21 de Fevereiro, 2013 José Moreira
(Ainda) a resignação de Bento XVI
Ao que parece, e dando consistência a rumores e suspeitas, a resignação de Joseph Ratzinger não se deve, apenas, à velhice ou ao cansaço. Outros valores mais alto se levantam…
Ao que parece, e dando consistência a rumores e suspeitas, a resignação de Joseph Ratzinger não se deve, apenas, à velhice ou ao cansaço. Outros valores mais alto se levantam…
A barriga do padre crescia cada vez mais. Descartada a hipótese de uma cirrose, os médicos
decidiram-se por uma cirurgia exploratória, já que não pareciam haver motivos para aquele estranho inchaço.
A cirurgia mostrou que era mera acumulação de líquidos e o problema foi sanado.
Alguns estudantes que se encontravam no hospital resolveram intervir e, quando o padre estava a acordar da recuperação pós-cirúrgica, colocaram-lhe um bebé nos braços.
O padre, espantado, perguntou o que era aquilo e os rapazes disseram que era o que ele tinha na barriga.
Passado o espanto e tomado de ternura, o padre abraçou a criança e não quis
mais separar-se dela. Como se tratava do filho de uma mãe solteira que morrera
durante o parto, os rapazes envidaram todos os esforços para que o padre ficasse com a criança.
Os anos passaram e a criança transformou-se num homem e formou-se em
medicina. Um dia o padre, já velhinho e sentindo que estava a chegar a sua hora, chamou o rapaz e disse:
“- Meu filho! Tenho o maior segredo do mundo pra te contar, mas tenho medo que fiques chocado”.
O rapaz, que já havia intuído de que se tratava, disse compreensivo:
“- Já sei. Adivinhei há muito tempo. O senhor vai dizer-me que é meu pai”.
“-Não, eu sou a tua mãe! O teu pai é o Bispo de Leiria”.
Antigamente a bruxaria era apanágio feminino que alimentava fogueiras e medos coletivos. Aproveitavam a calada da noite para os conciliábulos e a vassoura para transporte até às encruzilhadas dos caminhos onde desembocavam fantasmas e se rogavam pragas. Era aí que a tradição judaico-cristã domiciliava a origem das desgraças que semeavam o pânico na plebe e a loucura nos inquisidores.
Hoje, os feiticeiros têm o nome impresso à entrada dos gabinetes que acendem as luzes à sua chegada, ar condicionado que evita às pituitárias a náusea do odor corporal e computadores onde escondem o saco dos sortilégios.
Circulam sem cerimónia no Windows, deslocam-se em confortáveis automóveis que deixam aprisionar no inferno do trânsito. Vivem num mundo de luzinhas, textos esotéricos que refletem a cabala matemática em sequências de 0 e 1, linguagem binária inacessível a profanos e que estarrece os basbaques. Foi-se o pacto com o demónio.
Os informáticos rezam com o teclado e devassam as trevas do ciberespaço, incapazes de lançar mau olhado. Há bruxos estabelecidos por conta própria e outros que trabalham em multinacionais donde saem programas de várias gerações, informação para todos os gostos e links* à espera de um clique.
Não sei como conseguiu Bill Gates evitar ao exorcista oficial da Igreja católica, o padre Gabriele Amorth, a tentação de lhe esconjurar os demónios.
Que sorte para os informáticos, terem morrido Jaime I e Inocêncio VIII. O primeiro, em Inglaterra, mandava pagar prémios em dinheiro aos denunciantes de suspeitos de bruxaria e o segundo mandou os inquisidores descobrir e eliminar bruxas, incumbência que desempenharam a preceito.
*Link – Feitiço que transforma a seta do rato numa mãozinha de beato a bater no peito.
As televisões dão-nos notícia de que na zona de Bragança têm sido roubadas hóstias das igrejas.
Diz quem sabe que tais hóstias são destinadas a rituais satânicos – as chamadas “missas negras”. Adiantam, os peritos no assunto, que a venda de hóstias consagradas pode chegar a valer cinco mil euros. Não dizem se é à unidade, ao quilo ou à grosa. Mas há uma pergunta que me anda a bailar na cabeça: como é que se sabe que as hóstias são “consagradas”? Levam selo de garantia, mudam de cor, ou o sabor é diferente?
Aos anos que deambulo pela Terra sem nunca ter visto um raio que não iluminasse totalmente o céu mostrando as nuvenzinhas (porque com céu limpo não há trovões) e tudo o que os meus olhinhos viam cá em baixo agarrado ao chão. Neste milagre ainda não consagrado, a iluminação pública conseguiu ser mais forte que esse raiozinho tímido. Talvez tenha sido uma raiozinha.
Também é de estranhar que o Vaticano não tenha ficado às escuras após a descarga. Ver video montado: http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-21421810
Resultado: Má qualidade na montagem.
Motivo: Uma encomenda urgente.
Hummm: Filippo Monteforte esperou duas horas pelo momento (escrito na notícia do site): http://www.tvi24.iol.pt/internacional/raio-basilica-papa-vaticano-fotografo-tvi24/1418998-4073.html
A comunicação social cada dia mais cheia de gente competente!
As equivalências não valem apenas para governantes.
Imagem sacada do Sapo (exceptuando as letras vermelhinhas)
A fé está, por regra, ligada à religião. Aliás, neste mesmo portal são recorrentes as afirmações de fé por parte de religiosos, e não me recordo de ter visto esse tipo de afirmação proferido por ateus.
Há quem garanta que “a fé é que nos salva”, embora nunca ninguém tenha explicado de quê. De qualquer modo, não está provado, nem sequer minimamente, que a fé salve seja quem for e do que for. Pelo contrário, porém, está mais do que demonstrado que as manifestações de fé religiosa podem causar resultados nefastos. São exemplo disso os atropelamentos no decurso de peregrinações a Fátima, acidentes com viaturas cheias de peregrinos, e outros que a memória não me deixa apontar. Deixo, aqui, mais este exemplo, a aumentar a extensa lista.
Em sentido contrário, porém, o facto de ser ateu pode, sim senhores, ser a salvação. Como se demonstra aqui.
Todos os que presumem e denunciam as críticas às suas crenças como sendo ofensivas, deverão sempre ter em conta que essas crenças podem ser, de igual modo, consideradas ofensivas por quem as critica.
O direito à crítica de proposições contrárias é inalienável do conceito de liberdade de expressão. O direito a não ser criticado não é um direito sequer, é a alienação do próprio direito à liberdade.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.