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13 de Março, 2013 José Moreira

Habemus desperdicium

Permitam-me o copy/paste de um mail acabado de cair na minha inbox. Ou antes, e para ser mais rigoroso: um paste do copy.

 

A RTP já tem três equipas de enviados especiais no Vaticano, a acompanhar uma reunião de senhores de idade com roupas esquisitas que, pelos vistos, vão eleger o próximo líder de uma congregação religiosa. O investimento da televisão pública neste evento social parece avultado e permite aceder a informações de extrema importância, nomeadamente o horário da emissão de fumos a partir de uma determinada chaminé e os nomes dos putativos candidatos ao cargo em disputa, acompanhadas de comentários tão relevantes como “pode ser que sim [que haja fumo] e pode ser que não” ou “eu sei que o senhor [padre] é um homem da igreja”.

Num momento em que, sabe-se, não falta quem esteja empenhado em destruir o serviço público de televisão invocando motivos económicos e de sustentabilidade, o custo da operação Vaticano parece francamente excessivo. Acresce que este “investimento”, para além de desnecessário (e até algo escandaloso num país onde não há dinheiro para quase nada), é pago em boa medida com recurso aos impostos e taxas pagos por todos os contribuintes de um país laico, independentemente do seu credo ou da falta dele, os quais se vêem obrigado a financiar a evangelizadora cruzada televisiva em que a escolha do papa católico apostólico romano está evidentemente transformada.

Face ao risco de, um dia destes, se concretizar a morte do serviço público de televisão e, por essa via, de a cobertura noticiosa do país se tornar ainda mais macrocéfala do que já é, os responsáveis pela RTP deviam pensar duas ou mesmo três vezes antes de se entreterem a brincar às televisões ricas. A defesa do serviço público de televisão precisa de todos (mesmo que seja o Relvas a decidir sozinho em benefício dos amigalhaços) e, assim de repente, parece má política hostilizar uma parte, mesmo que minoritária, obrigando-a a ver vinte minutos seguidos de rebarbativas transmissões directas a partir do Vaticano, quando esse tempo podia e devia ser usado para transmitir notícias realmente importantes (em vez de fait-divers sobre rituais místicos). Tal como estão as coisas, a última coisa de que a RTP precisa é de que os seus dirigentes disparem tiros nos próprios pés, dando ao país um exemplo flagrante de desperdício de dinheiros públicos.

13 de Março, 2013 David Ferreira

Dualidade extrínseca

O povo que se queixa das mentiras com que o poder da era presente o engana, é o mesmo povo que se regozija com as falsidades que o poder de um passado sombrio eterniza.

13 de Março, 2013 José Moreira

Fumo branco, fumo preto

Pela televisão fora, vão passando os mais diversos comentadores, cada qual com o seu palpite acerca da eleição do novo Papa, que eu escrevo com maiúscula apenas para não se confundir com a Cérelac, passe a publicidade. Dentre a catrefada de fazedores de opinião sobressaem, naturalmente, os ligados à multinacional religiosa com sede social em Roma, mais exactamente no Vaticano.

Todos estes comentadores são unânimes num ponto: quando interrogados acerca das características desejáveis do futuro Papa, acabam por se refugiar na resposta mais cómoda, que o futuro é incerto: “o Espírito Santo é que sabe”, com as variações que a imaginação permite. E que são poucas, como se compreenderá. E é aqui que a porca começa a torcer o apêndice dorsal.

Com efeito, desde sempre se disse que o Espírito Santo, seja lá isso o que for, é que inspira aquela cardinalada toda para eleger o gerente. Ora bem: se a entidade referida inspira, por que razão eles demoram tanto tempo a escolher? Não era suposto a inspiração aparecer logo à primeira, para se evitar situações como as do conclave de Viterbo? As respostas a esta magna questão podem ser as mais diversas, e eu tenho algumas, embora hipotéticas, como se compreenderá, mas sei que os amigos crentes não hesitarão em juntar mais algumas, certamente mais fidedignas.

