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  • 22 de Janeiro, 2010
  • Por Ricardo Alves
  • Laicidade

«As Tardes da Júlia», 10/11/2009

Eis aqui, a pedido de vários comentadores e de várias famílias (umas muito católicas, outras nem tanto), a minha prestação no programa da TVI «As Tardes da Júlia», no dia 10/11/2009, em debate sobre laicidade e crucifixos com o sacerdote católico Jacinto Farias e com Hermínio Corrêa, representante da CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais). Em representação da Associação República e Laicidade.

Crucifixos nas escolas – Tardes da Júlia from Republica Laicidade on Vimeo.

12 thoughts on “«As Tardes da Júlia», 10/11/2009”
  • ricardodabo

    Bom debate e boa a participação do Ricardo. Acho que as razões pelas quais se é a favor da retirada dos cruficixos nas escolas ficou bem explicada.

    Duas coisas me chamaram a atenção. A primeira foi a opinião do porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Morujão. Ele pergunta se as igrejas seriam obrigadas a retirar os seus simbolos religiosos, o que demonstra sua incapacidade (ou má-fé) para distinguir entre o que é público e o que é privado.

    A segunda é a opinião do padre Jacinto Farias, para quem a Igreja Católica não se opõe à retirada dos crucifixos na escola e outras repartições públicas. Está bem. Nós acreditamos.

  • amiltonsilva200809

    Quando o padre diz que foi barrado num hospital deve ter sido por não estar em horário de visita, pois pelo que sei, qualquer pessoa que não seja parente ou médico, não pode entrar em hospital fora da hora apropriada. E mesmo os parentes podem ser barrados em alguns casos.

  • Carpinteiro

    Faltou perguntar ao senhor padre, (que tão melindrado de mostrou pela falta de respeito pelo seu símbolo sagrado) se Jesus tivesse sido enforcado em vez de crucificado; e pelo simples facto de o “líder religioso da seita dominante” ter morrido na forca, as salas de aula das crianças deveriam ter nas paredes, um fulano enforcado, pendurado pelo pescoço na ponta de uma corda; só porque eles consideravam (a corda com laço para enforcado), um símbolo sagrado e portanto de amor.

  • Nuno Leal

    Os capelões dos Hospitais centrais podem viver dentro do hospital e, com a nova concordata, os restantes padres poderão entrar a qualquer hora.

  • Nuno Leal

    Sou só eu que detesto essa galinha? Quando é que ela vai aprender a fazer uma entrevista sendo isenta?

  • Ivocatii

    Eu acho muito bem que sejam retirados os crucifixos, e acho também que o devem fazer com respeito mesmo que para isso tenha de ser chamado um “técnico especializado”.
    Voltaire, um dos maiores defensores da Democracia disse “eu não concordo com o que dizes mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres”. Isto resume bem o que é a Democracia, eu posso nao concordar com a religião mas defendo o direito de cada um a manifestar. Agora que o devem fazer em locais apropriados não tenho a menor dúvida. E os locais públicos (escolas, hospitais, etc) devem ser locais onde cada um possa ser livre para ter a religião ou não-religião que deseja sem que nenhuma lhe seja imposta. Liberdade de religião sim, proselitismo não!

    Agora uma coisa dita pelo representante da Associação de Pais é verdade, estão a fazer uma tempestade num copo de água.

  • Carpinteiro

    Concordo , «…estão a fazer uma tempestade num copo de água.» mas a Igreja com o receio de cair na indiferença a que a sociedade em geral a tem votado, assume posições de autentico histerismo que nem mulher da ribeira na disputa pela banca para vender peixe.

    Chamar ao Albino representante de pais, é um exagero, esse senhor não representa ninguém a não ser a si mesmo, e apenas veicula as posições do governo, tal como um senhor de bigode fora de moda e anel à emigrante anos sessenta no dedo mindinho, que o acompanha nos vários debates em que defende as posições da Santa Madre Igreja.

  • FireHead

    É eliminar os crucifixos das instituições públicas, mas também acabar com os feriados católicos, retiram os nomes de santos das instituições públicas, ruas, etc. e, já agora, as quinas da nossa bandeira.

  • Baal

    Realmente, se o padre diz que aceita a retirada dos símbolos religiosos, não percebo porque fazem tanto barulho quando alguém pede para que REALMENTE os retirem.

    Está a dizer que foram retirados com falta de respeito. Ora nenhuma instituição pública fez cerimónias satanistas de dessacralização de crucifixos. Limitam-se a colocá-los em alguma arrecadação, dá-los a alguém etc.

    Mas que eu saiba não é preciso nenhum ritual para retirar um crucifixo da parede. A própria igreja, não se tratando de uma obra de arte, ao remodelar um espaço é capaz de pegar com eles em alguma arrecadação de arrumos, vendê-los como velharias etc.

    Por isso não estou a ver nenhuma falta de respeito.

  • Ricardo Alves

    Nuno Leal,
    a postura do Ministério da Saúde, que eu não sei se será totalmente legal, é de deixar cada administração decidir.

    Esse Hospital de São João é o do Porto, certo?

  • Ricardo Alves

    Nuno Leal,
    a postura do Ministério da Saúde, que eu não sei se será totalmente legal, é de deixar cada administração decidir.

    Esse Hospital de São João é o do Porto, certo?

  • Nuno Leal

    Sim, é o do Porto.

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