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Categoria: Não categorizado

27 de Outubro, 2011 José Moreira

Dúvidas de um ateu (I)

Uma das razões que me levaram ao ateísmo, e foi uma caminhada algo lenta, foi a ausência de respostas a certas perguntas. Com efeito, ao longo dos anos fui confrontado com respostas do tipo “Deus é que sabe”, “são os desígnios de Deus”, “Deus assim quis”, etc. Ou seja, uma mão cheia de nada.
Claro que não desisti de encontrar respostas; e hoje, que vejo o Diário Ateísta (bem) frequentado por gente ligada à religião, tenho esperança de começar a encontrar respostas. Respostas a sério.
Assim: Não é crível que Deus, infinitamente inteligente e poderoso, perca o tempo a criar coisas inúteis; seria como que a sua negação como deus. Deus criou, primeiro, o Homem e, só depois, criou a Mulher.
E a minha pergunta é: para que Deus colocou mamilos no Homem, já que sabemos para que servem, na Mulher?

27 de Outubro, 2011 Abraão Loureiro

Deixem-se de confusões – Agora sei quem foi a Maria

Maria não era esposa do Zé, li por aí num blog cristão que ela foi Esposa do Espírito Santo!!!!

Espantado eu????!!!! Nem por isso.

Sedo assim só podia ter vivido em União de Facto com o carpinteiro, que para muitos representa PECADO. Onde está escrito que Deus abençoou esse casório???

E assim reza lá no blog:

“Maria é onipotente em poder e infinita em misericórdia, e é para ser adorada como rainha do céu e dos anjos. Ela foi imaculada. (Ela é chamada Mãe de Deus, Refúgio dos Pecadores, Portão do Céu, Mãe de Misericórdia, Esposa do Espírito Santo, Propiciatória do Mundo, etc)”.

Este ensino foi introduzido na igreja por volta do ano de 1301, frutos de muitos debates por alguns séculos, foi proclamada doutrina pelo Papa Pio IX apenas em 1854. Antes desta data, ela não era reconhecida pela igreja como mãe de Deus e dotada de qualidades exclusivas do Senhor Deus.

Não encontramos na Bíblia (não aceito outras fontes de fé), concessão de atributos de deidade a esta serva.

 

Querem um conselho? Deixem os crentes a falar entre eles.

25 de Outubro, 2011 José Moreira

Milagres…

A cada passo somos confrontados com fenómenos inexplicáveis – ou convenientemente deturpados de modo a dificultar a explicação. Ou é o olho da D. Guilhermina que se cura milagrosamente graças à intercepção de D. Nuno Álvares, ou é uma freira que, milagrosamente, vê a sua doença de Parkinson desaparecer, ou é uma mulher que vê regredir um cancro na garganta.
Quando a ciência não pode – ou não sabe, que a ciência não sabe tudo e ainda bem, acrescento eu – explicar os fenómenos, aparecem os aproveitadores do costume a berrar que nem ovelhas desmamadas, “milagre, milagre!”.
Era assim nos primórdios da Humanidade, quando o Homem foi confrontado com fenómenos na altura inexplicáveis; foi assim que nasceram os deuses, posteriormente reunidos num só, suponho que por razões económicas.
Em resumo: quando ocorre um fenómeno inexplicado, é milagre. E o presumível autor do “milagre” começa a percorrer o rápido caminho para a santidade
Ponto final.
A televisão tem-nos dado conta de uma senhora que deu à luz uma criança que nasceu sem uma das mãos. Hoje mesmo, perante as câmaras, a senhora afirmava ter tido uma gravidez e um parto normais, e que a ciência não encontrava explicação para o fenómeno.
Estão, pois, creio eu, reunidas as condições para que o fenómeno seja considerado milagre, e para a senhora ser beatificada. Ou santificada, sabe-se lá… Com a vantagem da originalidade: o milagre deu-se com a autora ainda viva, não deixando margem para dúvidas ou especulações, enquanto os outros têm ocorrido com os presumíveis autores já defuntos, não podendo haver certezas quanto à autoria. Só suposições.
A Congregação Para a Causa dos Santos está à espera de quê? De que a senhora morra?