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Categoria: Não categorizado

16 de Abril, 2012 José Moreira

Ai as estatísticas…

Nós já sabemos qual é a base das estatísticas: se eu comer um frango e tu não comeres nenhum, comemos, em média, meio frango cada um. No entanto, e como não sou especialista em estatísticas, deixo esta a quem souber mais do que eu.

Principalmente, se for católico.

Faço notar que o estudo é da insuspeita Universidade Católica.

16 de Abril, 2012 Luís Grave Rodrigues

Atheism

15 de Abril, 2012 Fernandes

Ateísmo

Dizer que o ateísmo é um fenómeno contemporâneo, é uma ideia falsa, que um adjectivo pode tornar verdadeira. O ateísmo data de há pelo menos dois mil cento e cinquenta anos, mas o ateísmo militante, tem apenas um século e meio. 

A negação da existência de Deus já estava presente na Grécia e na India no primeiro milénio Antes da Nossa Era. No tempo de Buda (agnótisco mas não ateu), a India tinha os seus materialistas que, através do seu mestre pensador, Ajita Keshakambala, negavam a ideia de reincarnação em função dos méritos: Os cépticos, discípulos de Sanjaya Belatthaputta, achavam impossível (tal como os seus homólogos na Grécia) ter uma certeza do que se passava no “lado de lá”. Os hebreus também tinham os seus ateus. «não existe Deus», diziam os homens «presunçosos» ou «loucos» (Salmos 10,4 e 14,1). mas talvez estes ateus fossem apenas fiéis de um ídolo porque «pregam sobre os não-deuses» (Jeremias 5,7) e renegam o Deus de Israel.

A questão da existência de Deus está ligada, no mundo antigo e no moderno, à recompensa do Bem e à punição do Mal. A partir da época (século VI, A.N.E.) em que se expande, tanto na India como no Próximo Oriente, a crença numa vida futura melhor para os justos e não tão boa para os maus, as injustiças deste mundo deixam de estar automaticamente na origem de uma atitude de incredulidade. Muitos são, no entanto, os que continuam a desejar uma retribuição na terra, como os sábios da Bíblia, Job e Qohélet, que confundiam a dúvida com a fé e vêem no triunfo do Mal a vaidade do mundo e a vacuidade do Bem. O Corão associa igualmente a existência de Deus à recompensa dos crentes: «Não há dúvida quanto a isso mas uma parte não sabe… Dizem: a única vida que existe é a actual» (salmo 45,24). Estes não-crentes podem ser «idólatras» (são mais heterodoxos do que os ateus) mas também muçulmanos cépticos, leia-se ímpios. No século XII, o poeta iraniano Omar Khayyam escreveu: «No xadrez da existência, somos votados aos nossos jogos para cairmos no vazio de um baú.» Entre os amores interditos e a proibição do álcool, muitos poetas árabes ou persas confundem descrença com libertinagem.

Esta mistura é também denunciada na França de Luís XIV por vários predicadores e, sobretudo, por Bossuet: «Il y a un atheísme caché dans tous les coeurs qui se répand dans toutes les actions» (Pensées détachées). «Les athées et les libertins… disent ouvertement que les choses vont au hasard et à l`aventure, sans ordre, sans gouvernement, sans conduit superieure.» Mas falar abertamente pode conduzir à morte: em 1776, o cavaleiro de La Barre, de desanove anos, foi decapitado em Paris por não ter descoberto a cabeça à passagem de uma procissão. O medo do martírio sustém os ateus, porventura mais numerosos do que os raros «espíritos fortes» que confessam a sua não-crença.

O século XIX assiste ao nascimento de um ateísmo menos centrado na moral que no social, resumido na frase do socialista Blanqui: «Nem Deus nem mestre.» O ateísmo “militante” dos tempos modernos, por oposição ao ateísmo “pessoal” das épocas anteriores, toca o coração das multidões «supersticiosas» em que se transformaram as massas trabalhadoras. Estas são levadas a questionar os religiosos ociosos, imorais porque associais. Quanto à libertinagem de antanho, classificamo-la menos como ateísmo do que como hedonismo. Pode dizer-se que ela suscita mesmo uma nostalgia do ideal ateu e da sua moral laica. Entre a esperança e a desilusão, estes homens lúcidos são a um tempo crentes e ateus. Como se em cada crente houvesse um ateu incrédulo disfarçado.

*adaptado: Odon Vallet. Pequeno livro das ideias falsas sobre as religiões.

13 de Abril, 2012 José Moreira

Ateus e “ateus”

De vez em quando, aqui nas páginas do D.A. aparecem comentadores a verberar o Hugo Chávez mai-lo seu ateísmo. Outros há que proclamam a existência do “neo-ateísmo”.

