EUROPE ET LE REICH – DE LA PREMIÈRE GUERRE MONDIALE À LA GUERRE FROIDE, Annie Lacroix-Riz, Ed. Armand Colin, Paris, 1996

(http://www.amazon.fr/exec/obidos/ASIN/2200216416/qid=1107294697/ref=sr_8_xs_ap_i1_xgl/171-8994719-2751445)

ADENDA

E mesmo agora, em pleno liberalismo político e social em que vivemos, mais ou menos, a ICAR continua com as suas manias conservadoras, disparatadas e opressivas:

A Igreja é contra o divórcio, contra a união de facto, contra os contraceptivos, contra o coito sem casamento (como se uma pessoa precisasse de se casar para poder fornicar…), contra a masturbação, contra o aborto (mesmo que a grávida corra risco de vida, tivesse sido violada, fosse vítima de incesto ou o feto estivesse gravemente malformado), contra a eutanásia, contra o nudismo, contra os homossexuais, contra o casamento de homossexuais, contra a investigação em células estaminais, contra o sacerdócio feminino, contra o casamento dos padres (a única Igreja do mundo que proíbe o casamento dos seus padres…) …

São também a favor da discriminação entre rapazes e raparigas nos colégios católicos, sobretudo os da Opus Dei e Companhia de Jesus, pois que, não só, não admitem turmas mistas, como também não admitem sequer turmas de sexos diferentes na mesma escola, contrariando a livre convivência entre pessoas, mais do que entre sexos.

Acrescente-se a mania obsessiva da obrigação de usar fardeta, por parte dos alunos desses colégios, uniformizando-os, em atitude própria de maníacos da unicidade e do dogma, violando, opressivamente, a individualidade de cada aluno e o seu livre uso de roupas.

E fazem isto tudo, não porque se queiram aureolar de impolutos, sexualmente falando, mas sim porque têm uma mente e uma doutrina obcecadas com sexo, doentiamente obcecadas, por mais contrários ao mesmo que se aparentem mostrar.

São tarados sexuais.

Só assim é que se compreende a tamanha quantidade de padres que, apesar do voto tresloucado, estúpido e antinatural da castidade, que tiveram que fazer, aparecem em inúmeros casos de fornicação, homossexualidade e pedofilia. Não é um, mas sim 3 “pecados”!

Apelo aos católicos, que lêem este Diário de Uns Ateus, para que reflictam seriamente sobre a doutrina e história da Igreja Católica e que deixem o… catolicismo…

Com a ajuda deste Diário, o resto virá depois.

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