Um pai tem um filho de 8 meses, e vê que este vai tocar na ficha eléctrica. Em pânico, impede o filho de o fazer. Isto parece absolutamente normal, e ninguém ficaria escandalizado com tal atitude.
Pelo contrário, se um pai dissesse que tinha deixado o seu filho tocar na ficha, sabendo que ele morreria dolorosamente, mas que não o tinha impedido de fazer isso por «respeitar a liberdade do filho», qualquer um consideraria monstruosa essa atitude. Nem adientaria o pai dizer que amava muito o filho e que tinha lamentado imenso a sua perda, mas que não podia desrespeitar a sua liberdade: todos achariam que uma pessoa tão desequilibrada nunca deveria ter sido pai.
O que é que nos faz achar tão legítima a atitude do pai, e tão criminosa a sua potencial omissão?
Nós consideramos que o pai, por conhecer melhor o mundo, sabe melhor do que o filho aquilo que é melhor para este último. Também sabemos que o pai tende a agir, geralmente, no interesse do filho, por causa desse laço de sangue.
Até que ponto é que este tipo de argumentos pode ser válido em relação a um adulto? É complicado…
Apesar do tanto que eu prezo a liberdade, suponho que não hesitaria em impedir o suicídio de um amigo meu, ou mesmo de um anónimo – mesmo que tivesse de invadir o seu espaço. Apesar de acreditar que cada pessoa deve ser livre para se suicidar, o risco de que uma pessoa ao pé de mim o vá fazer por estar num estado psicológico tal que não saiba bem aquilo que é melhor para si próprio é tal que eu sinto que a invasão da sua liberdade com vista a impedir o seu suicídio seria justificável do ponto de vista ético – a opção correcta.
Será assim? Muitos acreditam que o instinto de sobrevivência é tal que um ser humano dificilmente cometeria suicídio se não tivesse num estado tal que não pudesse avaliar convenientemente aquilo que é melhor para si próprio. E que isso legitimaria o impedimento de tal acto.
Se um louco quer cortar as suas próprias pernas por ter medo dos anões vermelhos, devemos deixá-lo cortá-las, ou devemos impedi-lo de o fazer? Sabemos melhor do que ele aquilo que é melhor para ele? Estaremos a agir no interesse dele?
Parece que quem valoriza a liberdade o faz por acreditar que cada pessoa sabe melhor que nenhuma outra aquilo que é melhor para si própria. A partir do momento em que um indivíduo não invade a liberdade dos outros, ninguém deve interferir, pois esse indivíduo sabe, melhor que nenhum outro, aquilo que é melhor para si próprio.
As diferentes excepções – o pai que impede o filho de tocar na ficha eléctrica; o enfermeiro que força o paciente suicida a vomitar a caixa de comprimidos contra a vontade deste; os médicos que não deixam o louco cortar suas pernas – serão justificadas na medida em que realmente não restarem dúvidas que quem invade a liberdade age no interesse do outro, e sabe melhor que este aquilo que o favorece. Que estas condições se reúnam, é algo que pode ser questionado no caso do louco e do suicida, mas dificilmente no caso do bebé de 8 meses.
Quando falo no paradoxo do mal, uma das questões que costumo colocar é a seguinte: «Como pode um Deus de amor ter criado o Inferno? Um lugar de imenso sofirmento por toda a eternidade?» Praticamente todas as respostas que me dão focam a escolha do condenado: quem vai para o Inferno, de certa forma escolheu-o. E Deus respeita essa escolha.
Existe quem não acredite no Inferno; quem acredite que, a existir, estará vazio; e quem acredite que o Inferno não é mais do que a morte simples, perdendo a possibilidade da vida eterna. Este argumento não é dirigido a nenhuma destas pessoas.
