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Categoria: Não categorizado

13 de Março, 2010 Carlos Esperança

Vaticano insiste na teologia do látex

Mais uma vez, a Itália está dividida, mas neste caso o Berlusconi não é o pivô. O Vaticano já expressou sua grande preocupação, enquanto jovens, pais e professores de tendência laica falam de um sinal de coragem: a escola pública Kepler de Roma foi a primeira na Itália que instalou máquinas de camisinha no banheiro dos estudantes.

O cardeal Agostino Vallini – que é vigário do Papa na diocese de Roma – criticou a decisão, que definiu como um modo para “banalizar a sexualidade”.

8 de Março, 2010 Ludwig Krippahl

Deus e a pedra

Dizem que Deus é omnipotente. Não explicam como o descobriram nem sequer como se testa se alguém é omnipotente e não apenas muito poderoso. Dizem que é, e pronto. E a omnipotência é problemática, como ilustra o clássico exemplo de Deus criar uma pedra tão pesada que nem ele possa levantar. Se Deus é omnipotente então consegue criar um objecto inamovível. E se é omnipotente consegue movê-lo. Mas se consegue movê-lo é porque não o conseguiu criar inamovível. Ou seja, mesmo quem é omnipotente não pode fazer tudo, ao contrário do que o termo sugere.

Os defensores da omnipotência dizem que este problema se resolve restringindo a omnipotência apenas ao que é logicamente possível e definindo em seguida o âmbito dessa possibilidade. O que foge ao problema, que era precisamente ser preciso encolher a omnipotência para ser menos que “pode fazer tudo”. Mas adiante. Explicam então que se Deus é omnipotente é capaz de mover qualquer objecto. Assim, é logicamente impossível existir um objecto inamovível e, por isso, a incapacidade de Deus criar tal objecto não contradiz a sua omnipotência. Sendo esse objecto logicamente incompatível com um deus omnipotente, conclui-se que um deus omnipotente não consegue criar um objecto que não possa mover.

Como é regra nestas “explicações”, a hipótese parece razoável só até considerarmos alternativas. Por exemplo, se um objecto é inamovível é logicamente impossível movê-lo. E se um Deus é omnipotente pode criar qualquer objecto, mesmo inamovível. E como é logicamente impossível mover um objecto inamovível, a incapacidade de Deus mover tal objecto não contradiz a sua omnipotência. Demonstra-se assim exactamente o contrário do parágrafo anterior: Deus pode criar um objecto inamovível – afinal, é omnipotente – mas não o pode mover porque isso seria logicamente impossível – o objecto é inamovível, por definição – e Deus só pode fazer o que é logicamente possível.

A hipótese de haver um ser que pode fazer tudo cria inconsistências como esta entre poder criar um objecto inamovível e poder mover esse objecto. Para eliminar tais inconsistências basta eliminar uma das hipóteses. Ou consegue criar qualquer objecto mas não consegue mover os inamovíveis, ou consegue mover qualquer objecto e não consegue criar um que seja inamovível. Mas isto não resolve o problema original que é não ser possível ter poder para para tudo. É sempre preciso substituir a noção de omnipotência, que em vez “pode fazer tudo” passa a ser “só pode fazer aquilo que não torne a ideia absurda”.

Ainda assim, ficamos com duas formas diferentes mas perfeitamente equivalentes de eliminar a contradição. E ficamos sem saber se a omnipotência de Deus lhe permite mover qualquer objecto ou se lhe permite criar objectos inamovíveis. Sabemos que ambas não pode ser, mas qual das alternativas é a correcta permanece um mistério. Como tudo o resto, nestas coisas.

O problema principal é que todas estas hipóteses são gratuitas e inúteis. Não há qualquer observação que nos indique se a omnipotência de Deus permite, ou não permite, criar um objecto inamovível. Não há nada que se explique com estas hipóteses. E o mesmo se passa com a própria hipótese da omnipotência.

