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1 de Julho, 2016 José Moreira

O ar de Fátima

Confesso que hesitei bastante antes de escrever este artigo. Afinal, o ar de Fátima é vendável e “abençoado”, seja isso lá o que for. Afinal, decidi-me, quanto mais não seja para demonstrar que, em coisas de religião, nada foi inventado. Pelo menos, nos tempos mais próximos, no passado. As religiões limitaram-se a copiar e adaptar o que já existia, incluindo tudo o que diga respeito a negócios.

Em 2011 dei à estampa um livro. Chama-se “O Alfa das 10 e 10”. Já nesse livro alguém se lembrava de vender ar da Serra da Estrela, aliás com enorme sucesso, como se pode ver pelo trecho que transcrevo: «Eis, pois, que o terno passou a deslocar-se semanalmente à Guarda, às vezes mais que uma vez por semana, donde traziam o carro atulhado de garrafas e garrafões de plástico cheios de ar puro da Serra que, depois, iam vendendo a quem tivesse dificuldades respiratórias, três euros a garrafa, dez euros o garrafão, se devolvessem o vasilhame tinham desconto de cinquenta cêntimos, meus amigos, aquilo vendia-se como pão na padaria, quando havia padarias, naturalmente, podem não acreditar mas eu posso assegurar-vos que houve pessoas que passaram a sentir-se melhor, a respirar sem dificuldade, algumas houve a quem o médico garantiu, doença pulmonar obstrutiva crónica? Nem pense nisso! Os seus pulmões estão limpos como a palma da minha mão, grande coisa é a psicologia, o terno voltou a encher-se de dinheiro, e já pensava em comprar uma carrinha (…).” Claro que não me passa pela cabeça reclamar “direitos de autor” até porque, provavelmente, já outros tinham tido a ideia antes de mim. O que importa assinalar, é: quando se vende um produto com determinadas características, não é ao vendedor que recai o ónus da prova dessas características? Não se pode vender pasta “medicinal” mas pode-se vender ar “abençoado”? “Abençoado”, por quem?  E é mesmo de Fátima? Tem certificado de garantia? O ar é vendável, seja abençoado ou poluído, passe a redundância? Será que, em nome das coisas ditas sagradas se pode burlar impunemente como, aliás a própria Igreja faz?

Pelo que vejo nas redes sociais, há quem ache “brilhante”, a ideia. Não admira: quem come uma rodela de pão ázimo julgando que é corpo e sangue de um tipo qualquer, também embarca no ar “abençoado”. Basta que goste de ser enganado.

27 de Junho, 2016 Luís Grave Rodrigues

Cruz

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23 de Junho, 2016 Luís Grave Rodrigues

Homofobia

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10 de Junho, 2016 Carlos Esperança

O totalitarismo eclesiástico e a política

«Arrcebispo de Braga critica “totalitarismo do Estado” nos contratos de associação

O arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, defendeu que o dossiê dos contratos de associação com as escolas privadas, que comparou ao “totalitarismo de Estado”, é uma “campanha” e “uma questão ideológica”.

O arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, defendeu hoje que o dossiê dos contratos de associação com as escolas privadas, que comparou ao “totalitarismo de Estado”, é uma “campanha” e “uma questão ideológica”.

“Para mim é uma questão ideológica este totalitarismo do Estado. O Estado tem uma função supletiva e não de alguém que assume tudo, nem tem capacidade para isso, nem o deve fazer”, comentou, em declarações aos jornalistas.»

8 de Junho, 2016 José Moreira

As Minhas Perplexidades…

…entroncam, certamente, na minha ignorância. Ou derivam dela.
Tenho seguido, com a atenção possível, o verdadeiro milagre da Ciência que foi o nascimento de um ser cuja mãe se encontrava em morte cerebral há quinze semanas. E, concomitante com o meu espanto, várias perguntas surgem no meu já cansado cérebro: o que é, afinal, a Vida? Será possível, afinal, a vida artificial? O cérebro é o centro nevrálgico de todo o corpo, sem cérebro não há vida, mas aqui houve. E a Morte, o que é a morte, afinal? Os crentes garantem que existe uma alma, que se separa do corpo quando este morre. No caso concreto, quando foi que a dita alma se separou do corpo? Foi por vontade de Deus, ou foi por vontade da Ciência? Já agora: onde é que Deus entra, nesta história? É ele o “senhor” da vida e da morte, ou deixou essa incumbência para o Homem? Ou será que, mais uma vez, se prova que essa treta de Deus é isso mesmo: uma treta?

3 de Junho, 2016 José Moreira

O Padre e a Beata

  1. O padre lamenta-se de ser perseguido por uma beata.
  2. No lugar do padre, também me lamentaria, se fosse perseguido por uma mulher de 66 anos e, ainda para mais, beata.
  3. O padre não quer nada com a beata.
  4. Logo, e pela lógica, o padre rezou a Deus para que o livrasse da beata perseguidora.
  5. Pelos vistos, Deus não ligou ao padre, porque a beata continua a perseguição.
  6. No entanto, outras ilações de podem tirar, a saber:
  7. Rezar não serve rigorosamente para nada, já que não se vislumbram resultados das rezas.
  8. Rezar dá resultado, sim senhores, mas Deus escreve direito por linhas tortas. Ou seja, Deus quer mesmo que o padre salte para a cueca da beata.
  9. No lugar do padre, eu desobedeceria a Deus, pois foi para isso que ele me atribuiu o “livre-arbítrio”.
  10. Além de desobedecer, recorreria à Justiça terrena, já que, ao que se vê, e apesar de tudo, ainda funciona melhor que a divina.