Quanto aos outros, gostaria que se detivesse um pouco sobre o problema. Se o Inferno correspondesse de facto a uma eternidade de sofrimento imenso, ninguém o escolheria em plena consciência. Qualquer que fosse a decisão que levasse alguém ao Inferno, seria uma decisão notoriamente inconsciente. Muito mais absurda do que a de qualquer louco.
Se Deus nos amasse, e fosse omnisciente, então a decisão de alguém de ir para o Inferno seria perfeitamente análoga à do bebé de 8 meses que quer tocar na ficha eléctrica – ele não tem noção das consequências do seu acto.
Se Deus não impedir tal acto cuja consequência será o Inferno, a sua atitude é tão injustificável como a do pai que respeita a liberdade do seu filho de 8 meses deixando-o morrer electrocutado. Com a diferença que morrer electrocutado é infinitamente menos grave do que passar uma eternidade a sofrer intensamente.
O Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR), em Arusha, na Tânzania, considerou culpado de genocídio e de crimes contra a humanidade o pároco católico ruandês Athanase Seromba, a quem condenou a uma pena de 15 anos de prisão.
É hoje apresentada à imprensa a plataforma electrónica de suporte ao voto no SIM, no referendo sobre a interrupção voluntário da gravidez agendado para o próximo dia 11 de Fevereiro. Esta plataforma electrónica está localizada no endereço www.euvotosim.org e resulta da colaboração dos membros do MLS – Movimento Liberal Social com outros cidadãos independentes (nos quais se incluem esta vossa escriba e outros colaboradores do Diário Ateísta).
A apresentação pública decorrerá hoje, dia 13 de Dezembro, pelas 11 horas no Cine Teatro do Centro Comercial Espaço Chiado, na Rua da Misericórdia nº 12-20 R/C.
Joseph P. Delaney, bispo da diocese de Fort Worth durante 24 anos.
Há uns tempos escrevi, a propósito dos abusos sexuais perpetrados pelos anciães das Testemunhas do Jeová e do encobrimento que a hierarquia da Sociedade Torre de Vigia faz nestas situações, que o problema subjacente é o poder absoluto sobre os membros da congregação que corrompe absolutamente, é o sentimento de impunidade que as religiões conferem. Os membros mais vulneráveis de uma igreja são vítimas frequentes da ganância, manipulação e/ou depravação sexual do respectivo pastor. Pastor, de qualquer religião, que se sente impune para praticar estes crimes já que se considera representante na Terra de um poder supremo, mandatário de uma autoridade «divina», acima das leis dos homens.
Referi igualmente que considero que se por um lado o estado deve garantir a liberdade de religião dos seus cidadãos por outro lado não pode demitir-se da responsabilidade de os proteger das predações religiosas. Liberdade religiosa não é impunidade religiosa, as igrejas devem estar sujeitas às leis do respectivo país. A linha sobre o que é liberdade religiosa e o que é criminalidade religiosa deve ser bem demarcada. E as actividades da religião devem ser vigiadas para que os cidadãos não sejam vítimas da sua própria credulidade e da manipulação por gente mal formada. Não há leis «divinas», os que pretendem falar em nome de um qualquer Deus deviam estar sujeitos às mesmas leis dos restantes cidadãos!
Assim, dever-se-ia proceder judicialmente contra as religiões organizadas cuja política é esconder os casos de abuso sexual de menores perpetrados por membros do respectivo clero, política de obstrução da justiça que não se restringe à Igreja Católica mas é partilhada, por todos os flavours do cristianismo.
Uma notícia recente que dá conta exactamente disto, ou seja, que o abuso sexual de membros do rebanho – que não se restringe a casos de pedofilia – é transversal a todos as variantes do cristianismo fez-me recuperar este post, que lançou consternação nas hostes betelianas aquém e além mar!
Esta notícia foi despoletada por mais um caso de encobrimento de pedofilia por parte da hierarquia católica, mais concretamente pelo bispo de Dallas-Fort Worth, Joseph Delaney, que contratou e manteve na sua posição o reconhecido predador sexual, o padre Thomas Teczar, que abusou sexualmente dezenas de crianças ao longo da sua carreira eclesiástica.
