8 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança
Brasil – Onde fica a laicidade ?
Directora de Escola Estadual expulsa aluno ateu por ter se recusado a tirar o chapéu durante oração.
Proselitismo e intolerância.
Directora de Escola Estadual expulsa aluno ateu por ter se recusado a tirar o chapéu durante oração.
Proselitismo e intolerância.
O Alfredo Dinis considera que a incompatibilidade entre criação e evolução é um equívoco do ateísmo (1). No entanto, o equívoco é confundir a evolução com a teoria que a explica. O Alfredo começa por mencionar que a transferência genética na natureza não é unicamente vertical, de pais para filhos como Darwin propôs, mas também horizontal. Na verdade, de retrovírus e transposões à simbiose entre Bacteria e Archaea, há muitas complicações que Darwin desconhecia. Mas daqui afirma que vários autores ateus consideram que «Criação e evolução excluem-se reciprocamente» e que «O que podemos responder a esta tese é que a evolução se dá por um processo de interacção entre o acaso e a necessidade imposta pelas leis naturais». Isso não é uma resposta à tese. Isso é a tese.
A evolução é a variação que, ao longo das gerações, observamos na distribuição de características herdadas em populações. A hipótese de um criador omnipotente, que o Alfredo defende, é compatível com estes dados porque deuses omnipotentes dão para tudo e um par de botas. Sendo omnipotentes, tanto podem criar o mundo em seis dias como ir fazendo tudo em treze mil milhões de anos. Quaisquer que sejam os dados, a hipótese do Alfredo é compatível.
A incompatibilidade que existe é entre este relato do Alfredo e a teoria da evolução. Não os dados mas a explicação do processo. Estes relatos são incompatíveis entre si porque contam a história de forma contraditória. A biologia assume que não há inteligência nem objectivo na evolução porque só assim se pode deduzir a teoria da evolução que temos. Caso contrário, se assumirmos haver um plano e um deus omnipotente, nada se pode inferir porque um deus omnipotente pode fazer qualquer coisa.
O Alfredo assume que o ateu vê uma incompatibilidade entre os dados e a sua hipótese apenas por exigir que a criação divina seja um processo «unidireccional e contínuo, sem desvios nem recuos nem becos sem saída, e claramente racional e identificável pela ciência.» Refuta esta ideia contando como pode viajar, intencionalmente, de Braga a Lisboa, mas parando em Santarém para visitar um amigo e voltando a Fátima por se ter esquecido de uma coisa. Diz assim completar um percurso intencional guiado por «uma lógica não linear». Mas o problema não é esse.
Vamos imaginar que só sabemos que o Alfredo saiu de Braga, parou em Santarém, voltou a Fátima e acabou em Lisboa. Uma explicação possível é que o Alfredo queria ir a Lisboa mas lembrou-se de algo que tinha de fazer em Fátima depois de ter parado em Santarém. Outra hipótese é que estava apenas a passear, distraído e sem objectivo, e o percurso por Santarém, Fátima e Lisboa podia igualmente ter sido por Coimbra e Viseu. Apesar de ambas as hipóteses serem compatíveis com o percurso, são incompatíveis entre si. É contraditório defender que o Alfredo planeava ir a Lisboa e, ao mesmo tempo, que foi parar a Lisboa sem intenção prévia.
A evolução, o processo que observamos, é análoga ao percurso neste exemplo. São os dados. A hipótese do Alfredo é que um deus percorreu esse caminho de propósito. Pode ter tido mais ou menos aleatoriedade, mais ou menos intenção, mais ou menos revezes e becos sem saída, mas a hipótese do Alfredo é que quando a evolução começou esse deus já tinha em mente onde queria chegar. A teoria da evolução diz o contrário. Diz que não havia plano nem intenção, que a vida foi evoluindo ao sabor de cada momento, de cada mutação, de cada morte e cada nascimento.
