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30 de Julho, 2007 Carlos Esperança

Momento Zen de segunda

João César das Neves (JCN) debita homilias semanais cuja finalidade é a conversão dos réprobos mas não ultrapassa a penitência do beato. Vejamos a homilia de hoje.

Referindo-se à baixa natalidade – um facto indiscutível e preocupante -, responsabiliza o Governo em vez de apelar aos católicos para aceitarem os filhos que Deus lhes mandar, embora entre em contradição com os apelos à castidade que é frequente fazer.

Eis a débil argumentação do fundamentalista religioso: «Foi este Executivo que fechou maternidades, liberalizou e subsidia o aborto, impôs a educação sexual laxista. Ele é o herdeiro dos que facilitaram o divórcio, promoveram uniões de facto, promiscuidade, homossexualidade».

Este veredicto é deveras pungente e parece saído de quem, mergulhado em água benta, entrou em anóxia. Não é verdade que os países com mais alta taxa de natalidade são aqueles onde não há assistência médica e que os períodos históricos mais férteis foram os de mais pobreza e maiores carências alimentares, higiénicas e culturais?

Bem sabemos que o que dói ao pio colunista do DN é a legalização do aborto. Mas não saberá o devoto que a raiva que nutre pelo facto de não poderem ser presas as mulheres que abortem nos termos da lei, será vingada pelo castigo do seu Deus?

É arrasadora e comovente a acusação retroactiva ao primeiro-ministro: «Ele é o herdeiro dos que facilitaram o divórcio, promoveram uniões de facto, promiscuidade, homossexualidade».

JCN, na sua vocação totalitária, quer impor aos outros o seu catecismo? Quer ilegalizar o divórcio, proibir as uniões de facto, a promiscuidade (seja isso o que for) e prender os homossexuais? JCN não é apenas o beato que agrada aos padres, é o sacristão que quer abolir os direitos individuais e restaurar a polícia dos costumes.

Imagine-se a mentalidade de um fanático através da censura ao programa do Governo:
JCN abomina: “Combate à violência doméstica”, “Igualdade de género”, “Uma política de verdade para a interrupção voluntária da gravidez” e “Política de não discriminação”.

Eis um crente medieval, defensor dos bons costumes e, paradoxalmente, da castidade e da reprodução, sabendo que esta se faz, ainda, na forma mais popular – pelo método tradicional.

30 de Julho, 2007 jvasco

Ateísmo na Blogosfera

  1. «Leão XIII declarou que a democracia é incompatível com a autoridade da Igreja na bula Immortale Dei. Por causa da opressão da religião dominante, crentes de diversas religiões tinham fugido para os Estados Unidos da América, onde a sua Constituição, elaborada por deístas, utilitaritas e outros descrentres, garantiam a liberdade religiosa num estado laico.»(«Religião e moral; a história do cristianismo como exemplo», no Crer Para Ver)
  2. «Com um profundo conhecimento das principais religiões deste mundo e dos textos que as promovem (mas também a par de uma peculiar visão do mundo e da política, principalmente a internacional), Christopher Hitchens demonstra-nos, por exemplo como a religião é a causa da perigosa repressão sexual das pessoas ou da deturpação das verdades históricas e científicas, e propugna por uma sociedade secular baseada na Razão e na Ciência.»God Is Not Great», no Random Precision)
  3. «A teoria da Queda Inteligente era até aqui a minha sátira preferida já que mimetiza na perfeição o discurso criacionista. De acordo com a sátira da Onion, os proponentes da Queda Inteligente, «cientistas» do Centro Evangélico para a Explicação Baseada na Fé, ECFR, afirmam que a «teoria da gravidade» tem falhas e que as diferentes teorias utilizadas pelos físicos «seculares» para explicar a gravidade não são internamente consistentes pelo que mesmo os críticos da Queda Inteligente admitem que as ideias de Einstein sobre a gravidade são irreconciliáveis matematicamente com a mecânica quântica. Estes factos provam que a gravidade é uma teoria em crise, facto irrefutável que apenas a visão materialista e ateísta dos seus proponentes impede reconhecer.»(«Desenho Químico Inteligente», no De Rerum Natura)
29 de Julho, 2007 Carlos Esperança

A santidade do Opus Dei

O Opus Dei é uma instituição que busca a perfeição espiritual dos seus membros e a satisfação da vontade divina.

Acontece, às vezes, que a vocação para a política e para o sector financeiro extravase a necessidade de salvação da alma e comprometa a imagem dos seus membros.

Os jejuns, as orações e os cilícios não ocupam todo o tempo destinado à santidade. Foi isso que permitiu ao virtuoso Escrivá apoiar o franquismo sem se esquecer, certamente, de rezar por mais de 900 mil espanhóis assassinados ou deportados pela ditadura.

O virtuoso monsenhor, que já em vida revelou odor a santidade, sentido por pituitárias pias, seria canonizado por João Paulo II, o Papa com maior faro para milagres e o mais dedicado a criar santos.

Claro que o Opus Dei teve percalços. Os casos Rumasa e Matesa são nódoas que caíram no pano impoluto da Obra, falências fraudulentas que os inimigos de Deus aproveitaram para denegrir a santa prelatura. Mais tarde a falência fraudulenta do Banco Ambrosiano salpicaria o Opus Dei e as autoridades italianas quiseram julgar o arcebispo Marcinkus, valendo a bondade de JP2 que não consentiu a extradição e impediu a investigação dos crimes.