Vale a pena ler o artigo na totalidade já que explica como o abuso sexual é um denominador comum a todos os clérigos das várias denominações cristãs nos Estados Unidos. Simplesmente os pastores protestantes parecem ter mais tendência para abusar sexualmente mulheres adultas e os casos reportados não fazem as parangonas dos jornais.
O artigo refere igualmente declarações dos ex-padres católicos Richard Sipe, Thomas Doyle e Patrick Wall que escreveram o livro «Sex, Priests and Secret Codes: The Catholic Church’s 2,000-Year Paper Trail of Sexual Abuse». Mais concretamente Sipe, um psicoterapeuta, que confirma ser errada a associação que muitos fazem entre a homossexualidade e pedofilia – e que indica serem homossexuais cerca de 30% dos 50 000 padres americanos* – afirma que a investigação que os três autores conduziram lhes permitiu concluir que 9% dos padres americanos dos últimos 50 anos abusaram sexualmente de menores.
Recordo que Doyle foi o representante do Vaticano nos Estados Unidos no ínicio dos anos oitenta e um dos autores de um relatório entregue aos bispos norte-americanos em Junho de 1985, que os advertia das dimensões do abuso sexual perpetrado por padres.
*No post Pedofilia e assassínio referi serem menos de 30 000 os padres católicos em exercício, já que era esse o número referido pelo Official Catholic Directory. Usando os números de Sipe, 50 000, o valor que calculei para a percentagem actual de padres americanos que abusaram sexualmente de menores, desce de 17 para 10%, um valor próximo do indicado por Sipe como sendo a percentagem de padres pedófilos dos últimos 50 anos. O que confirma ser a pedofilia nas hostes clericais católicas um problema recorrente e não uma questão nova!
No rescaldo do escândalo drogas e homossexualidade envolvendo Ted Haggard, que abalou as recentes eleições norte-americanas, o Reverendo Paul Barnes da Grace Chapel em Douglas County no Colorado aproveitou a oportunidade para mimosear a sua congregação de 2100 almas com um sermão tonitruante sobre «Integridade, pecado e graça» relembrando ser a homossexualidade (mas não só) um pecado abominável.
Desde a semana passada, depois de um devoto anónimo ter telefonado para a mega-igreja de Barnes avisando que ouvira uma conversa em que alguém se preparava para denunciar pastores evangélicos homossexuais de entre os quais mencionava Barnes, Barnes acompanha Haggard no rebanho de hipócritas que pregavam contra a homossexualidade em público e em privado levavam uma vida dupla. Rebanho que, como prevê o presidente do seminário de Denver, Craig Williford, se vai alargar, já que o escândalo Ted Haggard vai encorajar os parceiros de homofóbicos pastores a denunciar a respectiva hipocrisia!
De facto, depois do aviso da expectável exposição pública da vida dupla de Barnes, este apresentou a sua demissão e uma estupefacta congregação assistiu a um vídeo protagonizando o desconsolado e lacrimejante pastor revelando a sua homossexualidade, algo com que «luta» desde os cinco anos.
Não fora a anónima chamada, suspeito que Barnes continuaria, tal como muitos continuam a fazê-lo, a pregar contra a homossexualidade do púlpito – alimentando a homofobia do seu rebanho – continuando em privado as práticas que execram nos outros.
Nota: Título do post plagiado sem apelo nem agravo do Renas e Veados
Imaginemos um pai que tem dois filhos de 6 anos: o Joel e o Augusto. Ele diz o seguinte: «brinquem à vontade no quarto, eu não vou intervir. Mas não se portem mal.»
Eu encaro agora duas possibilidades.
a) o Joel parte uma jarra chinesa muito cara.