A teoria da evolução dá uma margem apertada para o que, segundo ela, pode ter acontecido. E, até agora, tem acertado de forma notável. A hipótese do Alfredo é um fato de treino XXL, onde cabe qualquer coisa. Por isso, mesmo sendo ambas compatíveis com os dados que temos, justifica-se ter confiança na teoria da evolução mas não na hipótese do Alfredo porque esta seria compatível com quaisquer dados que surgissem. Mais importante ainda, estas explicações são mutuamente exclusivas, porque ou evoluímos de propósito ou não evoluímos de propósito. As duas coisas é que não pode ser.
No entanto, na boa tradição teológica, o Alfredo tenta escapar deste problema tornando a sua hipótese ainda mais vaga. O exemplo da viagem sugere um plano e propósito, mas o Alfredo explica a seguir como «compatibilizar criação e evolução por selecção natural» imaginando «uma infinidade de seres vivos […] em milhares de milhões de planetas em todo o universo, e que em cada um desses planetas o processo evolutivo tenha conduzido a formas de vida inteiramente diversas». Ou seja, evolução sem plano nem propósito em cada planeta. Só que, diz o Alfredo, «Deus seria ainda a condição de possibilidade e de inteligibilidade de todos os processos produtivos que se actualizariam no espaço e no tempo.»
Faz pouco sentido. A teoria da evolução descreve um processo que é possível mesmo sem deuses. Assim, para ser condição de possibilidade, o deus do Alfredo nem sequer precisa existir. Mesmo com um deus meramente fictício, a evolução é sempre possível. Quanto à inteligibilidade, essa vem das explicações. E é das explicações que a biologia nos dá, porque estas da teologia têm muito pouco de inteligível.
1- Alfredo Dinis, Décimo primeiro equívoco: a incompatibilidade entre criação e evolução
Em simultâneo no Que Treta!
Por
José Moreira
Ontem foi notícia, embora algo discreta, o facto de a ministra da saúde pretender que a igreja esclareça a sua posição acerca do uso do preservativo. Confesso que não sei muito bem de que planeta a ministra veio, ou em que século julga que está.Vamos por partes.
Desde já, reconheço à mui católica cidadã Ana Jorge o sacrossanto direito de se preocupar com a posição da Igreja perante tão magno problema. Toda a gente sabe, principalmente os praticantes, de que modo uma dúvida pode prejudicar o desempenho sexual; e não me repugna admitir o negativo desempenho da referida cidadã, perante o dilema “condom or not condom, that is the question”. Na hora da verdade, pode ser irremediavelmente frustrante. Mas já me preocupa a preocupação da ministra de um país teoricamente laico. Preocupa-me mas não me espanta, depois de saber que a referida ministra quer transformar os padres em “testemunhas de Jeová”, a espalhar a Palavra de porta em porta.
A Igreja tem determinada posição acerca do uso do preservativo. Muito bem. É um direito que lhe assiste, como a qualquer cidadão ou entidade. E a pergunta é: e o que tem o Ministério da Saúde (MS) e ver com isso? Ao MS compete, apenas, e dentro das suas atribuições, aconselhar o uso do preservativo, para evitar a propagação das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Ao cidadão compete decidir se o usa ou não, independentemente das suas convicções religiosas. Tudo depende do bom senso, e não da religião. No entanto, parece-me legítimo que o cidadão católico decida seguir as indicações da Igreja. Por isso, só o cidadão católico interessado em seguir tais indicações deve pedir esclarecimentos. A ministra está a exorbitar e, nitidamente, a pôr-se em bicos de pés – provavelmente com vista a uma futura canonização.
O cidadão católico, pode, eventualmente, sentir-se obrigado a seguir as indicações da Igreja; mas isso continua a ser uma decisão pessoal. Porque na verdade, ninguém é, realmente, obrigado a usar preservativo. Do mesmo modo que ninguém é obrigado a casar com alguém do mesmo sexo. Se, para o casamento homossexual, ninguém pediu esclarecimentos à Igreja, por que se há-se pedir para o preservativo?
Conheço muitos crentes, de vários credos, cuja tolerância faz parte da sua maneira de ser, mas não conheço uma só religião que exonere a intolerância da sua matriz genética.
