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7 de Maio, 2007 jvasco

Ateísmo na Blogosfera

  1. «E o amor é involuntário. Não amamos quando, como, ou quem escolhemos. É mais um mecanismo que nos compele a agir, muitas vezes contra a vontade consciente. É absurdo que um ser omnipotente seja compelido, mas sem compulsão não é amor. Se Deus tem completa liberdade de escolher quando e como ama nunca saberá o que é amar. E se não tem essa liberdade não é Deus.

    É claro que os crentes dirão que o amor de Deus é completamente diferente do nosso. Vão usar letras maiúsculas, chamar-lhe Amor Divino, e dizer que está para além do que podemos compreender. Mas então sejam honestos. Digam que Deus é X e que não fazem a mínima ideia do que estão a falar. O amor sabemos como é. E é coisa de humanos, não de deuses.[…]

    A Terra não se importa se sofremos ou prosperamos. A chuva não cai onde precisamos. Este universo é cem mil vezes mais velho que a humanidade. Nenhum planeta notou quando aparecemos. Nenhuma galáxia se importa com o que nos acontece. E nenhuma estrela vai dar pela nossa falta quando fundir o carbono e azoto de que somos feitos em elementos mais pesados.

    Este universo não se importa. Não se preocupa. Não ama, não odeia, não perdoa nem vinga. Nem sente. Simplesmente é. Se existe deus, não é amor. É uma infinita indiferença.»Mente e fisiologia, parte 5: Deus é Amor?», no Que Treta!)

  2. «Quem se entrega à procura racional de verdades parece retirar imensa satisfação do próprio acto de investigar: levantar hipóteses, explorar possibilidades, descobrir objecções, refinar teorias, fazer observações cuidadosas, deter-se em pormenores fundamentais. Pelo contrário, quem sente maior atracção por uma ou outra forma de tradições sapienciais — seja a New Age, a astrologia, a religião ou o ocultismo — parece não ter qualquer gosto nas actividades referidas, retirando antes a sua satisfação da posse da certeza inabalável, da sensação de que se alcançou uma Verdade fundamental que agora resta aplicar e reinterpretar, para se poder ir à vida, entretanto vivencialmente transformada pela Verdade.» («A emoção da omnisciência», no De Rerum Natura)
  3. «Apesar da hierarquia da Igreja Católica de Roma não se perder de amores pela Revolução de Abril, – nem ser de uso, comemorar a Revolução dos Cravos nas igrejas — o seu mais alto representante em Portugal, Cardeal Patriarca, foi convidado a assistir à cerimónia oficial que teve lugar na Assembleia da República.

    Ora acontece que, ao longo do século XX, a Hierarquia Católica, com raríssimas excepções, apenas mostrou simpatia e apoiou o golpe militar de 28 de Maio de 1926, tendo aderido às soluções orgânicas que o Estado Novo encontrou para lhe devolver a influência que perdera com a Revolução Republicana.

    Ao enviar uma carta, pedindo o esclarecimento sobre o critério que levou ao convite deste chefe religioso, a Associação República & Laicidade, fez o que muitos de nós gostaríamos de ter feito.»(«Milagres (3)», no PUXAPALAVRA)

7 de Maio, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

E se o Papa fizesse o Lisboa-Dakar?

5 Quilómetros de estrada em terra foram asfaltados no Brasil, na ligação à Fazenda Esperança, para que um tal de Ratzinger não sinta o mínimo desconforto de uma viagem exigente em estrada mal tratada. O pedido em forma de obrigação veio do Vaticano, e os responsáveis pelo lugarejo aquiesceram a tal intransigência com toda a nobreza do servilismo católico, dedicando as suas atenções ao assunto primário de não empoeirar os veículos clericais que passarão no local.

O Brasil obteve a visita nobre da cabeça do polvo católico, que debitou uns quantos dejectos imorais, levados posteriormente pelos tentáculos clericais às massas leigas e sedentas por falsos moralismos. Aquilo que tipicamente se define como evangelização.

Num país que já acumulou mais de 183 mil mortes motivadas pela SIDA, nada melhor que levar ao palco principal a voz primária da defesa dos direitos dos vírus, e consequentemente inimigo dos preservativos, esses monstros que impossibilitam a livre proliferação desse indefeso organismo. Os vírus também serão filhos de deus.

