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16 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

A morte de Manuel Fraga Iribarne

A morte é o melhor detergente para a imagem de um defunto. D. Manuel Fraga morreu, certamente bem confessado e melhor comungado, com a homenagem de espanhóis dos vários quadrantes políticos, e não surpreenderá se, após o prazo canónico, fizer os dois milagres necessários e suficientes para a canonização. Não era pior do que santo Escrivà e outras centenas de beatos e santos criados pelo Vaticano para combater o PSOE e interferir na política espanhola, durante os dois últimos pontificados.

Fraga foi ministro da Propaganda de Franco, com a pasta da Informação e Turismo, de 1962 a 1969. Foi um fascista que apoiou o mais cruel assassino europeu do pós-guerra, não se lhe conhecendo a mais leve censura às centenas de milhares de mortos que, após a guerra civil, onde a violência foi comum aos dois lados da trincheira, foram fuzilados sem julgamento e atirados para valas comuns.

Vice-presidente do Governo e ministro dos Assuntos Internos, na transição democrática, este fascista pragmático teve papel importante na elaboração da Constituição espanhola, que acolheu a forma monárquica pretendida por Franco, e preparou-se para governar Espanha à frente da Aliança Popular. Derrotou-o a desconfiança dos espanhóis o que o obrigou a regressar à Galiza natal onde se perpetuou no poder enquanto a direita mudou de nome para Partido Popular (PP) e elegeu Aznar graças a um discurso moderado que não correspondia ao seu ideário.

Surpreende-me a facilidade com que se absolvem os cúmplices dos mais execráveis sistemas políticos e a paixão que despertam os indivíduos autoritários, desde a Coreia do Norte à democrática Espanha, desde Estaline e Hitler a Franco e Pinochet.

Contra a corrente, urge impedir que o incenso apague o odor dos ditadores e que a água benta limpe a memória dos carrascos. Em Espanha a liberdade religiosa é recente. Apenas a religião católica era livre e… obrigatória.

12 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

A ética do Vaticano

Fontes do Vaticano admitiram, esta quarta-feira, 11 de Janeiro, que a instituição plagiou as biografias dos novos cardeais, nomeados pelo Papa Bento XVI, do site Wikipédia.

De acordo com a BBC, o Vaticano admitiu que copiou, integralmente, as biografias dos 22 cardeais anunciados no início de Janeiro, fornecidas à comunicação social, através do site Wikipédia, uma enciclopédia on-line redigida por qualquer utilizador.

Nota: Não confiam nas informações internas mas têm serviços secretos de excelência.

9 de Janeiro, 2012 José Moreira

A Igreja em crise?

…Ou serão, apenas, algumas igrejas?

A sério, eu sempre pensei que as igrejas nunca fossem atingidas pela crise, porque o “patrão” sabe (devia saber) gerir o negócio.

Pelos vistos, enganei-me

9 de Janeiro, 2012 Luís Grave Rodrigues

Convento