Desde o mal causado pelo hinduísmo que venera as vacas, divide a sociedade em castas e causa indizível sofrimento às viúvas, cujo novo casamento é visto como abominação, e que queria vê-las na pira funerária a acompanharem o defunto na incineração, até ao cristianismo e islamismo que ardem em febre de proselitismo e não se conformam com a liberdade, todas as crenças religiosas sacrificam os homens à vontade dos deuses.
E não esqueçamos a demência sionista do judaísmo ortodoxo a multiplicar colonatos e a agredir o povo palestino.
Um abominável pecado, que todas as Igrejas anseiam manter como crime, é a apostasia, direito inalienável dos cidadãos que a progressiva secularização tornou banal e que os Estados democráticos defendem em nome da laicidade e do livre-pensamento. A Igreja católica foi obrigada a reconhecer a liberdade religiosa, após a Guerra dos Trinta Anos, pela Paz de Westfália, em 1648, e só a aceitou como direito no Concílio Vaticano II, na década de sessenta do século XX, direito com que o actual papa parece conviver mal.
Portugal, que viveu uma longa ditadura, amplamente apoiada pelo clero católico, parece não se dar conta dos crimes que se cometeram em nome da fé nem da sua contribuição para as tragédias recentes vividas pelos povos na ex-Jugoslávia, Ruanda, Uganda, Índia, Irlanda do Norte, Palestina e tantos outros onde a fé é o detonador do ódio e das guerras.
Talvez por isso dê tão pouca relevância aos crimes religiosos que diariamente têm lugar. Raramente se assiste a um sobressalto cívico, a um sentimento colectivo de indignação, a um movimento organizado contra a demência que condena à morte quem muda de crença ou se recusa a aderir à que lhe impõem.
Independentemente da sorte que espera os dois afegãos convertidos ao cristianismo que podem enfrentar a pena de morte, acusados de um crime que não passa de um direito inalienável, que consta da Declaração Universal dos Direitos do Homem, temos de nos interrogar até quando vamos permitir a vitória da barbárie, em nome da fé, contra os direitos, liberdades e garantias.
Por
José Moreira
Tem sido dito e redito, por quem tem esse direito, que o Diário Ateísta é um espaço aberto a todos quantos o queiram frequentar, independentemente das suas convicções, religiosas ou de outra índole. O que não acontece com os “sites” religiosos. Cientes do facto, e à míngua de espaço onde depositar os dejectos intelectuais, muitos crentes procuram o Diário Ateísta, onde podem, impunemente, exibir a sua indigência intelectual ou a sua má-formação. Ou ambos, o que é pior. Alguns aparecem ostentando a máscara do debate sério e sereno; mas, ou o elástico não presta ou a máscara é fraca, a verdade é que mais tarde ou mais cedo (mais cedo do que tarde) a dita máscara acaba por cair e eles são obrigados a mostrar as suas verdadeiras intenções: a sabotagem pura e simples, o insulto soez ou, como disse um ilustre fanático do seu deus pessoal, para não deixar os ateus exporem à vontade os seus pontos de vista (cito de memória).
Vem isto a propósito de uma carta que um leitor, que exerceu o inalienável direito de não revelar a sua identidade (foi logo censurado! Esqueceram-se que é tão anónimo um “anónimo” como um “jairo entrecosto”, por exemplo. Aliás, ninguém garante que José Moreira é um nome verdadeiro…) e denunciou o facto de ter sido alvo de “evangelização” nas duas vezes que teve de acorrer a um hospital de gestão religiosa. Caiu-lhe em cima tudo quanto era cristandade, cristianismo a “amor ao próximo”, como não podia deixar de ser. A má-fé, a arrogância e “tolerância religiosa” aliaram-se alegremente contra o autor da epístola. “Masoquista” foi o menor dos insultos. Podia ser só ignorância, mas não quiseram ficar-se só por aí. O que é pena, mas não espanta.
Vamos a factos concretos, porque alguns idiotas só conseguem aprender com exemplos. E é melhor que aproveitem, porque não tenho jeito para o desenho.