Enquanto no Brasil 250 mil mulheres são internadas, por ano, em Hospitais devido a problemáticas de saúde causadas pelo aborto clandestino, políticos investem dinheiro e unem esforços para resolverem as problemáticas da terra que indignifica a passagem daqueles que investem tempo e dinheiro em diarreias verbais de criminalização e humilhação feminina.

Enquanto políticos se preocupam com que não exista uma única poeira que suje as vestes travestis de Ratzinger, os problemas acontecem, e pior ainda, são exponenciados dramaticamente pelas defecações clericais.

Sabendo que o Raly Lisboa-Dakar tem mais de 9000 quilómetros, maioria dos quais em péssimas condições de circulação rodoviária, o que aconteceria se Ratzinger decidisse fazer o trajecto no seu papamóbil?

Também publicado em Ateismos.net e LiVerdades

6 de Maio, 2007 Carlos Esperança

A Igreja católica cheira as desgraças

O desaparecimento da inglesinha
Três dias depois do desaparecimento da menina inglesa, Madeleine, de um apartamento na praia da Luz, em Lagos, a polícia portuguesa prossegue as buscas.

O desaparecimento de Madeleine, de três anos, possivelmente raptada, é motivo de alarme e merece a preocupação e solidariedade de todos.

Fazer da tragédia da criança e da desolação dos pais um circo místico com a montagem de um número pio, com a inclusão do terço, é um acto vil de utilização da fragilidade humana.

As religiões são assim. A cada patifaria da sorte, em vez de execrarem a incúria divina, pedem ao mito a ajuda que não tem, o milagre que não pode.

Nem a criança desapareceu por vontade de Deus nem aparecerá por remorso dele. São vãs as orações e, quanto à ansiedade dos pais, faz mais um calmante do que uma novena e para a descoberta do eventual criminoso é mais útil um cão bem treinado do que a Senhora de Fátima.

As orações são inutilidades que os crentes debitam e os padres aproveitam para proselitismo. Nenhum clérigo com alta de um hospício acredita que Deus se meta na investigação policial ou estimule o faro dos cães que procuram a criança desaparecida.

Vale mais o nariz de um cão treinado do que o Deus gasto por séculos de mentiras e insucessos.

O mundo gira sem interferência de Deus. É cruel confiscar a dor dos pais para promover a fé e usar o desespero para uma operação de marketing religioso. Fazê-lo é uma atitude rasteira de quem substitui a razão pela fé e a solidariedade pela genuflexão.

Uma bruxa não faria melhor.

6 de Maio, 2007 Carlos Esperança

Fazer a maratona sem sair de casa

Próxima Peregrinação de Carlos Gil

Caminho de Lisboa – Fátima16 de Julho de 2007

1º dia – Cascais – Lisboa
2º dia – Lisboa – Vila Franca de Xira
3º dia – Vila Franca de Xira – Azambuja
4º dia – Azambuja – Santarém
5º dia – Santarém – Monsanto
6º dia – Monsanto – Santuário de Fátima
7º dia – Cumprimento das promessas e presença nas comemorações

Por 2500 euros cumpre promessas de peregrinos de qualquer parte do mundo.
a) 1atento (leitor do DA)

6 de Maio, 2007 Carlos Esperança

Papa lembra ligação a Fátima

Todos conhecemos a ligação do Vaticano a Fátima. É um rio de dinheiro que nasce na Cova da Iria e desagua no Vaticano, um caminho de sofrimento que produz chagas nos joelhos e não tem saída para o Céu.

Quem fez de Fátima um anjódromo e de uma azinheira um local para aterrarem virgens também inventou as cambalhotas do Sol e embruteceu as três inocentes criancinhas que preferiram a catequese à escola e a oração à leitura.

Fátima não é apenas um embuste para aliviar as magras carteiras dos simples e espoliar o ouro dos desesperados, é o epicentro de uma montagem clerical contra a República e, por extensão, contra o comunismo.

