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Categoria: Não categorizado

26 de Janeiro, 2012 José Moreira

“Deus ama-nos”

Uma das frases mais recorrentemente lidas e/ou ouvidas, é esta: “Deus ama-nos” ou, em alternativa, “Jesus ama-nos” – o que vem a ser a mesma coisa, como se sabe.
Em qualquer dos casos, é mentira. Vamos por partes.
Em primeiro lugar, acho que é suprema arrogância afirmar “Deus ama-nos” como se as pessoas que o afirmam conhecessem os sentimentos de Jeová. Suponho que só a A. Solnado é que pode fazer tal afirmação, já que parece que toma o pequeno-almoço todos os dias com Jesus que, como toda a gente sabe, é tão deus como o outro.
Depois, o deus oficial desta parte do mundo é aquele que vem referido na Bíblia. Não há outro como, aliás, ele próprio determina no artº 1º da Lei Mosaica: “Não terás outros deuses diante de mim” o que me parece absurdo, porque se ele é único, como é que poderia, o povão, ter outros deuses? Será que ele queria dizer “Não inventarás outros deuses além de mim”?
Adiante, e continuemos na hipótese, meramente académica e estupidamente absurda, de esse deus existir. Esse, ou outro qualquer; aliás, sem essa hipótese este artigo não faria qualquer sentido.
O deus da bíblia ama um único povo: o povo hebraico. Os hebreus são, ainda de acordo com a bíblia, o “povo eleito”, a quem Jeová prometeu uma terra que, por isso mesmo, passou a chamar-se Terra Prometida. Prometeu mas não cumpriu, como bom político que é.  Os outros, os não judeus,são gentios, criaturas de segunda, a quem os judeus podiam matar livremente, e escravizar. Daí que faça todo o sentido o mandamento “Não matarás”. “Não matarás”… outro judeu, porque os outros, os gentios, podes matar à vontade. Aliás, a Bíblia descreve, com mórbidos pormenores, várias cenas dessas matanças.
Daí que me cause perplexidade a adoração que os gentios – os não judeus – manifestam por um deus que, explicitamente, os despreza. Um deus descrito num livro redigido por judeus e para os judeus.

24 de Janeiro, 2012 José Moreira

O mamarracho e o navio

(…ou será “O mamarracho do navio”?).

Segundo a comunicação social, sempre lesta a difundir notícias importantes deste teor, dentro do navio “Costa Concordia”, naufragado há dias, foi encontrada e recuperada uma boneca representando a dita virgem Maria. Logo a ICAR, pela voz dos seus altifalantes, veio a terreiro afirmar, “urbi et orbi”, que o boneco era uma cópia do original, o qual, original, se encontra na capela das ditas aparições. Não foi dito se a cópia está, ou não, conforme o original, e se, em caso afirmativo, essa conformidade foi, ou não, certificada. Mas isso agora não interessa, como diria uma outra “virgem”. Interessa é que, para confirmar não se sabe bem o quê, a padralhada veio berrar que a boneca tinha sido comprada em Fátima.

Fico sem saber o que pretendem os funcionários da ICAR provar com tanta berraria e publicidade. Quanto a mim, deviam calar-se muito caladinhos e, caso perguntados, deveriam responder que a boneca, que foi capaz de desviar uma bala que, como se sabe, viaja a uma velocidade incrível, mas não conseguiu desviar um navio de cruzeiro que, na circunstância, não excederia os miseráveis 20 nós, dizia eu que, caso perguntados, deveriam afirmar que não senhores, aquela boneca só podia ter sido comprada numa qualquer loja dos chineses, porque se fosse de origem certificada, como é o caso de Fátima, o navio nem uma equimose ou uma leve beliscadura sofreria.

Uma coisa tenho de reconhecer, por muito que me custe: a boneca não se afogou. Pelo contrário, está viva e sã e devidamente exposta – desejo eu – numa igreja. O que me leva a sugerir ao Ratzinger  que aproveite. Não terá, por acaso, algum “santo” em lista de espera? Poderiam, perfeitamente, atribuir-lhe este “milagre”. Olhem que não é todos os dias que aparece uma boneca de Fátima dentro de um navio de cruzeiro – eu, pelo menos, nunca vi nenhuma – e se salva de morrer afogada.