Confesso que nunca consegui saber o que é o “neo-ateísmo”, isto considerando a essência do que é ser ateu: negar a existência de deuses o que, no meu entender, não se compagina com a hipótese “neo”. Ou se nega, ou se admite.

Pelos vistos, estava enganado! O señor Hugo Cháverz veio, afinal, explicar o que é o “neo-ateísmo”: é o ateísmo dele, Hugo Chávez, conforme ele explica (e bem!) aqui.

12 de Abril, 2012 José Moreira

Não se gramam…

Pelos vistos, tudo o que meta, ao mesmo tempo, crianças e ICAR, torna-se uma mistura explosiva.

Claro que não faltará quem acuse o D.A. de “ódio” à ICAR, sempre na senda da vitimização a que estamos habituados,  mas os factos falam por si.

Pela parte que me toca, não tenho ódio à ICAR; o desprezo e o asco são muito mais que suficientes.

12 de Abril, 2012 Luís Grave Rodrigues

Sacerdote

12 de Abril, 2012 Carlos Esperança

Carta de um leitor (CF)

REZAR O TERÇO NO MINISTÉRIO DA SAÚDE!

Já não nos basta, por vezes, ter de recorrer a serviços de saúde explorados pela Igreja Católica (Misericórdias, ordens religiosas), apoiados e subsidiados pelo Estado!

Neles, crentes de outras religiões e ateus são obrigados a permanecer num ambiente opressivo e hostil, onde deambulam freiras e padres a interferir com os cuidados médicos e com a intimidade das pessoas e onde se espalham pelas paredes imagens gigantes de cardeais e uma legião de imagens de santos e outras representações religiosas quase sempre de muito mau gosto e baixo nível!

Fui obrigado a ser operado numa dessas instituições católicas, um hospital em Lisboa, onde uma freira-enfermeira (?) me anestesiou para uma operação e me fez acordar, obrigando-me a uma relação olhos nos olhos autoritária e falsamente caritativa quando precisava de cuidados médicos e humanos e não de imposições das “autoridades” duma burocracia religiosa! Depois, um padre visitou o meu quarto, quando me encontrava num grande sofrimento devido à operação, tentando explorar a minha fraqueza psicológica devido às dores!

As instituições religiosas devem abandonar a especulação com a saúde, um serviço público que cabe ao Estado ou, quando muito, a instituições especializadas privadas em busca do lucro à custa do sofrimento e da morte das pessoas, quando os governos conservadores se demitem dos seus deveres para favorecer os “amigos”!

As Misericórdias foram uma instituição meritória na sua época, para servir os dramas da pobreza e da destruição das famílias no tempo dos Descobrimentos. Hoje devem ser extintas como instituições caritativas, de modo a não serem instrumentalizadas por interesses privados poderosos, muitas vezes alojados nas burocracias religiosas. A caridade deve passar à História. Não queremos os poderosos a abusar de todos de forma cruel (especulação, corrupção, crime) e depois fingirem serem sensíveis aos seus sofrimentos…

Agora soube de fonte fidedigna que o (um?) secretário da Saúde português é do Opus Dei e que obriga os funcionários do seu serviço a rezar o terço no serviço!

Que país é este?

As igrejas e seitas religiosas não devem ser lobbies de poder económico!

Que os pastores cuidem dos seus rebanhos de ovelhas ainda se percebe…

Agora que sejam dos principais mandantes dos governos de países e intervenham na política e na guerra é que não se pode admitir!

A lamentável instrumentalização do islamismo conservador por parte dos EUA, para conseguir aumentar o seu poder (tal como fazem outros países poderosos) é uma vergonha que deve parar.

Intervir nos conflitos económicos entre facões religiosas armando-as até aos dentes para as enfraquecer e retirar vantagens é ignóbil!

Felizmente, a Europa tem-se livrado quase sempre e até agora desses conflitos no seu território (exceção da antiga Jugoslávia, Irlanda, Turquia, etc.).

Esperemos pelo futuro…

12 de Abril, 2012 Carlos Esperança

Só há radicalismo islâmico ?

O conselho de ministros francês aprovou hoje um projeto de lei para reforçar a luta contra o islamismo radical, que inclui medidas anunciadas pelo presidente Nicolas Sarkozy depois dos sete homicídios cometidos pelo jihadista Mohamed Merah.

Este projeto de lei, que apenas será submetido ao parlamento depois das eleições e em caso de reeleição do atual presidente e atual maioria, prevê punir penalmente pessoas que consultem sites extremistas ou queiram viajar para o estrangeiros para treino da Jihad.

Nota: O racismo não pode ser uma arma de propaganda eleitoral. O reforço do laicismo é uma atitude mais correta.