Em 1917, o país rural com soldados em França, infestado de padres trauliteiros e bispos miguelistas, era o húmus ideal para plantar virgens e fazer ralis de anjos. O terço era a ocupação dos supersticiosos para aplacar a ira de um Deus troglodita que precisava de padres-nossos e ave-marias para livrar as pessoas do comunismo e do Inferno.

Os parasitas de Deus andavam possessos com a lei da separação da Igreja e do Estado, com o registo civil obrigatório e o divórcio. O mercado das hóstias começou a entrar em crise e o ódio dos retalhistas a subir em flecha. Só aliviaram com a ditadura salazarista.

Diz B16 que «muitos foram os fiéis que acorreram à Cova da Iria para pedir a protecção de Nossa Senhora nas suas dificuldades». Isso é verdade, mas não há a menor suspeita de qualquer milagre e há a certeza de dezenas de atropelamentos mortais nas estradas antes de chegarem a Fátima e não há o menor indício de que fosse essa a graça pedida.

5 de Maio, 2007 Carlos Esperança

Santos & Beatos, S. A.

JP2 fez santos como o abade de Trancoso fazia filhos, embora de forma diferente.

Em 26 anos de pontificado beatificou 1.345 bem-aventurados. Dos 800 santos da Igreja Católica, 483 são do período do papa polaco. Ele sozinho canonizou mais do que todos os outros papas juntos nos últimos 400 anos.

B16 pode não acreditar em Deus, mas conhece o negócio e mantém a fábrica de santos a laborar no mesmo ritmo. Um cardeal português, com ar de cavador, apronta atestados de milagres que saciam a fome da Renovação Carismática, Opus Dei, Regnum Christi e doutros grupos pios que sustentam o Vaticano e fazem o marketing da cruz.

Se Cristo tivesse sido decapitado o símbolo da devoção seria uma cimitarra, objecto que adornaria o pescoço dos beatos e viajaria em ouro no vale de ilustres peitos lusitanos e de outras devotas espalhadas pelo mundo e pelas sacristias.

Os santos são cadáveres exumados pela superstição dos fiéis e a ganância do Vaticano, ícones para exibir em dias de festa nas igrejas rurais que ficam o resto do ano a apanhar fungos, teias de aranha e pó.

O negócio da fé é uma burla que goza de protecção legal. A criação de santos é um embuste cujo alvará pertence ao Papa e que rende grossos cabedais à Cúria romana. A Igreja é a casa de alterne que serve indulgências a troco de esmolas.

5 de Maio, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

Teoria dos elos perdidos

O criacionismo é ignóbil, e uma das suas mais ginasticadas deambulações é a dos elos perdidos. Da história ficcional infantil de escrita entediante, rabiscada em surrealismos de tasco apinhado em vinhos reles e pataniscas de 15 dias, chega-nos a visão criacionista, vista e revista em cerca de 50 páginas. Ou Génesis.

Consoante o prisma cristão de debate, essas poucas páginas poderão tomar os contornos sólidos do titânio que entra e sai de atmosferas sem danos, ou aquando necessário transformar-se-ão em plasticina extremamente moldável, na qual são retiradas metáforas de cantos e recantos, quem sabe até mesmo das numerações de página. Pelos mesmos processos podemos pescar semelhantes metáforas numa lista telefónica como tainhas no Douro.

Os factos encaixam na teoria Evolucionista tal qual luvas de látex nas mãos, ou profiláticos no pénis, deixando a correspondência contrária às teses criacionistas, que se ambientam aos factos tal qual os peixes se ambientam facilmente ao Deserto do Saara.

Se de factos de evidência incontornável, tal se afiguram os fósseis como exemplo, se chega posteriormente a conclusões evolucionistas, já em campos de criacionismos cristãos se parte dos factos infactuais da conclusão criacionista para se posteriormente se chegar à conclusão criacionista. Se deus sabe ler por linhas tortas, já o mesmo não se passa por linhas direitas.

Se deus a si não chama os créditos, serão os seus seguidores a tentar retirar os créditos onde estes foram reunidos, tal como se puxarmos para o pescoço um cobertor curto destaparemos os pés. Assim se comportam tais blasfemos da evolução, inventando e reinventando argumentos de sachola às costas pronta para escavacar os titânios das realidades da Natureza.

