«A razão mais sublime da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus. […] O homem é, por natureza e vocação, um ser religioso. Vindo de Deus e caminhando para Deus, o homem não vive uma vida plenamente humana senão na medida em que livremente viver a sua relação com Deus.» Catecismo da Igreja Católica (1)
«Para se reencontrar a si mesmo e reassumir a própria identidade verdadeiramente, para viver à altura do próprio ser, o homem deve voltar a reconhecer-se criatura, dependente de Deus. Ao reconhecimento desta dependência — que no fundo é a descoberta jubilosa de ser filho de Deus — está ligada a possibilidade de uma vida deveras livre e plena.» Bento XVI (2)
Segundo o que ensina a Igreja Católica, e opina o seu dirigente, eu não sou plenamente humano, não estou à altura do próprio ser nem poderei viver de forma livre e plena. Enfim, é a opinião deles; têm direito a ela. E até explica porque é que o diálogo entre católicos e descrentes é tão improdutivo. Talvez se um dia me considerarem tão humano quanto eles me expliquem melhor como sabem tanto acerca destas coisas. Há, no entanto, uma coisa que me preocupa. O Programa de Educação Moral e Religiosa Católica tem como primeiro ponto das Competências Específicas, em todas as unidades lectivas, «Reconhecer, à luz da mensagem cristã, a dignidade da pessoa humana»(3). Será que os meus impostos servem para ensinar às crianças que eu sou menos que plenamente humano?
Via Michael Nugent.
1 – Catecismo da Igreja Católica, Primeira Parte.
2- Mensagem do papa bento XVI aos participantes no XXXIII meeting para a amizade entre os povos.
3- Programa de Educação Moral e Religiosa Católica (pdf)
Avé Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amen.
E eu aqui feito parvo pensando que ela era filha dele (tal como eu) e mãe do puto que lhe fez!
Espanhola encontra filha roubada há 31 anos
Documentação de María, nascida em 1981 na maternidade madrilenha de Santa Cristina, cita o nome da irmã Maria Gómez Valbuena, freira espanhola acusada por rapto de bébés durante a ditadura de Franco.
Freira María Gómez Valbuena é a principal suspeita neste caso e ainda no rapto de outra menina nascida na mesma maternidade (Susana Vera/Reuters).
Aos milhares de bebés roubados a famílias pobres e vendidos a famílias ricas por freiras espanholas durante o franquismo, junta-se agora o nome de María, nascida em fevereiro de 1981 em Madrid. Mãe biológica e filha, que preferem continuar no anonimato, reencontraram-se recentemente em Espanha, depois de um processo legal iniciado há um ano.
Nota: Fui alertado por um leitor do DA, na caixa de comentários. Obrigado.
Vaticano garante que papiro sobre Jesus casado é falso
O vespertino da Santa Sé publicou em sua edição de hoje um artigo do professor italiano Alberto Camplani, no qual analisa o papiro.
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