Assim:  o Espírito Santo inspira, mas devagarinho, jeito que lhe ficou, certamente, daquela vez que engravidou mulher alheia. E virgem, ainda por cima;  ou o Espírito Santo inspira com força, mas os cardeais não se apercebem, porque estão distraídos a pensar no Instituto das Obras Religiosas; ou a estória do Espírito Santo é treta, e a eleição mais não do que o fruto de aturadas negociações, tendo como pano de fundo o chamado “Vatileaks”.

Há pouco, na SIC, um padre cujo nome não recordo, asseverava que só por milagre é que o Papa seria escolhido na primeira ronda. Desculpe: como disse? Por milagre??? E não é isso que se espera do tal Espírito Santo? Ou será que ele já não faz milagres por já estar reformado, perdão, emérito?

13 de Março, 2013 Luís Grave Rodrigues

Conclave

13 de Março, 2013 Carlos Esperança

DUSZYNSKA e a minha perplexidade indignada

Por

João Maria de Freitas-Branco

Sabem aqueles que acompanham a minha vida pública que no espaço da saudável controvérsia, do debate de ideias, sempre recuso a fulanização. Estará aí, por certo, uma das minhas muitas costelas sergianas. Não vou aqui abrir excepção. No entanto, depois de ao longo dos últimos dias ter escutado e lido com atenção múltiplos comentários sobre o que se está a passar no interior da Igreja Católica não posso deixar de manifestar perplexidade apimentada de indignação face ao silêncio dos ditos comentadores, e principalmente os que são católicos confessos (como é o caso de um dos mais mediáticos comentadores políticos desta nossa terra), face ao que considero ser uma aberração civilizacional, para além de o ser, também, e em particular, no plano da moral e da política ou, se preferirem, da ético-política.

Refiro-me ao acontecimento ocorrido no passado dia 8 de Março, dia internacional da mulher, nas imediações da Basílica de S.Pedro, em Roma. A religiosa americana, católica, Janice Sevre-Duszynska, manifestou-se na via pública apelando à aceitação da ordenação de mulheres no seio da Igreja Católica e chamando a atenção para a ausência de vozes femininas no Conclave que se vai iniciar hoje, na cidade do Vaticano. Ostentava um cartaz onde se podia ler o seguinte: “As Mulheres Padres estão aqui”. Foi detida pela polícia “por estar a usar vestes litúrgicas”.

Será que isto não é obrigatoriamente tema de debate político, social, cultural? Como se justifica o silêncio dos principais comentadores políticos? Recorde-se que o Vaticano é um Estado e que o Conclave elege o chefe desse mesmo Estado (designado por Papa ou sumo Pontífice), de aí resultando depois a formação do Governo do Estado do Vaticano (a Cúria).

Os motivos da minha perplexidade indignada não ficam por aqui. Há mais.
A católica Janice Sevre-Duszynska, cidadã americana, foi excomungada pela Igreja por se intitular “mulher padre”, depois de ter sido ordenada à revelia das autoridades eclesiásticas de Roma e contra a vontade expressa dessas autoridades. Repito: excomungada. Ao que se entende, o seu grave pecado consistiu em ser tão católica que desejou, e deseja ardentemente, dedicar a sua vida à obra religiosa, como qualquer vulgar padre católico. O problema está no sexo. É que para o fazer tinha que ter nascido homem. Teve o azar de nascer mulher, e um ser do sexo feminino, aos olhos da hierarquia da Igreja, da Igreja Católica, não pode ser católico a esse ponto. Portanto, Janice pecou, incorreu em gravíssimo crime, tão grave que foi, repito, excomungada. Foi amaldiçoada pelos seguidores de Cristo que governam o Vaticano, incluindo aquele que se afirma ser representante do deus católico no Planeta azul – precisamente o mesmo deus adorado pela religiosa americana.

Será que isto não é motivo de debate? Será que não deve convocar necessariamente a atenção de todo e qualquer comentador que se preze? Poderão, em pleno século XXI, os comentadores políticos e os fazedores de opinião da nossa praça ficar em silêncio, indiferentes a este acontecer? Com que fundamentada justificação?