Tentando incutir uma simbiose entre racionalidade e as cerca de 50 páginas de ficção entediante infantil infectada pelo bolor das lacunas imaginativas de deus, brota uma teoria dos finitos infinitos ou infinitos finitos consoante o ponto de vista. Teoria dos elos perdidos neste caso.

Fossilizações acontecem por acaso, não propositadamente. Nenhum dinossauro pensou em defecar perante um qualquer contexto geológico propício à fossilização, para que um dia um qualquer ateu o encontrasse e corresse para a paróquia mais próxima entoando bem alto “Este coprólito fóssil prova que o criacionismo é um coprólito intelectual!”. O exemplo referido também se coaduna com pegadas por exemplo, se bem que não produz trocadilhos relevantes.

Elos perdidos existem sempre e sempre existirão, neste ou noutro qualquer contexto. Entre dois pontos diferentes podemos definir um número infinito de pontos intermédios. Ao ser descoberto um fóssil a que chamaremos 1, que evolui para outro também descoberto denominado 2, virão os criacionistas com a teoria do elo perdido, pois não existe um fóssil 1,5. Caso um dia seja descoberto um fóssil denominado 1,5 virão novamente os criacionistas ainda com mais argumentos, pois desta vez conseguem ver 2 elos perdidos, o 1,25 e o 1,75. A situação pode prolongar-se ad nauseam.

Aplicando este raciocínio ao quotidiano de devotos religiosos cristãos poderemos indagar se estes alguma vez poderão sair de casa para ir até uma paróquia, visto que entre o ponto de partida e o de chegada existem infinitos pontos intermédios de passagem.

Podemos também encaixar este raciocínio em qualquer filme, e assim concluir que eles representam nada e coisa nenhuma. Como um filme é apenas uma sequência de imagens, poderemos pegar num segundo de um filme com 27 frames por segundo a título de exemplo, e atribuir-lhe os dotes do inifinto ad nauseam. Se entre o frame 1 e o frame 2 não existe um frame 1,5, então existe um elo perdido no filme. Se aplicarmos a teoria do meio frame a um filme de 90 minutos a 27 frames por segundo extraímos cerca de 145800 elos perdidos.

Elos perdidos ad nauseam não faltam. Tal não acontece com a racionalidade.

Também publicado em Ateismos.net e LiVerdades

4 de Maio, 2007 Carlos Esperança

Quem é terrorista?

O Vaticano define como terrorismo as críticas ao Papa e como defesa de princípios o terrorismo eclesiástico.

O artista Andrea Rivera criticou a Igreja Católica por ter negado enterro religioso a Piergiorgio Welby, o tetraplégico que foi objecto de eutanásia em Dezembro de 2006 e «L’Osservatore Romano», pasquim impregnado de água benta e com cheiro a incenso, ataca o autor da crítica.

É verdade que as cerimónias religiosas e as violas não fazem falta nos enterros, mas a liberdade de expressão, por muito que custe ao bando da sotaina, é um direito adquirido.

A ICAR faz terrorismo ao acirrar ódios em Espanha, fabricando milhares de santos dos mortos que apoiaram Franco contra os republicanos na guerra civil; faz terrorismo ao impedir o aborto de um feto anencéfalo a uma jovem irlandesa de 17 anos; é terrorista quando larga os bispos na via pública com mitras e báculos à frente das manifestações contra Zapatero; é terrorista quando impede o divórcio em Malta e o aborto na Irlanda.

A ICAR só não queima hereges porque lhe tiraram a lenha. Mas ainda se baba de gozo com as chagas dos supersticiosos que viajam de joelhos em Fátima ou com os pobres diabos que se crucificam nas Filipinas.

O último Estado totalitário e teocrático da Europa não tem o direito de chamar aos outros o que é da sua tradição e ambição.

4 de Maio, 2007 Carlos Esperança

Deus é doido

(Clique para aumentar a imagem e a indignação)

Os ayatollahs que mandaram cortar as mamas aos manequins das lojas iranianas ficaram perturbados com o beijo de Ahmadinejad na luva da sua professora primária.

Uma provocação erótica que deixa Maomé encolerizado.