Seria comum a situação em que o pai iria ter com os filhos e lhes perguntaria: «quem foi?». Como que cada um dos filhos acusasse o outro, o pai resolveria castigar os dois. Poderá não ser a opção mais justa, mas é a melhor forma do pai lidar com a ignorância a respeito da indentidade do culpado: pior seria que quem cometeu o acto ficasse sem castigo. Quanto à gritante injustiça que o pai comete para com o inocente, este tem esperanças que numa outra situação parecida em que o culpado é o outro filho e ele não o souber e for forçado a agir da mesma forma, as contas fiquem saldadas.
Mas se o pai tivesse visto que o Joel era o único responsável por ter partido a jarra, seria absurdo e terrivelmente injusto castigar também Augusto.
É um marco civilizacional, uma conquista, que os sistemas penais actuais apenas penalisem quem tem responsabilidade numa determinada transgressão à lei. Nem sempre foi assim: bem sabemos que já existiram sistemas penais em que o castigo de um indivíduo passava para os seus descendentes.
Temos alguma condescendência com essa forma bárbara de encarar a justiça: que indigno que é responsabilizar um filho, uma pessoa independente e autónoma, pelos actos do pai. Entendemos facilmente que tal responsabilização constituiria uma flagrante injustiça.
É engraçada a forma como esta clareza se some quando se fala do paradoxo do mal. Aí, temos quem justifique as crianças que morrem em sofrimento 48h depois de nascer com os pecados dos pais, temos quem justifique terramotos, tsunamis, cheias, com vários pecados de outros indivíduos que não os que sofreram tais catástrofes.
Mas a derradeira prova de que a mentalidade da punição alheia prevalece está na obscena metáfora que é o episódio da criação – as doenças e as mortes que nos asolam são consequência do homem ter optado pelo mal. Mas o facto do mal atingir o homem em geral e não os pecadores em particular deveria salientar um ponto em particular desta metáfora: Deus castiga todos os descendentes de Adão pelos actos deste.
O rapazinho que morre em dois dias não tem culpa – se Deus fosse omnisciente, omnipotente e benevolente, salvá-lo-ia. Como existe quem morra nestas condições, nunca Deus poderá reúnir a benevolência à omnipotência. Não reúne porque não existe.
b) o Augusto pega numa faca e vai matar Joel.
Parece uma cena horrível, mas com crianças pequeninas nunca se sabe. É algo que pode acontecer.
Nenhum pai que se preze hesitará. Com a maior velocidade que pode (e o coração nas mãos) interromperá a brincadeira dos meninos e impedirá, pela força, o Ausgusto de matar o Joel.
Um pai que deixasse Joel morrer, dizendo «Eu prometi que não intervinha na brincadeira deles, e não queria faltar à minha palavra» seria visto como um louco patético, quiçá criminoso na sua loucura.
Isto não se passa apenas em relação a filhos de 6 anos, em relação aos quais se pode alegar não serem responsáveis. Se o leitor estiver a passar na rua e vir dois desconhecidos adultos, um dos quais está prestes a matar o outro, dificilmente tomará a opção eticamente errada se impedir qualquer morte de acontecer. Se conseguir fazê-lo sem se arriscar, mais obrigação terá de impedir a morte eminente.
Ninguém compreenderia que discordasse dizendo «Se o fizesse, estaria a interferir na esfera de liberdade daquele grupo. Estaria a impedir o presumível assassino de agir em conformidade com a opção livremente tomada, negando-lhe o livre arbítrio. Aquele grupo de duas pessoas seria menos livre, e eu prezo mais a liberdade que a vida.»
Alguns (poucos) poderiam concordar consigo se o segundo quisesse morrer, se a morte deste fosse voluntária. Mas se não fosse esse o caso, se o segundo quisesse viver, por mais que o leitor valorizasse a liberdade, nada justificaria a sua passividade: ao agir, estaria obviamente a negar a liberdade ao assassino de matar quem quisesse, mas estaria a dar a liberdade à vítima de não morrer, quando esta o não queria.
