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Categoria: Não categorizado

14 de Abril, 2007 Carlos Esperança

Carregal do Sal – Presidente ou sacristão?

O pio edil de Carregal do Sal é uma espécie de Mariana Cascais de calças que julga viver num Estado confessional.

Atílio Nunes dos Santos recebeu nos Paços do Concelho a visita pascal o padre José António, beijou a cruz e deu-a a beijar – ele, presidente da Câmara – aos munícipes.

A notícia é omissa, mas é natural que o padre José António receba na Igreja o Sr. Atílio com busto da República e que, depois de o beijar – ele, padre – o dê a beijar aos paroquianos.

É difícil dar a César o que é de César, quando é débil a cultura democrática e inexistente a formação cívica.

13 de Abril, 2007 Carlos Esperança

Crimes da fé

O islamismo é um plágio do cristianismo que se tornou uma imitação grosseira.
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A 5.ª Cruzada ficou conhecida como «A Cruzada das Crianças». Acreditavam os cristãos que os jovens, inocentes, derrotariam os muçulmanos. Quando desembarcaram em Alexandria foram vendidos como escravos.
1218 – 5.ª CRUZADA [1219-1221], executada por Jean de Brienne, rei de Jerusalém.
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A estupidez é a mãe de todas os crimes.

13 de Abril, 2007 Carlos Esperança

Símbolos de fé

O Sr. Joaquim Gonçalves, bispo de Vila Real, aponta, na sua mensagem pascal, que os símbolos de fé, são também construtores da civilização. Crucifixo, sacrário e o lava-pés são ícones «cimeiros das igrejas».

Comentário:

– Para dependurar paramentos, o crucifixo foi substituído, com vantagem, pelos cabides;
– O sacrário, se guardasse algo importante, teria dado lugar aos cofres blindados, com muito maior segurança;
– E o lava-pés? É assim tão importante? É incómodo para um semicúpio e, de certo, o Sr. bispo encontra melhor quando a bexiga o apoquenta.

12 de Abril, 2007 Ricardo Alves

Ratzinger contra Darwin

Num livro publicado ontem, Joseph Ratzinger afirma que «a teoria da evolução não está provada», porque «não pode ser testada em laboratório». O papa dos católicos, que aparentemente não é licenciado em biologia ou qualquer outra ciência da natureza, não explicou como é que as bactérias se tornaram resistentes aos antibióticos.

O novo livro, por enquanto apenas publicado em alemão, chama-se «Criação e Evolução» e inclui comentários feitos em Castel Gandolfo, em Setembro, para uma plateia constituida unicamente por crentes. Inclui também textos do cardeal Schönborn, que desde o início do actual papado tem pressionado Ratzinger para que tome posição pelo «desenho inteligente» (a ideia segundo a qual a massa só atrai a massa se houver uma «inteligência» a supervisionar a interacção gravítica).

Deve recordar-se que Karol Wojtyla tinha ideias razoavelmente claras sobre a teoria da evolução, que considerava que se aplicava a todos os animais à excepção do homem. O polaco Wojtyla achava que o ser humano só teria «dignidade» se não tivesse evoluído de outros animais, e defendia abertamente que a ciência deveria ser corrigida de forma a sustentar os preconceitos éticos da crença católica.
12 de Abril, 2007 jvasco

A Revolução Moral

O Presidente polaco, Lech Kaczynski, e o Primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski, ambos conhecidos pela sua extrema religiosidade e pelo seu enorme fervor católico, começaram já a levar a cabo iniciativas legislativas e políticas para impôr os seus valores morais a todos os cidadãos.

Além de promoverem um discurso abertamente anti-semita, de proibirem qualquer forma de união de facto entre pessoas do mesmo sexo, de anunciarem a proibição do divórcio, de alterarem os currículos escolares para que o criacionismo fosse ensinado nas aulas, os irmãos procuram agora impedir os homossexuais de trabalhar na função pública, estando já em curso a apresentação de uma lista inicial oficial de proibições.