Era o que faltava, enxovalhar nos tribunais a Obra que subsidiou o Solidariedade e que a única coisa que não consegue do Céu é que lhe mande dinheiro.

O Supremo Tribunal Suíço, localizado em Lausana, caracterizou, numa sentença, o Opus Dei como «associação secreta» que actua «ocultamente» com um máximo de opacidade nos seus assuntos.*

Coisas de juízes terrenos, que desconhecem a transparência do Opus Dei erm relação a Deus.

* O Mundo Secreto do Opus Dei – Robert Hutchison (pg. 450)

Portugal – Um falhanço da Opus Dei

27 de Julho, 2007 Carlos Esperança

Espanha é um país laico

Fonte: El País de 25-06-2007

O Tribunal de Canárias condena os bispos por investigarem a vida privada de uma professora de religião.

Em Portugal, haveria coragem?

26 de Julho, 2007 Carlos Esperança

Aprendizes da guerra santa

O Paquistão conta com mais de 10.0000 madraças onde os alunos aprendem apenas a doutrina do Corão.

É assim que se fanatizam as crianças com a doutrinação exclusiva do que dizem ser a vontade do profeta. Em vez de técnicos, que faltam ao país, os jovens mais pobres só aprendem a rezar.

E, mais tarde, a matar e a morrer em nome de uma fé anacrónica e assassina.

Esta é a diferença entre a catequese e o ensino, ente uma madraça e a escola laica.

DA/Ponte Europa

26 de Julho, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

Criador e a incompetência transcendental

Se existem coisas em que a religião consegue ser transcendental, a incompetência será uma delas, criacionismo em guerra ao evolucionismo com quartel-general no parque de diversões da criação, Museu da Criação o nome sonante, novamente o espantalho do criador em jogo, saco de boxe para a estupidez Humana, humilhação do intelecto ao esgoto mais nauseabundo.

Toda a ideia da criação é um disparate transcendental, 99% das espécies que habitaram a Terra estão extintas, incrível novo conceito de incompetência, fica a cunha ao funcionário criador, gigantesca. Um planeta feito para a espécie Humana, ideia interessante se nos esquecermos que a grande maioria do planeta não pode ser habitada, “cientistas” criacionistas largados nos desertos, nos oceanos, nos pólos, incrível planeta que foi feito a pensar nos Homens e que na maioria dos sítios nos é tão hostil.

Animais feitos para nos servirem, realmente as bactérias patogénicas servem-nos muito bem, antes da penicilina serviam ainda mais, vírus também são excelentes criações, o da SIDA vai matando uns milhares por dia, todos animaizinhos extremamente úteis à espécie Humana.

Mais incompetência no “design” do Homem, o apêndice é sem dúvida uma prova do “design” completamente idiota, também o são certos pêlos, não servem para nada a não ser para nos chatearem quando ficam encravados. Tudo feito na mais pura inteligência, a comprovar estão as mutilações genitais ao encargo de várias religiões, homens e mulheres com um “design” tão inteligente que é necessário andar a retalhar e a tirar pedaços de carne excessiva como se de açougue se tratasse.

Dinheiro a mais e neurónios a menos dá estupidez transcendente e a ideia de um ser superior tão incompetente que nem para desempregado teria jeito.

Também publicado em LiVerdades e Ateísmos

26 de Julho, 2007 jvasco

Ateísmo na Blogosfera

  1. «Não peço provas irrefutáveis. Peço apenas uma forma de distinguir entre sentir mesmo um deus ou julgar que se sentiu um deus mas ser engano, epilepsia no lobo temporal, ou outra coisa qualquer. E aqui costuma entrar a desculpa do amor: sentir deus é como estar apaixonado. Se estamos, sabemos o que é, e a quem não está não se pode explicar. É sempre comovente, esta explicação.

    Mas não satisfaz. A paixão é um estado interno. Claro que senti-la diz-nos muito acerca do que sentimos. Mas considere-se tudo o que vem associado e que imaginamos acerca do objecto da nossa paixão. O seu carácter, a sua lealdade, a simpatia, como somos feitos um para o outro, e tantas outras coisas que, se nos fiarmos só na paixão, nos vão meter certamente em maus caminhos. Até a sua existência. Lembro-me, em miúdo, de estar apaixonado por uma princesa de um filme qualquer. A paixão era real. A princesa nem por isso.»(«Experiência… mas de quê?», no Que Treta!)

  2. «Nas organizações religiosas geralmente o objectivo da fé é a obediência. Existem até mitos em que a desobediência e o conhecimento tornaram-se a causa de todas as desgraças: para os católicos é a felix culpa. Mas não é o próprio Deus que vem ter connosco dizer o que quer, são necessários intermediários: os sacerdotes. Na práctica, é a eles que se obedece.»Fé e dúvida», no Crer Para Ver)
  3. «Para estes dominionistas, a democracia «é o primeiro passo para o fascismo» e a sua primeira linha de acção passa pela afirmação da supremacia das lei de Deus sobre as iníquas leis dos homens, nomeadamente pela aplicação de castigos «bíblicos» aos «pecados bíblicos», isto é, pena de morte para «crimes» como a homossexualidade, adultério, apostasia, heresia, aborto e muitos outros.»(«Ideias realmente perigosas», no De Rerum Natura)