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18 de Maio, 2013 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa (AAP)

Estimado(a)s associado(a)s,
No dia 08 DE JUNHO, na vetusta cidade de COIMBRA, realizar-se-á umalmoço-convívio para celebrar os CINCO ANOS da fundação da AAP – Associação Ateísta Portuguesa.
Escusado será dizer que todos os nossos amigos e simpatizantes estão convidados. Apenas têm de confirmar a vossa presença até ao dia 05 de Junho.
O almoço terá lugar no Restaurante Cantinho dos Reis, a 50 metros dos Bombeiros, na Avenida Fernão de Magalhães, e terá um preço máximo de €10,00 (dez euros), ainda menos do que a quota anual!
Esperamos por si e pelos seus!
Inscrições por email para Associação Ateísta Portuguesa  associacao.ateista@gmail.com
17 de Maio, 2013 Luís Grave Rodrigues

Realidade

10 de Maio, 2013 José Moreira

Religião e arte

O facto de ser ateu não me impede de admirar a arte religiosa. Ainda vou tendo o discernimento suficiente para separar as águas de modo a entender um “Requiem” como arte musical e não como uma oração fúnebre.

Por isso não fiquei minimamente chocado quando um amigo que, recentemente, tinha visitado Roma e um dos bairros mais mal frequentados da capital italiana, me descreveu o encanto que sentiu ao visitar a Capela Sistina e a fabulosa pintura de Miguel Ângelo: “Tu não imaginas, pá, aquela perfeição, aqueles pormenores! Olha que até o umbigo de Adão é visível!”

Confesso que ainda não tive oportunidade de ver, ao vivo e a cores, a fabulosa pintura; mas também não é muito importante, porque a “Criação de Adão” está à distância de um clique. Tenho-a, agora, à minha frente, e dá para confirmar as palavras do meu amigo: Adão tinha umbigo.

Se tivesse sido feito pelo velhote, nunca poderia ter umbigo. Adão foi gerado, não foi criado.

Tal como o outro.

O J. Cristo.

10 de Maio, 2013 Carlos Esperança

E assim vai o meu país…

Com um milhão de desempregados, e a ameaça a pairar sobre os que ainda mantêm um posto de trabalho, instala-se o medo e bloqueiam-se os sonhos e a esperança.

Há nas ruas, nos transportes públicos, nas repartições e oficinas, um silêncio tenebroso, uma paralisia fúnebre e uma tristeza solitária.

A televisão espanhola aconselha rezas e velas acesas. Do Portugal profundo saem ainda velhos rurais, com restos do que foi uma farda militar, convencidos de que foi a Senhora de Fátima que fez o milagre de regressarem vivos da guerra colonial. Buscam a ventura sonhada, para depois da vida, quando se extingue a confiança na única que nos coube.

Quando da terra, que deixou de amanhar-se, e do mar, que vai deixando de dar peixes, não vêm sinais animadores, as pessoas erguem as mão para o céu, numa resignação contida, e vão a pé a Fátima.

São avós que pedem um emprego para o neto, pais a quem se esgotam as prestações de desemprego e mães que veem a dispensa vazia e a quem minguam os ingredientes para a sopa que fumegava à mesa.

Da Europa sonhada por Schuman e Monnet e, ainda, por Delors, resta a merquiavélica visão da agiotagem. Deixámo-nos deslizar para o terreno barroso do nosso desencanto.
Troicam-nos por um prato de lentilhas.

Quanto maior é a desgraça mais a fé se exacerba e a superstição se aprofunda. Fátima é o pântano onde se afoga o desespero.