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9 de Outubro, 2012 Luís Grave Rodrigues

Imagine

8 de Outubro, 2012 Ludwig Krippahl

Treta da semana: humano ma non troppo.

«A razão mais sublime da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus. […] O homem é, por natureza e vocação, um ser religioso. Vindo de Deus e caminhando para Deus, o homem não vive uma vida plenamente humana senão na medida em que livremente viver a sua relação com Deus.» Catecismo da Igreja Católica (1)

«Para se reencontrar a si mesmo e reassumir a própria identidade verdadeiramente, para viver à altura do próprio ser, o homem deve voltar a reconhecer-se criatura, dependente de Deus. Ao reconhecimento desta dependência — que no fundo é a descoberta jubilosa de ser filho de Deus — está ligada a possibilidade de uma vida deveras livre e plena.» Bento XVI (2)

Segundo o que ensina a Igreja Católica, e opina o seu dirigente, eu não sou plenamente humano, não estou à altura do próprio ser nem poderei viver de forma livre e plena. Enfim, é a opinião deles; têm direito a ela. E até explica porque é que o diálogo entre católicos e descrentes é tão improdutivo. Talvez se um dia me considerarem tão humano quanto eles me expliquem melhor como sabem tanto acerca destas coisas. Há, no entanto, uma coisa que me preocupa. O Programa de Educação Moral e Religiosa Católica tem como primeiro ponto das Competências Específicas, em todas as unidades lectivas, «Reconhecer, à luz da mensagem cristã, a dignidade da pessoa humana»(3). Será que os meus impostos servem para ensinar às crianças que eu sou menos que plenamente humano?

Via Michael Nugent.

1 – Catecismo da Igreja Católica, Primeira Parte.
2- Mensagem do papa bento XVI aos participantes no XXXIII meeting para a amizade entre os povos.
3- Programa de Educação Moral e Religiosa Católica (pdf)

6 de Outubro, 2012 Abraão Loureiro

Expliquem-me porque sou burrinho

Avé Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amen.

E eu aqui feito parvo pensando que ela era filha dele (tal como eu) e mãe do puto que lhe fez!

 

2 de Outubro, 2012 Luís Grave Rodrigues

Imagine

29 de Setembro, 2012 Carlos Esperança

Rapto de crianças no franquismo

Espanhola encontra filha roubada há 31 anos

Documentação de María, nascida em 1981 na maternidade madrilenha de Santa Cristina, cita o nome da irmã Maria Gómez Valbuena, freira espanhola acusada por rapto de bébés durante a ditadura de Franco.

Freira María Gómez Valbuena é a principal suspeita neste caso e ainda no rapto de outra menina nascida na mesma maternidade (Susana Vera/Reuters).

Aos milhares de bebés roubados a famílias pobres e vendidos a famílias ricas por freiras espanholas durante o franquismo, junta-se agora o nome de María, nascida em fevereiro de 1981 em Madrid. Mãe biológica e filha, que preferem continuar no anonimato, reencontraram-se recentemente em Espanha, depois de um processo legal iniciado há um ano.

Nota: Fui alertado por um leitor do DA, na caixa de comentários. Obrigado.