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Em defesa «intransigente» da vida…

Depois de várias tentativas, George R. Tiller foi assassinado hoje, mais um entre a lista crescente de médicos mortos por terroristas em nome da religião.

Update: A polícia do Kansas já prendeu o suspeito do assassinato de Tiller e em breve, espero, saberemos as motivações do assassino. Entretanto, os fanáticos do costume rejubilam

Update 2: O suspeito detido pela polícia é Scott Roeder, membro/simpatizante da Operation Rescue, uma organização que se descreve como «Operation Rescue/Operation Save America unashamedly takes up the cause of preborn children in the name of Jesus Christ. We employ only biblical principles. The Bible is our foundation; the Cross of Christ is our strategy; (…) abortion is preeminently a Gospel issue. The Cross of Christ is the only solution.» Pois….

em stereo na jugular

7 thoughts on “Em defesa «intransigente» da vida…”
  • anticlerical

    Os EUA adoram falar de extremistas de allah, mas não enxergar seus próprios extremistas…. o extremismo cristãos causou as tragédias de Oklahoma e 11/9.

  • Jose Simoes

    “extremismo cristãos causou as tragédias … 11/9”

    Não há aí nenhuma gralha?

    José Simões

  • Elmano

    Também existem fundamentalistas religiosos nos Estados Unidos da América do Norte.
    A diferença é que são do outro extremo. Não matam em nome de alá mas em nome de cristo ou de outra qualquer porcaria inventada para atrasar o desenvolvimento da sociedade.
    Tanto acusam e atacam os outros, mas têm telhados de vidro.

  • Almeida

    O que dizer do Jesus que não deixou que apedrejassem a mulher apanhada em adultério, que se compadecia dos doentes e os curava, como os leprosos, o cego de nascença e muitos outros, para citar umas poucas facetas entre as muitas que os evangelhos nos apresentam, e que são simplesmente desconsideradas pelos anti-cristianismo.

    Gosto muito de trocar idéias e de dialogar, quando a atitude é de uma busca em conjunto por uma visão mais aprofundada, mais ampla, consistente e significativa. Acredito ser uma prática saudável evitar o simplismo, seja ele religioso ou ateu.

    A vivência religiosa não deve ser confundida com os símbolos que a expressam, sem dúvida importantes, mas que jamais têm o grau precisão equivalente ao de uma frase como: “Comprei, hoje de manhã, um quilo de maçãs no supermercado mais próximo à minha residência”. Se eu falar do que acontece em mim ao entrar em contato com uma obra de arte, é provável que a expressão seja mais de natureza poética, não porque é irreal o que acontece em mim, mas porque não é traduzível “em termos científicos”. Infelizmente, a linguagem que serviu para traduzir vivências religiosas acaba sendo literalizada, cristalizada, perdendo com isto grande parte de seu poder evocativo.

    Se a tradução da experiência religiosa varia, ao longo da história, não quer dizer que a experiência seja sempre apenas uma ilusão, embora também saibamos que ilusões acontecem. Confundir a dimensão religiosa com o comportamento de padres ou alguns acontecimentos dentro de uma instituição parece-me um grave equívoco. Negar a experiência religiosa porque houve aproveitadores que a invocaram para seus próprios interesses equivale a negar que existe o amor parental sob a alegação de que alguns pais abandonaram seus filhos, ou a condenar todos os remédios porque existem medicamentos falsificados. Não considere esses argumentos como tendo a pretensão de provas, mas como um esforço para me comunicar.

    Eu faria um esforço análogo (também analógico) se tentasse traduzir o que acontece em mim quando ouço Peer Gynt ou a Nona Sinfonia. Talvez alguém pudesse tentar demonstrar que essas obras não passem de frequências sonoras e timbres combinados de uma determinada forma perfeitamente descritível e que, portanto, a ciência as explica, mas nós sabemos que, embora andem juntas, são coisas completamente diferentes. Se me fiz entender um pouco, essas palavras alcançaram seu objetivo.

    Almeida

  • Jose Simoes

    “extremismo cristãos causou as tragédias … 11/9”

    Não há aí nenhuma gralha?

    José Simões

  • Elmano

    Também existem fundamentalistas religiosos nos Estados Unidos da América do Norte.
    A diferença é que são do outro extremo. Não matam em nome de alá mas em nome de cristo ou de outra qualquer porcaria inventada para atrasar o desenvolvimento da sociedade.
    Tanto acusam e atacam os outros, mas têm telhados de vidro.

  • Almeida

    O que dizer do Jesus que não deixou que apedrejassem a mulher apanhada em adultério, que se compadecia dos doentes e os curava, como os leprosos, o cego de nascença e muitos outros, para citar umas poucas facetas entre as muitas que os evangelhos nos apresentam, e que são simplesmente desconsideradas pelos anti-cristianismo.

    Gosto muito de trocar idéias e de dialogar, quando a atitude é de uma busca em conjunto por uma visão mais aprofundada, mais ampla, consistente e significativa. Acredito ser uma prática saudável evitar o simplismo, seja ele religioso ou ateu.

    A vivência religiosa não deve ser confundida com os símbolos que a expressam, sem dúvida importantes, mas que jamais têm o grau precisão equivalente ao de uma frase como: “Comprei, hoje de manhã, um quilo de maçãs no supermercado mais próximo à minha residência”. Se eu falar do que acontece em mim ao entrar em contato com uma obra de arte, é provável que a expressão seja mais de natureza poética, não porque é irreal o que acontece em mim, mas porque não é traduzível “em termos científicos”. Infelizmente, a linguagem que serviu para traduzir vivências religiosas acaba sendo literalizada, cristalizada, perdendo com isto grande parte de seu poder evocativo.

    Se a tradução da experiência religiosa varia, ao longo da história, não quer dizer que a experiência seja sempre apenas uma ilusão, embora também saibamos que ilusões acontecem. Confundir a dimensão religiosa com o comportamento de padres ou alguns acontecimentos dentro de uma instituição parece-me um grave equívoco. Negar a experiência religiosa porque houve aproveitadores que a invocaram para seus próprios interesses equivale a negar que existe o amor parental sob a alegação de que alguns pais abandonaram seus filhos, ou a condenar todos os remédios porque existem medicamentos falsificados. Não considere esses argumentos como tendo a pretensão de provas, mas como um esforço para me comunicar.

    Eu faria um esforço análogo (também analógico) se tentasse traduzir o que acontece em mim quando ouço Peer Gynt ou a Nona Sinfonia. Talvez alguém pudesse tentar demonstrar que essas obras não passem de frequências sonoras e timbres combinados de uma determinada forma perfeitamente descritível e que, portanto, a ciência as explica, mas nós sabemos que, embora andem juntas, são coisas completamente diferentes. Se me fiz entender um pouco, essas palavras alcançaram seu objetivo.

    Almeida

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