Há muitas hipóteses que não podemos descartar sem ficar com dados a nu, com coisas por explicar. Se descartarmos a gravitação não percebemos o movimento dos corpos. Sem o electromagnetismo não compreendemos a luz e a electricidade. Sem a evolução não se percebe a diversidade dos seres vivos, e assim por diante. Mas se descartarmos a hipótese de existir um deus omnipotente toda a nossa compreensão daquilo que observamos fica na mesma. Não perdemos nada ao rejeitar essa hipótese.

Além disso, descartar a hipótese que Deus existe resolve uma data de problemas destes. Problemas inconsequentes mas que, como os símbolos do Reiki, infelizmente muita gente leva a sério. O problema de Deus já saber tudo o que eu vou fazer ao longo da minha vida, tornando a minha liberdade numa mera ilusão. O problema de permitir que crianças sofram com doenças e acidentes. O problema de ser extremamente exigente quanto a rituais e comportamento mas não esclarecer qual dos livros sagrados, doutrinas e líderes religiosos é o certo. Todos esses problemas desaparecem, sem qualquer desvantagem, se fizermos à hipótese de Deus o que fazemos com a do Pai Natal.

É uma razão forte para ser ateu. É análoga ao que me leva a fazer contas sem me pôr a somar zero e a multiplicar por um a cada passo. Mesmo que seja logicamente consistente e mesmo que não altere o resultado é tempo perdido e não adianta de nada.

Em simultâneo no Que Treta!

6 de Março, 2010 Ludwig Krippahl

Treta da semana: a mediocridade do colunismo.

O Henrique Raposo, colunista do Expresso, escreveu esta semana sobre o Christopher Hitchens (1). Ou talvez tenha sido sobre o ateísmo. Ou sobre a «família de esquerdistas que deixou de pensar quando o fascismo e o nacionalismo acabaram na Europa.» Ou, se calhar, foi sobre outra coisa qualquer. Apesar de curto, mérito que lhe reconheço, o texto do Henrique anda por muitos lados sem chegar a parte nenhuma.

O título diz ser sobre a mediocridade do ateísmo mas o texto alega que Hitchens só ataca a religião porque é de esquerda, explica que Hitchens é zangado é preguiçoso e remata dizendo que Hitchens deve tudo a Deus. Não percebo como isso tornaria o ateísmo mais medíocre mesmo que fosse verdade. Não sei o que o Henrique julga que é o ateísmo, mas o meu não se torna medíocre por causa do Hitchens. Isto para mim não é pertencer a um clube de futebol ou a uma seita religiosa. O meu ateísmo é uma opinião minha, pelas minhas razões e se for medíocre a culpa é minha e não do Hitchens.

É irónico que o Henrique chame preguiçoso ao Hitchens quando «compara, de forma leviana, a religião ao fascismo» sem lembrar o «papel essencial da religião na luta contra os totalitarismos do século XX». É o típico exagero do protagonismo “da religião” (como se só houvesse uma). O que derrotou os totalitarismos do século XX foi a industria dos EUA e URSS nos anos 40 e a economia do ocidente nas décadas seguintes. Esses foram os factores mais importantes. Não foram os segredos de Fátima que derrubaram o muro de Berlim nem as forças armadas do Vaticano que tiraram Hitler do poder. E na entrevista que o Henrique refere, Hitchens apenas afirmou que «Nos anos 30 e 40 do século XX, diria que a mais perigosa era o catolicismo romano porque estava relacionado com o fascismo»(2). O apoio do Vaticano a Mussolini é um dado histórico bem estabelecido.

