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14 de Agosto, 2007 Carlos Esperança

Boas notícias


O Santuário de Fátima acolheu cem mil fiéis nas celebrações religiosas que ontem encerraram a 35.ª Peregrinação do Migrante e do Refugiado. O número de peregrinos ficou aquém do alcançado em 2006, quando estiveram 120 mil pessoas na Cova da Iria.

13 de Agosto, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

ICAR prejudicada pela máquina fiscal portuguesa

ICAR parece que anda a ser burlada pelo Estado português.

“Estamos a ser prejudicados porque nalguns casos há indefinições e algumas possíveis contradições no tratamento da Igreja pela máquina fiscal que já cobrou descontos nos rendimentos de capitais apesar de não existir regulamentação desta matéria.” segundo o clérigo Luciano Guerra.

Por isso só serão gastos 50 milhões de euros para um edifício religioso, há que apertar o cinto…

13 de Agosto, 2007 Carlos Esperança

Vaticano diz a verdade

Cidade do Vaticano, 9 ago (EFE).- O Vaticano declarou na última quinta-feira que a saudação do Papa Bento XVI ao sacerdote polaco Tadeusz Rydzyk, criticado por suas posições anti-semitas, «não supõe nenhuma mudança na conhecida posição da Santa Sé sobre as relações entre católicos e judeus».

Nota – O Papa tem razão. O anti-semitismo mantém-se. O ódio cristão tem dois mil anos. O maior divertimento da Inquisição era exterminar judeus. Pio IX chamava-lhes «cães». As orações católicas referiam os «pérfidos judeus». Este Papa voltou ao latim e ao Concílio de Trento.

13 de Agosto, 2007 Carlos Esperança

Fátima – O comício da ICAR

Hoje, dia 13, aproveitando a vinda dos emigrantes que conservaram a devoção na Igreja que apoiou a ditadura e os obrigou a fugir à miséria e à guerra, a ICAR promove o grande comício de Agosto.

Como o custo da basílica faraónica derrapou de 40 para 50 milhões de euros é preciso que a fé se traduza em numerário e as promessas em ouro.

O comício de hoje tem como tema principal «os valores da família». Não sendo os padres, celibatários profissionais, os mais habilitados para falarem sobre o assunto, confirma-se que «quem não sabe, ensina».

Os clérigos têm o direito de divulgar os valores que consideram adequados para uso da clientela mas não é aceitável que, em nome de um mito, queiram impor aos ímpios os seus preconceitos.

A burla de Fátima atraiu cerca de cem mil devotos num comício em que os militantes se ajoelham e rezam enquanto o clero faz política astuciosa e assalta os bolsos dos crentes.

A fé é o caminho da alienação. Para o ano lá estão os mesmos à espera dos milagres que não chegam.

12 de Agosto, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

Religiões e as chacinas genitais

Campanha contra mutilação genital no Egipto após morte de menina

A demência religiosa respeitante à sexualidade atinge parâmetros maquiavélicos absurdos e tenta aniquilar as mais simples respostas à existência humana, nelas se desenvolvem prazeres, atentar aos arautos da vivência Humana afecta directamente a existência, barbariza os mais puros instintos naturais e aniquila a dignidade. Mutilações genitais são tema recorrente na cruzada religiosa ao prazer sexual e à mais básica dignidade Humana, talhos religiosos arrancam clítoris, lábios vaginais, esfaqueiam aqui e ali, cozem peles e barbaramente definem o que querem dos órgãos genitais, reprodução e humilhação feminina até ao esgoto da quase inexistência.

No Egipto 90% das mulheres não possuem clítoris, as religiões decidem que se deve retalhar, recentemente uma menina de nome Karima Rehim Said morreu durante a chacina genital.

Quando as religiões existem a barbárie também existe, retalhar os genitais é levar a demência religiosa longe demais, campanhas contra a mutilação genital seriam realmente eficazes se atingissem o cerne da questão, a barbárie religiosa nas suas mais entranhadas convicções.

Tambem publicado em LiVerdades

11 de Agosto, 2007 Carlos Esperança

O Vaticano e a sede de poder

A proposta do semanário britânico «Economist» para que o Vaticano abdicasse do estatuto diplomático e se transformasse em ONG foi mal recebida no bairro de 44 hectares que dá pelo nome de Santa Sé.

A prerrogativa de que o Estado do Vaticano goza, sem paralelo em qualquer outra multinacional da fé, é uma fonte de poder e um entrave a decisões humanitárias no combate à SIDA ou na defesa do aborto em situações de violação, incesto ou risco de vida para a mãe.

