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25 de Maio, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

Bezerrices e porcalhices

Realizou-se em Santa Maria da Feira o sétimo Festival Internacional de Teatro de Rua, de nome Imaginarius, uma excelente iniciativa que visa a aproximação das pessoas ao teatro, à cultura e à criatividade em geral, uma das fugas aos quotidianos e às entediantes normalidades dos espectros “culturais” portugueses, a diversidade vem no dicionário e convém usar de tempos a tempos. Fora dos meios de comunicação mais abrangentes, o festival viu-se finalmente bem-sucedido, aparecendo por várias agências noticiosas, a ajudar esteve o padre Bezerra.

Umas das peças apresentadas foi fortemente agredida pela comunidade Católica, peça de nome “Market Platz 2”, apresentada pela Companhia Cacahuéte, francesa, 22 anos de existência, corridos os quatro cantos do Mundo, incentivada por vários festivais e pelo Ministério da Cultura francês. A peça era divulgada nos seguintes moldes: “Cacahuète apresenta, de forma intencional, um espectáculo obsceno, nojento, mórbido, alegre, cínico, lascivo e provocador, que combina imagens mitológicas e religiosas com alegorias decapantes, reivindicando um certo mau gosto. Certas imagens deste espectáculo são fortemente desaconselhadas às crianças e a pessoas com fortes sensibilidades religiosas.”.

A premissa para o espectáculo era simples e objectiva, critica ao presente consumismo interagido com passados religiosos. Ida à igreja ao domingo de manhã substituída por ida ao centro comercial, deus substituído pelo consumo. Escandalosa por iniciativa própria, escandalizou os católicos, claro está. Mas apenas os portugueses, em França não existiu um único registo de indignação. Quem sabe os católicos que foram ver a peça não saberiam ler, ou confundissem locais. Polémica se deu, já se sabe que para polémica são mil meios de comunicação a um osso, uns quantos católicos não gostaram da peça, bastou para a estupidez.

Porcos em cruzes e virgens marias a tirar prendas da vagina, religião e consumismo em harmonia, criatividade às resmas, tão pouca se vai vendo por estes lados, livre pensamento e livre expressão não caem bem no estômago dos encapuzados, que não comam aquilo que não querem. Bezerro falou do porco, “Pensam que somos tão ignorantes que não vemos a intencionalidade maléfica e satânica de se apresentar um porco numa cruz”. A deduzir temos primeiramente uma falácia de inversão, tenciona não ser ignorante e o é, por não saber ler ou por não saber que num Festival se costuma escolher o que ver ou não ver, baseado numa coisa chamada programa, programa esse que explicitamente advertia o conteúdo. Errado na palavra maléfica, advertir as pessoas para os problemas dos consumismos e materialismos é benéfico, não para ele de certeza, nem para a Igreja Católica. Satanismo é uma advertência engraçada, e sem dúvida que levando a Bíblia a sério, será preferível adorar o diabo, o clerical certamente já leu a Bíblia caso saiba ler, as dúvidas subsistem, e deveria saber perfeitamente que o personagem deus matou biliões de pessoas (basta para as contas o dilúvio), enquanto o personagem Satanás matou 10 pessoas, com a conivência de deus.

O padre Bezerra vai promover um abaixo-assinado para entregar na embaixada francesa mostrando o repúdio por este espectáculo, esquecendo-se de que por exemplo, a Companhia é apoiada pelo Ministério da Cultura de França, que em Portugal existe uma coisa chamada Laicidade, que o 25 de Abril já aconteceu, que quem não gosta não come, que não é provável um Ateu ou um Budista, ou um Hindu irem à missinha, e depois promoverem um abaixo-assinado ao Vaticano mostrando o repúdio pelo canibalismo, comer corpo de Cristo em bolachas e beber sangue. Todos os dias existem centenas de programas violentos na televisão, e que se saiba ninguém morreu no espectáculo, horrorizados os católicos com porcos em cruzes, rapidamente se esquecem da Inquisição, Cruzadas, pedofilias clericais e afins. Hipocrisia aos montes nos catolicismos e bezerrices.

Também publicado em LiVerdades e Ateismos.net

24 de Maio, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

São necessários mais piratas!


O aquecimento global é causado pelo decréscimo do número de piratas. É imperioso analisar o problema da extinção dos piratas, surgido por volta do século XVIII, visto estar inversamente relacionado com o aquecimento global. Este problema no ecossistema acarreta outros desastres naturais, entre os quais terramotos, furacões e afins, pelo que é imperioso salvaguardar as condições ambientais favoráveis ao crescimento e multiplicação dos piratas. É bem visível graficamente o porquê dessa necessidade, problema reportado pela Igreja do “Flying Spaghetti Monster”. Será necessária a consciencialização da população perante este problema, especialmente a nível do ensino religioso, para salvaguardar problemáticas futuras advindas destes factores.