A acusação de preguiça é irónica porque basta um pouco de atenção para ver que várias seitas religiosas fundamentalistas, cristãs, muçulmanas e outras, adoptam elementos do fascismo. O nacionalismo, as formas de liderança, a revitalização pela violência e outros. E o próprio fascismo começou pela mistura de política e religião. Segundo Mussolini, o fascismo é «uma concepção religiosa na qual o homem é visto na sua relação imanente com uma lei superior e com uma Vontade objectiva que transcende o indivíduo e o eleva à participação consciente numa sociedade espiritual»(3). Isto e as milícias armadas dos fundamentalistas cristãos nos EUA, ou organizações como al Qaeda, mostram que a relação de certas religiões com o fascismo não é um capricho preguiçoso nem leviano do Hitchens. É uma tendência preocupante.

No fim, o Henrique Raposo remata com «nunca digo que sou ateu. Sou agnóstico. E, como agnóstico, digo que é mais fácil falar com um crente do que com um ateu. Aliás, é impossível dialogar com um ateu.» E pronto. Não explica o quê, nem porquê, nem como ser impossível dialogar com um ateu faz com que o Henrique já não saiba se existe ou não existe Deus.

O texto do Henrique é uma baralhada incoerente de alegações. Não se percebe se é por estar zangado ou por ser de esquerda que o Hitchens deixa de ter razão. Não explica o que os problemas do Hitchens possam ter que ver com a mediocridade do ateísmo. E ainda menos como é que o Henrique ficou agnóstico por causa disso. Reforça também a ideia que se deve ser agnóstico para não incomodar os crentes. Deus não existe, mas vamos todos dizer ah, não sei, a ver se ninguém se aborrece. E quanto a ser impossível dialogar com ateus, talvez fosse boa ideia experimentar primeiro. Isso, e pensar no que quer dizer antes de escrever e carregar em “publish”.

1- Expresso, A mediocridade do ateísmo. Obrigado a todos que me enviaram isto por email. O Raul Pereira também comentou isto neste post.
2- I, “A religião envenena tudo e não acaba porque somos egocêntricos”
3- Wikipedia, Neo-fascism and religion

Também no Que Treta!.

24 de Fevereiro, 2010 Carlos Esperança

Alemanha nazista – Cumplicidade da ICAR

Bastidores da ascensão do NSDAP

Hitler foi nomeado chanceler pelo então presidente Hindenburg em Janeiro de 1933. Em fevereiro, Hitler ordena a seus capangas que ateassem fogo no Reichstag e depois colocassem a culpa nos comunistas. Hitler convenceu Hindenburg a assinar uma lei que decretava o estado de sítio no país.Além disso, os comunistas foram perseguidos e presos e o partido comunista foi posto na ilegalidade.

O clima tenso causado pelo Estado de Sítio deu motivo para Hitler conseguir convocar o Parlamento para promover a votação da “Ermächtigungsgesetz” (Lei de habilitação de grandes poderes).

O Ermächtigungsgesetz era um poder especial permitido pela Constituição de Weimar pra dar grandes poderes ao Chanceler pra ele decretar leis sem a intervenção do Reichstag.O Ermächtigungsgesetz só poderia ser votado em casos de estado de sítio (ou emergência).

Leia mais… e verá a cumplicidade da ICAR e muitas fotos comprometedoras

22 de Fevereiro, 2010 Luís Grave Rodrigues

A Parada dos Palhaços

 

No sábado passado um pouco mais de duas mil pessoas desceram a Avenida da Liberdade para se manifestarem contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, recentemente aprovado na Assembleia da República.

O «Portugal Diário», que curiosamente dá a esta notícia o título de “uma manifestação pela liberdade de opção”, quando tudo levaria a supor que se trata precisamente do contrário, relata-nos as opiniões de alguns dos manifestantes, que declararam pomposamente, por exemplo, que daqui a dez anos com esta lei “já não há Portugal” ou que com ela “vai aumentar o número de homossexuais”, o que bem demonstra a mais completa e abstrusa imbecilidade que pelos vistos os unia.

E lá foi descendo a avenida, toda aquela gente, exibindo para quem se quisesse impressionar as mais diversas inutilidades simbolizando a cretinice que ali os trazia, como sejam bíblias, terços, imagens de nossa senhora ou o D. Duarte de Bragança.

