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23 de Agosto, 2013 José Moreira

Humor de Verão – a Bíblia revisitada

Por determinação divina, o Versículo 16 do Capítulo 3 da Bíblia, passa a ter a seguinte redacção:

16 -E à mulher, disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.

16/A – Além disso, pagarás com teu sangue a afronta que Me fizeste.

16/B – E eis que Eva tomou consciência da gravidade do pecado cometido, e implorou: Senhor, para tão grande pecado, não terei sangue que chegue.

16/C – Então o Senhor Deus disse à mulher: Grande é a Minha misericórdia. Autorizo-te o pagamento em prestações mensais.

 

Palavras de salvação.

22 de Agosto, 2013 Carlos Esperança

A Humanidade a caminho do fim?

Quando deixaram de fazer sentido as profecias do fim do mundo, que infundiam o terror e a fé, numa hábil manipulação religiosa, os factos converteram em certeza a chantagem que então despertava terrores noturnos nas crianças e submissão pia nos adultos.

A bomba demográfica explodiu num planeta que tem limites físicos à sua capacidade de regeneração e se encontra já sob stress. É impossível alimentar a população atual cuja estabilização não é previsível. Faltam, a largas camadas, água, alimentos e a satisfação das mais elementares necessidades básicas.

A fé na capacidade ilimitada na ciência assemelha-se à que, desde sempre, vigorou para a Providência divina. É absolutamente irracional. Nem os acidentes nucleares, como a fuga de água radioativa em Fukushima, nem as catástrofes naturais parecem interessar já as pessoas. A aflição pela sobrevivência amolece a nossa capacidade de vigilância e embota o espírito crítico.

A democracia, os direitos humanos e as liberdades sucumbem sob os escombros de um mundo desregulado e à beira da catástrofe. Os velhos demónios totalitários acordam sob a capa de antigas mitologias transformadas em ideologia.

Os países ricos e civilizados não foram capazes de prever e, muito menos, de conter os demónios que se ocultavam por entre a brisa que parecia soprar nas insurreições árabes, apressadamente designadas de primaveras. Hoje temos o Egito a ferro a fogo, a Síria a gás e a Turquia, por comodidade, catalogada de país islâmico moderado, como se o seu primeiro-ministro Erdogan não tivesse sido o aliado incondicional da deriva demencial do ex-presidente egípcio, Morsi, e do seu braço prosélito, a Irmandade Muçulmana.

No desespero do falhanço da civilização árabe emerge o fascismo islâmico a contaminar a Turquia, o Irão e franjas apreciáveis da população caucasiana da Europa e dos EUA. As primeiras vítimas são os próprios crentes fanatizados nas madraças e mesquitas mas a tragédia da intolerância e do ódio alastra como combustível da instabilidade mundial.

Os dirigentes mundiais parecem estar à espera de um milagre como se o céu pudesse ter resposta para as desgraças que temos de enfrentar.

21 de Agosto, 2013 José Moreira

Misticismos…

O ex-papa Bento 16 afirmou que a sua resignação se deveu a uma “experiência mística” que teve com Deus. Por outras palavras, o patrão propôs-lhe uma rescisão amigável.

Claro que as pessoas são livres de acreditar no que entenderem. Mas seria interessante, e até desejável, uma vez que o próprio ex-papa confirma não ter tido qualquer visão, ou seja, não esteve cara-a-cara com o interlocutor, dizia eu que seria interessante saber como chegou à conclusão de que foi Deus, e não o Demónio, quem o aconselhou a abandonar o barco que, ao que consta, estava prestes a afundar-se. E esta minha dúvida resulta de uma afirmação da própria Igreja, que garante que Satanás é o “pai da mentira”.

Ora, sendo assim, quem me garante que o Satanás não inspirou, também, por exemplo, a Bíblia?

20 de Agosto, 2013 Carlos Esperança

A ICAR na história da coca

(…)

No século 19, o alcalóide da coca – a cocaína – fazia parte de fórmulas medicinais. Suas propriedades anestésicas e estimulantes garantiram o sucesso de muitos remédios e geraram fortunas, a exemplo do vinho tônico de Angelo Mariani (Vin Mariani), no qual a Igreja tinha interesses. Esta bebida era consumida inveteradamente pelo Papa Leão XIII, que chegou a fazer anúncios enaltecendo suas qualidades e a condecorar o seu produtor com a medalha de ouro do Vaticano. O Vin Mariani levava a absurda quantidade de 250 mg de cocaína por litro; a Coca-Cola, que manteve o alcalóide em sua fórmula até 1923, não usava mais de 7 mg/litro.

(…)

Ler «Do pó vieste…»

10 de Agosto, 2013 José Moreira

O “anjo da guarda”

Alguns jornais noticiavam, hoje, que uma criança de 4 anos caíra de um 3º andar de um prédio. A queda foi, no entanto, amortecida por um toldo de uma loja, curiosamente, pertencente aos progenitores, daí que a criança não tivesse sofrido mais que ferimentos ligeiros.

Uma vizinha, dando de barato a existência do referido toldo, assegurou ao interessado repórter que “foi o anjo da guarda que a amparou”.

Não vou, de forma alguma, pôr em causa a afirmação da presumivelmente devota e respeitável senhora, sendo que o presumivelmente se aplica a ambos os adjectivos que se lhe seguem. Se ela garante que foi o anjo da guarda, quem sou eu para duvidar, pois até podia ser um anjo da covilhã, de castelo branco ou de pinhel. Por acaso, foi da guarda, alta cidade da vetusta beira. Mas há perguntas que me ficam a bailar na cabeça, a saber:

  • Foi o anjo que estendeu o toldo?
  • Não teria sido mais fácil, ao anjo da guarda, evitar que a menina se aproximasse do local da queda, nem que fosse através de duas palmadas no rabo? Ou será que a divina criatura quis mostrar o seu poder, obrando da forma mais difícil?
  • Os babados papás poderão, a partir da afirmação da presumivelmente devota e respeitável senhora, descurar (ainda) mais os seus deveres parentais, ou há o receio de que o anjo da guarda, ou de outra cidade qualquer, vá de férias?
  • Se o toldo estivesse recolhido, como é que o anjo da guarda se desamerdaria?
  • Quando é que a comunicação social deixa de dar eco a estas (e outras) barbaridades religiosas?
  • A quem interessa a prossecução do obscurantismo?
7 de Agosto, 2013 José Moreira

Contradições?

Admito perfeitamente que a ICAR, ancestral zeladora da moral e dos bons costumes, desde que fora do Vaticano, porque dentro de portas a conversa é outra, dizia eu que admito perfeitamente que a ICAR rastreie quem entra nas suas casas. Ainda não há muitos dias, uma senhora foi liminarmente impedida de entrar  na basílica de S. Pedro, porque levava o colo descoberto, e isto não obstante o facto de a dita senhora ser bastante parecida com o pai, no que a questões peitorais diz respeito.

Com efeito, creio não ser lícito que uma pessoa se apresente numa igreja sem um mínimo de decoro, quanto mais não seja porque uma igreja não será, propriamente, um local de veraneio.

No entanto.

No entanto, entrando na catedral de Génova, ao lado esquerdo de quem entra e numa capela denominada de S. João Baptista, somos confrontados com a escultura aqui publicada.

Os comentários ficam, naturalmente, para os eventuais leitores.Capturar1 Capturar

4 de Agosto, 2013 David Ferreira

Hóstia dominical – VII

A religião é como o álcool: tanto pode aquecer, libertar e reconfortar o
espírito se tomada com moderação, como pode revelar, salientar e embrutecer o
ego se tomada sem contenção.