Para mais informações consulte a Igreja do Flying Spaghetti Monster.

Também publicado em LiVerdades e Ateismos.net

24 de Maio, 2007 Carlos Esperança

Igrejas – Todas iguais, todas más

As Igrejas não são associações éticas e de solidariedade social, são bandos organizados para a conquista do poder. Actuam junto dos incautos para os convencer da bondade do seu Deus e, no interior do aparelho de Estado, para convencerem os que o dominam das vantagens da colaboração recíproca.

O clero duvida do dogma mas crê na eficácia de o fazer aceitar. As religiões lembraram-se de embirrar com a carne de porco como podiam ter antipatizado com as coxas de rã. Inventaram a hóstia de pão ázimo porque ignoravam o chocolate e as bolachas e porque eram mais baratas. Os sacramentos são a arreata da fé e a confissão a arma de domínio das consciências e da espionagem.

A fragilidade dos crentes é explorada até à exaustão. A morte, a doença e a angústia são o terreno fértil para a sementeira de Deus.

Vejamos o caso da família inglesa McCann e do desaparecimento da filha Madeleine, de quatro anos. A tragédia da criança, o sofrimento dos pais e a ansiedade colectiva, que a comunicação social se encarrega de estimular, deu origem à mais vasta operação de manipulação religiosa dos últimos tempos.

Hoje são as crianças da praia da Luz que se mobilizam para o terço, ontem foram os pais que se deslocaram a Fátima em oração privada, acompanhados de um batalhão de fotógrafos, operadores de câmara e jornalistas. Já lá vão 21 dias de orações, missas e novenas numa operação de proselitismo e encenação religiosa a raiar o obsceno.

Se em vez de uma criança loira, de pais da classe alta, estivessem em causa as crianças da América Latina, onde – segundo B16 – o cristianismo entrou de forma pacífica, nem uma só ave-maria tinha sido gasta. E todos os dias são aí raptadas e vendidas crianças.

Eis a hipocrisia e o oportunismo da ICAR.

24 de Maio, 2007 Helder Sanches

Brief History of Disbelief


Há muito tempo que tentava descobrir esta série da BBC apresentada por Jonathan Miller. A história do ateísmo apresentada de uma forma séria, sem sensacionalismos, com a opinião de vários pensadores da actualidade. Considero esta série, composta por três documentários (aprox. 1 hora cada), indispensável para um entendimento da evolução do ateísmo ao longo dos tempos.

Aproveito para recomendar que explorem o veoh.com. O leitor é muito bom, pode-se fazer o download dos filmes, criar canais, etc.

Estão ainda disponíveis na íntegra, em separado, algumas das entrevistas feitas para esta série, com o título “The Atheism Tapes“.

(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

23 de Maio, 2007 Carlos Esperança

B16 – Papa medieval

A dimensão das asneiras prova a infalibilidade. O ridículo dos milagres atesta a origem divina. O autoritarismo do Sapatinhos Vermelhos prova que o Espírito Santo disse aos cardeais em quem deviam votar.

Na ICAR o Espírito Santo tem sido abandonado nas orações e no respeito. Deixaram de lhe fazer festas, endossar pedidos e dirigir orações. Até a iconografia sacra o ignora.

A pomba caiu em desgraça. Foi ela que avisou Maria da gravidez indesejada. A Virgem, na sua divina ignorância, acreditava no método das temperaturas e, para preservar a fé, que é um dom do Espírito Santo, este voou até à Terra para a avisar da prenhez.

Mas a Igreja é como as mercearias. Desfazem-se dos monos e lançam no contentor do lixo os géneros avariados. Foi o que aconteceu ao Espírito Santo, sem devotos, preces, aparições ou festas litúrgicas.

Hoje, vale mais uma santinha de Balazar que passa anos sem comer, nem beber e em anúria, factos que o Papa JP2 confirmou, do que o Espírito Santo, apesar da linhagem aristocrática das velhas religiões donde o importaram e dos recados que fazia a Jeová.

Com o andar dos tempos restam os santos autóctones de que a ICAR já fez stock e umas Virgens de origem duvidosa e pouco dadas a milagres, para entreter os crentes e nutrir o clero.

Deus é cada vez mais uma referência exótica com reles cotação na bolsa de valores da superstição. O latim ainda vai alimentar o Vaticano e restituir o brilho às missas.

23 de Maio, 2007 Helder Sanches

A Superioridade Moral

Chateiam-me os crentes que alvitram uma superioridade moral induzida pelos ensinamentos religiosos que professam. Tenho algumas dúvidas que eles de facto acreditem em tal disparate.

A moral é mutável. Não é algo que seja estanque às influências de todos os aspectos que nos rodeiam socialmente. Acontecimentos históricos moldam a moral colectiva, acontecimentos privados moldam a moral individual. Tudo isto, cozinhado com a formação, educação e experiência acumulada, contribui para a aceitação e divulgação de novas regras morais.