E foi assim que estes ilustres cidadãos decidiram exercer a liberdade de expressão que a Constituição Portuguesa lhes consagra, manifestando-se pateticamente contra uma lei maioritariamente aprovada na Assembleia da República, todos eles unidos pela causa comum da sua repugnante homofobia e pelo profundo ódio aos outros seres humanos: freiras e padres, militantes partidários famosos, militantes da extrema-direita mais xenófoba e racista e, pelo que me foi dado ver e pelos símbolos exibidos, todos, mas todos eles… católicos.

21 de Fevereiro, 2010 Carlos Esperança

O diálogo entre o ateísmo e as religiões

Sempre tive dificuldade em pensar que fosse possível o diálogo entre ateus e crentes, o que é muito diferente da confiança e estima mútua e recíproca que devem estabelecer. «O homem é ele próprio e a sua circunstância», como escreveu Ortega Y Gasset, razão porque há uma geografia da fé: os católicos nascem em países de idêntica tradição, tal como os muçulmanos, os budistas, os cristãos de várias tendências e todos os outros, tradição que foi imposta, quase sempre, à custa da espada.

Os homens nascem ateus e os padres e as famílias logo se encarregam de os modificar, desde a nascença, sendo muito difícil que os homens (homens e mulheres) aderissem maciçamente a um credo, ao atingirem a idade adulta, se não tivessem sido catequizados desde tenra idade. Não menosprezo o que leva as pessoas a crerem em Deus: não são os argumentos mas, quase sempre, o hábito de o fazerem desde crianças.

Quer as religiões tenham origem no animismo ou nos politeísmos, o monoteísmo surge com os hebreus, como resultado da sua organização tribal e patriarcal, da necessidade de defesa das terras e da identidade contra as tribos nómadas. Que as religiões são uma criação puramente humana não oferece dúvidas, através da comparação das diversas crenças entre si e das lutas internas que geraram e geram.

A origem humana foi demonstrada apesar dos esforços dos padres para impedirem a ciência, de natureza humana, de cometer o sacrilégio de investigar a palavra de Deus, em estado puro, contida nas Escrituras.

O facto de os monoteísmos terem origem patriarcal deu origem à mais dramática das sequelas da moral religiosa – a obsessão pela repressão sexual que causou infelicidade, medo e o trauma do pecado em relação a uma fonte de prazer e de realização humana. E, pior, são responsáveis pelo carácter misógino que impediu a emancipação da mulher, o direito à sua determinação social, profissional e cívica, reprimida pelos mais boçais e cruéis preconceitos patriarcais durante milénios.

Para mim, ser ateu é tão natural como aceitar um teorema ou a lei da gravidade, feliz por saber que ninguém mata outro por não acreditar numa lei da física ou num resultado matemático, o que já não se pode dizer dos dogmas.

Não tenho angústias metafísicas  e não poderia compreender a existência de Deus com as catástrofes que o mundo suporta.

19 de Fevereiro, 2010 Ludwig Krippahl

Hitchens, 1: a religião envenena tudo.

A palestra do Christopher Hitchens ontem (1) não deve ter surpreendido quem já tivesse lido alguma coisa dele. Nem pelo conteúdo, que foi o previsto, nem pela forma, pois no que ele escreve nota-se que é um comunicador extraordinário. Mas foi uma experiência interessante vê-lo ao vivo. Vou aproveitar algumas ideias que ele expôs como inspiração para uns posts, começando pela mais óbvia.

Hitchens defende que a religião envenena tudo quer pelas suas consequências quer pelos seus princípios. Não há nenhum acto que se reconheça como bom que seja exclusivo dos religiosos e, para ser uma pessoa boa e ter valores louváveis, não é preciso ter religião. Por outro lado, facilmente nos ocorrem actos e valores condenáveis associados a práticas religiosas, desde os sacrifícios humanos e a inquisição aos ataques bombistas e à mutilação genital de raparigas. Ele não o mencionou mas, antecipando já as criticas costumeiras, saliento que isto não quer dizer que todos os ateus sejam boas pessoas. O ponto aqui é que a religião é desnecessária para se ser bom e é motivo para muitos actos condenáveis. Pesando os prós e os contras, mais vale não a ter.