E não levo nada pela sugestão.

 

Em simultâneo no “À Moda do Porto

23 de Janeiro, 2012 Luís Grave Rodrigues

Citação

20 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

Aviso aos frequentadores do Diário Ateísta

A tolerância ateia está a ser posta à prova, como tantas outras vezes, por quem exonera a educação do seu comportamento e faz da obscenidade um programa de vida.

Contrariamente aos blogues religiosos, o DA tem os comentários abertos e, ao contrário de qualquer Igreja, não faz censura às ideias de cada um – crente, ateu, agnóstico, cético ou, simplesmente, parvo.

A obscenidade revela falta de imaginação, primarismo e dificuldade em lidar com o idioma que nos cabe preservar. Não nos preocupam as ideias nem o ódio dos que sentem saudades das fogueiras mas gostamos de impor alguma higiene nos comentários dos que entram na nossa casa para nos ofenderem e serem malcriados.

As religiões não são apenas o ópio de muitos, são também o detonador do ódio e da ofensa que os crentes julgam agradar ao deus que outros inventaram para eles.

Prezamos a urbanidade e tentaremos que quem vive num bordel não proceda aqui como se estivesse em casa.

19 de Janeiro, 2012 Miguel Duarte

Comunicado do MLS sobre a abolição dos feriados

O MLS enviou ontem o comunicado abaixo:

Comunicado: Contra a supressão de feriados fundamentais, pela supressão de feriados católicos!

Lisboa, 18 de Janeiro de 2012 – O Movimento Liberal Social (MLS), em reacção à previsível supressão de três ou quatro feriados na sequência das negociações de concertação social, declara-se contra a eliminação dos feriados nacionais dos dias 5 de Outubro e 1 de Dezembro. Trata-se de duas datas cruciais da história nacional, que continuam hoje plenas de significado.

O Primeiro de Dezembro, Dia da Restauração, marca o início de uma revolta que congregou o povo português contra o domínio espanhol e que garantiu, após décadas de resistência, a existência do próprio Estado português que hoje temos.

O Cinco de Outubro, Dia da Implantação da República, marca o início do actual regime republicano, pondo fim à monarquia, regime fundado na desigualdade dos cidadãos perante a lei e na hereditariedade de transmissão do poder.

Estes feriados são essenciais para a compreensão do moderno Estado português. De tal forma, que nem a ditadura salazarista os pôs em causa.

O MLS compreende que a supressão de feriados pode ser necessária, mas entende que, assim sendo, a supressão deverá ser feita primordialmente nos feriados que ferem o princípio da separação entre Estado e religião. De entre esses, há três feriados que não têm, hoje, qualquer significado para a esmagadora maioria da população: Corpo de Deus (feriado móvel numa quinta-feira de Maio ou Junho), Assunção de Maria (15 de Agosto) e Imaculada Conceição (8 de Dezembro).

O Movimento Liberal Social não aceita que a supressão destes feriados possa depender de negociações com a Igreja Católica nem de quaisquer “contrapartidas” eventualmente a oferecer a essa confissão religiosa. A Igreja é uma organização social sem poderes políticos e não pode arrogar-se qualquer legitimidade para definir como deverá o Estado português – que é o Estado de todos os portugueses, e não apenas dos portugueses católicos – actuar.

18 de Janeiro, 2012 Miguel Duarte

Hoje – Encontro Ateísta e Humanista de Lisboa

Hoje, realiza-se o já habitual (mensal) encontro Ateísta e Humanista de Lisboa. O local do encontro será na Loja de História Natural, na Rua do Monte Olivete, 40, a partir das 20:00.

Para mais informações (e notificações automáticas), visitar o site dos encontros.

18 de Janeiro, 2012 Luís Grave Rodrigues

Heresia