A religião é apenas um dos factores que terá, historicamente, contribuído (e mal?) para a moralidade. No entanto, as premissas para a chamada moralidade religiosa são impostas pelo medo dos encargos do pecado e da factura a pagar ao cobrador-mor, o tal ser que espreita os adolescentes quando eles estão no duche. Assim, a moral de origem religiosa não é sincera. É fruto da repressão ideológica hipócrita imposta pela estrutura das organizações religiosas e baseia-se, na maior parte dos casos, em obras de ficção com centenas ou milhares de anos, essas sim, estanques ao evoluir das sociedades.

Sendo a moral o sistema de valores mais relativo que existe, alvitrar tal superioridade é pura demagogia.

(Publicação simultânea: Diário Ateísta / Penso, logo, sou ateu)

23 de Maio, 2007 fburnay

Boa pergunta

À excelente pergunta «Como pode um Deus omnipotente e cheio de amor permitir o sofrimento humano?», o pastor Tom Honey responde com uma cuidadosa reflexão. Procurando várias respostas, ele parece esquecer-se de uma delas. O ateísmo. Nem seria necessário um ateísmo a 100% – bastaria recusar apenas esse Deus que, paradoxalmente, alguns afirmam ser omnipotente ao mesmo tempo que tem um grande amor pela raça humana. Eu duvido que esse deus exista.

22 de Maio, 2007 Carlos Esperança

Documentário sobre padres pedófilos

Quando o Papa Rätzinger condenou a publicação das caricaturas de Maomé não foi por respeito ao rude pastor de camelos, foi por genuína aversão à liberdade de expressão.

O Index Librorum Prohibitorum do Vaticano foi abolido em 1966 mas persistem a vocação censória, os tiques autoritários e o horror à liberdade. Foi o desprezo da sociedade que fez a ICAR desistir da censura, não foi a conversão à democracia.

O documentário da BBC, «Crimes sexuais e o Vaticano», com o prestígio e rigor de que goza a estação inglesa, está em vias de ser censurado em Itália.

Mario Landolfi, presidente da comissão parlamentar que supervisiona a RAI, pediu ao diretor-geral da emissora, Cláudio Cappon, que não autorize a transmissão.

A liberdade, a apostasia, a blasfémia e a carne de porco são obsessões das religiões do livro. Merecem-lhe um ódio profundo.

22 de Maio, 2007 jvasco

Ateísmo na Blogosfera

  1. «Objectivamente, acho que o tal ser todo poderoso não existe. Não me parece provável que tenha vindo á Terra morrer e ressuscitar para perdoar os nossos pecados. Tudo isso me parece uma grande treta. Mas tudo isso é circunstancial. Calhou o universo ser assim, ter surgido por si próprio e não conter seres divinos, mortos que ressuscitam, e coisas dessas. Mas pouca diferença fazia se fosse de outra forma.

    O fundamento do meu ateísmo é que eu não tenho deuses. Não há nada que eu venere. Mesmo que esse ser existisse não era por ser todo poderoso ou criador do universo que me ia pôr de joelhos a pedir-lhe favores, perdão, ou a louvar o seu nome. Quem vive a minha vida sou eu. Quem é responsável pelos meus actos sou eu. Quem tem que corrigir as asneiras que eu faço sou eu. .»(«É racional ser agnóstico?», no Que Treta!)

  2. «Mal ouviram falar em tudo isto, principalmente do elevado montante que o fundo de auxílio já tinha atingido, os famosos “psíquicos” ingleses Amanda Hart (de St. Albans) e Ben Murphy (de Watford) apanharam imediatamente um avião para o Algarve.

    Ali chegados, não cessam de rondar os pais e as pessoas mais chegadas à família da pequena Madeleine, fazendo-lhes crer que graças aos seus poderes psíquicos e às pistas que têm recebido do “além” estão na posse de preciosas e vitais informações sobre o destino e o paradeiro da criança.».» («Os Abutres», no Random Precision)

  3. «Nesses programas, em directo, atendem telefonemas de pessoas, fragilizadas, com problemas, de saúde, económicos, desemprego, etc. e, convencem-nas de que foram alvos de, mau-olhado, invejas, bruxaria e todo o tipo de maldições.
    Assim atemorizadas, essas pessoas, são aconselhadas a dirigirem-se aos – “Centros de Ajuda Espiritual” «locais de culto, que invadem todo o País, e principais cidades de vários Países», onde outros colaboradores da seita, auto-designados “Homens de Deus”, treinados, «conforme se pode observar, nos vídeos seguintes», usam todos os estratagemas para extorquir dinheiro aos crentes.
    »(«IURD – Embuste e Exploração Universal (Capítulo 1)», no O Calhamaço dos Embustes)