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5 de Janeiro, 2014 Carlos Esperança

Afinal, quem mente, a santa ou a Santidade?

Uma das videntes de Fátima afirmou textualmente que viu o INFERNO: “Abriu de novo as mãos, como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra, e vimos como que um mar de fogo. Mergulhados nesse fogo, os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizava e fazia estremecer de pavor. (Devia ter sido ao deparar com esta vista, que dei esse “ai!”, que dizem ter-me ouvido).

Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Essa visão só durou um momento, graças à nossa bondosa Mãe do Céu, que na primeira aparição tinha prometido levar-nos para o Céu. Sem isso, acho que teriamos morrido de terror e de medo.”

O Papa Francisco resolveu desmontar a farsa de Fátima com estas afirmações surpreendentes: “Por meio da humildade, a procura da alma, a contemplação da oração, nós ganhamos uma nova compreensão de certos dogmas. A Igreja já não acredita num verdadeiro inferno onde as pessoas sofrem. Esta doutrina é incompatível com o amor infinito de Deus. Deus não é um juiz, mas um amigo e um amante da humanidade. Deus não procura para condenar, mas apenas para abraçar. Como a fábula de Adão e Eva, nós vemos o inferno como um artifício literário. O inferno é apenas uma metáfora para a alma isolada, que, como todas as almas serão finalmente unidas no amor com Deus.”

Afinal, quem mente?

3 de Janeiro, 2014 Abraão Loureiro

Promessascheques

1 de Janeiro, 2014 Carlos Esperança

Feliz Ano Novo_2014 (crónica)

Sob os escombros do ano que ora finda jazem os votos que formulámos no início. Onde se encontram a almejada paz, o amor jurado, a fraternidade anunciada? Pelo contrário, irromperam das trevas da intolerância fundamentalismos torpes e ódios obscenos.

Por todo o mundo lambem-se feridas de catástrofes naturais e conflitos provocados. A explosão demográfica, a pobreza e a guerra deram as mãos à intolerância e à vingança. O racismo e a xenofobia atingiram proporções dementes que terminaram na orgia de sangue em que os homens se atolaram. Foram frágeis os desejos e efémeras as expectativas.

Ano Novo, vida nova. Estes são os votos canónicos que fastidiosamente repetimos no dealbar de cada ano. E suplica-se que o Ano Novo seja o paradigma dos nossos sonhos e não a consequência dos nossos atos ou o fruto de circunstâncias que nos escapam.

Após as doze badaladas e outras tantas passas, o champanhe e os abraços, por entre beijos húmidos e corpos que se fundem numa sofreguidão de amor, com o brilho das luzes e o som da música, recomeça um novo ano com votos repetidos de ser diferente e ser melhor.

Os anos nascem ruidosamente e vivem-se em silêncio. Começam com ilusões e acabam em pesadelo.

Há em cada um de nós uma força que nos impele para a mudança, que nos dá ânimo para desbravar novos caminhos e assumir novos riscos enquanto o conservadorismo e o medo do desconhecido nos tolhem os passos, nos intimidam e levam a recusar a novidade.

Eu acredito que no coração dos homens mora um genuíno desejo de paz. Os mísseis que cruzam os ares, as bombas que perfuram o solo ou os efeitos colaterais da artilharia que errou o alvo e destruiu povoações inteiras não são mais que um pesadelo passageiro.

O futuro constrói-se. A felicidade é um estado de alma que devemos procurar e a alegria o caminho a seguir.

É em cada um de nós, na aceitação da diversidade, na tolerância, na solidariedade, que podemos começar um mundo mais justo, fraterno e pacífico para o qual julgávamos bastarem os desejos formulados de olhos fechados na última noite de dezembro.

Que o delírio do amor e a embriaguez do sonho se mantenham vivos durante o ano que ora começa. E que, por entre nuvens que pairam carregadas de incerteza, resplandeça o sol da esperança e a nossa vida decorra tranquila.