A definição de políticas de saúde da mulher e de contenção demográfica tem contado com a hostilidade e a intriga das sotainas, em promíscua aliança com o Islão, nos areópagos internacionais onde é constante a sua presença nefasta.

Assim, a sugestão do «Economist» era uma saudável medida de higiene internacional que o «ministro dos negócios estrangeiros» do Vaticano logo repudiou. Quanto maior for a pobreza e o desespero mais facilmente prospera a fé.

Surpreende a benevolência com que os Estados democráticos toleram a última teocracia europeia e o ditador de sapatinhos vermelhos. É tempo de uma desratização que afaste as sotainas dos centros de decisão política.

Os Estados comprometiam-se a não se intrometerem nos negócios da fé e as religiões a não se imiscuírem na política. A promiscuidade acaba mal. Como ensina a história.

9 de Agosto, 2007 Carlos Esperança

Bento 16 e os judeus

O Vaticano assegurou que a audiência que o Papa concedeu, no passado Domingo, ao director da emissora polaca Radio-Maryja – acusada de defender posições anti-semitas – não implica nenhuma alteração nas relações entre “católicos e judeus”.

Comentário: Finalmente o Vaticano tem razão. Não há alterações nas relações entre católicos e judeus. Os católicos sempre odiaram os judeus e o Novo Testamento é uma caixa de veneno sempre aberta ao anti-semitismo. São dois mil anos de ódio e perseguições.

9 de Agosto, 2007 Carlos Esperança

Adeus solidão (Crónica)

O padre Bernardo começou a desleixar-se no breviário, a falhar os mistérios do terço e a perder o fio à meada nas homilias. Valiam-lhe a fé e a ignorância dos crentes que apenas comentavam que passara do terceiro ao quinto mistério podendo frustrar os pios propósitos do terço: a conversão da Rússia e a longevidade dos governantes.

O latim parecia legítimo embora um seminarista tivesse dito aos pais que o padre mastigava o credo e se enredava na salve-rainha. Não o acreditaram, era heresia, podia lá enganar-se o oficiante! Não fora a musicalidade e o acto de contrição parecia igual aos responsos por um cristão que se finasse e às ladainhas com que invocava a Virgem e os santos.

O padre andava em desassossego, fervilhando desejos, castigado pelas hormonas, a sair de rastos das confissões, embevecido pela Joana Aragona, catequista que lhe engomava os paramentos, as camisas e o demais que fosse preciso e a melhor a ministrar a catequese.

Terá pensado confidenciar-lhe os desejos, misérias da carne, e fazer-lhe uma elegia, mas dissuadiu-o do poema o medo do escândalo ou o embaraço da rima e do desabafo o rigor do múnus. Não terá passado de amor platónico aquela cisma de quarentão. Doutro modo seriam diferentes a alegria, o nexo das homilias e as nódoas na batina.

Fechou-se em casa e quase só saía para o exercício do múnus: levar o viático, encomendar um finado ou ir à igreja para os actos litúrgicos; e esquecia-se de retribuir os bons-dias lhe dê Deus, Sr. Abade, com que era saudado enquanto ruminava, absorto, o desalento do celibato, que os paroquianos tomavam por distracção pia com orações ao divino Espírito Santo.

Às vezes, já ao final da tarde, o padre Bernardo ia conversar com o Sr. Jaime a quem alguns anos de seminário tinham imunizado da fé e arredado dos sacramentos. Batia ao portão e logo o cão saltava às grades e ladrava, enquanto o padre gritava: Ó Sr. Jaime!!!, Sr. Jaaaime!!! e, de dentro de casa saía o dono a dizer, entre, não tenha medo, Sr. Abade, o cão é castrado, mas o padre ficava nervoso. Que importava a castração a quem só lhe temia os dentes? Serenava quando via o animal açaimado, antes de lhe abrirem o portão.

Sentados a uma mesa de ferro, ficavam ali a conversar no corredor de pedra que separava a casa do quintal e das cortes dos animais.

A Ti Amália, logo que via o padre pedia-lhe a bênção, beijava-lhe a mão, e apressava-se a chamar a Luísa que corria a servir o patrão e o Sr. Abade, que se deliciava com o queijo de ovelha, o presunto, o pão centeio e uns copos de tinto que esvaziavam garrafas de vinho de boa colheita. A Ti Amália ia já nos oitenta anos, embora não tivesse certezas e, graças a Deus – como dizia -, o seu corpinho nunca vira água dos tornozelos para cima nem do pescoço para baixo, vaidade beata que gostava de proclamar. Talvez por isso estivesse dispensada da cozinha e destinada aos serviços externos.