CASO 1 – Há anos, tive um problema numa das mãos. O meu médico de família assegurou-me que teria de ser submetido a uma intervenção cirúrgica. Pedi-lhe que me recomendasse um cirurgião que lhe merecesse confiança, já que a cirurgia teria de ser feita ao rigor do milímetro, ou arriscava-me a ficar deficiente. Recomendou-me um que está considerado o melhor da cidade do Porto, e um dos melhores do país. Só que esse médico trabalhava – e ainda trabalha – num hospital de uma ordem religiosa. Sou ateu, mas não sou fanático e tento não ser estúpido. Além disso, um hospital não é uma igreja (e que fosse…!). Obviamente, fui internado nesse hospital. Confesso que não fui assediado nem vítima de tentativa de evangelização. Nem sequer vi um padre. Tive de aguentar os vários modelos de crucifixos, mas tive o discernimento suficiente para concluir que não estava em minha casa.
CASO 2 – Em 2007 tive de ser internado no Hospital de St.º António, para ser submetido a outra intervenção cirúrgica. Hospital público, para quem não sabe. Pago por todos nós, para quem também não sabe. Logo no primeiro dia, apareceram duas freiras que pretenderam dar-me “conforto espiritual”, como disseram. Esclareci-as, educadamente, que estavam a tratar com um ateu. Afastaram-se, não sem antes me desejarem “fique com Deus” Ainda lhes disse que preferia a “virgem” Maria, mas não sei se me ouviram. Não devem ter ouvido, porque não apareceu mais ninguém, a não ser a minha mulher que, além de não se chamar Maria, não é virgem. Nos dias seguintes, vagueou pela enfermaria um padre, que me ignorava olimpicamente, enquanto cumprimentava “tutti quanti”. Fiquei terrivelmente chateado, como devem calcular. Mas nada surpreendido, naturalmente.
Tudo isto para dizer o seguinte, aos iluminados: em questões de saúde, nem sempre a escolha depende do doente. Nem o doente deve ser censurado – nem ninguém, com dois dedos de testa, o censurará – se optar por um hospital religioso. Desprezar um hospital religioso porque se é ateu, é ainda mais estúpido e primário do que ser fanático religioso. Primeiro, a saúde! Mas esta é, claro, a minha opinião.
E toda a gente sabe (se calhar, não é bem assim…) que os bons médicos estão nos hospitais privados ou de ordens religiosas. Que é onde pagam bem.
E onde cobram melhor.
No Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, em Fátima, a ministra da saúde disse que «é preciso garantir a assistência espiritual nos tratamentos de saúde prestados em casa dos doentes»(1). O plano parece ser expandir o contingente eclesiástico que, pago pelo Estado, já há tempos prega nos hospitais públicos. Agora querem fundos adicionais para prestar este serviço ao domicílio.
O comunicado da AAP (2) aponta várias objecções a este plano da ministra Ana Jorge. Não é preciso assegurar nada disto porque religiões que venham bater à porta não é coisa que nos falte. Além disso, a assistência religiosa é uma vocação dos sacerdotes e faz parte da vivência do crente na sua comunidade. Não é nem terapia nem serviço para prestar contra reembolso pela ADSE. Finalmente, é um desperdício. Os ordenados que os serviços de saúde pagam aos padres dariam para ajudar muita gente a comprar os medicamentos de que precisam e que não conseguem pagar. A ministra deve garantir primeiro os medicamentos, e só depois se preocupar com o tal espírito que muitos dizem ter mas que ninguém vê.
Mas aqui, falando só por mim, gostava de acrescentar uma objecção importante. A assistência “espiritual” é uma mentira. Não é apenas uma questão das pessoas gostarem de ter lá o representante da sua religião. Não é assistência psicológica ou mero consolo emocional. Em geral, as pessoas sentem necessidade deste apoio porque as convenceram de que aquilo é verdade. Julgam, conforme lhes foi ensinado, que o padre, o rabino, o imã, o monge, ou o que lhes tenha calhado, sabe mesmo o que os deuses querem, tem poderes mágicos para perdoar pecados, dá impulso extra às orações e é mediador indispensável na negociação com as divindades.