Perante esta situação creio que faz sentido aderir à exortação feita no blogue Devaneios Desintéricos, e expor claramente o seguinte protesto:

«Exmo Sr Embaixador da Polónia,

Ciente do árduo percurso do Povo do seu país rumo a uma Democracia expurgada de totalitarismos como os que historicamente se abateram sobre a Polónia, é com genuína inquietação que assisto à implementação de medidas governativas tendentes a instaurar um clima de desrespeito pelos mais basilares Direitos Humanos. As soluções propugnadas pelo executivo de Varsóvia, ao terem como consequência o desrespeito pela liberdade de não prossecução de um dado credo, a perseguição de minorias sexuais e modelos familiares atípicos, assim como as sugestões vindas a público de uma proibição total do aborto ou, por outro lado, a apologia da pena de morte feita por alguns membros do Executivo que representa, traduzem uma divergência inaceitável com os valores que assumimos comuns nesta União Europeia.

Ciente que o Povo polaco, como outrora, saberá levantar-se contra a instauração da intolerância e do desrespeito pela dignidade humana, junto de vós lavro o presente protesto.»

Vou encaminhar este protesto para o embaixador da Polónia, e convido todos os leitores a fazer o mesmo. Convido também todos os blogues a aderir à iniciativa.

12 de Abril, 2007 Carlos Esperança

Deus é um perigo

Na sequência de dois artigos do Ricardo Alves, «Leituras Recomendadas» e «Foram os do Costume», vale a pena insistir na denúncia dos ataques terroristas de índole religiosa perpetrados na Argélia e Marrocos e a que a agenda mediática portuguesa deu pouco relevo.

A Al-qaeda, uma espécie de Opus Dei bombista do Islão, continua a espalhar o terror à escala global. O sangue é uma exigência do Profeta e o suicídio o bilhete para o Paraíso.

Se um partido político fizesse a apologia do ódio e da xenofobia, se tivesse nos seus princípios programáticos o incitamento à violência que a Bíblia e o Corão preconizam, há muito que tinham sido dissolvidos pelos Tribunais e presos os seus dirigentes.

A suposição de que a maldade alarve é a vontade de Deus, cruel e sanguinário, protege os facínoras de serviço da aplicação do Código Penal e da vigilância dos campos de pregação do ódio — os templos.

A crença é um direito mas não é uma obrigação. À semelhança do dono da loja de legumes que acha que o cliente é obrigado a comprar, depois de apalpar um melão ou pegar num repolho, também o clero exige que o cidadão obedeça à religião depois de borrifado com água benta ou besuntado com óleo do travão de um veículo litúrgico chamado crisma.

Os crentes têm direito à genuflexão e à posição de rastos, mas não podem impedir a postura vertical e a dignidade dos livres-pensadores. E, sobretudo, não lhes assiste o direito de converter à bomba ou impedir a apostasia com a decapitação.

Não podemos deixar substituir as fogueiras da Inquisição da ICAR pelas bombas do Islão .

12 de Abril, 2007 Helder Sanches

Classe FM – Montijo, 106.2

Devo ser uma daquelas poucas estranhas pessoas que gosta de ouvir música clássica ao conduzir no tráfego da cidade. Na zona de Lisboa apenas existem duas opções: Antena 2 e Classe FM (ex-Luna FM), esta última a emitir a partir do Montijo, em 106.2 MHz.

Esta frequência foi recentemente adquirida pela Media Capital fazendo, portanto, parte da rede de rádios que também inclui a Rádio Cidade, Rádio Comercial, RCP, entre muitas outras; tudo normal até aqui.

Aberrante mesmo é o facto de durante algumas horas de emissão, a Classe FM emitir divulgação religiosa e publicidade a um tal Professor Bambú ou Mambú! Então, uma rádio que se dedica à transmissão de música clássica, ópera e jazz – de excelente bom gosto, diga-se – encharca depois a sua frequência com missas em português e espanhol em simultâneo e consultas astrológicas em francês magrebino!?! Que falta de classe…

(Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)