A Luísa era outra louça. Deitava olhares provocadores ao padre e só a presença do patrão a coibia de outros atrevimentos, embora andasse com a cabeça no ar por um rapaz que lhe fez olhinhos na festa de S. Sebastião e que dançara com ela ao som da concertina do Zé Pinheiro, que animava os bailes da aldeia e era solicitado nas paróquias vizinhas.

Era uma moça dos seus vinte anos, demasiado tenra para o abade mas afoita, a dizer-lhe que o vinho sempre o aquecia, perante o sorriso cúmplice do patrão que recebia as visitas de todos os padres que passavam pela aldeia sem nunca as retribuir.

A Luísa era ladina e andava mortificada, esquecera-se do nome do rapaz, daquele do baile da festa de S. Sebastião, qualquer coisa terminada em ão – pensava ela –, e o mancebo chamava-se Cabral, José Cabral, de sua graça, em ão era o santo, e a Luísa nem queria acreditar como se confundira quando a Ti Amália lhe disse que o Cabral estava na aldeia e perguntara por ela.

Foi em tão má altura que chegou aos ouvidos da Luísa o nome daquele José que, momentos depois, o vinho errou o copo do padre e acertou na batina e ela, aflita, a limpar onde não devia, com o guardanapo molhado, e a insistir, sem se dar conta do sítio, da inutilidade da fricção nem do padre a dizer que não fazia mal, não tinha importância. Ela tinha a cabeça e as ânsias longe dali e o abade já tinha agasalhado a mucosa gástrica e atestado o buxo, privado que estava do aconchego de outras mucosas, mais por temor do escândalo que do Inferno.

O Sr. Jaime deu-se conta da agitação da Luísa e achou por bem dispensá-la, que fosse dar uma volta, a Amália ajuda e tira a mesa, e continuou à conversa com o reverendo que ainda se demorou dois cálices de vinho fino que, entretanto, veio acompanhado de bolos para enxugar o estômago e rematar a conversa.

A Luísa aproveitou a generosidade do patrão e esgueirou-se pela porta da adega, apressada em busca do encontro, quer ele se chamasse qualquer coisa terminada em ão, ou Cabral, as hormonas desprezam os nomes e os apelidos e as noites de lua cheia não reclamam que se pronunciem nomes.

A noite ia alta quando a Luísa, sorrateiramente, com os cabelos em desalinho e o vestido amarrotado, entrou por onde saíra e se dirigiu à alcova onde as estrelas continuaram a brilhar na escuridão do quarto, só para ela, e a face mimosa resplandecia de felicidade esquecida do jantar que não tivera.

Poucos meses passados o padre sumiu-se. Levou com ele, não a Joana Aragona que os anos mantiveram casta e devota, mas uma paroquiana mais nova e menos temente a Deus, a quem, entretanto, dera explicações para fazer o 5.º ano. Foi um burburinho na aldeia mas o gáudio compensou a privação temporária da assistência espiritual.

Não tardou que de Angola viessem notícias de uma criança nascida.

Jornal do Fundão, hoje.

8 de Agosto, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

Demências teocráticas iranianas

Pessoas a divertirem-se é um dos muitos factores de ódio teológico, teologia de vento em pompa significa Direitos Humanos pelas ruas da amargura, álcool e convívio entre sexos opostos é pecado, convívio entre o mesmo sexo ainda mais. 230 pessoas foram detidas por beberem uns copos e conviverem, islão é paz, para já parece que nenhum dos detidos foi apedrejado até à morte. Esquizofrenia teológica bem patente na frase proferida pelo procurador público da cidade onde se realizou a festarola, “uma investigação está em curso e teremos um veredicto rápido contra os principais elementos desta organização satânica. Todos serão castigados.”. Brincadeiras dos deuses e é melhor ir afiando as pedras, escolhendo-as não muito grandes senão os apedrejados morrem logo e a orgia bárbara perde o interesse.

A teocracia islâmica não tem mãos a medir, num jornal apareceu um qualquer comentário alusivo a igualdades sexuais numa entrevista a uma poetisa, jornal banido. A poetisa de 50 anos, senhora de aspecto amável e simpático afinal será aos olhos teológicos uma revolucionária e uma cabecilha de uma máfia homossexual, religiões sempre lidaram bem com apedrejamentos, churrascos humanos, torturas insanas, mas pessoas armadas de papel e caneta… Teologia islâmica pacifica relativamente à energia atómica, com bombas atómicas mais paz conseguem, matar judeus aos molhos são momentos zen, já canetas livres são violentas e terríveis!

Notícia: 230 detidos por assistirem a concerto rock
Notícia: Irão fecha jornal após entrevista a homossexual

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