Mesmo entre os que são ateus, num sentido estrito, o mau comportamento institucionalizado vem da aceitação acrítica de superstições e ideologias estranhas ao ateísmo. Na Coreia do Norte, um exemplo comum dos terrores do ateísmo, a Constituição foi alterada em 1998 para nomear Kim Il-Sung o Presidente Eterno da República. O homem já tinha morrido quatro anos antes. O estalinismo, o maoismo e a ditadura em Cuba, apesar de não seguirem algo que oficialmente seja considerado divino, assentam também numa teimosia ideológica que o ateísmo não exige mas que é fundamental em qualquer religião. As religiões consideram-se acima das limitações, da falibilidade e até da contestação humana, e é essa atitude que facilmente tem consequências trágicas.

Além disso, as religiões declaram-nos todos servos dos deuses. Não somos donos de nós próprios nem os responsáveis pelos nossos valores. Somos instrumentos criados por outrem para servir os seus propósitos e cujo mérito é função da submissão a esse desígnio. Isto desumaniza as pessoas.

Nestes aspectos concordo com o Hitchens, mas parece-me que ele erra ao considerar, implicitamente, que a religião é a origem destes problemas. A religião é apenas um de vários meios de desumanizar e levar pessoas boas a praticar o mal. É o mais popular e foi provavelmente o primeiro a ser inventado, mas não é o único. O problema fundamental não é a crença num deus ou numa casta de sacerdotes; é a facilidade com que abdicamos da nossa autonomia e responsabilidade e lavamos mãos das asneiras que fazemos com a desculpa de agir em nome de qualquer fantasia que nos impinjam.

1- Casa Fernando Pessoa, “Livres Pensadores” com Christopher Hitchens

Em simultâneo no Que Treta!.

19 de Fevereiro, 2010 Raul Pereira

Uma nova cara para o DA

Depois das alterações ao site da AAP, foi nosso objectivo dar a este espaço a dignidade que merece. O seu peso histórico e o papel fundamental que teve (e tem) em prol do ateísmo em Portugal a isso nos obrigou.

nova imagem

Durante os próximos dias procederemos a pequenas afinações com vista a melhorar a experiência de navegação e leitura de quem nos visita.

Aos / Às leitore(a)s e colaboradore(a)s, um agradecimento especial por ajudarem o DA a dar mais este passo.

Para se manterem a par de tudo, não se esqueçam de nos seguir no Twitter ou no Facebook. Se tiverem alguma sugestão, deixem-na no formulário de contacto, por favor.

Actualização: é natural que durante o dia de hoje e o próximo algumas coisas não funcionem como deveriam. Estamos a trabalhar para resolver o mais brevemente possível.

17 de Fevereiro, 2010 Luís Grave Rodrigues

O Livro Mais Roubado

 

Segundo o «New York Times», nestes tempos de crise mundial em que assistimos a um recrudescimento até da pequena criminalidade e de roubos nos estabelecimentos comerciais, constatou-se que o livro mais roubado nas livrarias é… a Bíblia!

 

Mas se virmos bem, esta notícia faz todo o sentido.

Por um lado, bem demonstra o relativismo moral típico das religiões e a criteriosa selecção que os crentes fazem daquilo que lhes interessa seguir ou não na sua doutrina.

Pelos vistos o «Não Roubar» é uma das coisas que não lhes interessa seguir.

 

Por outro lado, significa que há cada vez mais pessoas que acham que se há inutilidades que não merecem que nelas gastemos o nosso dinheiro, a Bíblia é precisamente uma delas.