O saldo da sua intervenção teria sido o de uma vida humana, mas não teria havido quaqluer contrapartida em termos de liberdade humana. Aquele grupo não se tornou menos livre devido à sua intervenção (mesmo eventualmente com o assassino atrás das grades, a possível vítima viva é mais livre do que morta).
Suponho que até este ponto, poucos terão discordado das minhas considerações, bastante consensuais. É engraçada a forma como esta clareza se some quando se fala do paradoxo do mal.
Quando um assassino tenta matar alguém, Deus poderia intervir, impedindo a morte de acontecer. Certamente que isso negaria ao assassino a liberdade de matar, mas daria à possível vítima a liberdade de viver.
Se nós valorizamos a liberdade do assassino ao ponto de não querer a intervenção de Deus, porque tentamos negar-lha com a polícia, o sistema de justiça, as celas onde o prendemos? Será por considerar que ele ainda tem a liberdade de matar, mesmo que sofra as consequências? Então que direito temos nós de usar vidros e coletes à prova de balas, e um sistema de segurança que faz com que muitas pessoas não possam matar quem querem, mesmo que estejam dispostas a morrer por isso?
Nós não consideramos que uma intervenção que impeça o assassínio seja um atentado à liberdade. Em boa verdade é isso que tentamos criar com a polícia, o sistema de justiça, o sistema prisional, os sistemas de segurança, os colectes e vidros à prova de balas. Estes sistemas falham, há inocentes condenados injustamente e homicídios impunes, mas nós não somos mais livres quanto mais falharem: é o contrário.
Se eu encerrasse o artigo com estas considerações, certamente alguém me lembraria o «Minority Report»: «será que é esse o mundo que eu desejo?». Mas este filme fortalece o meu argumento. E como é que o faz?
Ao termos um sistema que pretende impedir os assassínios (o que, em si, não nega liberdade ao homem), temos de vigiar esse sistema, pois ele é feito por homens. Que podem ser ambiciosos, gananciosos, e partilhar muitas das falhas daqueles de quem pretendemos que nos protejam. É bom que a sociedade esteja vigilante, impedindo os abusos. É bom que a sociedade não dê poderes ilimitados a quem gere estes sistemas. Estas questões são colocadas a nível prático em relação a leis como o patriot act, mas no filme é feita uma metáfora: neste caso dá-se um poder de semi-omnisciência ao sistema que pretende impedir os homicídios. E a ganância humana materializa-se em Lamar Burgess, que tenta imediatamente aproveitar-se de tão grande poder para os seus fins pessoais.
Assim sendo, negar ao um assassino a possibilidade de matar não afecta a nossa liberdade. Dar a um ser humano que promete impedir os assassinos, plenos poderes para o fazer, já pode bem afectar…
Assim sendo, quando Deus, que pode impedir qualquer homocídio sem se arriscar, não o faz, no mínimo ele mata por omissão. Qualquer pessoa decente se sentiria culpada se, podendo evitar um homicídio sem se arriscar, o não tivesse feito. Ninguém diria a si próprio: «não, eu fiz bem. Dei liberdade ao assassino e à vítima para resolverem os seus problemas sem a minha intervenção. Não lhes neguei a liberdade de agirem conforme as suas escolhas livres.»
Será que um mundo em que Deus impedisse alguns dos homicídios e violações que não impede neste seria necessariamente pior? Será que seria impossível impedir qualquer das milhões de violações que acontecem no mundo sem que este piorasse?
Só acreditando que sim é que faz sentido acreditar num Deus benevolente, omnisciente e omnipotente. Mas o leitor dificilmente responderá afirmativamente à última pergunta que fiz. Estarei enganado?
«Laicidade não é laicismo. Queremos fazer propaganda à vontade. Somos mais que os outros.»
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