Isto não é o mesmo que gostar de música clássica ou de ficção científica, ao contrário do que sugerem alguns que argumentam em favor de subsidiar os padres porque também se subsidia artes e espectáculos. A diferença é que gostar deste cantor ou daquela actriz não implica acreditar em mentiras. Não é o mesmo que acreditar em Shiva, ou que Maomé falava com o criador do universo ou que só a fé em Jesus nos pode salvar.
Este problema afecta toda a sociedade. Não temos leis no código penal punindo quem diga mal do Benfica ou da Madonna, mas “vilipendiar” religiões pode dar prisão. Não se deve troçar da religião das pessoas, segundo dizem. Só da sua afiliação política, crença na astrologia, convicção de que somos visitados por extraterrestres ou tudo o resto que não seja religioso. Alguns crentes religiosos têm a honestidade de afirmar que só a religião deles é verdadeira. Esses vemos logo que são presunçosos e prepotentes. Outros preferem dizer, condescendentes, que todas as religiões são igualmente válidas, cada uma à sua maneira. Só que não tão igualmente válidas que aceitem que os filhos escolham uma diferente da sua.
Isto tudo porque a experiência religiosa depende sempre de assumir como verdadeiros, e em exclusivo, os dogmas de uma religião específica. Ninguém é religioso genérico. É sempre de uma marca qualquer. A “assistência espiritual” é um eufemismo enganador para uma diversidade conflituosa de “assistências”: católicas, evangélicas, judaicas, muçulmanas e assim por diante, todas afirmando-se como a única virtuosa e verdadeira. O apoio estatal só incentiva esta divisão nefasta. Quer façam como agora, subsidiando apenas os católicos em detrimento dos outros, quer passem a contratar ministradores de tudo o que é religião, acabam por pagar a cada um para dizer que só ele tem razão e que os outros estão enganados.
Para mais, é pura superstição. As crenças acerca do Buda, de Maomé, de Moisés, de Jesus, de Xenu ou das placas de Mórmon são tão infundadas como o medo do dia 13 ou a confiança em amuletos. Não digo que o Estado deva reprimir estas crenças. Se alguém achar que a figa de ouro ajuda a curar uma infecção, que atribui a um mau olhado em vez de micróbios, os serviços de saúde devem limitar-se a dar a medicação e deixar a pessoa acreditar no que quiser. Mas o Estado também não deve incentivar estas parvoíces. Será um mau exemplo a ministra garantir que todos os pacientes tenham acesso gratuito a figas de ouro.
Uma objecção importante a esta medida é ser asneira incentivar estas tretas que tanto dividem qualquer sociedade. O que está em causa aqui não são apenas gostos pessoais ou sequer a fé de cada um, já de si fracas desculpas para gastar o parco orçamento do Serviço Nacional de Saúde. A crença religiosa é mais do que meramente pessoal. Quem adere a uma religião compromete-se não só a aceitar como verdade hipóteses sem qualquer fundamento, mas também a condenar como imoral a sua rejeição. Por exemplo, que o menino Jesus criou todo o universo e que quem não acreditar nisso merece uma eternidade no inferno. Não é racional investir os nossos impostos na propagação destas ideias.
1- Ecclesia, Ministra da Saúde quer assistência religiosa em casa dos doentes
2- Diário Ateísta, Serviço Nacional Religioso (SNR) Comunicado da AAP
Em simultâneo no Que Treta!
Foto: Veja online [ soldado na intervenção desta manhã no Complexo do Alemão] veja
APOSTILA: Nem sempre o Velho Testamento deve ser interpretado “à letra”!
Por E -Pá
Há um crente que diariamente me insulta, chamando-me senil, por causa dos 67 anos que já levo.
Não se dá conta de que, quando eu nasci, Bento XVI já militava na «Juventude Nazi». E só aos 83 anos descobriu que o preservativo pode ser útil.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.