Já que se fala de excomunhão seja-me permitido o atrevimento de aproveitar a circunstância para deixar aqui um singelo pedido público.

Há muitos anos que procuro a lista de nomes dos responsáveis por Auschwitz e pelo Holocausto que tenham sido excomungados pela Igreja Católica. Será que algum dos meus estimados leitores católicos, ou algum dos populares comentadores católicos, faz o favor de me fazer chegar essa informação? Desde já me apresso a agradecer toda a atenção prestada a este meu simples pedido, espero que não demasiado atrevido.

Claro está que a lista solicitada não serve de justificativo para a maldição lançada sobre a católica americana, mas, como espero que compreendam, sempre alivia um pouquinho o agudo sofrimento que me causa a dor da perplexidade indignada que me fere.

 

11 de Março, 2013 Carlos Esperança

Justiça e caridade

Combate à fome e filantropia milionária

«Quando o Estado paga o nosso tratamento hospitalar, a nossa educação, a nossa pensão de reforma ou invalidez, o subsídio de desemprego ou o abono de família, está a dar-nos o que é nosso de direito. Quando contribuímos com os nossos impostos para a redistribuição da riqueza que a sociedade produz em conjunto, estamos a cumprir o nosso dever. Isto é justiça. Mas quando o Estado dá dinheiro dos contribuintes a instituições de caridade, transforma a justiça em esmola.»

(Ludwig Krippai, site Que treta?).

11 de Março, 2013 Abraão Loureiro

Epilepsia – Possesso

Possesso, o termo eclesiástico.

No tempo em que os sarcedotes recebiam o conhecimento directamente de Deus e por isso se afirmavam de sábios (sabichões), atacava-se o mal com o famigerado EXORCISMO. Se à primeira, com o auxílio da cruz e das rezas não resultasse a cura (coisa que nunca aconteceu), o caminho era a fogueira para aliviar a alma do desgraçado. E alguns destes gajos, mesmo sabendo ler e escrever, ainda têm lata para nos dias de hoje continuarem com o mesmo processo com os possessos, excluindo a fogueira porque dá prisão ou pena de morte de acordo com a lei praticada em cada país. Não fosse isto e ainda poderíamos sentir o cheiro do churrasco cristão.

Epilepsia aqui

Exorcismo aqui cuidado que os demónios até mordem.

exorcista

10 de Março, 2013 José Moreira

Regresso à “Idade das Trevas”?

Na Croácia, o governo pretende aplicar aulas de educação sexual nas escolas. Naturalmente, a ICAR opõe-se. Compreende-se: educados sexualmente, os adolescentes dificilmente se tornarão vítimas de predadores sexuais.

Para bom entendedor…

9 de Março, 2013 José Moreira

Preocupações…

A sério, estou preocupado. Tenho andado a acompanhar as cenas dos pré-conclaves, e estou muito preocupado. Há demasiados segredos, e a segurança é grande como é difícil imaginar. Por exemplo, para além de ser proibido transportar telemóveis para dentro da Capela Sistina ainda por cima há um sistema de bloqueio que impede qualquer telemóvel “undercovered” de comunicar com o exterior. Tudo muito demasiado secreto, para o meu gosto. Fico com a impressão de que nem o Espírito Santo vai saber o que se está a passar lá dentro dos pré conclaves e do conclave propriamente dito. E isso é grave, muito grave. Porque o Espírito Santo tem sido o responsável pelas nomeações de grandes figuras e outros figurões, estou a lembrar-me, por exemplo, dos Bórgias, de Gregório IX, criador da Inquisição, João XII, etc. Ora, sem a intervenção do Espírito Santo, o Vaticano arrisca-se a tornar-se uma pessoa de bem, e um local bem frequentado.

Preocupante…

5 de Março, 2013 David Ferreira

O nascimento de uma nação cristã

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De joelhos vos liberto e vos alheio de todos os bens terrenos e espirituais, em nome da fé, com a inspiração divina do Espírito Santo.  Ou como se assassina o espírito livre de um povo honesto com promessas de santidade.